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  • O trajeto das flores até virar presente no Dia das Mães

    O trajeto das flores até virar presente no Dia das Mães

    Entre estufas, leilões milionários e viagens pela madrugada, Holambra vive a semana mais intensa do ano enquanto rosas, lírios e orquídeas percorrem um caminho invisível até chegar às mãos das mães brasileiras.

    Quando o relógio ainda marca 4h da manhã, a rotina já ferve em Holambra. Caminhões entram e saem em silêncio, funcionários aceleram a separação de pedidos e produtores observam flores que ainda carregam gotas da madrugada.

    É nessa pequena cidade do interior paulista — responsável por cerca de 40% da produção nacional de flores e plantas ornamentais — que começa boa parte da jornada dos buquês vendidos no Dia das Mães.

    O que muita gente vê apenas como um presente delicado envolve uma operação quase cirúrgica.

    O caminho invisível das flores

    Tudo começa semanas antes da data comemorativa. Em estufas espalhadas por Holambra, produtores controlam temperatura, luminosidade e irrigação para que rosas, gérberas, crisântemos e orquídeas floresçam exatamente na semana do Dia das Mães.

    Uma flor que abre cedo demais perde valor. Uma que atrasa pode perder o pico das vendas.

    Por isso, a produção funciona quase como uma linha de precisão agrícola.

    Depois da colheita, as flores passam por hidratação, seleção manual e armazenamento em câmaras frias. Só então seguem para o maior centro de comercialização do país, o Veiling Holambra, estrutura que movimenta diariamente milhares de lotes de flores para floriculturas, supermercados e distribuidores brasileiros.

    A velocidade da operação impressiona. No próprio site institucional, o Veiling resume a dimensão da engrenagem: “Nossa operação funciona 24 horas por dia e 7 dias por semana”.

    Ali, tempo vale dinheiro — e também qualidade.

    Os pedidos crescem de forma explosiva às vésperas do Dia das Mães. Em poucos minutos, grandes compradores disputam lotes inteiros para abastecer cidades de Norte a Sul.

    Enquanto consumidores escolhem buquês em aplicativos ou vitrines de shopping, existe uma corrida silenciosa acontecendo nos bastidores.

    Holambra entra em “modo turbo”

    Em datas comemorativas, Holambra praticamente muda de ritmo.

    Funcionários ampliam turnos, cooperativas reforçam logística e produtores passam dias monitorando perdas causadas por calor excessivo, fungos ou atrasos no transporte.

    Foto: Veiling Holambra

    Neste ano, o próprio Veiling anunciou “áreas com funcionamento em escala 24/7” para atender a demanda concentrada do Dia das Mães.

    A pressão aumentou nos últimos anos.

    Além da alta procura por flores tradicionais, o mercado passou a acompanhar tendências mais “instagramáveis”, como arranjos monocromáticos, embalagens minimalistas, flores secas e composições premium para delivery.

    O comportamento do consumidor também mudou.

    Com redes sociais impulsionando presentes mais sofisticados, floriculturas passaram a investir em experiências visuais. Não basta apenas vender flores. Agora é preciso entregar impacto emocional — e fotogênico.

    Relatórios e apresentações recentes do mercado floral já apontam uma busca crescente por “variedades, cores, formatos e conceitos que dialogam com o comportamento do consumidor”, movimento que vem redesenhando vitrines e campanhas do setor.

    O avanço do delivery acelerou ainda mais essa transformação.

    Hoje, muitos pedidos feitos em aplicativos saem de Holambra e percorrem centenas de quilômetros refrigerados até chegar ao consumidor final em poucas horas.

    Uma viagem contra o tempo

    Depois do leilão e da distribuição, começa outra etapa crítica: a sobrevivência das flores.

    Rosas e lírios, por exemplo, são extremamente sensíveis à variação de temperatura. Qualquer falha logística pode comprometer aparência, perfume e durabilidade.

    Por isso, caminhões refrigerados viajam durante a madrugada para evitar calor intenso nas estradas.

    Em centros de distribuição, equipes fazem nova triagem antes da montagem dos arranjos. Só então os buquês ganham laços, caixas e cartões que aparecem nas vitrines e redes sociais.

    O consumidor vê beleza.

    Mas, por trás dela, existe uma cadeia que mistura agricultura de precisão, logística refrigerada e pressão comercial digna de grandes datas do varejo.

    Flores viram símbolo em tempos acelerados

    Mesmo em meio ao avanço da tecnologia e das compras digitais, as flores seguem entre os presentes mais procurados no Dia das Mães.

    O motivo vai além da estética.

    Especialistas do setor afirmam que datas emocionais fortaleceram o consumo de itens ligados a afeto, memória e experiência sensorial.

    Em um mundo cada vez mais acelerado, flores carregam justamente aquilo que algoritmos ainda não conseguem substituir: gesto, presença e emoção.

    Talvez por isso uma frase institucional do próprio Veiling Holambra faça tanto sentido nesta época do ano: “Do produtor ao cliente, um Brasil inteiro de conexões”.

    E é exatamente assim que milhões de flores deixam as estufas de Holambra para atravessar estradas, madrugadas e centros logísticos antes de pousar nas mãos de alguém no domingo de Dia das Mães.

  • Dia das Mães: bebê canguru dá primeira espiada fora da bolsa

    Dia das Mães: bebê canguru dá primeira espiada fora da bolsa

    O Zoológico de São Paulo ganhou uma nova atração: o filhote de canguru-vermelho (Osphranter rufus) da fêmea Theca já foi flagrado colocando a cabeça para fora da bolsa marsupial da mãe. O momento, raro e encantador, surpreende visitantes e antecipa uma das fases mais curiosas do desenvolvimento dessa espécie australiana.

    Foto: Divulgação Zoo SP

    Ao contrário da maioria dos mamíferos, os filhotes de canguru nascem em estágio inicial de formação, com apenas 28 a 40 dias de gestação. E continuam se desenvolvendo dentro do marsúpio, a bolsa localizada no abdômen da fêmea. Lá dentro, ficam agarrados a um mamilo por meses, alimentando-se exclusivamente do leite materno.

    O bebê de Theca já concluiu a fase intrauterina e está próximo de deixar a bolsa pela primeira vez. O que deve acontecer nas próximas semanas, segundo a equipe do zoo.

    Por que o canguru-vermelho é único

    Maior espécie de canguru do mundo, o canguru-vermelho habita regiões áridas e savanas da Austrália. Os machos podem atingir 1,5 metro de altura e pesar até 92 quilos; as fêmeas são menores e chegam a cerca de 39 quilos. Conhecidos pelos saltos de longa distância, com até oito metros em um único impulso, esses animais usam a cauda musculosa tanto para o equilíbrio durante o movimento quanto para apoio no repouso.

    Os exemplares chegaram ao Zoo São Paulo em março deste ano para integrar ações de educação ambiental e apresentar ao público a fauna da Oceania, o menor continente do planeta.

    Programação especial de Dia das Mães

    O zoo preparou um fim de semana recheado de atividades. Nos dias 9 e 10 de maio, o público poderá acompanhar momentos de enriquecimento ambiental com a girafa Mel e seu filhote Melman, com apresentações nos horários das 11h e das 15h, mediadas por educadores ambientais.

    As ações envolvem cenários montados com elementos naturais e alimentos da dieta das girafas, estimulando sentidos, cognição e comportamentos naturais dos animais. Ao longo da semana, outras famílias do zoo também participaram de atividades semelhantes, entre elas os chimpanzés Tina e o bebê Pepito, a leoa Erindi com suas quatro filhas e os sauins-de-coleira, que recentemente ganharam dois filhotes.

    Mães entram de graça e há combos com desconto

    No mês de maio, a campanha Mãe não Paga oferece ingresso gratuito para mães em compras antecipadas. Confira os valores:

    • Zoológico de São Paulo: R$ 99,90 (antecipado) ou R$ 119,90 (no dia); cortesia para a mãe na compra antecipada
    • Jardim Botânico: R$ 39,90 com cortesia para a mãe na compra antecipada
    • Simba Safari: R$ 99,90 (antecipado) ou R$ 119,90 (no dia); cortesia para a mãe na compra antecipada
    • Combo com 5 atrações (Zoo SP, Jardim Botânico, Simba Safari, Mundo Dino e Acqua Zoo): de R$ 379,50 por R$ 169,90 na compra antecipada (R$ 189,90 no dia), com cortesia para a mãe

    Funcionamento dos parques

    • Zoo São Paulo: segunda a sexta, das 9h às 16h (visitação até 17h); sábados, domingos e feriados, das 8h30 às 17h (visitação até 18h)
    • Jardim Botânico: segunda a sexta, das 9h às 16h (visitação até 17h); sábados, domingos e feriados, das 9h às 17h (visitação até 18h)
    • Simba Safari: segunda a sexta, das 9h às 17h (visitação até 18h); sábados, domingos e feriados, das 8h30 às 17h (visitação até 18h)

    Ingressos podem ser adquiridos antecipadamente pelo site do Zoo SP e do Simba Safari.

    Endereços

    Zoológico de São Paulo: Av. Miguel Estéfano, 4.241 – Água Funda, São Paulo

    Jardim Botânico de São Paulo: Av. Miguel Estéfano, 3.031 – Água Funda, São Paulo