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  • Fruta mais saborosa do mundo ganha espaço no Brasil

    Fruta mais saborosa do mundo ganha espaço no Brasil

    O mangostão, também conhecido como mangostim, lidera o ranking das frutas mais saborosas do mundo segundo o TasteAtlas e já conta com produção no Brasil, embora ainda limitada e concentrada em poucas regiões.

    Foto: Marcos Pereira/Flickr

    De origem no Sudeste Asiático, o fruto ocupa o primeiro lugar na lista internacional. A jabuticaba, nativa do Brasil, aparece na segunda posição, com destaque para a variedade branca, considerada rara.

    Produção de mangostão no Brasil

    O cultivo do mangostão no Brasil soma cerca de 200 hectares, principalmente no Pará e na Bahia. Regiões do Sudeste, como o Vale do Ribeira (SP) e áreas do Espírito Santo, mantêm produções menores.

    A produção nacional gira em torno de 2.500 toneladas por ano. Apesar do avanço, a fruta ainda apresenta baixa oferta e alto valor agregado no mercado.

    O mangostão leva cerca de dois anos para se desenvolver e até oito anos para iniciar a frutificação. Cada árvore produz, em média, 1.500 frutos ao longo do ciclo produtivo.

    Preço elevado e mercado restrito

    O preço elevado reflete a baixa oferta e o longo ciclo produtivo. No varejo, o quilo do mangostão varia entre R$ 150 e R$ 200 em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Goiânia.

    O valor supera o de frutas importadas como framboesa e mirtilo, que custam entre R$ 70 e R$ 99,50 por quilo.

    Características e sabor da fruta

    O mangostão apresenta casca espessa, de coloração roxo-escura, e diâmetro entre 5 e 7 centímetros. A polpa branca e segmentada tem textura macia e suculenta.

    O sabor combina notas doces e levemente ácidas, com aroma tropical suave. Consumidores frequentemente comparam o perfil sensorial a uma mistura de lichia, morango, abacaxi e pêssego.

    Propriedades nutricionais e medicinais

    A casca concentra compostos bioativos conhecidos como xantonas, associados a efeitos anti-inflamatórios. O fruto também fornece vitamina C e antioxidantes.

    Estudos e uso tradicional indicam benefícios como:

    • Fortalecimento do sistema imunológico
    • Auxílio no controle da glicemia
    • Ação antifúngica, com potencial para tratar problemas de pele como eczema e psoríase
    • Uso do chá da casca no combate à diarreia e como suporte para úlceras e acidez estomacal

    História do cultivo no Brasil

    As primeiras sementes chegaram ao Brasil em 1935, na Bahia. Em 1942, o pesquisador Gregório Bondar introduziu a cultura em Belém (PA), a partir de sementes trazidas da Índia.

    As primeiras plantas entraram em produção em 1952. Parte dessas árvores ainda permanece ativa, com produção considerada estável mesmo com poucos cuidados ao longo dos anos, segundo registros da Embrapa Amazônia Oriental.

  • Ranking: jabuticaba está entre as melhores frutas do mundo

    Ranking: jabuticaba está entre as melhores frutas do mundo

    Algumas frutas se destacam pelo sabor, aroma e qualidade, conquistando consumidores ao redor do mundo. A brasileira Jabuticaba está entre as mais saborosas do mundo. Confira quais são as melhores e suas principais características de acordo com o ranking divulgado pelo Taste Atlas.

    1- Pêssegos da Macedônia Central

    Divulgação: Taste Atlas

    Os produtores cultivam os pêssegos das variedades May Crest, Spring Crest, June Gold, Dixired, Red Haven, Maria Bianca, Sun Cloud, Flavor Crest, Sun Crest, JH Hale, Honey Dew Hale, Naoussa Late e Loring na região grega da Macedônia Central.

    Embora tenham origem na China, eles se adaptaram ao clima mediterrâneo e se tornaram populares na Grécia. Colhidos no ponto certo de maturidade, passam por inspeção e embalagem imediata para manter o frescor. Com aroma intenso e sabor doce, são altamente valorizados na Europa e na Península Arábica entre maio e outubro.

    2 – Truskawka Kaszubska (Morangos da Polônia)

    Divulgação: Taste Atlas

    Os morangos das variedades Elsanta, Honeoye e Senga Sengana são cultivados nos distritos de Kartuski, Kościerski e Bytowski, na Polônia. As variedades Elsanta e Honeoye são ideais para consumo in natura, com sabor doce e textura firme. Já a Senga Sengana, destinada ao processamento, possui polpa suculenta e resistente.

    Os consumidores apreciam esses morangos pelo equilíbrio perfeito entre doçura e acidez, remetendo ao sabor das frutas silvestres.

    3 – Mandarini Chiou (Tangerinas de Chios)

    Divulgação: Taste Atlas

    As tangerinas cultivadas na ilha grega de Chios se destacam pelo alto teor de açúcar, polpa macia e aroma intenso. Graças ao clima privilegiado e à excelente exposição ao sol, essa variedade é considerada uma das mais perfumadas do mundo.

    Mesmo antes da colheita, seu aroma invade os pomares e se espalha pela ilha, reforçando o apelido de “Myrovolos”, que significa “ilha perfumada”.

    4- Portokalia Maleme Chanion Kritis (Laranjas de Creta)

    Divulgação: Taste Atlas

    As laranjas da variedade Washington Navel crescem na região costeira de Chania, em Creta. Colhidas manualmente entre dezembro e maio, são conhecidas pelo sabor suculento e aroma marcante. Com tamanho avantajado e formato ligeiramente alongado, apresentam casca firme, o que facilita o transporte.

    Segundo a mitologia grega, essas laranjas estavam protegidas nos Jardins das Espérides, longe dos humanos.

    5 – Cítricos valencianos

    Divulgação: Taste Atlas

    As laranjas, tangerinas e limões cultivados nas províncias espanholas de Castellón, Valência e Alicante possuem uma tradição centenária. O clima mediterrâneo proporciona um equilíbrio perfeito entre doçura e acidez.

    Graças à experiência dos produtores locais, esses cítricos são reconhecidos pela cor vibrante, sabor intenso e qualidade premium.

    6 – Mila Zagoras Piliou (Maçãs da Grécia)

    Divulgação: Taste Atlas

    Agricultores cultivam as maçãs Starking Delicious na região leste de Pilios desde os anos 1960, sob supervisão da Cooperativa Agrícola de Zagora. O clima, a altitude elevada e as técnicas tradicionais garantem suas características exclusivas.

    A colheita ocorre manualmente após rigorosa verificação da maturidade. Depois, passam por seleção de qualidade e são armazenadas em instalações modernas.

    7 – Limone Costa d’Amalfi (Limões de Amalfi)

    Divulgação: Taste Atlas

    Os limões cultivados na província italiana de Salerno são conhecidos pela baixa acidez e sabor delicado. Com tamanha doçura, consumidores podem ser comê-los inteiros.

    Além de apreciá-los frescos, utilizam esses limões na produção de geleias, mel de limão, sorbettos e sobremesas tradicionais da região.

    8 -Mangostim 

    Divulgação: Taste Atlas

    O mangostim, também chamado de mangostão roxo, é uma fruta tropical originária das Ilhas Sunda, na região da Indonésia e Malásia. Sua casca roxa protege a polpa branca, suculenta e doce, com um leve toque de acidez.

    O consumidor usa a fruta in natura ou em sobremesas, saladas, cremes e sorvetes.

    9 – Primitivo (Uva italiana)

    Divulgação: Taste Atlas

    A uva Primitivo, cultivada na Apúlia, é geneticamente idêntica à Zinfandel californiana. Estudos revelaram que ambas derivam da variedade croata Crljenak Kaštelanski. Apesar da mesma origem, o terroir influencia seu perfil sensorial.

    Na Apúlia, os produtores utilizam a uva Primitivo para produção do vinho Primitivo di Manduria, um tinto intenso, rústico e rico em taninos, que se suavizam com o tempo.

    10 – Jabuticaba (Fruta brasileira)

    Divulgação: Taste Atlas

    A jabuticaba, nativa do Brasil, cresce diretamente no tronco da árvore em vários estados como Minas Gerais, Goiás e São Paulo. Com casca roxa e polpa branca, tem sabor doce com leve acidez. A vida útil da fruta é curta, fermentando poucos dias após a colheita.

    Rica em antioxidantes, cálcio, ferro, potássio e vitaminas, as pessoas consomem a fruta fresca ou transformada em sucos, geleias e licores.

    Essas frutas se destacam pela qualidade e história, encantando consumidores pelo mundo. Seja pela doçura, aroma ou tradição, cada uma delas tem um lugar especial na gastronomia global.

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