Tag: liderança feminina

  • Prêmio Mulheres do Agro prorroga inscrições até 17 de junho

    Prêmio Mulheres do Agro prorroga inscrições até 17 de junho

    As produtoras rurais interessadas em participar da 9ª edição do Prêmio Mulheres do Agro ganharam mais tempo para efetuar a inscrição. A Bayer e a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) ampliaram o prazo para a categoria Produtora Rural até 17 de junho. A iniciativa reconhece mulheres que lideram propriedades rurais e desenvolvem ações voltadas à gestão, à inovação e às boas práticas agrícolas.

    A premiação contempla propriedades de pequeno, médio e grande porte. As candidatas podem realizar a inscrição gratuitamente por meio do site oficial do prêmio. O objetivo é destacar trajetórias que fortalecem o agronegócio e ampliam a participação feminina em posições de liderança no campo.

    Sustentabilidade e gestão estão entre os critérios

    Para concorrer, as participantes precisam demonstrar resultados alinhados aos pilares de sustentabilidade, governança e impacto social. Além disso, devem apresentar iniciativas que contribuam para o desenvolvimento da atividade agropecuária dentro e fora da propriedade.

    Uma banca formada por especialistas de instituições públicas e privadas do setor agropecuário analisará as inscrições. Dessa forma, a avaliação considerará aspectos relacionados à gestão do negócio, à responsabilidade socioambiental e à capacidade de gerar impactos positivos nas comunidades envolvidas.

    Ao longo dos anos, o Prêmio Mulheres do Agro consolidou-se como uma das principais iniciativas de valorização da liderança feminina no setor. Por isso, a premiação reúne histórias de produtoras que investem em inovação, eficiência produtiva e práticas sustentáveis.

    Iniciativa busca ampliar protagonismo feminino

    O reconhecimento também incentiva a troca de experiências entre mulheres que atuam no agronegócio. Além disso, fortalece a presença feminina em espaços estratégicos de decisão dentro das propriedades rurais e das cadeias produtivas.

    Segundo os organizadores, o prêmio procura dar visibilidade a produtoras que desempenham papel relevante na condução dos negócios rurais. Ao mesmo tempo, busca estimular modelos de gestão que conciliem produtividade, responsabilidade social e preservação ambiental.

    Vencedoras serão conhecidas em agosto

    A organização anunciará as vencedoras durante uma cerimônia programada para agosto de 2026, na cidade de São Paulo. O evento fará parte das comemorações pelos 130 anos de atuação da Bayer no Brasil.

    A empresa atua nos segmentos de agricultura, farmacêutico e saúde do consumidor. Atualmente, mantém investimentos em pesquisa, inovação e sustentabilidade. Já a Abag reúne representantes de diferentes elos da cadeia produtiva e trabalha para fortalecer o desenvolvimento do agronegócio brasileiro.

    Com a prorrogação do prazo, as produtoras interessadas poderão reunir a documentação necessária com mais tranquilidade. Assim, a expectativa é ampliar o número de participantes e incentivar ainda mais o protagonismo feminino no campo.

  • Festival do Queijo Artesanal em BH destaca liderança feminina

    Festival do Queijo Artesanal em BH destaca liderança feminina

    Belo Horizonte recebe a 8ª edição do Festival do Queijo Artesanal de Minas entre os dias 4 e 6 de junho, no Parque da Gameleira. Este ano, o evento dá voz às mulheres que lideram a produção queijeira no estado, com uma programação dedicada a debater liderança, comunicação e valorização feminina no setor.

    Foto: Divulgação FQAM

    No dia 4 de junho, das 14h às 16h, a Sala Minas Gerais recebe a terceira edição do Encontro das Mulheres do Queijo. O Sistema Faemg Senar e o Sebrae Minas organizam a iniciativa para valorizar as produtoras rurais e discutir sua representatividade no agronegócio.

    A organização espera reunir mais de 100 mulheres que atuam na cadeia produtiva do leite e do queijo artesanal. Segundo Silvana Novais, gerente no Sistema Faemg Senar, o debate deste ano foca no fortalecimento dos negócios familiares e na promoção dos territórios produtores mineiros.

    Comunicação e mercado como ferramentas de sucesso

    A programação foca no desenvolvimento profissional das participantes. O evento oferece uma palestra sobre comunicação pessoal e posicionamento de mercado, além de um painel com representantes de diversas regiões produtoras de Minas Gerais.

    Foto: Divulgação FQAM

    Silvana Novais explica que o objetivo é ensinar as produtoras a apresentarem melhor seus produtos e falarem com mais propriedade. “Queremos valorizar a pessoa produtora e mostrar a importância dela no mercado de queijos. Essa valorização impacta não apenas a mulher, mas todo o negócio da família”, destaca a gerente.

    Crescimento feminino no campo

    O protagonismo das mineiras reflete uma tendência nacional. Dados do Censo Agropecuário do IBGE confirmam o aumento de mulheres na gestão de propriedades rurais no Brasil. No setor do queijo artesanal, essa presença fortalece a tradição familiar e garante a transmissão de saberes entre gerações.

    Foto: Divulgação FQAM

    Além do encontro voltado para as mulheres, o festival oferece ao público:

    • Exposição e venda de queijos artesanais de várias regiões.
    • Cozinha show e oficinas gastronômicas.
    • Palestras técnicas e harmonizações.
    • Programação cultural completa.

    Serviço

    8º Festival do Queijo Artesanal de Minas

    • Data: 4 a 6 de junho de 2026.
    • Local: Parque da Gameleira – Belo Horizonte.
    • Entrada: Gratuita (mediante credenciamento online).

    3º Encontro das Mulheres do Queijo

    • Data: 4 de junho.
    • Horário: 14h às 16h.
    • Local: Sala Minas Gerais (Parque da Gameleira).
    • Participação: Gratuita.
  • Conheça as mulheres por trás de uma das maiores vinícolas do Brasil

    Conheça as mulheres por trás de uma das maiores vinícolas do Brasil

    No universo do vinho brasileiro, poucas histórias combinam tradição familiar e visão de mercado com tanta coerência quanto a da vinícola Lidio Carraro. E no centro dessa trajetória estão duas mulheres: Isabel Carraro, matriarca da família, e Patricia Carraro, diretora criativa de marketing. Mãe e filha. Posturas distintas. Um mesmo propósito.

    Isabel Carraro. Divulgação vinícola Lidio Carraro

    No Dia Internacional da Mulher, a vinícola gaúcha, sediada no Vale dos Vinhedos, na Serra Gaúcha, escolhe reconhecer o papel concreto dessas duas figuras, não com discursos genéricos, mas com uma narrativa construída ao longo de décadas de trabalho, decisões difíceis e muito vinho.

    A liderança que acolhe

    Isabel Carraro é esposa de Lidio Carraro e mãe de Patricia, Giovanni e Juliano. Avó de nove netos, ela exerce a liderança de forma natural, firme nos momentos de crise, sensível no cotidiano da empresa familiar.

    Seu espírito empreendedor esteve presente nos três grandes momentos da vinícola: implantação, expansão e consolidação. Nos períodos mais difíceis, foi Isabel quem manteve o equilíbrio entre as decisões de negócio e a coesão familiar. Afinal, nenhuma estratégia empresarial sustenta uma empresa de origem familiar sem o suporte humano que vem de dentro de casa.

    Além do papel interno, Isabel é o rosto da hospitalidade da Lidio Carraro. Frequentemente, recebe clientes, parceiros e visitantes na sede da vinícola boutique, transformando cada visita em uma experiência que vai além do vinho na taça. Esse gesto repetido ao longo dos anos criou algo raro no setor: uma comunidade de pessoas que se sentem parte da família Carraro.

    A guardiã da identidade da marca

    Se Isabel firmou as bases, Patricia Carraro assumiu a missão de projetar esse legado para o mercado nacional e internacional. Como diretora criativa de marketing, ela zela pela identidade visual, pelo posicionamento estratégico e pela narrativa que acompanha cada rótulo da vinícola.

    Internamente, Patricia carrega a descrição de “guardiã dos valores da família”, e o papel justifica o título. Cada campanha, cada lançamento e cada reposicionamento de marca passam pelo seu olhar, com uma premissa clara: inovar sem descaracterizar, crescer sem perder a essência.

    Com uma visão feminina e contemporânea, Patricia transformou a comunicação da Lidio Carraro em extensão direta da filosofia purista que orienta a produção dos vinhos. Para ela, o desafio permanente é “preservar quem somos enquanto avançamos” — especialmente num setor em que o novo parece, cada vez mais, disputar espaço com o autêntico.

    Um legado a quatro mãos

    A história da Lidio Carraro poderia se resumir à trajetória de uma vinícola que cresceu e ganhou reconhecimento. Mas ela é, antes de tudo, a história de uma família que soube permanecer unida. E de duas mulheres com perfis complementares que ajudaram a construir não apenas uma empresa, mas uma cultura organizacional.

    Isabel representa a base: a segurança, o acolhimento e a força silenciosa que sustenta decisões importantes. Patricia representa o movimento: a estratégia, a criatividade e o olhar que conecta o passado ao futuro.

    Juntas, elas sintetizam o que a Lidio Carraro celebra neste 8 de março: a liderança feminina que une gerações, preserva valores e projeta crescimento, com autenticidade e sem abrir mão de quem se é.

  • Programa “25 Mulheres na Ciência” revela vencedoras de 2026; brasileiras dominam lista

    Programa “25 Mulheres na Ciência” revela vencedoras de 2026; brasileiras dominam lista

    A 3M América Latina revelou as vencedoras da 6ª edição do programa “25 Mulheres na Ciência”. Com o tema “Mulheres na Manufatura”, a iniciativa reconhece projetos liderados por mulheres que aplicam ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM) para transformar processos produtivos e impulsionar a inovação industrial na região. O Brasil se destaca com dez representantes entre as 25 escolhidas.

    A edição de 2026 celebra cientistas, técnicas e pesquisadoras que desenvolvem soluções baseadas em STEM com aplicação direta no setor manufatureiro. Os projetos abordam temas como digitalização de processos, automação, sustentabilidade industrial, eficiência energética, segurança, uso de novos materiais e tecnologias para melhorar a produção e a gestão de recursos.

    “O envolvimento das mulheres na manufatura desempenha um papel importante no impulso à inovação”. É p qie afirma Ana Sbaglia, gerente do local de Ribeirão Preto e líder do Grupo de Liderança Feminina da 3M Brasil. “A gama mais ampla de experiências profissionais das vencedoras apoia o desenvolvimento de soluções mais eficientes, seguras e sustentáveis. Fomentar a participação da mulher nesse campo fortalece a capacidade do setor de entregar melhorias contínuas.”

    As brasileiras vencedoras representam todas as regiões do país. Norte (Amazonas), Nordeste (Ceará e Sergipe), Centro-Oeste (Mato Grosso do Sul), Sudeste (São Paulo) e Sul (Rio Grande do Sul e Santa Catarina). A lista completa das 25 vencedoras, incluindo as representantes de outros países da América Latina, está disponível neste link.

    Critérios de seleção e premiação

    Um júri composto por especialistas da 3M e convidados externos avaliou os projetos com base em impacto social, inovação, viabilidade técnica e econômica, maturidade do projeto e trajetória da candidata.

    A lista completa dos 25 vencedores, incluindo informações sobre representantes de outros países da América Latina, está publicada aqui

    As premiadas receberão um troféu e reconhecimento oficial da 3M, além de visibilidade nos canais de mídia e na publicação digital “25 Mulheres na Ciência 2026”. A publicação trará uma ilustração inédita criada especialmente para cada cientista e seu projeto. O anúncio das vencedoras aconteceu em fevereiro de 2026, mês que celebra o Dia Internacional da Mulher e Meninas na Ciência.

    Cenário da mulher na indústria brasileira

    Dados do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) divulgados em 2025 mostram que as mulheres representam cerca de 24,2% da força de trabalho da indústria brasileira. Pesquisas da Confederação Nacional da Indústria (CNI), baseadas no RAIS, indicam um crescimento consistente da participação feminina em cargos de liderança industrial. O índice subiu de 24% em 2008 para 31,8% em 2021.

    A pesquisa global State of Science Insights 2025 (SOSI), realizada pela 3M, revela que 81% dos brasileiros concordam que as mulheres têm potencial inexplorado em carreiras STEM. Para 78% dos entrevistados, expandir a presença feminina na indústria é essencial para o avanço tecnológico e sustentável do país.

  • Tania Zanella é a nova presidente executiva da OCB

    Tania Zanella é a nova presidente executiva da OCB

    A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) aprovou, nesta terça-feira (9), uma reforma de governança que moderniza sua estrutura e separa funções estratégicas e executivas. A decisão foi tomada durante a 28ª Assembleia Geral Extraordinária, realizada na Casa do Cooperativismo, em Brasília, com a participação de lideranças de Organizações Estaduais de todo o país.

    Como parte da reforma, Tania Zanella foi nomeada a primeira mulher a ocupar a Presidência Executiva da OCB, assumindo a gestão operacional da entidade. O cargo estratégico, de comando do Conselho de Administração, ficará com Márcio Lopes de Freitas.

    Novo modelo de governança

    O novo estatuto consolida o modelo dual de governança, que separa funções institucionais das executivas. Segundo Márcio Lopes de Freitas, presidente do Conselho de Administração, a atualização fortalece a sustentabilidade institucional. “Construímos um modelo mais moderno, equilibrado e transparente, capaz de garantir sustentabilidade institucional para os próximos anos”, afirmou.

    A reforma foi elaborada ao longo de 2024 e 2025 com a participação de comitês técnicos, consultorias especializadas e representantes de todas as regiões.

    Posição da nova presidente executiva

    Ao assumir o cargo, Tania Zanella destacou a importância histórica da nomeação. “É uma honra assumir esta missão. Sei da responsabilidade, especialmente por ser a primeira mulher nessa posição. Estou pronta para conduzir a gestão com coragem, diálogo e foco em resultados para as cooperativas. Vocês podem contar comigo”, disse.

    Reações e impacto no cooperativismo

    A escolha de Tania Zanella foi celebrada por lideranças regionais. Conselheiros destacaram experiência técnica, trajetória no Sistema OCB e postura dialogada.

    Luís Alberto Pereira (Centro-Oeste): “Ter a Tania como presidente executiva é um reconhecimento merecido — não apenas pelo seu trabalho, mas pela liderança exercida com competência, serenidade e diálogo.”

    André Pacelli (Nordeste): “O momento simboliza um avanço na profissionalização e na inovação que o cooperativismo exige para os próximos anos.”

    Plano de trabalho e orçamento 2026

    Além da reforma estatutária, a assembleia aprovou o plano de trabalho e o orçamento para 2026. As prioridades incluem:

    • Educação política cooperativista
    • Acompanhamento da reforma tributária
    • Uso estratégico de inteligência artificial
    • Fortalecimento do marketplace do cooperativismo
    • Ampliação de ferramentas de inteligência de dados

    Segundo a OCB, essas medidas reforçam a modernização e a eficiência da representação cooperativista nacional.

    Estrutura de governança da OCB

    Conselho de Administração

    • Márcio Lopes de Freitas – presidente do Conselho
    • Ricardo Khouri – representante da Região Norte
    • André Pacelli – representante da Região Nordeste
    • Luís Alberto Pereira – representante da Região Centro-Oeste
    • Edvaldo Del Grande – representante da Região Sudeste
    • Darci Hartmann – representante da Região Sul

    Presidência Executiva

    • Tania Zanella – presidente executiva
  • Mulheres no agronegócio ampliam protagonismo e inovação no campo

    Mulheres no agronegócio ampliam protagonismo e inovação no campo

    A presença feminina no agronegócio cresce com ritmo acelerado. Uma pesquisa conduzida pela Quiddity, em parceria com a Bayer, revelou que 93% dos entrevistados reconhecem o aumento da influência das mulheres no setor rural. O levantamento foi apresentado em São Paulo por Rebeca Gharibian, Managing Director Quiddity, Daniela Barros, Diretora de Comunicação da divisão agrícola da Bayer e Marina Menin, Diretora do Negócio de
    Carbono da Bayer para América Latina que destacaram o avanço em liderança, inovação e sustentabilidade.

    O estudo ouviu 90 produtores rurais, metade deles mulheres, de várias regiões do país. Apesar do progresso, 39% ainda percebem resistência à liderança feminina no agro. As produtoras se destacam em marketing (70%), gestão administrativa (74%) e liderança (68%). No entanto, a presença masculina continua maior na atuação direta no campo.

    Além disso, 82% dos participantes acreditam que homens e mulheres têm olhares complementares, o que reforça a importância da diversidade na gestão das propriedades.

    Sustentabilidade e inovação fortalecem o agro

    As mulheres no agronegócio impulsionam a sustentabilidade com ações práticas. Quase 9 em cada 10 produtoras fazem rotação de culturas (89%), e 87% preservam áreas nativas e mananciais. Outras práticas incluem plantio direto (82%), uso de bioinsumos (80%) e agricultura regenerativa (80%).

    Entre as inovações desejadas estão softwares de gestão (33%), energia renovável (27%), drones de precisão (22%) e ações para compensar emissões de carbono (24%). Além disso, 93% afirmam que sustentabilidade e rentabilidade caminham juntas, mostrando a maturidade da gestão feminina.

    As principais motivações incluem preservar o meio ambiente (82%), melhorar a produtividade (76%) e garantir um futuro melhor (76%). Por outro lado, 64% percebem redução de custos e 33% apontam facilidade no acesso a crédito e certificações.

    Em resumo, as mulheres estão conectando eficiência produtiva e responsabilidade ambiental, transformando o campo em um espaço mais equilibrado.

    Pesquisa foi apresentada durante coletiva de imprensa em São Paulo. Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Capacitação constante e redes de apoio fortalecem produtoras

    O estudo também destacou o perfil de aprendizado contínuo entre as mulheres do agronegócio. Mais de 96% afirmam buscar capacitação regularmente, e 51% realizam cursos sempre que possível.

    Os temas mais procurados envolvem sustentabilidade (76%), inovação e novas tecnologias (64%), melhoria da produção (56%), liderança e gestão de pessoas (53%) e finanças rurais (51%). Além disso, elas participam de forma ativa em eventos, palestras e grupos técnicos.

    Entre os principais motivos para investir em capacitação estão melhorar o dia a dia na propriedade (78%), trazer novas ideias (73%) e argumentar com mais segurança nas decisões (62%). Por isso, o estudo confirma que o conhecimento é ferramenta de empoderamento e competitividade.

    A troca entre mulheres também é fundamental. Cerca de 89% valorizam as redes femininas como espaços de inspiração e crescimento. Para ampliar a presença no setor, 78% pedem mais visibilidade ao trabalho feminino, 69% querem mais mulheres em associações e 60% defendem mais voz nas decisões.

    A Bayer foi apontada por 76% das entrevistadas como a principal apoiadora das mulheres do agro, com programas de formação e sustentabilidade.

    Um novo olhar sobre o campo brasileiro

    O levantamento mostra que as mulheres no agronegócio estão mudando a forma de produzir, gerir e inovar. Elas unem sustentabilidade, tecnologia e colaboração, gerando impacto real na economia rural.

    Por isso, o agro brasileiro se transforma em um ambiente mais diverso, produtivo e humano. A presença feminina, antes secundária, agora é força de liderança e símbolo de renovação no campo.

  • Liderança feminina avança no agro com nova edição da ALMA

    Liderança feminina avança no agro com nova edição da ALMA

    A presença das mulheres no agronegócio ganha cada vez mais força com iniciativas de formação e capacitação. Um dos principais exemplos é a Academia de Liderança para Mulheres do Agronegócio (ALMA), que chega à sua sétima edição na próxima semana. Criada em 2018, a ALMA é promovida pela Corteva Agriscience, em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) e a FIA Business School. O programa já formou mais de 500 mulheres e tem impulsionado a liderança feminina no setor rural.

    Aula online

    A aula inaugural acontece nesta terça-feira (29), em formato online. O encontro reunirá participantes de diversas regiões do país e importantes lideranças do agro brasileiro. A executiva Silmara Olívio, com mais de 35 anos de experiência, fará a palestra principal do evento. Ela já atuou em grandes empresas como Coca-Cola e FEMSA. Ex-alunas da ALMA também participarão da abertura, compartilhando experiências e resultados de suas trajetórias profissionais.

    Esses relatos reforçam o impacto da ALMA no avanço da mulher no campo. Em geral, dados do Cepea, em parceria com a CNA, mostram que 11 milhões de mulheres atuam hoje no agronegócio brasileiro. Já o IBGE aponta que elas comandam cerca de 30 milhões de hectares, o que representa 8,5% da área total de propriedades rurais no país. Portanto, neste ano, a ALMA oferece conteúdos ainda mais alinhados às demandas do setor. Em resumo, os temas abordam inovação tecnológica, gestão estratégica, governança e sustentabilidade.

    Turmas de iniciantes e de veteranas

    A turma de iniciantes conta com 100 mulheres e terá quatro módulos temáticos. Enquanto isso, a turma de veteranas é formada por 122 mulheres de todas as regiões do Brasil. Elas escolheram “desenvolvimento de pessoas” como foco para este ciclo de aulas. Ao mesmo tempo, o programa inclui mentorias especializadas, que promovem a troca de experiências entre alunas e lideranças do agro.

    Dinâmica da formação

    A formação inclui aulas quinzenais, master classes e atividades práticas até outubro. Além disso, a Jornada ALMA marca o encerramento do programa com a apresentação de projetos finais em São Paulo (SP). De maio a setembro, as participantes desenvolvem soluções para desafios reais do setor, com apoio de professoras da FIA.

    Rosemeire dos Santos, da Corteva Agriscience e uma das idealizadoras da ALMA, destaca a importância da iniciativa. “Criamos novas oportunidades de aperfeiçoamento para que as mulheres ampliem seu protagonismo no agro”, afirma.

    A coordenadora pedagógica da ALMA, Christiane Leles Rezende, da FIA Business School, também ressalta o impacto do programa. “Nosso conteúdo é desenhado com base nos desafios reais das produtoras que lideram pessoas e negócios”, explica.

    A diretora-executiva da ABAG, Gislaine Balbinot, destaca a crescente participação feminina em toda a cadeia do agronegócio. Segundo ela, engenheiras, administradoras, técnicas, operadoras de máquinas e produtoras contribuem diretamente para os recordes do setor. “O caminho trilhado pelas mulheres no agro é sólido e promissor. A ALMA tem papel essencial no desenvolvimento dessas futuras líderes”, conclui Gislaine.

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  • Mulheres lideram a transformação da gestão de águas nas bacias hidrográficas da Bahia

    Mulheres lideram a transformação da gestão de águas nas bacias hidrográficas da Bahia

    Em um marco para a gestão de recursos hídricos, a Bahia celebra o crescente protagonismo feminino nos Comitês de Bacias Hidrográficas (CBHs). Atualmente, 7 dos 14 CBHs do estado são liderados por mulheres, refletindo um avanço significativo na representatividade e na governança das águas.

    O aumento da participação feminina na liderança dos CBHs acompanha uma tendência nacional de crescimento da presença das mulheres em espaços de decisão. No Brasil, as mulheres ocupam 38% dos cargos de liderança, embora esse número caia para 28% na alta gestão3. Na Bahia, o empreendedorismo feminino representa 45% das instituições formalizadas, indicando avanços e desafios a serem superados.

    Lucélia Berbert lidera no CBH Leste uma diretoria formada exclusivamente por mulheres e enfatiza a importância de garantir transparência e comprometimento no cumprimento das decisões do Comitê. Já Lia Dognani, do CBH Grande, atribui sua liderança à competência e busca fortalecer a participação dos membros, além de ampliar o conhecimento sobre a bacia.

    Primeira mulher indígena a integrar a diretoria

    A eleição de Luciana Kiriri como 2ª secretária do CBH Grande representa um marco, sendo a primeira mulher indígena a integrar a diretoria. Ela enfatiza a importância de aproximar o Comitê das comunidades tradicionais, buscando integrar diferentes realidades e promover o diálogo.

    Ana Odália Sena, presidente do CBHPIJ e coordenadora do Fórum Baiano de Comitês de Bacias Hidrográficas, reconhece os desafios enfrentados para fortalecer os Comitês, como a implementação dos instrumentos de gestão e a ausência de cobrança pelo uso da água no estado. Apesar disso, ela destaca o papel central das mulheres no gerenciamento e conservação da água, desde o âmbito doméstico até a gestão pública.

    O protagonismo feminino nos CBHs baianos impulsiona uma gestão hídrica mais inclusiva, eficiente e inovadora. Ao ocupar cargos de liderança com competência e comprometimento, essas mulheres promovem a integração das comunidades, o fortalecimento da participação social e a conscientização ambiental. Portanto, contribuindo para a sustentabilidade das bacias hidrográficas da Bahia.

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