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  • Vaca de dois anos quebra recorde nacional de produção de leite

    Vaca de dois anos quebra recorde nacional de produção de leite

    Uma vaca Jersey de apenas dois anos pulverizou o recorde nacional de produção de leite na categoria Vaca Jovem durante a 9ª ExpoAgro Cotricampo, realizada entre 19 e 22 de fevereiro de 2025 em Campo Novo, na Região Noroeste do Rio Grande do Sul. A animal Limalha Colonel da Ventana, da Cabanha Ventana, de Boa Vista do Incra, produziu 58,72 kg de leite em 24 horas. Portanto, superando em mais de 7 kg a marca anterior, que era de 51,50 kg.

    O feito ocorreu no Concurso Leiteiro da Raça Jersey, que reúne os principais plantéis do país e avalia os animais por meio de três ordenhas realizadas em intervalos de oito horas, totalizando um dia completo de produção. O resultado coloca a jovem animal entre as mais produtivas da raça no Brasil.

    Uma conquista que vai além do número

    Para entender o impacto do recorde, vale contextualizar: vacas Jersey de linhagens superiores, sob manejo cuidadoso, chegam a produzir mais de 25 kg de leite por dia. A Limalha Colonel da Ventana produziu mais do que o dobro disso. Isso com apenas dois anos de idade, ainda na fase de vaca jovem.

    A raça Jersey chegou ao Brasil em 1896, quando o primeiro lote veio da Granja Windsor, pertencente à rainha Vitória da Inglaterra, desembarcando no Rio Grande do Sul. Desde então, o estado se consolidou como um dos principais polos nacionais da raça.

    A Jersey se destaca entre as leiteiras pela composição do leite, especialmente pela porcentagem de gordura, além de maiores percentuais de proteína e outros sólidos, tornando o produto mais nutritivo e o favorito de fábricas de derivados. Isso favorece a produção de manteiga, iogurtes, sorvetes e queijos. O teor de gordura do leite Jersey chega a 5,3% e o de proteína a 3,98%. Valores bem superiores aos da raça Holandesa, a mais comum no país.

    Outro diferencial do animal é a própria idade. As vacas Jersey se destacam por apresentar maturidade sexual precoce, intervalos curtos entre cada cio e taxas de concepção elevadas, o que permite que animais jovens como a Limalha Colonel da Ventana já alcancem desempenho de alto nível.

    A feira que sediou o recorde

    A ExpoAgro Cotricampo reúne mais de 320 expositores, 43 agroindústrias familiares e mais de 140 cabeças de gado leiteiro. Além de uma programação diversificada com palestras técnicas, dias de campo e comercialização de máquinas e equipamentos. A edição anterior movimentou R$ 374 milhões em negócios e recebeu mais de 42 mil visitantes.

    Organizada pela Cotricampo (Cooperativa Tritícola Mista Campo Novo) a feira acontece anualmente no campo experimental da cooperativa, às margens da ERS-518. E se consolidou como referência para o sistema cooperativista do Rio Grande do Sul em termos de inovação, novas tecnologias e conhecimento.

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  • Tecnologia genética eleva produtividade da agricultura familiar em Mato Grosso

    Tecnologia genética eleva produtividade da agricultura familiar em Mato Grosso

    A aplicação de tecnologias de melhoramento genético vem modernizando a pecuária leiteira e impulsionando a agricultura familiar em Mato Grosso. O uso de sêmen de alta qualidade, transferência de embriões e acompanhamento técnico especializado tem permitido que pequenos produtores aumentem a produtividade dos rebanhos, reduzam custos e tornem a atividade mais sustentável.

    De 2020 a 2025, foram distribuídas 36.297 doses de sêmen, entre convencional e sexado, de raças como Holandês, Jersey, Girolando e Gir Leiteiro. As ações beneficiaram produtores de 60 municípios conectados a cooperativas e associações, promovendo o uso de genética superior e assistência continuada. O investimento total em sêmen, embriões e prenhes somou R$ 10,5 milhões, consolidando um salto de qualidade na cadeia leiteira familiar.

    Evolução técnica e mudança de mentalidade

    Segundo técnicos envolvidos no programa de melhoramento genético, os produtores passaram por uma importante mudança de mentalidade. O leite deixou de ser apenas uma fonte complementar de renda para se tornar uma atividade estruturada e competitiva, com potencial real de crescimento econômico e geração de oportunidades no campo.

    “Hoje, o produtor entende que investir em genética vale mais do que manter animais de baixa produção. As vacas conseguem produzir até quatro vezes mais leite, com melhor aproveitamento e menor custo por litro”, explica a médica-veterinária Vânia Ângela Kohl, coordenadora da iniciativa.

    Médica veterinária Vânia Ângela Kohl. Foto: Assessoria Seaf

    O Projeto de Melhoramento Genético por Transferência de Embriões, iniciado em 2020, registrou 4.378 prenhes sexadas de fêmeas em 34 municípios, beneficiando 925 produtores. O modelo de cooperação com associações e prefeituras prevê contrapartidas locais, que ampliam o alcance das ações e fortalecem o compromisso das comunidades rurais com a pecuária de precisão.

    Novilhas prenhes e biotecnologia consolidam nova fase da pecuária

    Outra frente de avanços foi o fornecimento de novilhas Girolando meio-sangue entre 2022 e 2024, com 324 animais entregues a 177 produtores em seis municípios, como Colniza, Terra Nova do Norte e Alta Floresta. Cada beneficiado recebeu duas novilhas e acompanhamento técnico obrigatório durante um ano, assegurando retorno produtivo e qualidade genética no plantel.

    A ampliação do programa segue garantindo o fornecimento de novilhas e suporte técnico nos próximos anos, reforçando a adoção de biotecnologia reprodutiva como ferramenta essencial para a sustentabilidade da cadeia leiteira.

    “O melhoramento genético é uma política estruturante que reduz custos, aumenta produtividade e garante a permanência das famílias no campo”, avalia Vânia Kohl.

    Casos que inspiram outras propriedades

    Os resultados no campo comprovam os avanços da pecuária familiar em Mato Grosso. Em Pontes e Lacerda, o produtor Marcus Aurélio, do Sítio Recanto, viu sua média de produção saltar de 3 para 16 litros de leite por vaca/dia após investir em inseminação com genética aprimorada.

    “Hoje consigo manter minha família no campo e viver do leite com rentabilidade”, relata o produtor.

    Já em Vera, o casal Sidnei e Luzia multiplicou a produtividade após aderir à transferência de embriões. Com a tecnologia, a fazenda Santa Helena passou a produzir 178 litros diários, ante uma média anterior de 20 litros.

    Foto: Assessoria Seaf

    “Uma vaca que produzia 31 litros agora chega a 35 litros por dia. O impacto é visível na fazenda e na renda da família”, conta Luzia.

    O sucesso dessas experiências demonstra que a modernização genética e o acesso à tecnologia estão redefinindo a pecuária leiteira. E transformando pequenas propriedades em empreendimentos sustentáveis e competitivos.

  • Megaleite encerra com recordes e anuncia data para 2025

    Megaleite encerra com recordes e anuncia data para 2025

    A 19ª edição da Megaleite chegou ao fim neste sábado (15/06), e a Associação Brasileira dos Criadores de Girolando já tem planos definidos para 2025. A próxima edição do evento será de 17 a 21 de junho, em Belo Horizonte/MG. Sem dúvida, a meta é repetir o sucesso deste ano, reunindo as principais raças bovinas leiteiras no Parque da Gameleira.

    A Megaleite é reconhecida como uma vitrine internacional da pecuária leiteira do Brasil, atraindo milhares de visitantes de diversos países para a capital mineira. Segundo Domício Arruda, presidente da Associação de Girolando, a exposição não só promove a genética brasileira, mas também impulsiona a economia local, gerando empregos diretos e indiretos, além de fomentar negócios em diversos segmentos.

    Na edição deste ano, que ocorreu de 11 a 15 de junho, a feira contou com a presença de 1500 animais de 160 expositores, representando as raças Girolando, Gir Leiteiro, Holandês, Guzerá, Guzolando, Jersey, Simental e Búfalos. Para o jurado Celso Menezes, a Megaleite reflete a notável evolução das raças nos últimos anos, destacando a qualidade genética alcançada, com vacas produzindo mais de 100 kg de leite por dia.

    Recordes impressionantes

    O evento também foi palco para quebras de recordes no Torneio Leiteiro da raça Girolando. A vaca Fanny FIV Kingboy 131 FGS Sapucaia, de Fernando Gonçalves dos Santos, estabeleceu um novo recorde ao produzir 306,960 kg de leite, com média de 102,320 kg/dia. Outro destaque foi a vaca jovem Tradição FIV Elixir Santa Luzia, de propriedade de José Freire Neto. Ela produziu 268,670 kg de leite, com média de 89,557 kg/dia.

    Além disso, a Megaleite 2024 registrou uma movimentação financeira estimada em R$ 220 milhões.  Houve a participação de cerca de 100 empresas expositoras de diversos segmentos. Comitivas de vários países, como Índia, Colômbia, México, Equador, El Salvador, Costa Rica, Panamá, Bolívia e Venezuela, além de brasileiros de todas as regiões do país, passaram pelo evento.

    Megaleite: desenvolvimento da pecuária leiteira

    A Megaleite é realizada na capital mineira desde 2016. Desde então, vem consolidando como um dos principais eventos do setor no país. O objetivo é continuar promovendo o desenvolvimento e a qualidade da pecuária leiteira brasileira. Afinal, a programação sempre conta com leilões, shoppings de animais, cursos, palestras, competições, além de atrações para o público. O Agro em Campo segue acompanhando os destaques do setor leiteiro.