Tag: javali

  • Quase 300kg: Javali gigante é abatido em MG

    Quase 300kg: Javali gigante é abatido em MG

    Um javali gigante conhecido como “Lendário” mobilizou moradores e caçadores do interior de Minas Gerais após quase uma década causando danos em propriedades rurais. Durante uma ação de manejo, caçadores abateram o animal, que ficou conhecido na região pelo porte incomum e pela dificuldade de captura.

    Segundo os relatos que acompanham a gravação, o javali destruía plantações, invadia propriedades e, em algumas situações, atacava cães utilizados em tentativas anteriores de controle.

    Lendário pesava quase 300kg

    O tamanho do javali também chamou atenção. De acordo com as informações compartilhadas nas redes sociais, o animal teria peso estimado em quase 300 quilos e apresentava uma camada de gordura com cerca de 10 centímetros de espessura.

    ‘Lendário’ ganhou fama pelo porte fora do comum — Foto: Reprodução/Redes Sociais

    Espécie invasora

    O Ibama classifica o javali como uma espécie exótica invasora e autorizou seu manejo no Brasil em 2013 por meio da Instrução Normativa nº 03/2013. Desde então, produtores rurais e órgãos ambientais buscam reduzir os impactos causados pelo crescimento da população desses animais em diferentes regiões do país.

     A espécie costuma revirar o solo em busca de alimento, destruir nascentes e danificar áreas de preservação permanente. Além disso, eles representam um risco sanitário para a pecuária e podem causar prejuízos significativos à produção agropecuária.

    Segundo o Plano Nacional de Prevenção, Controle e Monitoramento do Javali, a expansão da espécie ameaça a biodiversidade, compromete a flora e a fauna nativas e ainda afeta corpos d’água em diversas regiões brasileiras. Da mesma forma, produtores rurais frequentemente registram perdas em lavouras de grãos, pastagens e pequenas criações por causa da presença desses animais.

    A Embrapa também alerta para os impactos provocados por javalis e seus híbridos. De acordo com a instituição, esses animais invadem plantações com frequência, revolvem grandes áreas do solo durante a busca por alimento e provocam danos diretos à atividade agropecuária.

     

  • Produtores rurais do RS têm até 30 de junho para informar presença de javalis

    Produtores rurais do RS têm até 30 de junho para informar presença de javalis

    A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) intensifica o monitoramento de javalis no Rio Grande do Sul e convoca produtores rurais a informarem a ocorrência dos animais até 30 de junho. O objetivo é mapear a presença de espécies asselvajadas e fortalecer estratégias de vigilância, prevenção e controle no Estado.

    O questionário, disponível on-line e sem caráter fiscalizatório, reúne dados essenciais para orientar o Serviço Veterinário Oficial. Com base nas informações, o órgão consegue identificar áreas críticas, avaliar riscos sanitários e direcionar ações mais eficientes no campo.

    A presença de javalis preocupa o setor agropecuário brasileiro devido aos prejuízos recorrentes. Os animais provocam danos diretos às lavouras de milho, soja e hortaliças, além de destruírem pastagens e cercas. Também atacam nascentes, revolvem o solo e favorecem processos erosivos, o que compromete a produtividade e eleva os custos de recuperação das áreas.

    Outro ponto crítico envolve a sanidade animal. Javalis podem transmitir doenças como febre aftosa e peste suína clássica, colocando em risco a produção pecuária e o status sanitário do país — fator decisivo para exportações.

    Segundo a chefe da Divisão de Defesa Sanitária Animal da Seapi, Grazziane Rigon, a colaboração dos produtores amplia a capacidade de resposta do Estado. “A participação dos produtores é essencial para ampliar o conhecimento sobre a ocorrência de animais asselvajados e aprimorar as estratégias de monitoramento e controle”, afirma.

    A Seapi reforça que o engajamento do setor produtivo contribui diretamente para proteger rebanhos, lavouras e ecossistemas, além de reduzir impactos econômicos causados pela espécie invasora.

  • Projeto pode pagar R$ 100 por cada javali abatido no Brasil

    Projeto pode pagar R$ 100 por cada javali abatido no Brasil

    Os javalis voltaram ao centro do debate no campo brasileiro. Desta vez, não por uma nova invasão de lavouras ou ataques a rebanhos, mas por um projeto de lei que pode colocar dinheiro no bolso de quem ajuda a controlar a espécie. A proposta prevê o pagamento de R$ 100 por javali abatido.

    A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa de Santa Catarina aprovou o Projeto de Lei 287/2026, que cria um incentivo financeiro para pessoas físicas e jurídicas autorizadas a controlar a população de javalis.

    Os deputados votaram a matéria durante uma sessão do programa Alesc Itinerante, realizada em Araranguá, no Sul catarinense. A comissão aprovou o parecer por unanimidade.

    O deputado Camilo Martins (PL) apresentou o projeto com o objetivo de fortalecer o combate a uma espécie que ameaça a agropecuária e o meio ambiente em diversas regiões do País.

    Se o projeto avançar nas próximas etapas, o governo utilizará os recursos para compensar despesas com combustível, deslocamentos, equipamentos, munições e outros custos operacionais do manejo.

    Quem poderá receber o pagamento

    O projeto permite a participação apenas de pessoas físicas e jurídicas devidamente autorizadas.

    Além disso, os interessados deverão manter cadastro junto ao órgão ambiental competente e comprovar o abate conforme critérios que o governo definirá em regulamento específico, com pagamento de R$ 100 por javali abatido.

    Como funcionará o pagamento por javali abatido

    Em propriedades privadas, os controladores precisarão obter autorização formal do proprietário, possuidor ou arrendatário da área.

    O texto também permite que o governo estadual firme convênios com municípios e entidades parceiras para ampliar as ações de controle. Ao mesmo tempo, o Estado poderá definir regiões prioritárias de atuação conforme o nível de infestação.

    Como os javalis chegaram ao Brasil

    Espécie chegou ao Brasil nas décadas de 1980 e 1990 e hoje está presente em praticamente todo o território nacional
    Foto: Divulgação – FAEP/Senar-PR/CNA

    A história dos javalis no Brasil começou há décadas e ajuda a explicar por que o problema se tornou tão difícil de controlar.

    Criadores trouxeram os primeiros exemplares da Europa principalmente a partir da década de 1980 para produzir carne considerada exótica e de alto valor agregado.

    Com o passar dos anos, muitos criadouros encerraram as atividades ou perderam animais por falhas de contenção. Além disso, alguns proprietários abandonaram exemplares deliberadamente.

    A partir daí, a espécie iniciou uma rápida expansão pelo território nacional.

    Quando cruzaram com porcos domésticos, os javalis deram origem aos chamados javaporcos. Esses animais herdaram a rusticidade dos javalis e a alta capacidade reprodutiva dos suínos. Como resultado, produtores rurais e autoridades ambientais passaram a enfrentar um desafio ainda maior.

    Hoje, os registros da espécie alcançam praticamente todas as regiões brasileiras.

    Prejuízos que vão muito além das lavouras

    No campo, os prejuízos aparecem de forma evidente.

    Durante a noite, grupos de javalis avançam sobre plantações e deixam um rastro de destruição. Milho, soja, trigo, arroz e hortaliças figuram entre os principais alvos.

    https://www.instagram.com/reel/DZ-DXv-Ssai/?igsh=YmF4d2R3Z3J4a2Ji

    Entretanto, os danos não se limitam às lavouras.

    Os animais revolvem o solo em busca de alimento, destroem nascentes, degradam áreas de preservação e disputam espaço com espécies nativas. Em algumas regiões, produtores relatam ataques a cordeiros recém-nascidos, aves e pequenos animais.

    Além disso, a presença dos javalis amplia os riscos sanitários.

    Especialistas alertam que a espécie pode disseminar doenças capazes de atingir a produção pecuária brasileira. Entre as principais preocupações estão enfermidades que afetam rebanhos de suínos e podem comprometer mercados de exportação.

    Por esse motivo, os órgãos ambientais autorizam o controle populacional e tratam a medida como estratégica para proteger a agropecuária nacional.

    Santa Catarina concentra preocupação crescente

    Santa Catarina convive há anos com o avanço dos javalis.

    A combinação de áreas agrícolas, fragmentos florestais e condições climáticas favoráveis impulsionou a expansão da espécie. Em várias regiões, produtores acumulam perdas e enfrentam dificuldades para conter a proliferação.

    Nesse contexto, surgiu a proposta de incentivo financeiro.

    Os defensores do projeto argumentam que os custos do manejo afastam parte dos controladores habilitados. Por isso, eles acreditam que o pagamento poderá estimular novas ações de controle e reduzir os prejuízos acumulados no campo.

  • Atiradores aéreos entram em ação contra invasão de javalis

    Atiradores aéreos entram em ação contra invasão de javalis

    Por entre rios ainda turvos e pastagens que mais parecem espelhos d’água, o noroeste de Queensland, na Austrália, virou, nas últimas semanas, um cenário improvável de guerra ambiental. No ar, helicópteros rasgam o céu. No solo, rebanhos tentam se recompor. E, no meio disso tudo, uma praga avança como um enxame: os javalis.

    Diante do risco de uma explosão populacional, os governos federal, liderado por Anthony Albanese, e estadual, sob comando de David Crisafulli, autorizaram a contratação de atiradores aéreos especializados para reduzir os bandos que ficaram isolados nas margens dos rios após as enchentes provocadas pelas monções.

    Segundo a AgForce, principal entidade rural do estado, o momento é decisivo. “Os animais estão concentrados e vulneráveis. É agora ou nunca”, afirmou Ken Cunliffe, presidente do comitê de biossegurança da organização.

    “Temos uma oportunidade real de reduzir o impacto se isso avançar em tempo hábil”, disse Cunliffe, ao cobrar mais agilidade no repasse de recursos.

    Foto: Divulgação – FAEP/Senar-PR/CNA

    Uma bomba-relógio sobre quatro patas

    A cena lembra um prenúncio ruim. Ou seja, com cercas destruídas e áreas inteiras sem controle, os javalis podem se espalhar como fogo em capim seco, destruindo lavouras, contaminando água, atacando filhotes de gado e abrindo crateras no solo.

    A ministra federal de Gestão de Emergências, Kristy McBain, reconheceu o risco. “Com tantas cercas danificadas, os javalis podem causar ainda mais prejuízos se não agirmos rápido”, afirmou.

    O governo diz estar trabalhando lado a lado com autoridades locais e produtores para conter o problema antes que ele vire um pesadelo fora de controle.

    Janela curta, decisão urgente

    Para o ministro de Indústrias Primárias de Queensland, Tony Perrett, a estratégia tem prazo de validade.

    “Quando a água baixar e o solo secar, as condições vão ficar perfeitas para uma explosão populacional”, alertou. “Agora, com os animais agrupados, é a melhor chance de reduzir drasticamente a densidade.”

    Segundo ele, empreiteiros experientes estão sendo enviados às propriedades rurais para localizar e eliminar os focos mais críticos de javalis.

    Milhões em jogo — e no campo

    A operação integra, por sua vez, um pacote de US$ 11,32 milhões, o equivalente a cerca de R$ 56,6 milhões, dentro do DRFA, programa conjunto de recuperação de desastres entre o governo federal e os estados.

    Nesse contexto, do total previsto, US$ 2,2 milhões (aproximadamente R$ 11 milhões) serão destinados a coordenadores regionais. Além disso, US$ 2 milhões (cerca de R$ 10 milhões) irão financiar subsídios e planos de ação voltados diretamente aos produtores rurais.

    Paralelamente, o governo Crisafulli também prometeu a contratação de 100 novos agentes de biossegurança ao longo do mandato, reforçando assim a vigilância contra espécies invasoras e ampliando a capacidade de resposta em campo.

    Enquanto isso, o Serviço de Parques e Vida Selvagem de Queensland atua para alinhar a ofensiva também nas áreas protegidas — onde os javalis, sorrateiros, costumam se esconder como sombras na mata.

    O que está em jogo

    Se nada for feito, o estrago pode ser monumental. Ambientalistas e pecuaristas concordam, ainda que por motivos diferentes. Os javalis hoje figuram entre as maiores ameaças ao equilíbrio ecológico e à economia rural da região.

    No fim das contas, a batalha não é só contra um animal invasor. Na prática, ela é contra o relógio, além disso, contra o clima e, sobretudo, contra o risco de que, mais uma vez, a natureza cobre uma conta alta demais.

  • Invasão de javalis preocupa produtores em Goiás

    Invasão de javalis preocupa produtores em Goiás

    O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) intensificou as ações de monitoramento e diálogo com produtores rurais na região da Chapada dos Veadeiros, em Goiás. A iniciativa busca conter o avanço do javali (Sus scrofa), espécie exótica invasora que ameaça o Cerrado e causa prejuízos à agricultura local.

    Ibama e ICMBio atuam de forma integrada no monitoramento e prevenção da espécie exótica invasora na região da Chapada dos Veadeiro. Foto: DBFlo/Ibama

    Introduzido no Brasil nos anos 1960, o javali figura entre as cem piores espécies invasoras do mundo. Isso segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). Sua alta capacidade de reprodução, adaptação e a ausência de predadores naturais favorecem a rápida expansão, impactando o meio ambiente e as lavouras. Especialmente as de milho e soja.

    No fim de novembro, equipes do Ibama realizaram vistorias em 28 propriedades rurais de seis municípios goianos. Alto Paraíso, São João da Aliança, Colinas do Sul, Nova Roma, Teresina de Goiás e Cavalcante. As inspeções, executadas no entorno do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (PNCV), unidade administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), registraram danos pontuais causados por javalis, como destruição de plantações e estruturas rurais, além de impactos em nascentes e áreas de preservação permanente.

    Registros se espalham

    De acordo com o Ibama, os registros concentram-se na região centro-sul de Alto Paraíso de Goiás, próxima ao Parque. O órgão considera o momento estratégico para intensificar o monitoramento e evitar a disseminação da espécie para novas áreas.

    O analista ambiental Guilherme Destro, da Superintendência do Ibama em Goiás, explica que o órgão pretende criar uma rede de colaboração envolvendo produtores rurais, instituições públicas e entidades do terceiro setor. “Os produtores estão na linha de frente e serão fundamentais para detectar sinais da presença da espécie e aplicar medidas de controle”, afirma.

    Foto: DBFlo/Ibama

    O Ibama e o ICMBio oferecerão apoio técnico e promoverão práticas de manejo para reduzir os focos de javalis já identificados. As informações coletadas devem orientar o mapeamento das rotas de invasão e o planejamento das ações preventivas. O objetivo é proteger a biodiversidade local e reduzir os prejuízos econômicos causados ao setor produtivo.

    A experiência em Goiás deve servir de modelo para outras regiões do país, fortalecendo a estratégia nacional de controle da fauna exótica invasora e a prevenção de impactos socioambientais no campo.

  • Controle de javali desafia o Brasil e gera prejuízos ao país

    Controle de javali desafia o Brasil e gera prejuízos ao país

    O avanço descontrolado do javali (Sus scrofa), também chamado de javaporco quando cruza com porcos domésticos, tornou-se um dos maiores desafios do agronegócio brasileiro. O animal já ocupa áreas do Sul, Sudeste, Centro-Oeste e avança para o Nordeste, afetando lavouras, ameaçando rebanhos e preocupando comunidades rurais.

    Como o javali chegou ao Brasil

    A espécie é exótica, ou seja, não faz parte da fauna nativa. Empresários introduziram o javali oficialmente na década de 1980, acreditando na abertura de um mercado para produção e consumo de carne exótica. Na época, criadores importaram muitos animais da Europa e da Ásia para criação em cativeiro.

    Porém, o mercado não se consolidou, a fiscalização falhou e inúmeros criadores abandonaram os plantéis. Com alta adaptabilidade, os javalis escaparam, encontraram abundância de alimento nas lavouras e passaram a se multiplicar de forma acelerada.

    Hoje, estima-se que milhões de javalis circulem pelo Brasil, com densidade maior no Sul e no Centro-Oeste, regiões de forte produção agrícola.

    Riscos concretos para agricultura e pecuária

    A capacidade reprodutiva impressiona: uma única fêmea pode gerar até 20 filhotes por ano. Esse crescimento explosivo resulta em prejuízos expressivos:

    • Agricultura: javalis invadem plantações de milho, soja, feijão e cana-de-açúcar. Pisoteiam lavouras, arrancam raízes e chegam a destruir hectares inteiros em poucas horas.

    • Pecuária: os animais destroem cercas, rompem bebedouros e competem com bovinos e suínos por água e alimento. Além disso, transmitem doenças como a peste suína clássica e a tuberculose bovina, colocando em risco a sanidade do rebanho.

    • Segurança alimentar: prejuízos bilionários na produção de grãos e proteínas afetam não só o agronegócio, mas também consumidores, com risco de alta nos preços de alimentos.

    Debate sobre o controle

    O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion (PP-PR), tem defendido mais rigor no manejo:

    “A gente não está tratando de extinguir uma espécie da fauna brasileira que precisa ser preservada. O javali não é daqui, foi trazido. Estamos falando de uma praga que destrói lavouras, infecta o gado e traz grave risco à população do interior do Brasil”, disse Lupion.

    Por outro lado, caçadores credenciados pelo Ibama relatam entraves burocráticos para obter autorizações, enquanto ambientalistas pedem regras mais claras para evitar maus-tratos e garantir segurança em operações de controle.

    Perigo também para comunidades rurais

    Além do impacto econômico, há risco direto para pessoas. Animais adultos ultrapassam 200 quilos, possuem presas afiadas e são extremamente agressivos quando acuados. Agricultores, trabalhadores rurais e cães de caça já sofreram ataques de javalis, principalmente no Sul e no Centro-Oeste.

  • Javalis no Brasil: praga invasora exige controle urgente, dizem especialistas

    Javalis no Brasil: praga invasora exige controle urgente, dizem especialistas

    O biólogo e influenciador Richard Rasmussen viralizou ao defender o controle rigoroso de javalis no Brasil. Em entrevista à página Aqui Tem Javali, ele foi direto: “Javali é exótico, é praga e tá na Constituição: tem que ser eliminado!”. A fala reacendeu o debate sobre os estragos causados pela espécie, que já avança por lavouras, nascentes e áreas de preservação.

    Originários da Europa, os javalis (Sus scrofa) foram introduzidos irregularmente no Brasil e hoje se espalham sem controle. Dados exclusivos do Compre Rural indicam que mais de 1 milhão de animais precisam ser abatidos em 2025 para frear a destruição. Eles:

    • Devastam plantações de soja, milho e mandioca;
    • Contaminam nascentes e competem com espécies nativas;
    • Transmitem doenças à suinocultura, como peste suína clássica.

    Segundo o Ministério da Agricultura, os prejuízos ultrapassam R$ 200 milhões/ano, enquanto secretarias estaduais alertam para o risco de colapso em pequenas propriedades.

    Caçadores legalizados assumem o papel do Estado

    Grupos como o Aqui Tem Javali, formado por caçadores registrados no IBAMA, atuam no controle ético da espécie. A Instrução Normativa nº 12/2013 autoriza o abate, classificando o javali como “nocivo”. Richard critica a omissão governamental: “Se o Estado não faz, alguém precisa fazer. Quem é contra a caça deveria ver os estragos no campo”.

    A Constituição Federal protege a fauna nativa, mas abre exceção para espécies invasoras. Enquanto isso:

    • Produtores rurais exigem políticas públicas eficientes;
    • Ambientalistas pedem métodos não letais, como esterilização;
    • Caçadores argumentam que a remoção imediata é a única solução prática.

    O que dizem as autoridades?

    O IBAMA reconhece a gravidade do problema, mas estados como RS, SC e SP concentram as maiores queixas. A Secretaria de Agricultura do RS já registrou perdas de 30% em lavouras de milho em áreas infestadas.

    Enquanto o debate segue, o consenso é claro: sem ação coordenada, os javalis seguirão avançando. “Não dá para romantizar. Ou controlamos agora, ou pagamos o preço depois”, resume Rasmussen.

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