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  • Percevejo, mancha-alvo e mato: o trio que ameaça a rentabilidade

    Percevejo, mancha-alvo e mato: o trio que ameaça a rentabilidade

    A agricultura brasileira entrou em um novo patamar de exigência técnica, no qual produzir mais não é mais suficiente: é preciso produzir melhor. Essa foi a principal mensagem apresentada por Valdumiro Garcia, gerente de Marketing Regional da IHARA, durante a 23ª Tecnoshow Comigo, realizada em Rio Verde (GO). Nesse contexto, a pressão por produtividade aumenta, e o sucesso no campo passa a depender de inovação, manejo assertivo e escolha correta de tecnologias.

    Segundo ele, a IHARA atua como uma ponte entre a tecnologia japonesa e o agricultor brasileiro, trazendo moléculas inovadoras adaptadas à realidade tropical. “A agricultura é capricho. Não basta plantar, é preciso entender o ambiente, o momento da planta e o problema a ser enfrentado”, afirmou.

    A necessidade de inovação, explicou, está diretamente ligada às características do sistema produtivo brasileiro. Com possibilidade de segunda safra e condições climáticas favoráveis, o mesmo ambiente que beneficia as culturas também favorece pragas e doenças. “Tudo que é bom para a planta também é bom para os fatores que limitam a produtividade”, ressaltou. Por isso, investir em tecnologia deixou de ser uma opção e passou a ser uma necessidade.

    Hoje, o Brasil possui cerca de 50 milhões de hectares de soja. No entanto, a área tratada com defensivos ultrapassa 1,4 bilhão de hectares ao longo dos anos, considerando múltiplas aplicações. Esse dado evidencia um movimento claro: o agricultor trata cada vez mais sua lavoura para proteger o potencial produtivo.

    Produtividade exige estratégia e precisão

    No Cerrado, a média de produtividade gira em torno de 55 sacas por hectare — ponto de equilíbrio para muitos produtores. A margem de lucro, porém, só aparece acima disso. Para alcançar ganhos mais expressivos, é necessário atingir patamares entre 70 e 75 sacas por hectare.

    Esse salto produtivo, segundo Valdumiro, depende de uma combinação de fatores: melhoramento genético, acesso a crédito e, principalmente, manejo eficiente. “É impossível imaginar a prosperidade da agricultura brasileira sem investimento em tecnologia”, afirmou.

    Valdumiro Garcia, gerente de Marketing Regional da IHARA, durante a 23ª Tecnoshow Comigo – Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    O avanço das doenças e pragas também exige um olhar mais detalhado. Se no passado o foco estava em problemas visíveis, como a ferrugem asiática, hoje o cenário é mais complexo. A mancha-alvo, por exemplo, vem ganhando protagonismo e já apresenta maior tolerância a fungicidas tradicionais.

    Diante desse cenário, a IHARA apresentou o fungicida SEIV, desenvolvido especificamente para o controle dessa doença. De acordo com dados da empresa, a tecnologia pode alcançar até 95% de eficácia, contribuindo diretamente para a manutenção da produtividade.

    Outro ponto destacado foi a importância da especificidade no manejo. Enquanto o produtor costuma escolher fungicidas considerando o tipo de doença e o estágio da planta, o mesmo cuidado nem sempre ocorre no controle de pragas.

    Pressão de pragas e plantas daninhas aumenta

    Entre os principais desafios atuais estão os percevejos, especialmente o barriga-verde, que vem se adaptando à soja e causando danos mais severos que o percevejo-marrom. Além disso, a presença de mosca-branca em anos chuvosos rompe antigos padrões e exige novas estratégias de controle.

    Para esse cenário, o inseticida ZEUS surge como uma solução de amplo espectro, com atuação eficiente tanto em percevejos quanto em mosca-branca, além de efeito residual prolongado.

    No manejo de plantas daninhas, o alerta é para a crescente resistência. Espécies como capim-pé-de-galinha, caruru e capim-amargoso apresentam menor sensibilidade aos herbicidas convencionais, exigindo novas abordagens.

    Uma das estratégias defendidas é o uso de herbicidas pré-emergentes, como o Yamato, que atuam antes mesmo da germinação das plantas invasoras. Ainda assim, há espaço para crescimento: cerca de metade das lavouras brasileiras de soja não utiliza esse tipo de manejo.

    “A planta daninha precisa ser combatida antes de aparecer. O produtor precisa surpreender o problema, não reagir a ele”, explicou.

    Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Cooperativismo e futuro da agricultura

    A relevância da Tecnoshow Comigo também aparece como ponto de conexão entre tecnologia e produtor. A cooperativa atua em cerca de 22% da área de soja e milho de Goiás, reforçando o papel do cooperativismo na difusão de conhecimento e inovação.

    Ao mesmo tempo, a IHARA mantém um pipeline robusto, com 22 novos ativos em desenvolvimento e potencial para até 240 produtos. Entre os lançamentos previstos está o Fusão Fix, que promete mais praticidade e eficiência no manejo da soja.

    A mensagem final reforça a mudança de mentalidade no campo. Se antes produzir 70 sacas era referência, hoje já se fala em 100 sacas por hectare. Assim, o novo cenário exige mais conhecimento, planejamento e precisão.

    “Cada vez mais, o agricultor precisa conhecer o alvo e escolher a solução adequada. Esse é o caminho para garantir produtividade, rentabilidade e sustentabilidade no campo”, concluiu Valdumiro.

  • Mancha-alvo no algodão: manejo assertivo evita perdas na safra

    Mancha-alvo no algodão: manejo assertivo evita perdas na safra

    A mancha-alvo, causada pelo fungo Corynespora cassiicola, tem se tornado uma ameaça crescente nas lavouras de algodão do Mato Grosso, especialmente nas últimas duas safras. Tradicionalmente, os produtores focavam no controle da ramulária, mas o avanço da mancha-alvo exige estratégias fitossanitárias mais robustas para evitar quedas de produtividade.

    O aumento da doença está associado à sucessão soja-algodão, que favorece a sobrevivência do fungo nos restos culturais, além da redução da eficácia de alguns fungicidas, como as carboxamidas. Com o período crítico de controle da doença ocorrendo entre março e maio, o manejo preventivo se torna urgente para evitar prejuízos.

    Por que a mancha-alvo está se tornando um problema maior?

    Segundo Marcelo Gimenes, gerente de Fungicidas da ADAMA, a falta de produtos específicos para o algodão e o foco excessivo no controle da ramulária deixaram a mancha-alvo em segundo plano.

    “O cotonicultor sempre priorizou a ramulária e foi pego de surpresa pela agressividade da mancha-alvo nos últimos anos. A rotação soja-algodão também contribui, pois o fungo sobrevive nos restos culturais, aumentando a pressão a cada safra”, explica Gimenes.

    Abrapa e Aprosoja-MT alertam para manejo integrado

    Diante do cenário preocupante, entidades como a Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão) e a Aprosoja-MT estão reforçando a necessidade de ajustes nas estratégias de controle.

    “O uso de fungicidas adequados, nos momentos certos, é essencial para evitar perdas. A ADAMA, em parceria com instituições como o IMAmt (Instituto Mato-grossense do Algodão), tem desenvolvido recomendações assertivas para o manejo da doença”, destaca Gimenes.

    Estratégias eficazes para controle da mancha-alvo

    • Rotação de culturas – Evitar a sucessão soja-algodão em áreas com histórico da doença.
    • Uso de fungicidas específicos – Priorizar produtos com eficácia comprovada contra Corynespora cassiicola.
    • Monitoramento constante – Identificar os primeiros sintomas para aplicações preventivas.
    • Manejo de restos culturais – Reduzir a sobrevivência do fungo na palhada.

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  • Perigo: mancha-alvo cresce 33% ao ano

    Perigo: mancha-alvo cresce 33% ao ano

    A mancha-alvo, causada pelo fungo Corynespora cassiicola, tem se tornado uma preocupação crescente nas lavouras de soja brasileiras. De acordo com um levantamento recente da Kynetec, a área tratada contra essa doença aumentou 33% ao ano entre as safras 2018/19 e 2023/24. Esse crescimento é superior ao de outras doenças que afetam a soja, como ferrugem, mofo-branco e antracnose.

    Fábio Lemos, gerente de culturas e portfólio da FMC, destacou que a mancha-alvo apresenta alta severidade e problemas de resistência, o que torna seu manejo cada vez mais desafiador. “As perdas pela falta de controle preventivo podem ser devastadoras, com reduções de 15% a 20% no potencial produtivo”, alertou Lemos. Ele enfatizou a importância de um programa preventivo que inclua produtos multissítios e biológicos para o controle eficaz da doença.

    Fatores contribuintes para a expansão

    A evolução da mancha-alvo está relacionada a diversos fatores, incluindo a seleção genética de cultivares altamente produtivas, mas suscetíveis a patógenos. Além disso, o cultivo em larga escala e o sistema de rotação soja-algodão favorecem o desenvolvimento da doença. Entretanto, as condições climáticas também desempenham um papel crucial na incidência da mancha-alvo.

    Fábio Lemos, gerente de culturas e portfólio da FMC

    Para combater a mancha-alvo, o uso do fungicida Onsuva®, desenvolvido pela FMC, é recomendado por Fábio. Este produto possui uma formulação balanceada que combina uma carboxamida inédita e um triazol altamente seletivo, oferecendo uma abordagem eficaz para o manejo das doenças na soja. A rotação de ingredientes ativos é essencial para reduzir a pressão sobre as populações de patógenos e manter a eficácia do controle.

    Importância do manejo preventivo

    O manejo adequado das lavouras é fundamental para maximizar a produtividade e minimizar as perdas. “Controlar as doenças no momento correto traz benefícios que vão além da soja, contribuindo para o manejo das pragas em outros cultivos”, ressaltou Fábio Lemos.

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    Com um aumento significativo na incidência da mancha-alvo nas lavouras de soja, os produtores devem estar atentos às práticas de manejo preventivo e ao uso adequado de fungicidas. Portanto, a implementação de estratégias eficazes não apenas protege as lavouras, mas também assegura a rentabilidade do setor agrícola brasileiro em um cenário cada vez mais desafiador.

  • Fungo mancha alvo afeta plantações

    Fungo mancha alvo afeta plantações

    Cotonicultores do Centro-Oeste enfrentam um comportamento atípico da mancha alvo nesta safra, afetando o ponteiro do algodão. A doença, causada pelo fungo Corynespora cassiicola, pode reduzir a produtividade em até 40%.

    O fungo necrotrófico, comum na soja e no algodão, sobrevive em restos culturais e afeta diversas plantas. Para controlar a mancha alvo de forma eficaz, é essencial realizar o manejo de fungicidas o mais cedo possível e de maneira preventiva no plantio do algodão. Guilherme Hungueria, gerente de Campanhas para Milho e Algodão da Bayer, destaca a importância dessa prática para evitar a proliferação da doença. “A mancha alvo é uma doença impactante para o algodão, não somente para este ano em que observamos os sintomas no ponteiro, mas sempre foi preocupante para o agricultor.

    Trabalho de pesquisa da Bayer

    Nesta safra, a Bayer, através da sua equipe de fitopatologistas conduziu um robusto trabalho investigativo sobre o patógeno. E confirmou se tratar do Corynespora cassiicola, o que corrobora estudos de pesquisadores renomados como o Dr. Sérgio H. Brommoschenkel (UFV) e o Dr. Rafael Galbieri (IMA – MT). Diante desta confirmação, passamos a recomendar um ajuste no manejo da aplicação do fungicida para evitar perdas de produtividade”, destaca.

    A estratégia que tem gerado os melhores resultados é a de três aplicações de fungicida, o mais breve possível. “Já é sabida a eficácia de Fox Xpro no manejo de doenças do algodoeiro, sendo a melhor ferramenta especialmente para mancha alvo. No contexto desse novo cenário da doença, a estratégia que tem gerado os melhores resultados é a aplicação consecutiva de Fox Xpro no início das pulverizações do manejo, de maneira preventiva. O que muda diante do cenário incomum visto nesta safra é a recomendação de utilizar o maior número de aplicações regulados pela bula em sequência a partir da 2ª aplicação, incluindo a aplicação 4”, defende.

    Além do uso de fungicidas, é essencial controlar plantas daninhas e utilizar sementes certificadas, como a variedade DP 1949 B3RF, que apresentou boa performance. Ney Oliveira, consultor técnico da Fazenda Céu Azul, ressalta a eficácia dessa variedade no manejo da doença.

    Estratégias Integradas

    Hungueria recomenda um manejo eficiente de fungicidas na cultura anterior, especialmente no sistema soja-algodão. “Plantas daninhas são fontes de inóculo da doença e devem ser controladas antes, durante e depois da safra”, afirma.

    Sementes certificadas e cultivares tolerantes, como a DP 1949 B3RF, são fundamentais para evitar a proliferação da doença. Na Fazenda Céu Azul, manejos adaptados às cultivares sensíveis e tolerantes garantiram uma planta mais saudável.

    A combinação de práticas integradas e o uso de tecnologias avançadas, como o fungicida Fox® Xpro, mostra-se eficaz no controle da mancha alvo, garantindo a saúde das lavouras e a produtividade dos cotonicultores.