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  • Leilões de fazendas disparam no Brasil com avanço da inadimplência rural

    Leilões de fazendas disparam no Brasil com avanço da inadimplência rural

    O número de propriedades rurais levadas a leilão cresce de forma acelerada no Brasil, impulsionado pelo aumento da inadimplência no crédito rural. Dados recentes mostram que as operações problemáticas já se aproximam de um quinto do total de financiamentos no setor.

    A combinação de fatores econômicos e climáticos tem pressionado os produtores. A queda nos preços dos grãos, os juros elevados e o aumento dos custos de insumos reduzem margens e comprometem a capacidade de pagamento. Ao mesmo tempo, eventos climáticos extremos e cada vez mais imprevisíveis afetam diretamente a produtividade.

    O cenário tende a se agravar com a possibilidade de um “super El Niño”, que pode impactar ainda mais as lavouras e a renda agrícola. Além disso, a alta nos preços de fertilizantes, influenciada por tensões geopolíticas, já leva produtores a reduzir investimentos e área plantada.

    No Rio Grande do Sul, um dos estados mais atingidos pela inadimplência, eventos climáticos severos causaram prejuízos expressivos nos últimos anos. Enchentes recentes reforçam a vulnerabilidade da produção diante das mudanças climáticas.

    O volume de dívidas problemáticas no crédito rural cresceu rapidamente e já ultrapassa R$ 170 bilhões. Esse montante inclui atrasos, inadimplência, renegociações e reestruturações. Em dois anos, a participação dessas dívidas no total de crédito saltou de pouco mais de 5% para quase 20%.

    Especialistas apontam que o setor enfrenta um momento crítico, com risco elevado de novos desequilíbrios financeiros.

    Aumento dos leilões de propriedades

    Instituições financeiras intensificaram a execução de garantias, o que elevou o número de imóveis rurais disponíveis em leilão. O total de propriedades leiloadas superou 14 mil em 2025, registrando crescimento expressivo em relação ao ano anterior.

    Os leilões extrajudiciais, que seguem processos mais rápidos, também avançaram e quase dobraram no período recente. A tendência indica maior pressão sobre produtores endividados.

    Regiões com forte presença na produção de soja e grãos concentram os maiores impactos. Nessas áreas, a combinação de custos elevados e preços mais baixos reduz a rentabilidade e amplia o risco financeiro.

    O número de pedidos de recuperação judicial no agronegócio também cresce. Após forte alta em 2024, os registros voltaram a avançar em 2025, sinalizando deterioração nas condições econômicas do setor.

    Clima e juros pressionam o agro

    Produtores ainda tentam se recuperar de sucessivos choques econômicos e climáticos. A instabilidade do clima, com períodos de seca e excesso de chuva, compromete safras e aumenta a incerteza no planejamento agrícola.

    Ao mesmo tempo, a taxa básica de juros no Brasil subiu de forma significativa nos últimos anos, encarecendo o crédito e dificultando o refinanciamento das dívidas.

    A perspectiva para o curto prazo permanece desafiadora. A volatilidade dos preços das commodities e o risco de novos eventos climáticos extremos mantêm o nível de incerteza elevado no campo.

    Em diversas regiões, produtores já enfrentam dificuldades para manter suas propriedades. Em alguns casos, perdas sucessivas de safra e custos financeiros elevados resultam na perda de parte ou de toda a área produtiva.

    As mudanças climáticas, cada vez mais evidentes, reforçam esse cenário. A irregularidade das chuvas e o aumento de eventos extremos impactam diretamente a produção e contribuem para o agravamento da crise no setor.

  • R$ 200 Mil: conheça a saca de café mais cara da história

    R$ 200 Mil: conheça a saca de café mais cara da história

    Durante o 13º Prêmio Região do Cerrado Mineiro (RCM), uma saca de 60 kg de café cereja descascado foi arrematada por impressionantes R$ 200 mil. Esse é o maior valor já registrado para esta categoria em leilões nacionais.

    O café recordista, que recebeu nota sensorial de 90,59 pontos, é produzido por Eduardo Pinheiro Campos, da Fazenda Dona Nenem, em Presidente Olegário (MG). O lance vencedor partiu de consórcio formado por Expocacer, Veloso Green Coffee, Marex e Nucoffee, empresas que reconheceram a excelência dos cafés de origem controlada da região.

    Leilão solidário movimenta mais de meio milhão

    Conduzido por Mauro Lúcio dos Santos, da Investbras, o Leilão Solidário arrecadou R$ 562 mil com nove lotes das categorias premiadas, alcançando média extraordinária de R$ 62.444,44 por saca. O evento reuniu os melhores cafés das categorias Natural, Cereja Descascado, Fermentado e Doce Cerrado Mineiro.

    Aproximadamente 40% do valor arrecadado, cerca de R$ 224,8 mil, será destinado ao projeto Escola de Atitude, iniciativa que promove a formação cidadã de jovens nas comunidades produtoras da região.

    O segundo maior lance da noite, de R$ 100 mil, foi dado pela multinacional Louis Dreyfus Company, que adquiriu o café campeão da categoria Natural, produzido pela Agropecuária São Gotardo Ltda.

    Produtor é o maior vencedor da história do prêmio

    Eduardo Pinheiro Campos é figura central na história do Prêmio Região do Cerrado Mineiro. Em 11 das 13 edições do prêmio, ele esteve no pódio, demonstrando consistência e compromisso permanente com a qualidade.

    Foto: Divulgação

    “É uma honra e um orgulho enorme para nossa equipe alcançar esse resultado”, declarou o produtor. Ele ressaltou que a Fazenda Dona Nenem completa 20 anos de trabalho focado em qualidade e inovação, período que coincide com os 20 anos de Indicação Geográfica do Cerrado Mineiro.

    Cerrado Mineiro: potência cafeeira nacional

    A Região do Cerrado Mineiro foi a primeira Denominação de Origem para café reconhecida no Brasil. A área abrange 55 municípios, cerca de 250 mil hectares cultivados, sendo 100 mil irrigados, e reúne 4.500 produtores certificados.

    A região produz aproximadamente 6 milhões de sacas por safra, equivalentes a 25,4% da produção mineira e 12,7% da produção nacional. É considerada referência global em rastreabilidade, governança e sustentabilidade na produção de cafés especiais.

    Juliano Tarabal, diretor executivo da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, destacou a importância histórica do momento: “Celebrar esse recorde no ano em que completamos 20 anos como Indicação Geográfica reforça a força da nossa região. Isso demonstra que o Cerrado Mineiro segue liderando o movimento de valorização, origem controlada e qualidade no Brasil”.

    Prêmio reconhece sustentabilidade e educação

    Além de premiar os melhores cafés, o evento celebrou práticas sustentáveis com o Troféu Atitude Sustentável, concedido ao produtor Claudio Nasser de Carvalho, da Auma Cafés, por seu projeto de boas práticas ambientais e manejo responsável.

    O Troféu Escola de Atitude foi para a Escola Municipal Henriqueta Cassimira de Menezes, pelo projeto sobre os encantos, sabores e riquezas do Cerrado Mineiro, inscrito pela cooperativa Carpec.

    O 13º Prêmio Região do Cerrado Mineiro é promovido pela Federação dos Cafeicultores do Cerrado, com apoio do Sebrae Minas, das cooperativas Carmocer, Carpec, Coocacer Araguari, Coopadap, Expocacer e MonteCCer, e patrocínio das empresas Syngenta, C6 Bank, Sicoob, Pinhalense e Rabobank.

    Os resultados do leilão consolidam o protagonismo do Brasil no mercado internacional de cafés especiais e evidenciam o crescente reconhecimento pela qualidade excepcional dos grãos produzidos no Cerrado Mineiro.

  • Mangalarga Marchador movimenta R$ 9 bilhões anuais e conquista mercado internacional

    Mangalarga Marchador movimenta R$ 9 bilhões anuais e conquista mercado internacional

    O cavalo Mangalarga Marchador movimenta R$ 9 bilhões por ano no Brasil. A raça mineira possui 700 mil animais registrados e conquista espaço no mercado internacional. Criadores dos Estados Unidos e da Europa investem cada vez mais neste patrimônio cultural equestre brasileiro.

    A Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM) registra crescimento constante do setor. O Congresso Nacional reconheceu a raça como patrimônio cultural equestre em 2019. Este marco oficial reforça a importância econômica e cultural do Mangalarga Marchador.

    Plantel de 700 mil animais atrai novos investidores

    A raça atrai diferentes gerações de criadores e investidores. O temperamento dócil e a marcha confortável conquistam novos públicos. Cavalgadas, esportes equestres e leilões movimentam milhões em negócios.

    Daniel Siriema, ex-presidente da ABCCMM, destaca o potencial da raça. “O Marchador representa tradição e inovação do agronegócio”, afirma o especialista. “Este cavalo conquistou o campo e agora abre espaço nas cidades.”

    Daniel Siriema, criador e especialista na raça Mangalarga

    O crescimento internacional amplia as oportunidades de negócios. Núcleos de criadores nos Estados Unidos e na Europa aumentam a demanda por animais brasileiros. A exportação se torna fonte importante de receita para o setor.

    Leilões milionários impulsionam cadeia produtiva

    O impacto econômico alcança toda a cadeia produtiva. O setor movimenta turismo rural, hotelaria, transportes e indústria veterinária. Leilões registram cifras milionárias e atraem grandes investidores.

    A Exposição Nacional de Belo Horizonte consolida-se como o maior evento mundial dedicado a uma única raça. O encontro anual atrai milhares de visitantes e gera negócios em toda a capital mineira.

    “O Marchador faz parte da identidade brasileira”, reforça Siriema. “Ele está presente nas nossas músicas, festas e na memória afetiva de quem vive o campo.”

    Modernização e tradição marcam futuro da raça

    O setor enfrenta o desafio de equilibrar tradição e modernidade. A valorização da história se combina com investimentos em genética e tecnologia. A profissionalização dos sistemas e a internacionalização garantem competitividade global.

    Foto: Fernando Dias/Seapi

    Siriema projeta futuro promissor para o Mangalarga Marchador. “Estamos em momento de expansão e amadurecimento”, conclui. “O futuro depende da nossa capacidade de desenvolver a raça com responsabilidade e visão de longo prazo.”

    A raça mineira consolida sua posição como ativo estratégico do agronegócio brasileiro. O Mangalarga Marchador combina paixão nacional e potencial econômico em um mercado cada vez mais globalizado.

  • Acompanhe o Leilão de Produção Reconquista

    Acompanhe o Leilão de Produção Reconquista

    A Fazenda Reconquista, localizada em Alegrete/RS, promoverá no próximo domingo, 30 de junho, a partir das 16h, o seu tradicional Leilão de Produção Reconquista. Neste evento, serão ofertados 80 animais das raças Angus e Brangus, sendo 40 touros e 40 novilhas prenhes.

    É possível conhecer os animais assistindo os vídeos no link abaixo

    Segundo o proprietário da fazenda, José Paulo Dorneles Cairoli, este leilão faz parte do calendário anual da Reconquista há mais de 15 anos, atendendo à demanda de pecuaristas que realizam acasalamentos no outono. Anteriormente, o leilão era realizado de forma presencial na Exposição de Londrina, e este será o quarto leilão virtual transmitido pelo canal Lance Rural no YouTube.

    Entre os touros ofertados, 2 da raça Angus possuem o Selo de Performance do PROMEBO, o que garante a qualidade genética desses animais. As condições de pagamento oferecem parcelamento em até 30 vezes, com desconto de 10% à vista, além de frete facilitado para os compradores.

    O Leilão de Produção Reconquista é um evento tradicional e aguardado pelos pecuaristas da região. Uma oportunidade para quem busca animais de alto padrão genético para compor seus rebanhos.

    Com informações do portal https://angus.org.br/ 

    Acampanhe os principais leilões do segmento no Agro em Campo.