Tag: Lago Paranoá

  • DF cria regras para manejo do pirarucu e limita captura a pescadores artesanais

    DF cria regras para manejo do pirarucu e limita captura a pescadores artesanais

    A governadora Celina Leão (PP) assinou neste domingo (14) o decreto que regulamenta o manejo do pirarucu no Distrito Federal. A norma foi elaborada com base na Instrução Normativa nº 7/2026 do Ibama, que reconhece o peixe como uma espécie exótica invasora fora da Amazônia e autoriza sua pesca, captura e abate fora do habitat natural.

    A partir de agora, somente pescadores artesanais profissionais poderão capturar e abater o pirarucu nas águas do DF. Além disso, esses profissionais precisarão se cadastrar junto à Secretaria de Meio Ambiente (Sema-DF) e informar detalhes de cada captura por meio de um aplicativo que será desenvolvido pela pasta.

    Segundo o subsecretário de Pesca e Aquicultura da Sema-DF, Edson Buscácio, a medida busca garantir que o manejo seja realizado por pessoas capacitadas para lidar com a espécie.

    “Fizemos uma regulamentação autorizando apenas o pescador artesanal profissional, que sabe o uso da técnica e tem capacidade para fazer esse tipo de pesca específica do pirarucu”, afirmou.

    Segurança e impacto ambiental

    De acordo com o subsecretário, a restrição foi definida após análises realizadas pela Sema-DF, pelo Instituto Brasília Ambiental (Ibram) e pelo Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA). O objetivo é evitar riscos à segurança dos pescadores e possíveis impactos ambientais decorrentes da atividade sem controle.

    O sistema de cadastro também permitirá que os pescadores enviem fotos, vídeos e informações sobre os exemplares capturados. Com isso, a secretaria pretende monitorar a população da espécie, seu porte e os locais onde os animais são encontrados.

    “Queremos ter um controle de quantos são os espécimes, em que tamanho se encontram e aonde foram pescados”, explicou Buscácio.

    O pirarucu é um dos maiores peixes de água doce com escamas do mundo, sendo considerado um verdadeiro gigante da Bacia Amazônica — Foto: Reprodução/GOV

    Segundo levantamento do governo local, apenas 12 exemplares de pirarucu foram identificados no Distrito Federal até o momento. Por isso, as autoridades consideram que não há justificativa para liberar a pesca da espécie ao público em geral.

    “Os números [de pirarucus] avistados [no DF] são muito pequenos para que nós façamos uma manifestação para todo o público, criando no imaginário do amador que ele pode entrar numa canoa ou num barquinho, ir para o Lago e correr o risco até de pegar um espécime um pouco maior”, concluiu o subsecretário.

  • Pirarucu gigante é avistado no Lago Paranoá

    Pirarucu gigante é avistado no Lago Paranoá

    Um pirarucu (Arapaima gigas) de aproximadamente 2 metros de comprimento foi avistado na manhã desta sexta-feira por um pescador no Lago Paranoá, um dos símbolos de Brasília. Embora a espécie seja nativa da Amazônia, sua presença em outros corpos d’água do Brasil tem sido registrada com frequência, como no interior de São Paulo.

    O pirarucu, conhecido cientificamente como Arapaima gigas, é um dos maiores peixes de água doce do mundo. Ele pode atingir até 3 metros de comprimento e pesar até 200 kg. Nativo da Bacia Amazônica, ele é uma espécie adaptável que pode ser encontrada em rios e lagos de águas claras, onde sobe à superfície para respirar ar atmosférico.

    Conhecido como “codorna da Amazônia” por sua carne saborosa e sem espinhas, ele respira ar atmosférico graças a um pulmão primitivo, subindo à superfície a cada 20 minutos. A espécie, quase extinta nos anos 2000 devido à pesca predatória, é hoje protegida por programas de manejo sustentável na região norte.

    O nome “pirarucu” vem do tupi pira (peixe) + urucum (vermelho), em referência à cor de sua cauda.

    Lago Paranoá: de área degradada a refúgio ecológico

    O Lago Paranoá, criado em 1959 para umedecer o clima seco de Brasília, já foi considerado biologicamente morto devido à poluição nas décadas de 1980 e 1990. Após investimentos em saneamento, tornou-se um exemplo de recuperação ambiental, abrigando hoje mais de 40 espécies de peixes, como tucunarés, tilápias e carpas.

    Embora não seja um habitat típico para o pirarucu, a presença de espécies exóticas em lagos artificiais não é rara, devido à introdução acidental ou intencional por humanos. Em 2021, um pirarucu de 1,5 metro foi encontrado morto no mesmo lago.

    A pesca do pirarucu é proibida no Lago Paranoá, mesmo que acidental. Quem avistar o animal deve acionar o Ibama (0800 061 8080).

    Para ambientalistas, a aparição reforça a resiliência do Lago Paranoá, que hoje atrai até mergulhadores em busca de sua vida subaquática revitalizada.

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