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  • Recorde: exportação de maçã cresce mais de 200% em seis meses

    Recorde: exportação de maçã cresce mais de 200% em seis meses

    A fruticultura brasileira alcançou um novo marco no comércio internacional no primeiro semestre de 2026. Mesmo diante de um cenário global mais desafiador, o setor registrou avanço simultâneo em receita e em volume embarcado de frutas, impulsionado principalmente pelo desempenho recorde da maçã.

    Entre janeiro e junho, as exportações brasileiras de frutas somaram US$ 707,9 milhões e 619,1 mil toneladas. O resultado representa um salto de 20,64% em valor e de 13,32% em volume na comparação com o mesmo período de 2025, quando o país faturou US$ 586,8 milhões com o embarque de 546,3 mil toneladas.

    Segundo a Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), os embarques de manga, maçã, abacate e melancia impulsionaram o desempenho do setor. Já as vendas de uva, banana e melão enfrentaram desafios pontuais na temporada, sem comprometer o resultado geral.

    Waldyr Promicia, presidente da Abrafrutas, atribui o avanço à diversificação de mercados e ao investimento contínuo em tecnologia. “O primeiro semestre confirma a capacidade do setor de responder aos desafios com eficiência, qualidade e abertura de mercados. A diversificação dos destinos, o investimento constante em tecnologia e as ações de promoção comercial das frutas brasileiras, desenvolvidas por meio do projeto Frutas do Brasil, em parceria com a ApexBrasil, têm fortalecido a presença dos nossos produtos no mercado internacional e ampliado as oportunidades para os produtores brasileiros”, destacou o dirigente.

    Maçã registra a maior alta da história e lidera exportações

    A maçã protagonizou o resultado do semestre com expansão histórica de 223,55% em faturamento e 225,11% em volume. Moises Lopes de Albuquerque, diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Maçã (ABPM), explica que o salto decorre da maior safra já registrada no país, que sucede dois anos de retração provocada por fatores climáticos. A Índia manteve a liderança entre os compradores, seguida por Arábia Saudita e Rússia.

    mangas
    Foto: Rodarte/Agro em Campo

    A manga segue entre os principais produtos da pauta exportadora e cresceu 42,41% em valor e 37,96% em volume, resultado da alta qualidade do produto e da consolidação em mercados estratégicos.

    O abacate apresentou expansão de 72,52% em valor e 92,68% em volume. A melhor safra dos últimos cinco anos em São Paulo ampliou a oferta destinada ao exterior.

    A melancia avançou 30,59% em receita e 6,27% em volume, beneficiada pela constância de oferta e pela qualidade da produção do Nordeste.

    O levantamento também identificou avanços nas exportações de limões, limas e mamão, o que reforça a diversificação da pauta brasileira de frutas.

    Uva e banana enfrentam retração no mercado externo

    Algumas culturas sentiram o impacto de gargalos comerciais e climáticos no período. A uva registrou queda de 27,92% em valor e 27,86% em volume. Uma retração conjuntural motivada por incertezas no mercado norte-americano após o anúncio de novas tarifas pelos Estados Unidos, o que desacelerou os embarques.

    Foto: Rodarte/Agro em Campo

    A banana teve redução de 15,63% em valor e 27,19% em volume. A concorrência no Mercosul pressionou o produto brasileiro, já que frutas vindas do Equador, Bolívia e Paraguai chegaram ao mercado a preços mais competitivos.

    Já o melão sofreu leve queda de 2% no volume embarcado, em razão de impactos climáticos pontuais. Ainda assim, a receita subiu 8,18%, sustentada por preços melhores e pela demanda firme no exterior.

    A Abrafrutas espera manter o ritmo de crescimento na segunda metade do ano. A entidade avalia que a ampliação de novos mercados e a competitividade das frutas brasileiras serão estratégicas para mitigar riscos globais e consolidar um novo recorde anual de exportações do setor.

  • Dia Mundial da Fruta: conheça as mais consumidas no Brasil

    Dia Mundial da Fruta: conheça as mais consumidas no Brasil

    Celebrado em 1º de julho, o Dia Mundial da Fruta chama a atenção para a importância do consumo desses alimentos na promoção da saúde e da qualidade de vida. A data foi criada em 2007, na Alemanha, em parceria com instituições de saúde, com o objetivo de incentivar hábitos alimentares mais saudáveis e ampliar o consumo diário de frutas.

    Além de fazer parte de uma alimentação equilibrada, as frutas ocupam um papel estratégico na agricultura brasileira. O Brasil está entre os maiores produtores e exportadores de frutas tropicais do mundo, com destaque para culturas como manga, banana, mamão, melão e uva.

    Frutas são aliadas da saúde

    Ricas em água, fibras, vitaminas e minerais, as frutas contribuem para o bom funcionamento do organismo e ajudam na prevenção de diversas doenças.

    Entre os principais benefícios estão o fortalecimento do sistema imunológico, melhora da digestão, auxílio na hidratação do organismo e redução do risco de doenças cardiovasculares.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o ideal é consumir pelo menos 400 gramas de frutas e vegetais por dia, quantidade equivalente a aproximadamente cinco porções.

    As frutas mais consumidas no Brasil

    A banana lidera o ranking mundial de consumo e também figura entre as preferidas dos brasileiros.

    O sucesso da fruta está relacionado à praticidade, ao alto valor energético, ao preço acessível e à disponibilidade durante praticamente todo o ano.

    Na sequência aparecem as frutas cítricas, especialmente laranja e limão, seguidas por maçãs e uvas.

    Essas frutas conquistaram espaço no mercado mundial por aliarem valor nutricional, facilidade de transporte e longa conservação após a colheita.

    Por que essas frutas lideram o consumo?

    Cada uma delas reúne características que favorecem sua produção e comercialização em larga escala.

    Banana

    • Rica em potássio e carboidratos;
    • Fonte rápida de energia;
    • Cultivada em mais de 130 países;
    • Disponível durante praticamente todo o ano.

    Laranja e limão

    • Fontes importantes de vitamina C;
    • Muito utilizados na produção de sucos;
    • Casca resistente facilita o transporte e armazenamento.

    Maçãs e uvas

    • Possuem excelente vida útil pós-colheita;
    • São consumidas frescas e também processadas;
    • Dão origem a produtos como vinhos, geleias, doces e passas.

    Brasil tem papel de destaque na fruticultura

    Além de abastecer o mercado interno, o Brasil é um dos principais produtores de frutas tropicais do planeta.

    A manga está entre os produtos agrícolas brasileiros de maior destaque nas exportações, chegando a diversos mercados internacionais graças à qualidade da produção nacional.

    O clima favorável e a diversidade de regiões produtoras permitem que o país cultive uma ampla variedade de frutas ao longo do ano, fortalecendo o agronegócio e gerando empregos em diferentes estados.

  • Exportação brasileira de frutas para Europa cresce 19%

    Exportação brasileira de frutas para Europa cresce 19%

    O Brasil vendeu 19,1% mais frutas em volume para a Europa em 2025 na comparação com o ano anterior. A receita com essas exportações cresceu 12,8% no mesmo período, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Midic). O acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, que os blocos devem assinar no sábado (17), no Paraguai, promete acelerar ainda mais esses números.

    O tratado, negociado há pelo menos 25 anos, vai reduzir ou eliminar tarifas de importação entre os dois blocos e facilitar o comércio de bens agrícolas e alimentos frescos.

    “O acordo entre Mercosul e União Europeia representa um divisor de águas para o agro brasileiro. A redução e a eliminação de tarifas vão ampliar a competitividade das nossas frutas no mercado europeu e criar condições para que o crescimento já observado em 2025 se acelere nos próximos anos, com mais previsibilidade, investimentos e geração de valor ao longo da cadeia produtiva”, afirma Patrícia Cesarino, engenheira agrônoma e gerente de marketing da Ascenza Brasil.

    Europa concentra 79% das frutas exportadas pelo Brasil

    A União Europeia recebeu 79% das frutas que o Brasil exportou em 2025. Atualmente, produtores brasileiros pagam tarifas que variam entre 4% e 14% para vender no bloco europeu. O acordo vai reduzir e extinguir essas cobranças, o que amplia a abertura aos produtos nacionais.

    “Os resultados da fruticultura brasileira na Europa mostram que o setor está preparado para dar um salto com o acordo comercial. Estamos falando de um mercado maduro, exigente e de alto valor agregado, no qual o Brasil tem espaço para crescer de forma sustentável, ampliando volumes, receita e a presença de produtos frescos de alta qualidade”, diz a executiva da Ascenza Brasil.

    No total, as exportações brasileiras para a Europa cresceram 6,2% em valor e 3,4% em volume em 2025, comparado a 2024, segundo o Midic.

    Faturamento pode chegar a US$ 1,8 bilhão até 2029

    A Apex estima que o faturamento da fruticultura brasileira aumente 40% e alcance US$ 1,8 bilhão até 2029. Em 2025, o Brasil exportou 1,2 milhão de toneladas de frutas frescas, com receita de cerca de US$ 1,3 bilhão.

    Manga, melão, limão, melancia, uva e mamão lideraram as exportações para a Europa no ano passado. Essas seis frutas geraram receita de US$ 967 milhões, contra US$ 857,6 milhões no ano anterior. Em volume, o Brasil exportou 949 mil toneladas dessas frutas para a Europa em 2025 e 796,6 mil toneladas em 2024.

    Melão e manga lideram; melancia tem melhor desempenho

    Agricultores brasileiros enviaram 269,5 mil toneladas de melão (US$ 221,7 milhões) e 226,3 mil toneladas de manga (US$ 262,8 milhões) para o continente europeu no ano passado. Essas frutas registraram os melhores resultados em valor absoluto.

    Foto: Divulgação – Isla Sementes

    A melancia, no entanto, teve o melhor desempenho relativo em 2025. As exportações cresceram 44,3% em volume (de 115,8 mil toneladas em 2024 para 167,1 mil toneladas em 2025) e 60,5% em receita (de US$ 68,4 milhões para US$ 109,9 milhões).

    Café valoriza em receita, mas recua em volume

    O café, outro importante produto agrícola que o Brasil exporta para a Europa, registrou alta de 34,2% em receita: de US$ 6,5 bilhões em 2024 para US$ 8,7 bilhões em 2025. No entanto, o volume exportado caiu de 1,6 milhão de toneladas em 2024 para 1,3 milhão de toneladas no ano passado.

    Assim, a expectativa para 2026 é de que a receita continue elevada devido aos preços internacionais. A Europa mantém-se como mercado-chave do café brasileiro, com Alemanha e Itália entre os principais importadores.

    Como o acordo vai reduzir tarifas

    Segundo o tratado entre os dois blocos, a tarifa sobre uvas frescas será zerada assim que o acordo entrar em vigor. Melões, melancias e limões terão as tarifas reduzidas em etapas até chegar a zero em cerca de sete anos. Mamão e manga já têm tarifas zeradas na União Europeia devido à forte dependência que o bloco tem da importação dessas frutas do Brasil.

    “Após a assinatura, depois de mais de 25 anos de negociação, o acordo Mercosul-União Europeia chega em um momento estratégico. Ele fortalece o posicionamento do Brasil como fornecedor confiável de alimentos, amplia o acesso a um mercado que já responde pela maior parte das nossas exportações de frutas e cria uma base sólida para expansão de longo prazo, com ganhos para produtores, exportadores e consumidores”, aponta Patrícia.

    Os principais concorrentes do Brasil nos envios à União Europeia, como Peru, Chile e México, já exportam frutas sem pagar tarifas. O acordo torna-se, portanto, fundamental para nivelar as condições de competição e permitir que produtores brasileiros disputem o mercado europeu em igualdade de condições.

  • Primavera abastece mercado com manga, melancia e abacaxi

    Primavera abastece mercado com manga, melancia e abacaxi

    A primavera de 2025 começou com ótimas notícias para o bolso do consumidor. A safra de frutas tropicais está em plena colheita. Isso derruba os preços no mercado interno e movimenta as exportações brasileiras.

    Manga, melancia e abacaxi lideram essa onda de abundância. O clima favorável e o uso de tecnologia no campo impulsionaram a produção. O resultado são frutas de alta qualidade e preços mais acessíveis para o consumidor final.

    A manga vive um momento forte. A exportadora Agrodan, por exemplo, projeta um salto nas vendas para a Europa. A expectativa é aumentar de 30 mil toneladas em 2024 para 36 mil toneladas em 2025.

    A melancia também tem destaque. A Agrícola Famosa espera quase dobrar o volume exportado de melões e melancias. A meta é atingir impressionantes 300 mil toneladas nesta safra.

    O abacaxi, outra fruta símbolo do clima tropical, segue a mesma tendência. Sua alta produtividade nesta estação garante oferta constante e preços estáveis nas gôndolas.

    A chave do sucesso está no solo

    Por trás dessa safra generosa, está um cuidado essencial: a saúde do solo. A capacidade de reter nutrientes e o equilíbrio de fertilidade são decisivos para a qualidade e o volume da produção.

    Leonardo Sodré, CEO da GIROAgro, destaca a inovação como fator crucial. “O manejo adequado com fertilizantes líquidos de alta concentração é fundamental. Essa prática aumenta a produtividade, melhora a qualidade da fruta e controla pragas. Tudo isso fortalece a imagem do Brasil como líder global”, afirma o executivo.

    Agricultores estão adotando irrigação inteligente e rotação de culturas. Essas práticas reduzem custos, previnem perdas e preparam o campo para instabilidades climáticas.

    O cenário é de otimismo. A primavera não traz apenas dias mais quentes, mas a promessa de um equilíbrio saudável. Os produtores consolidam boas práticas e garantem rentabilidade. Os consumidores, por fim, aproveitam alimentos frescos e a preços justos

  • Manga Tommy sobe 24% no Vale do São Francisco

    Manga Tommy sobe 24% no Vale do São Francisco

    O preço da manga tommy subiu 24% na última semana no Vale do São Francisco (BA/PE), segundo o Hortifrúti/Cepea. A média atingiu R$ 2,23/kg. A oferta restrita impulsionou a alta.

    Pesquisadores destacam que a baixa disponibilidade já ocorria em Livramento de Nossa Senhora (BA) na semana anterior. Nesse município, a variedade palmer subiu 22%, chegando a R$ 1,65/kg.

    Manga no Vale

    No Vale, a palmer manteve estabilidade, cotada a R$ 1,49/kg. A oferta reduzida continua sustentando os preços em ambas as regiões produtoras.

    No atacado, agentes relataram maior procura. Mesmo assim, os preços não mudaram em São Paulo.
    Na Ceagesp, a palmer seguiu em R$ 4,00/kg, enquanto a tommy permaneceu em R$ 4,39/kg.

  • Brasil diversifica mercados após ameaça de tarifas americanas sobre frutas tropicais

    Brasil diversifica mercados após ameaça de tarifas americanas sobre frutas tropicais

    Os Estados Unidos preparam novas tarifas sobre produtos agrícolas brasileiros para o início do mês. A medida vai além das tradicionais exportações de laranja e café. Agora, frutas frescas como manga e uva também enfrentam a ameaça do “tarifaço” americano.

    O setor frutícola brasileiro acende o sinal de alerta. Produtores temem impactos diretos já no segundo semestre de 2025, período crucial para as exportações dessas culturas.

    A manga deve sentir os efeitos mais rapidamente. As exportações para o mercado norte-americano começam em agosto. O timing preocupa produtores que planejavam uma safra otimista, baseada na valorização cambial e na recuperação dos polos frutíferos nordestinos.

    A região Nordeste concentra a produção de manga destinada ao exterior. Os produtores locais contavam com o cenário favorável para expandir negócios com os EUA.

    Uva brasileira perde competitividade

    A uva de mesa brasileira também entra na zona de risco. A colheita para exportação inicia na segunda quinzena de setembro, especialmente no Vale do São Francisco.

    O produto brasileiro ganhou espaço no mercado americano nos últimos anos. A qualidade e variedade das uvas nacionais conquistaram consumidores dos EUA. Porém, as novas tarifas podem beneficiar concorrentes de outros países.

    Leonardo Sodré, CEO da GIROAgro, vê oportunidade na crise. “É hora de diversificar e construir novos parceiros comerciais”, afirma o executivo. “Essa tarifa não é o fim da lavoura, mas o sinal para defender nossa produção com estratégia.”

    O setor se mobiliza para encontrar saídas viáveis. Antes das ameaças tarifárias, produtores projetavam crescimento nas exportações de frutas frescas para os EUA.

    União Europeia como alternativa principal

    Especialistas apontam dois caminhos para os produtores brasileiros. O primeiro envolve a diversificação de mercados internacionais. O segundo foca no fortalecimento do mercado interno.

    A União Europeia surge como destino natural. O bloco europeu já conhece os protocolos fitossanitários brasileiros. Reino Unido, Emirados Árabes, Canadá e países asiáticos também ampliam o consumo de frutas tropicais.

    O mercado doméstico pode absorver volumes maiores de frutas. Porém, essa estratégia pressiona os preços ao produtor. A situação exige atenção redobrada à logística, qualidade e negociação com grandes redes varejistas.

    Produtores precisam se preparar para margens menores no mercado interno. A competição com frutas importadas também pode intensificar.

    Governo articula medidas de apoio

    Entidades do setor produtivo buscam apoio do governo federal. As propostas incluem crédito emergencial, estímulo à abertura de novos mercados e atuação diplomática.

    O objetivo é reverter ou minimizar os efeitos das tarifas americanas. A organização da cadeia produtiva torna-se fundamental para manter a competitividade brasileira.

    “Estamos comprometidos em levar tecnologia e inovação para o campo”, destaca Leonardo Sodré. O executivo defende investimentos em pesquisa e desenvolvimento como caminho para uma agricultura sustentável.

    A combinação de tecnologia com conhecimento do produtor pode fortalecer o setor. A estratégia visa manter a relevância do Brasil no mercado global de frutas frescas, mesmo diante das adversidades comerciais.

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  • Manga é a fruta brasileira mais exportada em 2025

    Manga é a fruta brasileira mais exportada em 2025

    O Brasil tem muitas riquezas, mas quando o assunto é fruta, a manga brasileira reina soberana. Até maio de 2025, o país já havia exportado mais de US$ 80 milhões em mangas, somando impressionantes 73,6 mil toneladas. E adivinha pra onde vai tanta doçura? Principalmente para a União Europeia, seguida de perto por Estados Unidos e Reino Unido.

    Não por acaso, o Dia Mundial da Fruta,  que foi celebrado em 1º de julho, chegou com gosto de festa para o setor. O Ministério da Agricultura e Pecuária aproveitou a data para celebrar e reforçar seu compromisso com a fruticultura. “Estamos ampliando os investimentos com o novo Plano Safra 25/26, garantindo mais acesso a crédito e mais oportunidades aos fruticultores”, disse o ministro Carlos Fávaro.

    Nordeste domina exportações de frutas do Brasil

    Quem carrega esse sucesso nas costas — ou melhor, nos galhos — é o Nordeste, com Pernambuco e Bahia despontando como líderes na produção e exportação da manga. A fruta, que encanta pelo sabor e pela resistência no transporte, é também símbolo do esforço de um setor que não para de crescer.

    Em 2024, a exportação total de frutas brasileiras, entre frescas e processadas, rendeu ao país US$ 1,38 bilhão, com mais de 1 milhão de toneladas embarcadas. E não é só a manga que brilha: uvas, limões, limas e até preparações em conserva também marcam presença no portfólio internacional.

    Enquanto isso, o Brasil segue importando maçãs, peras e kiwis para equilibrar o consumo interno. Mas essa dependência pode estar com os dias contados. De acordo com a Abrafrutas, o clima temperado nas regiões Sudeste e Sul tem favorecido o aumento da produção nacional de frutas como pêssegos, mirtilos, peras e maçãs. É a natureza dando uma forcinha para o Brasil ampliar sua cesta de exportações.

    Com um pé no campo e outro no futuro, a fruticultura brasileira mostra que tem casca grossa e polpa doce. E, se depender do apetite global, a manga continuará sendo a estrela do pomar nacional por um bom tempo.

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  • Dia Mundial da Fruta: saiba qual é a fruta mais exportada do Brasil

    Dia Mundial da Fruta: saiba qual é a fruta mais exportada do Brasil

    O Brasil consolida a manga como sua fruta mais exportada em 2025, com mais de US$ 80 milhões arrecadados e 73,6 mil toneladas enviadas ao exterior até maio. O Nordeste, especialmente Pernambuco e Bahia, responde pela maior parte da produção destinada ao mercado internacional, tendo a União Europeia como principal destino.

    A manga brasileira se destaca não apenas pelo volume exportado, mas também pelo impacto positivo na saúde. Rica em vitamina C, vitamina A, fibras, potássio, folato, cálcio e zinco, a fruta fortalece o sistema imunológico e protege a visão. Além disso, melhora a saúde da pele e regula o funcionamento intestinal. Seu alto teor de fibras auxilia na digestão e previne a constipação. Enquanto compostos antioxidantes e anti-inflamatórios contribuem para combater o envelhecimento precoce e proteger o estômago contra gastrite.

    Divulgação – Embrapa

    Em 2024, as exportações totais de frutas brasileiras somaram US$ 1,38 bilhão, superando a marca de um milhão de toneladas. A manga liderou esse desempenho, com mais de US$ 350 milhões em vendas para mercados como União Europeia, Estados Unidos e Reino Unido. O Observatório de Mercado da Manga da Embrapa Semiárido aponta que as variedades Palmer e Tommy dominam os embarques, com 52% do volume destinado à Holanda, 26% à Espanha e 8% a Portugal.

    No Dia Mundial da Fruta, celebrado em 1º de julho, a manga simboliza o protagonismo do Brasil no comércio global e reforça a importância de incluir frutas na alimentação diária para promover saúde e bem-estar.

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  • Exportações de frutas brasileiras crescem em valor, mesmo com desafios climáticos

    Exportações de frutas brasileiras crescem em valor, mesmo com desafios climáticos

    As exportações de frutas brasileiras registraram crescimento no valor comercializado entre janeiro e setembro de 2024. Esse avanço reflete a força do setor, mesmo diante de condições climáticas adversas que reduziram o volume de algumas frutas exportadas.

    De acordo com dados do AgroStat/Mapa, o valor total das exportações de frutas cresceu 8,51% em comparação com o mesmo período de 2023. Por outro lado, o volume exportado caiu 3,34%, impactado pelo excesso de chuvas nas principais regiões produtoras durante o primeiro semestre do ano.

    Mangas lideram alta no valor exportado

    As mangas se destacaram como a principal fruta exportada em valor. O total arrecadado com as vendas internacionais cresceu 46,19%, saltando de US$ 147 milhões em 2023 para US$ 215 milhões em 2024. No entanto, o volume exportado apresentou leve queda de 0,16%, totalizando 141 mil toneladas. Esse aumento no valor reflete os preços elevados no mercado internacional, que compensaram a redução no volume ofertado.

    Limões e melões também apresentam bom desempenho

    As exportações de limões e limas registraram aumento de 14,52% no valor, somando US$ 155,7 milhões. Diferente das mangas, o volume exportado dessa fruta também cresceu, atingindo 9,16% de alta. O bom desempenho é atribuído à maior demanda global e à aceitação no mercado externo.

    No caso dos melões, o valor exportado cresceu 7,72%, superando os US$ 102 milhões. Já o volume subiu 12,92%, totalizando mais de 133 mil toneladas. A recuperação em áreas menos afetadas pelas chuvas contribuiu para esse resultado positivo.

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    Queda significativa nas exportações de uvas

    Em contrapartida, as exportações de uvas sofreram uma queda expressiva, tanto em valor quanto em volume. O total arrecadado caiu 48,79%, enquanto o volume exportado recuou 54,32%. As chuvas excessivas reduziram a disponibilidade de uvas para exportação, prejudicando o desempenho do setor.

    Setor fruticultor mantém resiliência

    Apesar das adversidades, o setor de frutas frescas brasileiro demonstra resiliência e capacidade de adaptação. Estratégias comerciais eficazes e a crescente demanda por frutas tropicais continuam a impulsionar o desempenho no mercado internacional. Mangas, limões e melões exemplificam como os produtores superam desafios climáticos e mantêm a competitividade global.

    Portanto, esse crescimento reforça o papel das exportações de frutas brasileiras no cenário internacional e a importância da fruticultura para a economia do país.

     

     

  • Perigo para o bolso – novas pragas ameaçam a fruticultura no Brasil

    Perigo para o bolso – novas pragas ameaçam a fruticultura no Brasil

    Recentemente, um estudo da Embrapa identificou áreas do Brasil vulneráveis a três novas pragas quarentenárias: Anastrepha curvicauda, Bactrocera dorsalis e Lobesia botrana. Embora essas pragas ainda não tenham sido registradas no país, elas já estão presentes em países vizinhos. Podendo representar uma ameaça significativa para a fruticultura brasileira. E também ao bolso do consumidor, pois podem impactar diretamente o preço das frutas no supermercado.

    Essas pragas afetam as plantações de diversas frutas, como mamão, manga, uva, maçã, entre outras. Quando uma praga se instala em uma área de cultivo, ela pode destruir uma parte significativa da produção, o que leva a uma menor oferta dessas frutas no mercado. Com menos frutas disponíveis, os preços tendem a subir, prejudicando o bolso do consumidor.

    Principais pragas e seus efeitos

    A praga Lobesia botrana pode afetar culturas como uva, ameixa e pêssego, com 561 municípios em risco de infecção. Ela tem potencial para reduzir a produção de vinho e sucos, encarecendo esses produtos. A Anastrepha curvicauda é uma preocupação para os cultivos de mamão e manga, impactando 721 municípios.

    Já a Bactrocera dorsalis, que afeta uma ampla gama de frutas, incluindo abacate, banana e laranja, representa um risco para 1.940 municípios. Ela já causou grandes danos em outros países e, se chegar ao Brasil, pode fazer o preço dessas frutas disparar.

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    Essas pragas podem causar danos significativos às plantações, resultando em perdas de produção. Com menos frutas disponíveis no mercado, a tendência é que os preços aumentem, afetando diretamente o bolso do consumidor. Quando a oferta de frutas diminui, os preços sobem, tornando produtos como morangos, laranjas e bananas mais caros nas prateleiras dos supermercados.

    Mapeamento e prevenção

    A pesquisadora Jeanne Scardini Marinho Prado, da Embrapa, explica que o mapeamento das áreas de risco ajuda a identificar onde as pragas podem surgir. Embora o estudo tenha focado nas áreas mais vulneráveis, é importante lembrar que essas pragas podem aparecer em outras regiões do Brasil.

    Pragas podem afetar produção de uvas e outras frutas

    A Embrapa também está trabalhando em estratégias de controle. Uma delas é a identificação de inimigos naturais que podem ser usados para combater essas pragas. Além da avaliação de produtos químicos que não afetem zonas sensíveis.

    A pesquisadora da Embrapa Jeanne Marinho Prado ressalta que a equipe selecionou pelo menos um inimigo natural para cada praga estudada, a partir de um levantamento bibliográfico, priorizando espécies já relatadas no Brasil para uma resposta mais rápida em caso de entrada das pragas no território nacional. “Foram realizados zoneamentos de áreas favoráveis com base nessas informações, tanto para as pragas quanto para os bioagentes, permitindo a combinação de dados e a orientação do manejo integrado de pragas, com vistas a minimizar o uso de agrotóxicos, em caso de necessidade, e reduzir os impactos ambientais”, relata.

    Prevenção

    Todos os resultados e informações foram compilados em relatórios detalhados para a Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), visando subsidiar políticas públicas oficiais e regulamentações para o controle fitossanitário das pragas. “A identificação de potenciais agrotóxicos e agentes de controle biológico são fundamentais para que, no caso de ingresso das pragas em território nacional, possam ser realizadas medidas como a liberação emergencial de registro de produtos agrotóxicos e de controle biológico para fins de controle dos insetos. Existindo um referencial teórico sobre o assunto, facilita-se a tomada de decisão do gestor para fins de liberação de produtos mais efetivos e que não ponham em risco áreas vulneráveis”, diz José Victor Alves Costa, coordenador-geral de Agrotóxicos e Afins (CGAA/SDA) do Mapa.

    A equipe responsável pelo trabalho contou com a participação de diversas unidades da Embrapa: Meio Ambiente, Amapá, Semiárido, e Territorial, além de fiscais federais do Mapa.

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    Além disso, é importante que todos fiquem atentos e evitem trazer plantas ou sementes de outros países sem autorização, pois isso pode introduzir novas pragas no Brasil e agravar ainda mais o problema.

    As novas pragas identificadas podem impactar não apenas a produção de frutas, mas também os preços que os consumidores pagam. Com a diminuição da oferta, os preços tendem a subir, tornando as frutas menos acessíveis. A prevenção e o controle dessas pragas são essenciais para garantir a saúde das plantações e a estabilidade dos preços no mercado.