Tag: Macapá

  • Tartaruga-verde é devolvida ao oceano após ficar presa em rede

    Tartaruga-verde é devolvida ao oceano após ficar presa em rede

    Uma tartaruga-verde (Chelonia mydas) foi devolvida ao oceano pela equipe do IEPA do Amapá. A tartatuga havia ficado presa acidentalmente em uma rede de pesca na Praia do Goiabal, no município de Calçoene, nordeste do Amapá.

    Pescadores resgataram o animal e o mantiveram em uma bacia com água até a chegada da equipe responsável. A tartaruga-verde media 43 cm de comprimento e 32 cm de largura de casco. A equipe responsável devolveu o animal ao oceano durante a baixa da maré, por volta das 5h da manhã.

    A ação faz parte do Projeto de Caracterização e Monitoramento de Cetáceos (PCMC), que monitora encalhes de animais na costa do Amapá e em outros estados da Margem Equatorial brasileira.

    O cientista ambiental Roginey Silva explicou que a soltura ocorreu nesse horário para evitar um novo emalhe. “Neste momento, a maré está bastante seca e distante das redes de pesca. Isso diminui a possibilidade de a tartaruga voltar a encalhar na praia ou se emalhar acidentalmente”, detalhou Silva.

    https://youtube.com/shorts/fd4ubnIUt1c?feature=share

    Entenda o projeto

    O Projeto de Caracterização e Monitoramento de Cetáceos também analisa encalhes de baleias, botos e golfinhos. E, além disso, em 2024, teve início uma pesquisa sísmica entre as bacias do Pará-Maranhão e Foz do Amazonas. Essa pesquisa, portanto, utiliza ondas sonoras para detectar possíveis reservas de petróleo na região.

    O projeto busca entender se existe relação entre essa atividade e os encalhes, pois cetáceos possuem um sistema auditivo complexo, essencial para comunicação e orientação. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) exige a execução do projeto como parte do processo de licenciamento ambiental federal.

    Conheça os hábitos

    As tartarugas-verdes (Chelonia mydas) destacam-se como uma das espécies mais emblemáticas dos oceanos tropicais e subtropicais. Presentes no Atlântico e no Pacífico, esses répteis marinhos atingem até 1,5 metro de comprimento e 190 quilos.

    Sua carapaça em forma de lágrima varia entre tons verde-oliva e cinza-escuro, enquanto o plastrão mantém coloração amarelada.

    Alimentando-se predominantemente de algas e ervas marinhas na fase adulta, as tartarugas-verdes desempenham papel crucial na manutenção dos ecossistemas costeiros.

    Entretanto, sua vida começa sob risco: após desovar em praias continentais ou insulares, as fêmeas deixam ninhos com até 200 ovos, dos quais apenas uma fração dos filhotes sobrevive até a maturidade sexual, alcançada entre 20 e 50 anos.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Jacaré gigante é flagrado no Rio Amazonas