Tag: maio 2026

  • Alimentos pressionam inflação e preocupam agronegócio

    Alimentos pressionam inflação e preocupam agronegócio

    Os alimentos voltaram a liderar a inflação brasileira em maio. O grupo Alimentação e Bebidas registrou alta de 1,33%, segundo o IPCA divulgado pelo IBGE nesta sexta-feira (12). O resultado ficou praticamente estável em relação a abril. O índice recuou apenas 0,01 ponto percentual no período.

    A alimentação no domicílio avançou 1,65%. Os maiores aumentos ocorreram na batata-inglesa, que subiu 44,69%, no tomate, com alta de 20,62%, e na cebola, que avançou 16,80%. As carnes também ficaram mais caras e registraram elevação de 1,39%. Esses produtos repetiram o movimento observado em abril e acumulam altas desde janeiro.

    Por outro lado, alguns itens apresentaram queda de preços. O café moído recuou 2,38%, enquanto as frutas registraram baixa de 0,70%.

    A alimentação fora do domicílio também ficou mais cara. O segmento avançou 0,49% em maio. Os preços dos lanches subiram 0,49%, após alta de 0,71% em abril. Já as refeições passaram de 0,54% para 0,51% no mesmo período.

    No acumulado do mês, a inflação oficial do país ficou em 0,58%. O resultado desacelerou frente aos 0,67% registrados em abril. Apesar do alívio no índice geral, os alimentos continuaram como principal fator de pressão sobre o orçamento das famílias. O grupo Alimentação e Bebidas respondeu pela maior contribuição ao resultado do IPCA.

    Itens básicos e produtos in natura exerceram forte influência sobre a inflação. Fatores climáticos, custos de produção e oscilações na oferta explicam parte desse movimento.

    Para o agronegócio, os números reforçam a influência das safras e do abastecimento sobre o custo de vida dos brasileiros.

    Safra de cana reduz preços do etanol

    O avanço da safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil favoreceu a queda do etanol em maio. O biocombustível registrou recuo de 6,20%. Em abril, o produto havia apresentado alta de 0,62%.

    Mesmo com a demanda aquecida, a maior oferta ajudou a reduzir os preços. O etanol também contribuiu para aliviar a inflação do grupo Transportes. Com o aumento da moagem, as usinas ampliaram a disponibilidade de matéria-prima. Como resultado, a oferta de etanol cresceu no mercado.

    O cenário reforça a importância do agronegócio para o comportamento da inflação. Afinal, a produção agrícola influencia diretamente os preços dos combustíveis renováveis.

    Além do etanol, o óleo diesel caiu 2,34% em maio. O combustível tem papel estratégico no campo por abastecer máquinas agrícolas e transportar a produção. A redução dos combustíveis pode diminuir custos logísticos em toda a cadeia agropecuária. Dessa forma, o movimento pode ajudar a reduzir pressões sobre os preços dos alimentos nos próximos meses.

  • Carne bovina enfrenta mercado lento em maio

    Carne bovina enfrenta mercado lento em maio

    O mercado do boi gordo segue com ritmo lento na maior parte das praças brasileiras. Os pesquisadores do Cepea atribuem a baixa liquidez à disputa entre pecuaristas e frigoríficos. Além disso, muitos agentes deixaram o mercado após preencherem as escalas de abate. As escalas seguem alongadas e variam entre oito e 15 dias.

    O clima mais frio e a redução das chuvas também pressionam o setor pecuário. As pastagens perderam qualidade desde o fim de abril. Com isso, produtores elevaram a oferta de animais em algumas regiões brasileiras.

    Em São Paulo, o volume de negociações continua limitado nesta semana. O Indicador do Boi Gordo CEPEA/ESALQ operava perto de R$ 340 no início da semana. Além disso, o indicador acumulava queda de 2,72% em maio, até o dia 19.

    Suínos

    No mercado de suínos, o poder de compra do produtor paulista continua em queda. Segundo o Cepea, a retração frente ao milho já dura oito meses consecutivos. O atual poder de compra é o menor desde fevereiro de 2023.

    Os preços do suíno vivo, do milho e do farelo de soja recuaram em maio. Porém, a desvalorização do animal ocorreu de forma mais intensa no período.

    Na região de Campinas, o produtor comprou menos insumos neste mês. Para cada quilo de suíno vendido, o produtor adquiriu 3,18 quilos de farelo de soja. Além disso, o mesmo volume permitiu comprar 4,96 quilos de milho. Os números representam recuos de 6% e 4,9% frente a abril, respectivamente.

    Na comparação anual, o poder de compra caiu 33,2% frente ao farelo de soja. Em relação ao milho, a retração chegou a 29,1% no período.

    Os pesquisadores do Cepea destacaram aumento da procura por carne suína na primeira quinzena de maio. Esse movimento provocou leve reação nos preços do suíno vivo. Mesmo assim, a recuperação não elevou a média mensal das cotações. O Cepea também avalia que os preços devem seguir sem altas até o começo de junho.