Tag: janeiro

  • Exportação de suínos começa o ano com novo recorde

    Exportação de suínos começa o ano com novo recorde

    As exportações brasileiras de carne suína atingiram recorde histórico para janeiro, apontam pesquisadores do Cepea. Embora os embarques tenham recuado frente a dezembro, o setor registrou o maior volume já exportado para o mês.

    Dados da Secex, analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou 115 mil toneladas em janeiro. O volume ficou 15% abaixo de dezembro, quando o País exportou 136 mil toneladas. Além disso, essa foi a maior retração mensal para o período desde 2022. Ainda assim, o resultado superou em 10% o volume de janeiro de 2025. Naquele mês, o Brasil havia embarcado 104 mil toneladas de carne suína.

    Com isso, janeiro de 2026 registrou o maior volume da série histórica da Secex. A série começou em 1997 e acompanha os dados oficiais de exportação. Segundo o Cepea, o desempenho reforça a expectativa de novo recorde anual. Portanto, o setor exportador de suínos mantém perspectiva positiva para 2026.

  • Exportações de carne bovina batem recorde em janeiro

    Exportações de carne bovina batem recorde em janeiro

    As cotas impostas pela China preocupam a cadeia da pecuária brasileira. Isso ocorre porque o país asiático lidera as compras de carne bovina do Brasil. Os pesquisadores do Cepea alertam para possíveis impactos no mercado pecuário nacional. Ainda assim, o setor inicia 2026 com forte avanço nas exportações.

    Recorde histórico em janeiro

    A demanda externa por carne bovina brasileira mantém trajetória de crescimento. Além disso, os embarques confirmam as expectativas positivas para o ano. Segundo dados da Secex, o Brasil exportou 258,94 mil toneladas em janeiro. O volume representa recorde histórico para o mês. Com isso, o resultado supera o melhor desempenho anterior, registrado em 2025.

    Exportação para a China

    A China respondeu por 46,3% do total exportado em janeiro. O percentual ficou próximo da média de 2025, que foi de 47,67%. Se o ritmo atual continuar, o Brasil deve atingir a cota chinesa em setembro. A cota anual estabelecida para o Brasil é de 1,106 milhão de toneladas.

    Somente em janeiro, o Brasil enviou 119,63 mil toneladas à China. Esse foi o maior volume exportado ao país asiático para um mês de janeiro. Dessa forma, mesmo com a cota da China, as exportações de carne bovina iniciam 2026 em nível recorde.

  • Põe mais água no feijão: preços disparam em janeiro

    Põe mais água no feijão: preços disparam em janeiro

    Os preços do feijão avançaram com força no fim de janeiro. O movimento ocorreu em quase todas as regiões acompanhadas pelo Cepea. O feijão preto e o carioca de melhor qualidade lideraram as altas.

    A restrição de oferta impulsionou as cotações no mercado interno. A colheita lenta da primeira safra também pressionou os valores. A produção menor em relação a 2025 reforçou o cenário altista. O problema afeta especialmente os estados do Sul do Brasil.

    No balanço do mês, o feijão carioca teve forte valorização. A média mensal registrou a maior alta dos últimos quatro meses. O feijão preto apresentou a variação mais intensa da série. O Cepea iniciou esse levantamento em setembro de 2024. Os pesquisadores comparam o quadro atual ao de janeiro passado. Naquele período, os preços do feijão mostraram retração. Agora, o mercado segue direção oposta e registra disparada.

    Dentro da porteira

    No campo, produtores enfrentam dificuldades na colheita nacional. Interferências climáticas atrasam os trabalhos em várias regiões. A Conab acompanha o ritmo da safra em todo o país. Até o dia 24, a colheita alcançou 28,3% da área. No ano passado, o índice atingiu 39% no mesmo período. A média dos últimos cinco anos chegou a 38,1%. O atraso reduz a oferta disponível no mercado brasileiro. Com menos produto, compradores disputam lotes de melhor qualidade. Esse cenário sustenta a alta dos preços do feijão.

  • Chuvas retornam, mas clima preocupa citricultura

    Chuvas retornam, mas clima preocupa citricultura

    Apesar do retorno das chuvas em janeiro, o clima ainda preocupa a citricultura brasileira, segundo análises do Cepea. De acordo com o Centro de Pesquisas, o clima pode afetar o desenvolvimento da safra 2026/27 em diferentes regiões produtoras.

    Calor provoca queda de frutos

    Em algumas áreas, as altas temperaturas provocaram queda de frutos em vários estágios de desenvolvimento.
    Além disso, a entrada recente de uma frente fria trouxe ventos e ampliou a variação térmica. Esse cenário, portanto, também pode prejudicar o desenvolvimento das plantas ao longo do ciclo produtivo.

    Clima amplia incertezas para a safra

    Segundo agentes consultados pelo Cepea, ainda é cedo para projeções mais precisas sobre a safra. No entanto, o clima permanece como o principal fator de incerteza para o setor citrícola.

    Mercado reage ao aumento da demanda

    No mercado, o calor elevou a demanda por laranja de mesa em várias regiões. Em alguns momentos, os vendedores tiveram dificuldade para atender aos pedidos. Frutas com boa qualidade, bom tamanho e ratio adequado, portanto, alcançaram preços mais elevados.

     

  • Mercado de café reage e negociações avançam em janeiro

    Mercado de café reage e negociações avançam em janeiro

    Após iniciar 2026 com negociações restritas, o mercado interno de café voltou a ganhar ritmo na primeira quinzena de janeiro. A avaliação é do Centro de Estudos em Economia Aplicada (Cepea-Esalq/USP), em Piracicaba (SP).

    Segundo o Cepea, a ausência de vendedores e compradores marcou o início do ano no mercado doméstico.
    No entanto, o cenário mudou com a retomada gradual das vendas no período analisado. As cotações do café robusta fecharam em R$ 1,2 mil por saca.  Já o café arábica, o mais consumido no Brasil, encerrou o período cotado a R$ 2,2 mil por saca.

    Os valores são considerados positivos e atendem patamares desejáveis aos produtores. O centro aponta que a alta ganhou força a partir de 6 de janeiro. Na data, os contratos futuros de março de 2026 subiram 1.450 pontos na Bolsa de Nova York.

    Esse movimento nos preços internacionais elevou o volume negociado no mercado brasileiro. Agentes consultados pelo Cepea afirmam que alguns produtores precisaram fazer caixa no início do ano. Essa necessidade aumentou a liquidez e colaborou para o avanço das negociações. Apesar da retomada, o Cepea alerta para a preocupação com a safra 2026/2027. A falta de chuvas em importantes regiões produtoras do país segue no radar do setor.

    Poder de compra do produtor

    O poder de compra dos cafeicultores paulistas frente aos fertilizantes cresceu no fim de 2025. Em outubro, o arábica operava próximo de R$ 2,2 mil por saca. No mesmo período, a negociação do robusta foi em torno de R$ 1.350 por saca. Com esses preços, eram necessárias 1,16 saca de arábica tipo 6 para adquirir uma tonelada de fertilizante. Em outubro de 2024, o produtor precisava de 1,44 saca para comprar o mesmo volume de adubo.

    Desde 2011, a média histórica indica a necessidade de 2,6 sacas por tonelada. Segundo pesquisadores do Cepea, o poder de compra dos agricultores é bom neste ano. Além disso, a retomada das chuvas tende a viabilizar adubações nas lavouras. A expectativa é garantir o bom desenvolvimento da safra brasileira de café 2025/26.

  • Alto consumo sustenta preços da carne bovina

    Alto consumo sustenta preços da carne bovina

    Os preços da carne bovina seguem sustentados na primeira quinzena de janeiro de 2026, apontam levantamentos do Cepea. O movimento ocorre na contramão do padrão sazonal esperado para o período, segundo o Centro de Pesquisas.

    A principal sustentação vem da demanda firme, apesar das despesas extras típicas do primeiro mês do ano. Tradicionalmente, consumidores reduzem compras de cortes nobres e priorizam opções mais acessíveis. Entre essas alternativas, destacam-se carnes do dianteiro bovino, além das proteínas suína e de frango.

    Agora, agentes do mercado monitoram a segunda metade de janeiro com maior cautela. O início do pagamento de tributos pode limitar novas altas da carne com maior valor agregado.

    No mercado do boi gordo, os preços permanecem praticamente estáveis. Esse cenário reflete a combinação entre oferta limitada e demanda estável, conforme o Cepea.

    Desde novembro de 2022, a carne no atacado vale mais que o boi pago ao pecuarista paulista. A comparação considera 15 quilos de carcaça casada com osso no atacado da Grande São Paulo. Os valores utilizam o Indicador CEPEA/ESALQ, com dados deflacionados pelo IGP-DI. Na parcial de janeiro, a vantagem da carne sobre o animal para abate alcança R$ 25,64 por arroba.

  • Negociações de café aquecem no mercado brasileiro

    Negociações de café aquecem no mercado brasileiro

    As negociações de café voltaram a aquecer no mercado doméstico após o recesso de fim de ano, aponta o Cepea. Além disso, valorizações externas elevaram as cotações internas e aproximaram os preços das referências buscadas pelos produtores.

    Segundo pesquisadores, a alta ganhou força a partir de 6 de janeiro. Nesse dia, os futuros março/26 subiram 1.450 pontos na Bolsa de Nova York. Como resultado, o volume negociado aumentou no mercado brasileiro.

    Clima causa preocupação

    Os pesquisadores afirmam que a pouca chuva preocupa regiões produtoras importantes do Brasil. Esse cenário afeta a safra 2026/27, em desenvolvimento e enchimento de grãos. As lavouras de arábica concentram a maior preocupação.

    Além disso, a valorização do real frente ao dólar sustentou as altas dos futuros. Por fim, produtores buscaram fazer caixa com a virada do ano. Esse movimento aumentou a liquidez, segundo agentes consultados pelo Cepea.

  • Faturamento do setor de máquinas cresce 19% em janeiro

    Faturamento do setor de máquinas cresce 19% em janeiro

    A indústria brasileira de máquinas e equipamentos faturou R$ 20,4 bilhões em janeiro, um crescimento de 19,5% na comparação anual. O resultado foi impulsionado pelo mercado doméstico, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

    Balanço das vendas

    As vendas internas somaram R$ 15,6 bilhões, um avanço de 32,3% em relação ao mesmo mês de 2024. Já as exportações caíram 22,3%, totalizando US$ 818 milhões. A retração ocorreu, principalmente, pela redução dos embarques para Estados Unidos, Singapura e México.

    Importações: maior volume para um mês de janeiro

    As importações cresceram 19,3% e atingiram US$ 2,7 bilhões, o maior volume para um mês de janeiro. A China liderou as exportações para o Brasil, fornecendo 36% das máquinas compradas no período.

    Segundo a Abimaq, o desempenho reforça a recuperação iniciada no segundo semestre de 2024 e indica um cenário positivo para 2025.

    Além disso, os dados revelam um aumento de 0,4% do número de pessoas empregadas pela indústria de máquinas e equipamentos na passagem de dezembro para janeiro. Em geral, o setor terminou o mês passado com 400,2 mil trabalhadores.

    A temporada de feiras do setor do agronegócio já começou. Ou seja, os produtores acompanham as novidades e esperam boas oportunidades e crédito para o investimento.

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  • Brasil exporta 3,97 milhões de sacas de café em janeiro

    Brasil exporta 3,97 milhões de sacas de café em janeiro

    O Brasil exportou 3,977 milhões de sacas de café em janeiro de 2025, registrando uma leve queda de 1,6% em relação ao mesmo mês do ano passado. Porém, apesar da redução no volume, a receita subiu 60%, alcançando US$ 1,3 bilhão, segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). Em janeiro de 2024, o faturamento foi de US$ 823 milhões.

    O presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, avalia que o desempenho das exportações foi positivo, considerando a entressafra e os desafios logísticos. Além disso, ele destaca que o aumento na receita reflete a valorização dos preços do café no mercado internacional.

    Café arábica lidera exportações

    O café arábica manteve a liderança nas exportações brasileiras, com 3,278 milhões de sacas embarcadas, representando 82,4% do total. O volume recuou 0,3% na comparação com janeiro de 2024. Ao mesmo tempo, os cafés canéforas (conilon + robusta) tiveram queda de 28,9%, totalizando 328.074 sacas e respondendo por 8,3% das exportações.

    Já os cafés industrializados registraram crescimento. O café solúvel teve alta de 24,8%, com 365.598 sacas exportadas, representando 9,2% do total. O segmento de café torrado e moído avançou 156,6%, com 4.968 sacas enviadas ao exterior.

    Ferreira atribui a queda nos embarques de canéforas à maior competitividade dos cafés do Vietnã, cuja safra entrou no mercado em novembro com preços mais atrativos. Ele também observa que a leve redução no volume de arábica exportado reflete a concorrência de outras origens, especialmente nos cafés naturais finos e de peneiras maiores.

    Estados Unidos seguem como principal destino

    Os Estados Unidos importaram 713.348 sacas de café brasileiro em janeiro, representando 17,9% do total e um crescimento de 3,1% em relação ao mesmo período do ano passado. A Alemanha ficou em segundo lugar, com 457.569 sacas (-35%). Itália (262.809 sacas, +31,2%), Japão (247.840 sacas, +15,5%) e Bélgica (206.283 sacas, -50,4%) completaram o ranking dos principais destinos.

    Em geral, mesmo com a forte concorrência de cafés vietnamitas e indonésios, o Brasil ampliou os embarques de café verde para esses mercados. As exportações para o Vietnã cresceram 387,2%, totalizando 51.963 sacas. Para a Indonésia, o aumento foi de 95,3%, com 37.562 sacas enviadas. Ferreira explica que esses embarques resultam de contratos firmados no ano passado, quando os cafés conilon e robusta brasileiros estavam mais competitivos. No entanto, ele prevê queda nos volumes nos próximos meses devido à atual diferença de preços.

    Cafés diferenciados do Brasil ganham espaço

    Os cafés especiais, com certificações sustentáveis ou qualidade superior, representaram 25,4% das exportações totais em janeiro. Em resumo, o Brasil exportou 1,012 milhão de sacas desse tipo de café, um crescimento de 24,5% na comparação anual. A receita com esses embarques atingiu US$ 393 milhões, um avanço de 113,1% em relação ao mesmo período de 2024.

    Os Estados Unidos lideraram as compras de cafés diferenciados, adquirindo 206.657 sacas, o equivalente a 20,4% do total. A Bélgica ficou em segundo lugar, com 135.216 sacas, seguida pela Alemanha (134.749 sacas), Japão (67.181 sacas) e Holanda (57.869 sacas).

    Porto de Santos mantém liderança

    O Porto de Santos continuou sendo o principal ponto de saída do café brasileiro, respondendo por 75,3% das exportações em janeiro, com 2,996 milhões de sacas embarcadas. O complexo portuário do Rio de Janeiro ficou em segundo lugar, com 834.220 sacas (21% do total). O Porto de Paranaguá, no Paraná, exportou 35.995 sacas, representando 0,9% dos embarques.

    Exportações acumuladas da safra 2024/25

    No acumulado da safra 2024/25, entre julho de 2024 e janeiro de 2025, o Brasil exportou 30,147 milhões de sacas de café. Ou seja, o volume representa um crescimento de 11,3% em relação ao mesmo período da safra anterior. A receita cambial aumentou 60,3%, atingindo US$ 8,522 bilhões.

    Os resultados refletem recordes históricos para o setor, impulsionados pelos embarques de café verde e industrializado, especialmente o solúvel. O relatório completo das exportações está disponível no site do Cecafé: www.cecafe.com.br.

    Sobre o Cecafé

    Fundado em 1999, o Cecafé representa o setor exportador de café no Brasil e no exterior. A entidade apoia o segmento com inteligência de dados, ações estratégicas e jurídicas, além de projetos socioambientais. Com 126 associados, entre exportadores, produtores, associações e cooperativas, o Cecafé responde por 96% dos embarques de café do país.

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  • Saiba como será o clima no Brasil em janeiro

    Saiba como será o clima no Brasil em janeiro

    A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para janeiro aponta chuvas acima da média em grande parte das regiões Norte, Sul e no leste e norte do Nordeste. Rondônia, sudeste e norte do Pará, sul e norte do Tocantins, centro do Maranhão, oeste da Bahia e sul do Rio Grande do Sul devem registrar acumulados próximos ou abaixo da média histórica.

    No Sudeste, São Paulo e o centro-sul do Rio de Janeiro terão chuvas dentro ou acima da média. Em contrapartida, Minas Gerais e Espírito Santo poderão enfrentar precipitações abaixo do esperado.

    No Centro-Oeste, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul devem ter chuvas dentro ou acima da média. Já Goiás e o noroeste e sudeste do Mato Grosso do Sul podem registrar volumes abaixo da climatologia.

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    Temperaturas acima da média devem predominar no país

    As temperaturas em janeiro devem ficar acima da média em grande parte do Brasil. Além disso, terão com picos de calor intenso, especialmente no Norte, onde os termômetros podem ultrapassar os 28°C.

    Por outro lado, no Amazonas, Amapá, sudoeste do Paraná, leste de Santa Catarina e sul do Rio Grande do Sul, são esperadas temperaturas próximas ou ligeiramente abaixo da média. Isso ocorre devido a dias consecutivos de chuva, que ajudam a amenizar o calor.

    O Inmet, vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), representa o Brasil na Organização Meteorológica Mundial (OMM) desde 1950.