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  • Perigo na garrafa: operação apreende centenas de bebidas clandestinas

    Perigo na garrafa: operação apreende centenas de bebidas clandestinas

    Uma operação conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da Polícia Civil do Paraná (PCPR) resultou na apreensão de centenas de bebidas produzidas e comercializadas ilegalmente em Curitiba. A ação, realizada em 3 de junho de 2025, identificou a fabricação e a venda de licores e cachaças sem o registro obrigatório exigido pela legislação federal.

    Foto: Divulgação Mapa

    A operação teve início a partir de uma denúncia recebida pela Polícia Civil. O Mapa já acompanhava o estabelecimento e adotava medidas de fiscalização sobre a atividade. A ação contou com auditores fiscais federais agropecuários do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Paraná (Sipov-PR) e do Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária para Fronteiras Internacionais (Vigifronteiras), além do apoio da Delegacia de Crimes contra a Economia e Proteção ao Consumidor (Delcon) e do Instituto de Pesos e Medidas do Paraná (Ipem-PR).

    Produção funcionava em imóvel adaptado; venda ocorria em área turística

    As investigações revelaram que a fabricação das bebidas ocorria em um imóvel adaptado para essa finalidade. Os responsáveis comercializavam os produtos nas imediações da Pedreira Paulo Leminski e da Ópera de Arame, dois dos principais pontos turísticos da capital paranaense. Isso aumenta a preocupação com a exposição de visitantes e moradores a produtos sem controle sanitário ou de qualidade.

    Durante a operação, os fiscais recolheram produtos prontos para venda, bebidas em processo de fabricação, embalagens, rótulos e insumos. No total, a ação resultou na apreensão de:

    • 61 garrafas de licor de diversos sabores
    • 551 minigarrafas de licor
    • 56 garrafas sem rotulagem
    • 56 garrafas abertas em uso
    • 9 garrafas de cachaça
    • 3 barris de cachaça
    • 6 bombonas de 20 litros com bebidas
    • 87 recipientes com misturas para produção de cachaça e ingredientes vegetais

    Amostras de cachaça com jambu e de licor foram coletadas e encaminhadas para análise físico-química no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Jundiaí (SP).

    Foto: Divulgação Mapa

    Os resultados irão embasar os procedimentos administrativos decorrentes da fiscalização. Um auto de infração foi lavrado contra o estabelecimento.

    Por que o registro é obrigatório

    Todo estabelecimento previamente registrado no Mapa pode produzir bebidas para comercialização no Brasil, e os rótulos devem informar o respectivo número de registro. A exigência vale inclusive para produtos artesanais e coloniais. O registro garante a rastreabilidade da produção, assegura padrões mínimos de qualidade e protege o consumidor de riscos à saúde.

    Além de combater a produção clandestina, a fiscalização do Mapa busca promover a concorrência leal no setor e garantir que os produtos disponíveis no mercado estejam em conformidade com a legislação vigente.

    As investigações e os procedimentos administrativos relacionados ao caso seguem em andamento.

  • Do fruto à inovação: jatobá vira farinha, licor e pomada cicatrizante

    Do fruto à inovação: jatobá vira farinha, licor e pomada cicatrizante

    Pesquisadores brasileiros estão impulsionando o uso do jatobá, fruto nativo de casca dura presente em cinco biomas; Amazônia, Pantanal, Cerrado, Mata Atlântica e Caatinga. Tradicionalmente conhecido pelo uso de sua madeira, o jatobá começa a se firmar como uma planta alimentícia não convencional (PANC) de alto potencial econômico e sustentável.

    O Projeto Jatobá, conduzido pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Tupã e coordenado pela geógrafa Izabel Castanha Gil, tem como principal meta organizar e valorizar a cadeia produtiva do fruto. “Mapeamos os pontos de coleta em cerca de 30 municípios paulistas e trabalhamos com grupos indígenas do Mato Grosso, que já utilizam o jatobá tradicionalmente. Também articulamos ações de reflorestamento com a espécie”, explica Izabel.

    A iniciativa reúne parcerias com universidades e instituições como o Sebrae, Fatec Marília, Embrapii e Cati-SP. O objetivo é unir pesquisa, inovação e capacitação para transformar o jatobá em fonte de renda e conservação ambiental.

    Entre os produtos desenvolvidos estão farinha de jatobá (já usada na merenda escolar), vinagres feitos da casca, creme com cacau e amendoim, mistura para bolo instantâneo, licor e xarope. Segundo Izabel, o próximo desafio é encontrar parceiros que garantam escala de produção.

    Na área de panificação, a Fatec Marília criou um fermento natural à base da seiva do jatobá, rico em cálcio, ferro, magnésio e fibras, e totalmente livre de glúten. No Oeste paulista, o município de Adamantina foi reconhecido em 2025 como Cadeia Produtiva Local (CPL) do jatobá, o que possibilita novos incentivos para produtores e empreendedores.

    Até queijo

    A inovação também chega aos laticínios. Uma queijaria local desenvolveu queijo trufado com creme de jatobá, cacau e amendoim. Além de queijo curado em licor de jatobá, resultado de parcerias com o projeto.

    Pesquisadores de Porto Alegre colaboram com o desenvolvimento de um larvicida natural contra o Aedes aegypti, feito a partir da resina do jatobá, atualmente em fase de testes de campo. A mesma resina é base para uma pomada cicatrizante que passa por estudos bioquímicos avançados. “A produção ainda é experimental, mas a demanda crescente já mobiliza comunidades indígenas de Mato Grosso do Sul”, destaca Izabel.

    Ele também integra programas de reflorestamento e compensação ambiental, com potencial para gerar créditos de carbono. Mais de 20 mil mudas já foram plantadas em propriedades privadas e áreas públicas da região.

    Árvore de jatobá. Foto: Wilson Fortunato/Flickr

    A árvore leva de 10 a 12 anos para frutificar. Mas depois disso, pode produzir até 200 quilos de frutos a cada dois anos, mantendo a produtividade por mais de um século. Com tanto potencial, o jatobá se firma como símbolo de sustentabilidade, inovação e valorização da biodiversidade brasileira.

  • Loucura – morango do amor vira bebida

    Loucura – morango do amor vira bebida

    A destilaria brasileira Weber Haus lançou um licor exclusivo inspirado na febre das redes sociais: o Licor Morango do Amor. A bebida exclusiva traz o sabor marcante do morango fresco, combinado com rum e um toque de caramelo, reinterpretando a famosa sobremesa viral. A novidade entra em edição limitada e promete agradar paladares com uma combinação doce, cremosa e crocante.

    O Licor Morango do Amor é ideal para ser servido puro e gelado, além de ser a base perfeita para coquetéis criativos. A inspiração veio do doce que conquistou milhões nas plataformas TikTok, Instagram e YouTube, com camadas de morango fresco envolto em brigadeiro branco e finalizado com uma calda crocante vermelha.

    Licor Morango do Amor Weber Haus . Foto: Divulgação

    “O licor representa nossa habilidade em transformar tendências digitais em produtos com alma brasileira”, explica Evandro Weber, CEO da destilaria. Segundo ele, o resultado é um produto com identidade, afetivo e saboroso, perfeito para momentos especiais.

    Febre

    O morango do amor domina as redes sociais e esquenta o mercado, beneficiando produtores e pontos de venda. Enquanto a fruta desaparece rapidamente das prateleiras, a oferta ainda não consegue acompanhar a demanda crescente. Confeiteiros aproveitam o momento para lucrar com a alta procura pelos doces. Lojas enfrentam filas e muitos consumidores aguardam ansiosos para garantir seus pedidos, que batem recordes de encomendas.

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    No Brasil, a produção de morangos concentra-se principalmente em regiões específicas. Minas Gerais e São Paulo somam 66% da produção nacional. Quatro estados — Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Santa Catarina — respondem por cerca de 80% da fruta produzida no país.

    O Sul de Minas destaca-se como o maior polo produtor de morango. A região responde por aproximadamente 90% da produção mineira, sendo Pouso Alegre responsável por 87,5% da safra estadual. Para 2024, a previsão é que o Sul de Minas atinja 173 mil toneladas.

    O cultivo do morangueiro cresce no Brasil e representa uma importante alternativa de renda para a agricultura familiar, apesar da produção ser dispersa em pequenas propriedades. A colheita ocorre entre 50 e 100 dias após o plantio. Além disso, o cultivo atrai jovens para a agricultura, estimulando a sucessão rural em diversas regiões do país.

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