Tag: Mantiqueira

  • Produção de azeite de oliva no Brasil bate recorde histórico

    Produção de azeite de oliva no Brasil bate recorde histórico

    A produção brasileira de azeite de oliva alcançou 1,434 milhão de litros em 2026, o maior volume já registrado no país. O Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva) divulgou os dados nesta terça-feira (14), durante coletiva de imprensa em Porto Alegre (RS).

    O resultado representa alta de 496,75% em comparação com os 240,3 mil litros produzidos em 2025, ano marcado por condições climáticas adversas. O volume também superou em 123,98% o recorde anterior, de 640.228 litros, registrado em 2023.

    Rio Grande do Sul concentra a maior parte da produção nacional

    O Rio Grande do Sul liderou a produção do país, com 1,17 milhão de litros de azeite. O estado registrou aumento de 514,82% sobre os 190,3 mil litros produzidos em 2025 e superou em 101,64% o recorde estadual anterior, de 580.228 litros, obtido em 2023. O território gaúcho reúne 31 lagares (unidades que processam as azeitonas e extraem o azeite) e cerca de 390 produtores, conforme estimativa do Ibraoliva.

    Foto: Rodarte/Agência Agro em Campo

    A região da Mantiqueira ocupou a segunda posição no ranking nacional, com 250 mil litros produzidos em 2026. Santa Catarina produziu 10 mil litros, seguida pelo Paraná, com 2,5 mil litros, e pelo Espírito Santo, com 1,5 mil litros.

    Ibraoliva destaca aprendizado acumulado pelos produtores

    A vice-presidente do Ibraoliva, Solange Neves, destacou que o resultado de 2026 superou a melhor marca já obtida pela olivicultura brasileira. “Tivemos uma safra muito boa em 2023, com 580 mil litros no Rio Grande do Sul. Agora, o estado supera esse recorde em 101,64%, enquanto o Brasil fica 123,98% acima da melhor marca anterior”, afirmou.

    Segundo Solange, o crescimento também reflete o aprendizado acumulado pelos produtores, a evolução do manejo e o trabalho desenvolvido pela cadeia produtiva. “Essa é uma conquista conjunta, construída com a organização dos produtores e a parceria entre instituições públicas e iniciativa privada. Temos avançado no manejo, compreendido melhor os efeitos das condições climáticas e trabalhado para produzir azeites de qualidade”, acrescentou.

    A vice-presidente também apontou que o desenvolvimento da olivicultura gera efeitos que vão além das propriedades rurais, especialmente nas regiões que concentram pomares, lagares e empreendimentos ligados ao turismo. Para ela, conhecer essas áreas amplia o consumo e a percepção sobre a produção nacional. “O Rio Grande do Sul concentra a maior área plantada e uma produção expressiva. Quando uma região se torna exemplo de produção, ela agrega valor para toda a comunidade, movimenta o município e cria oportunidades ligadas ao turismo. Precisamos conhecer mais as regiões produtoras do próprio estado e também de outras partes do Brasil, como a Mantiqueira”, observou.

    Governo gaúcho relaciona resultado a duas décadas de estruturação do setor

    O secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul, Marcio Madalena, associou o resultado à evolução da olivicultura desde o início de sua estruturação no estado, há pouco mais de duas décadas. “Trabalhávamos com uma projeção abaixo de 1 milhão de litros e não havia, até então, a expectativa de superar essa marca neste ano. Estamos falando de uma cultura que começou a ser trabalhada por volta de 2005 no Rio Grande do Sul e que, em pouco mais de 20 anos, consolidou o estado na produção brasileira”, afirmou.

    Madalena também relacionou o crescimento do volume ao reconhecimento que os azeites gaúchos vêm obtendo em competições internacionais. Segundo o secretário, a expansão acompanha a organização do setor produtivo e o trabalho conjunto entre iniciativa privada e poder público. “Não é apenas crescimento de produção. Ultrapassamos 1 milhão de litros justamente no momento em que começamos a acumular medalhas internacionais, consolidando o reconhecimento da qualidade do azeite de oliva gaúcho em nível global. É um setor que tem crescido de forma organizada, tanto da porteira para dentro quanto na representação da cadeia e na articulação com o serviço público”, concluiu.

  • Mineiro se torna uma das seis Lendas do Café Especial no mundo

    Mineiro se torna uma das seis Lendas do Café Especial no mundo

    O cafeicultor brasileiro Luiz Paulo Dias Pereira Filho entrou para a história do café especial mundial ao ser nomeado uma das seis primeiras “Lendas da Excelência” pela Alliance for Coffee Excellence (ACE). A honraria inédita será celebrada durante a cerimônia de premiação do Cup of Excellence, marcada para 1º de novembro, às 9h30, no Diamond House, em São Paulo.

    O título criado em 2024 pela ACE reconhece produtores que mantêm padrões excepcionais de qualidade de forma consistente, combinando inovação e dedicação ao longo de anos de participação no Cup of Excellence, principal competição global de qualidade do setor cafeeiro.

    Trajetória de excelência e compromisso social

    Natural de Carmo de Minas (MG), região da Mantiqueira conhecida pela produção de cafés especiais, Luiz Paulo acumula 23 vitórias no Cup of Excellence. Sua família detém ainda o recorde histórico da competição no Brasil: 95,85 pontos conquistados por Francisco Isidro Pereira em 2005.

    “Essa honraria prova que o Brasil é referência em café especial, muito além de ser apenas em café commodity. Temos uma história de quase três séculos com a cafeicultura, marcada por investimentos constantes, inovações tecnológicas e respeito aos recursos naturais e às pessoas”, declarou o produtor.

    A ACE destacou que as “Lendas da Excelência” não apenas produzem cafés extraordinários, mas lideram transformações sociais em suas comunidades. Segundo a entidade, esses produtores investem em programas educacionais, projetos de sustentabilidade e mentorias que fortalecem a próxima geração de cafeicultores.

    Intercâmbio global e inovação

    Luiz Paulo atribui parte de seu sucesso ao conhecimento adquirido em viagens internacionais e intercâmbios com produtores de outros países. O cafeicultor já visitou o Japão 35 vezes e mantém relacionamento com agricultores de praticamente todas as nações produtoras de café.

    “Descobrimos novas formas de cultivo, tendências de consumo e trazemos essa experiência aos cafés especiais do Brasil. Nosso país está em posição de destaque no cenário global do café especial”, afirmou.

    Aos 30 anos, em 2011, Luiz Paulo tornou-se o presidente mais jovem da história da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), sendo reeleito em 2013.

    As seis lendas mundiais do café especial

    Além do brasileiro, completam a lista inaugural das “Lendas da Excelência”:

    • Benjamin Paz (Honduras) – 5 vitórias no Cup of Excellence
    • Juan Diego De La Cerda (Guatemala) – 13 vitórias
    • Ernesto Menéndez (El Salvador) – 5 vitórias
    • Manuel Antônio “Toño” Barrantes (Costa Rica) – 10 vitórias
    • Olman Valladarez (Nicarágua) – 14 vitórias

    Com o título “hors-concours”, Luiz Paulo não poderá mais competir no Cup of Excellence, consolidando seu legado como referência mundial na produção de cafés especiais de alta qualidade.

  • Dia Mundial do Ovo: Brasil deve atingir consumo de 288 unidades por habitante em 2025

    Dia Mundial do Ovo: Brasil deve atingir consumo de 288 unidades por habitante em 2025

    Celebrado em 10 de outubro, o Dia Mundial do Ovo destaca a importância nutricional de um dos alimentos mais completos da natureza. O Brasil caminha para um novo recorde no consumo de ovos.

    A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta que cada brasileiro consuma 288 unidades em 2025, crescimento de 7,1% em relação ao ano anterior. Para 2026, a estimativa salta para 306 ovos por pessoa, consolidando o país como 7º maior consumidor mundial do alimento.

    A produção nacional acompanha essa tendência. O setor deve alcançar 62 bilhões de unidades neste ano, avanço de 7,5% sobre 2024. As exportações também impressionam: entre janeiro e abril, o Brasil vendeu 13 mil toneladas ao exterior, alta de 133,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.

    O crescimento reflete o maior reconhecimento do valor nutricional do ovo e o esforço contínuo do setor em garantir qualidade, segurança e acessibilidade à população brasileira.

    Origem da celebração e sua importância

    O International Egg Commission criou o Dia Mundial do Ovo em 1996. A celebração acontece na segunda sexta-feira de outubro e integra o Mês do Ovo, período dedicado a conscientizar consumidores sobre os benefícios do alimento para a saúde.

    No Brasil, o Instituto Ovos Brasil (IOB) promove há quase duas décadas campanhas de informação e desmistificação sobre o consumo de ovos, reforçando a qualidade e segurança da produção nacional.

    “O crescimento da produção e das exportações mostra a força do Brasil quando falamos em ovos. Mas tão importante quanto esse potencial é garantir que informações confiáveis cheguem até a população”, afirma Bárbara Guzzon, Coordenadora Nacional para o segmento de poedeiras comerciais na Zoetis.

    A nutricionista Lúcia Endriukaite, do Instituto Ovos Brasil, reforça que o Dia do Ovo representa uma oportunidade de valorizar toda a cadeia produtiva e incentivar o consumo consciente do alimento.

    Como escolher ovos de qualidade no supermercado

    A seleção correta dos ovos começa na prateleira do mercado. Lúcia explica que a casca funciona como embalagem natural e prolonga a vida útil do produto. “É importante termos alguns cuidados na seleção e no armazenamento para garantir que o produto siga fresquinho até o consumo”, destaca.

    Checklist na embalagem:

    • Verifique a data de produção e validade
    • Certifique-se de que a embalagem está seca e sem rachaduras
    • Procure pelo selo de inspeção oficial (federal, estadual ou municipal)
    • Observe se a área de exposição não recebe luz solar direta
    • Prefira estabelecimentos confiáveis

    O que observar nos ovos:

    • Escolha ovos íntegros, sem fissuras ou rachaduras
    • Certifique-se de que estão limpos, sem sujeira na casca
    • Procure embalagens com informações claras sobre categoria, coloração, enriquecimentos e peso

    Segundo Cristiane, uma casca limpa e uniforme indica boas práticas de produção. “Nem todas as produtoras lavam os ovos, mas esse detalhe é um importante indicativo de qualidade”, explica a especialista.

    Sinais de alerta

    • Uma casca mais rugosa ou fina não significa que o ovo está estragado. Porém, ao colocar o ovo contra a luz, se o interior parecer escurecido, descarte o produto imediatamente, pois esse sinal indica contaminação.
    • Trincas e vazamento de clara ou gema também demonstram que o ovo não está apto ao consumo e deve ser descartado.
    • Armazenamento correto
    • Evite lavar os ovos, pois a umidade favorece a proliferação de microrganismos
    • Armazene em local seco e fresco, fora da geladeira, até a data de validade
    • Se preferir maior durabilidade, mantenha em recipientes limpos na geladeira

    Tecnologia e ciência na produção

    “Os ovos da Mantiqueira seguem rígidos padrões de qualidade, desde a alimentação das aves até a entrega final. Todo o processo é auditado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e inclui etapas como lavagem, desinfecção e classificação automática por peso e integridade da casca”, explica Cristiane Mortari , gerente executiva de Qualidade da Mantiqueira Brasil..

    A avicultura brasileira adota medidas rigorosas de biosseguridade. Controles sanitários e protocolos de prevenção de doenças garantem que o ovo chegue seguro e nutritivo ao consumidor.

    Cinco curiosidades sobre os ovos

    1. A cor da casca não muda a qualidade nutricional

    Ovos brancos e marrons possuem praticamente os mesmos nutrientes. A coloração depende apenas da raça da galinha e não interfere no valor nutritivo do produto.

    1. Ovo é considerado um superalimento

    O alimento concentra proteínas de alta qualidade, vitaminas (A, D, E, B12) e minerais essenciais como ferro e selênio, tornando-se um dos mais completos da natureza.

    1. Galinhas de postura comercial produzem mais de 300 ovos por ano

    Os ovos disponíveis no mercado vêm de galinhas criadas especialmente para produção em grande quantidade e regularidade, podendo ultrapassar 300 unidades anuais.

    1. O bem-estar da galinha influencia diretamente a qualidade

    Quando recebem manejo correto e condições adequadas, as galinhas produzem ovos mais saudáveis e com maior regularidade.

    1. Brasil segue padrões internacionais de segurança

    A produção nacional adota protocolos rigorosos de biosseguridade, com medidas sanitárias que garantem a segurança do alimento desde a granja até a mesa do consumidor.

    Ciência combate mitos e aproxima consumidor da realidade

    Apesar do reconhecimento como um dos alimentos mais completos e acessíveis, o ovo ainda enfrenta equívocos e crenças populares. Informações sem base científica confundem a população e dificultam escolhas alimentares mais conscientes.

    “Na Zoetis, acreditamos que valorizar o ovo é também valorizar o trabalho das pessoas no campo e a ciência que sustenta a avicultura moderna, aproximando o consumidor da realidade de um alimento seguro e nutritivo”, complementa Bárbara Guzzon.

    A especialista destaca que as vacinas desenvolvidas com tecnologia de ponta oferecem proteção eficaz contra as principais doenças que afetam a avicultura. Aplicações precisas reduzem o estresse das aves e promovem mais bem-estar, contribuindo para uma produção mais eficiente e sustentável.

    Além de nutritivos e acessíveis, os ovos protagonizam preparações do dia a dia, desde omeletes e bolos até pratos mais elaborados. Durante o Mês do Ovo, priorize produtos frescos e de qualidade nas compras semanais, garantindo sabor, praticidade e segurança nas refeições.

  • JBS compra 50% da Mantiqueira, a gigante dos ovos

    JBS compra 50% da Mantiqueira, a gigante dos ovos

    A JBS, líder global em carnes, anunciou a compra de 50% da Mantiqueira, a maior produtora de ovos da América do Sul. Ou seja, este movimento marca a entrada da gigante da carne bovina no setor de ovos. A conclusão do negócio ainda depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

    União estratégica

    O acordo representa uma união estratégica entre duas líderes de mercado. Enquanto a JBS domina o setor de carne bovina, a Mantiqueira é referência no mercado de ovos, com faturamento anual em torno de R$ 2 bilhões.

    A empresa possui unidades em seis estados e emprega cerca de três mil pessoas, produzindo 4 bilhões de ovos por ano com 17,5 milhões de galinhas. Apesar de não ser a líder global, a Mantiqueira ocupa a décima posição no ranking mundial. No entanto, a JBS vê potencial para expandir sua presença tanto no mercado interno quanto internacionalmente. As conversas entre as duas empresas começaram ao avaliar oportunidades no mercado americano. Além disso, Gilberto Tomazoni, presidente executivo da JBS, destacou que a atratividade do negócio é um dos principais fatores para essa nova empreitada. Ele afirmou: “Todo mundo come ovo”.

    Tomazoni também mencionou o crescimento robusto do segmento e seu apelo nutricional. O ovo, que já foi considerado um vilão nas dietas, agora é amplamente recomendado por nutricionistas. Ele acredita que essa aquisição aumentará a presença da JBS nas mesas dos consumidores, especialmente no café da manhã.

    JBS e Mantiqueira

    A escolha da Mantiqueira para essa parceria se deve à sua liderança no setor de ovos. Tomazoni afirmou: “Nós não entramos em um negócio se não for para sermos líderes”. A JBS entrará na Mantiqueira sem uma posição dominante, o que é uma exceção nas aquisições do grupo.

    A JBS adquiriu os 50% que pertenciam ao empresário Carlos Cunha, que se associou ao fundador Leandro Pinto no início dos anos 2000. Cunha era responsável pelo grupo RDC, que comprava metade dos ovos da Mantiqueira. Após a aquisição da RDC pelo Carrefour em 1999, Pinto decidiu se unir a Cunha devido às incertezas sobre o futuro da empresa . Em comunicado oficial, Pinto descreveu a entrada da JBS na Mantiqueira como um movimento “natural e estratégico”. Ele afirmou que essa união permitirá à Mantiqueira acessar novas oportunidades e adquirir conhecimento para se tornar um competidor relevante internacionalmente.

    A empresa já exporta para mercados na América do Sul, Ásia, África e Oriente Médio. Após o acordo, não haverá mudanças na liderança da Mantiqueira. Márcio Utsch continuará como presidente executivo e sócio minoritário com 3% do capital social. Em resumo, JBS e Mantiqueira discutem agora a composição do conselho de administração, que pode ter quatro ou seis integrantes, com Pinto permanecendo na presidência.

    Impacto para o seu bolso

    Com a entrada da JBS no segmento, há expectativas de que a competitividade no mercado de ovos aumente. A JBS já é um gigante no setor de proteínas, dominando os mercados de carne bovina, suína e frango. Assim, a diversificação para o mercado de ovos pode levar a uma maior eficiência na produção e distribuição, o que, potencialmente, pode resultar em preços mais acessíveis para os consumidores.

    Portanto, com a promessa de aumentar a eficiência produtiva e expandir as operações internacionais, os consumidores podem esperar um impacto positivo nos preços e na disponibilidade dos produtos. À medida que o negócio avança, será importante monitorar como essa nova dinâmica afetará tanto os produtores quanto os consumidores no país.

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