Tag: lucro líquido

  • MBRF bate recorde de volume no 2º trimestre e lucra R$ 69 milhões

    MBRF bate recorde de volume no 2º trimestre e lucra R$ 69 milhões

    A MBRF (MBRF3), uma das maiores empresas globais de alimentos, divulgou nesta quinta-feira (13) os resultados do segundo trimestre de 2026. A companhia registrou receita líquida de R$ 40,7 bilhões, valor 4,9% superior ao mesmo período de 2025, e reportou evolução em todos os segmentos de negócio.

    O EBITDA ajustado somou R$ 3,2 bilhões, um crescimento de 5,4% na comparação anual, com margem de 7,9%. O volume de vendas também avançou e atingiu 1,969 milhão de toneladas, recorde para um segundo trimestre na história da empresa.

    Lucro líquido resiste a cenário macroeconômico desafiador

    Mesmo diante de um cenário macroeconômico adverso, a MBRF manteve sua capacidade de gerar resultados e fechou o trimestre com lucro líquido de R$ 69 milhões. A expansão comercial, os ganhos de sinergia e a evolução operacional em diferentes mercados sustentaram esse desempenho.

    “Os números apresentados refletem a solidez do nosso modelo de negócios, a qualidade da execução das nossas equipes e os avanços na integração das operações. Continuamos a fortalecer a nossa competitividade por meio de marcas líderes, presença global, ampla distribuição e ganhos contínuos de eficiência, sempre com foco na geração sustentável de valor”, afirma Marcos Molina, chairman da MBRF.

    Miguel Gularte, CEO da companhia, reforça a confiança para os próximos meses: “O avanço consistente em nossos resultados ao longo do trimestre, com evolução operacional, comercial e na captura de sinergias, reforça nossa confiança e nos posiciona para capturar as oportunidades do segundo semestre.”

    BRF consolida plataforma multiproteína e expande distribuição no Brasil

    A operação BRF alcançou receita líquida de R$ 15,4 bilhões no trimestre. O EBITDA ajustado cresceu 3,8% e chegou a uma margem de 16,8%, com avanços tanto na comparação anual quanto frente ao trimestre anterior.

    No mercado brasileiro, o volume vendido subiu 4,6% em relação ao primeiro trimestre. A empresa atribui esse resultado à ampliação da base de clientes e à manutenção de altos níveis de serviço. A integração comercial entre as marcas permitiu levar o portfólio de bovinos a mais de 20 mil novos pontos de venda, um dos principais ganhos da plataforma multiproteína criada com a combinação de negócios.

    No exterior, a valorização em dólar das exportações brasileiras e a conquista de 34 novas habilitações abriram novos mercados e ampliaram a captura de valor pela companhia. Na Turquia, a rentabilidade avançou no trimestre, impulsionada pelo aumento do consumo na temporada de churrasco e pelo bom desempenho da linha de processados.

    Sadia Halal atinge margem recorde de 16,1%

    A Sadia Halal encerrou o trimestre com receita líquida de US$ 590 milhões, alta de 16,6% frente ao 2T25. O EBITDA ajustado saltou 104,3% e chegou a US$ 95 milhões, enquanto a margem EBITDA ajustada avançou 6,9 pontos percentuais e atingiu 16,1% — o maior patamar já registrado pela operação.

    “Com mais de 50 anos de presença no Oriente Médio, contamos com uma sólida plataforma comercial e expertise logística que têm sido fundamentais para mitigar os desafios operacionais decorrentes do contexto geopolítico, assegurando o abastecimento e contribuindo para a segurança alimentar da região”, explica Fabio Mariano, CEO da Sadia Halal e vice-presidente do Mercado Halal da MBRF.

    Operações de bovinos crescem na América do Norte e do Sul

    Na América do Norte, o volume de vendas cresceu 2%. E passou de 468 mil para 477 mil toneladas, o que ajudou a compensar a menor disponibilidade de gado na região. O maior peso médio das carcaças e a demanda firme sustentaram preços elevados e elevaram a receita líquida para US$ 3,748 bilhões. Um avanço de 14,9% frente aos US$ 3,263 bilhões do 2T25.

    Na América do Sul, a expansão da capacidade produtiva, os ganhos de produtividade e a forte demanda externa por proteína bovina impulsionaram volumes e receita. A operação alcançou receita líquida de R$ 6,389 bilhões, alta de 26,4% na comparação anual. Enquanto o EBITDA ajustado cresceu 22,1% e chegou a R$ 570 milhões.

    Integração com a BRF já gera R$ 158 milhões em sinergias

    A integração dos negócios avançou conforme o planejamento da companhia. No segundo trimestre, a MBRF capturou R$ 158 milhões em sinergias, com ganhos nas áreas comercial, de suprimentos, logística e estrutura corporativa. As despesas administrativas consolidadas da empresa caíram 13% na comparação anual.

    O programa MBRF+, que já abrange os segmentos de Beef América do Sul e BRF, reúne iniciativas de melhoria contínua, produtividade e eficiência. A iniciativa gerou R$ 328 milhões no trimestre e amplia gradualmente sua metodologia para as demais operações da companhia.

    A MBRF também registrou fluxo de caixa operacional de R$ 2,2 bilhões no trimestre, superior ao período anterior. “No 2º semestre, estamos concentrando nossos esforços em uma melhora dos indicadores de capital de giro com foco nas rubricas de estoques e fornecedores, com o objetivo de impulsionar a geração de caixa da companhia”, afirma José Ignacio Scoseria, vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores da MBRF.

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  • MBRF lucra R$ 111 milhões no primeiro trimestre de 2026

    MBRF lucra R$ 111 milhões no primeiro trimestre de 2026

    A MBRF (MBRF3), gigante do setor de alimentos e detentora de marcas consagradas como Sadia, Perdigão e Qualy, iniciou o ano de 2026 com resultados financeiros robustos. A companhia registrou um lucro líquido de R$ 111 milhões no primeiro trimestre, o que representa um avanço de 26% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

    O balanço do 1T26 revela uma receita líquida de R$ 39,5 bilhões e EBITDA de R$ 3,1 bilhões. Segundo o Chairman da MBRF, Marcos Molina, esses números comprovam a consistência da estratégia de longo prazo e a eficiência na execução do modelo de negócios da empresa.

    Recorde nas exportações e avanço na Ásia e Europa

    A estratégia de diversificação global impulsionou o desempenho operacional. Em março, a MBRF atingiu um recorde histórico nas exportações diretas de aves e suínos. Os embarques para a Europa saltaram 43% em relação ao trimestre anterior, beneficiados pelo retorno das vendas de aves via pre-listing para a União Europeia. Na Ásia, o crescimento foi de 18%, com destaque para os carregamentos de frango originados no Rio Grande do Sul com destino à China.

    O CEO da MBRF, Miguel Gularte, destaca que a agilidade em direcionar produtos para mercados de maior rentabilidade permitiu que a empresa aproveitasse a crescente demanda global por proteínas.

    Liderança no mercado Halal e resiliência no Oriente Médio

    Mesmo diante de um cenário geopolítico complexo, a MBRF fortaleceu sua presença no Oriente Médio. A companhia registrou o maior volume de vendas de sua história durante o Ramadã, ampliando em 12 pontos percentuais sua participação nas exportações para os países do Golfo entre fevereiro e março.

    A unidade Sadia Halal alcançou rentabilidade recorde, encerrando o trimestre com uma margem EBITDA ajustada de 15,6%. A empresa atribui o sucesso à flexibilidade operacional e à robustez de seu sistema logístico e de distribuição própria na região.

    Desempenho nos mercados das Américas

    No Brasil, a MBRF expandiu sua presença nos pontos de venda em 1,3 ponto percentual, mesmo em um período de consumo sazonalmente mais baixo. A integração do portfólio de carne bovina também ampliou a base de clientes atendidos no mercado interno.

    Já na América do Norte, a receita subiu 6,9%, atingindo US$ 3,5 bilhões, impulsionada pela alta demanda, apesar da oferta restrita de gado na região. Na América do Sul, a operação apresentou um crescimento ainda mais expressivo. A receita saltou 23,1% e o EBITDA cresceu 34,9%, resultado do foco em produtos de valor agregado e ganhos de produtividade nos complexos industriais.

    O Vice-presidente de Finanças e RI, José Ignacio Scoseria, reforça que a prioridade da companhia permanece na geração de valor e na manutenção de uma estrutura de capital saudável. A MBRF projeta manter o ritmo de crescimento sustentável, consolidando sua plataforma global multiproteína nos próximos trimestres.

  • JBS registra receita recorde e fecha 2025 com US$ 2 bi de lucro líquido

    JBS registra receita recorde e fecha 2025 com US$ 2 bi de lucro líquido

    A JBS registrou receita líquida recorde de US$ 86 bilhões no resultado de 2025, alta de 12% comparado com 2024. Em reais, o montante chega perto de meio trilhão. O lucro líquido cresceu 15% no período, consolidado em US$ 2 bilhões no ano. Os principais motores desses resultados anuais foram as operações da Pilgrim’s Pride, JBS Austrália e Seara, que atuaram com forte expansão e geração de valor.

    A performance do ano comprova a resiliência da estratégia global multiproteína e multiplataforma da Companhia, que resulta em disciplina e agilidade em diferentes contextos de mercado. A JBS reportou EBITDA ajustado IFRS de US$ 6,8 bilhões e margem EBITDA de 7,9% no consolidado de 2025.

    “Encerrar 2025 com um crescimento de 15% na receita, o maior da nossa história, comprova a força e a resiliência da nossa plataforma diversificada. Tanto em proteínas quanto em geografias. Ao mesmo tempo, o avanço de 15% no lucro reforça a consistência da nossa execução, sustentando margens robustas e a nossa capacidade de continuar gerando crescimento e valor para os acionistas”, afirmou Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS.

    A solidez dos resultados ao longo de 2025 também se refletiu na evolução do retorno sobre o patrimônio líquido (ROE), que foi de 25% nos últimos 12 meses. Comparado com o resultado consolidado de 2024, o indicador avançou 3,2 pontos percentuais.

    O desempenho foi impulsionado pela expansão dos resultados operacionais, maior disciplina na alocação de recursos e foco em geração de valor para os acionistas. O lucro por ação (EPS, earning per share) registrou salto de 15% comparado com 2024 e fechou 2025 em US$ 1,89.

    Alavancagem

    A alavancagem em dólar encerrou o ano em 2,39 vezes, em linha com a meta de longo prazo da companhia e estável em relação ao 3T25. Além desse indicador, a JBS possui um confortável cronograma de amortizações, sem vencimentos relevantes de dívida previstos até 2031 e com um custo de dívida altamente competitivo, com cupons até 2032 posicionados abaixo das taxas dos Treasuries dos Estados Unidos.

    Para Guilherme Cavalcanti, CFO Global da JBS, os resultados de 2025 comprovam a eficiência da Companhia e a disciplina da alocação de capital. “Nossa estratégia permitiu manter nossa alavancagem entre 2x e 3x, e trabalhar com um perfil de dívida extremamente alongado. Isso nos traz segurança financeira e liquidez necessárias para atravessar a volatilidade dos ciclos e continuar entregando retornos sólidos aos nossos investidores.” No acumulado do ano, o fluxo de caixa livre totalizou US$ 400 milhões.

    Unidades de negócios

    • Pilgrim’s Pride

    Com margem EBITDA de 15,2% no ano, a Pilgrim’s Pride continuou crescendo apoiada na força de suas operações e uma gestão disciplinada. O portfólio in natura foi beneficiado por uma forte demanda no mercado americano e a diversificação por meio de ofertas de produtos com marca alcançou um feito histórico com a Just Bare, batendo US$ 1 bi em vendas. Nas operações da Europa e México os resultados continuaram a apresentar melhora, com otimização fabril, integração da gestão e um melhor mix de produtos.

    • JBS Austrália

    A JBS Austrália apresentou margem EBITDA de 11,3%, reflexo do crescimento dos volumes no mercado interno e externo. O segmento de carne bovina foi o principal motor da rentabilidade. A melhora de preços e volumes compensaram o aumento de 20% no custo de bovinos em 2025, de acordo com a Meat & Livestock Australia (MLA). Os segmentos de carne suína e salmão também apresentaram margens melhores, impulsionados pela execução operacional e maior produtividade.

    • Seara

    A Seara registrou margem EBITDA de 16,9% em 2025, impulsionado pelo maior volume de exportação de sua história, apesar das restrições temporárias em mercados-chave como China e Europa, e desempenho de vendas no mercado interno. O crescimento das vendas e volumes foi a resposta de uma forte execução comercial, a consolidação contínua da marca e a inovação constante, agregando maior valor ao portfólio. Entre as inovações com valor agregado, a marca lançou a linha Seara Protein, refeições congeladas com maior teor de proteína, linha de produtos para preparo na Air Fryer, além de snacks em parceria com a Netflix.

    • JBS Brasil

    Com margem EBITDA de 6,2% no ano, a JBS Brasil apresentou forte crescimento de receita. A Friboi registrou o maior volume de processamento de sua história. Reflexo da forte demanda e a expansão no mercado externo, como também a força da marca, uma sólida execução comercial, a melhoria nos níveis de serviço e a contínua oferta de produtos de valor agregado por meio do Friboi+ no mercado interno. A Friboi foi mais uma vez reconhecida como Top of Mind, vencendo na categoria de carnes pela sexta vez consecutiva. E na categoria churrasco pela segunda vez consecutiva, reforçando sua liderança no Brasil.

    • Beef North America

    Nos Estados Unidos, a JBS Beef North America alcançou receita recorde de US$ 28 bilhões em 2025, sustentada pela demanda firme nos Estados Unidos. O setor de bovino segue com preços em patamares historicamente elevados, como reflexo da menor disponibilidade de animais em meio ao atual ciclo pecuário americano. O rebanho é o menor em 75 anos.

    Além disso, as importações de bovinos vivos do México sofreram restrições a partir de maio de 2025, por causa de questões sanitárias, impactando o abastecimento do mercado nos Estados Unidos.

    • JBS USA Pork

    A JBS USA Pork registrou receita líquida recorde no ano, de US$ 8,4 bi. O desempenho foi impulsionado por uma demanda sólida e pela expansão do portfólio de produtos de marca e de valor agregado no mercado interno e também na exportação. Durante o ano, a Companhia anunciou a expansão da produção de bacon pré-cozido e salsichas para café da manhã (breakfast sausage) por meio da aquisição de uma fábrica em Iowa, bem como da construção de uma nova unidade anunciada no mesmo estado.

    “A Companhia está entregando crescimento e valor, com disciplina financeira. A alta lucratividade é um reflexo do acerto da estratégia e da excelência da execução de nosso time”, afirmou Tomazoni.