Tag: jacarés

  • Força e técnica feminina garantem bem-estar de tubarões e jacarés

    Força e técnica feminina garantem bem-estar de tubarões e jacarés

    No Oceanic Aquarium, em Balneário Camboriú (SC), o manejo de animais como tubarões, jacarés e até uma sucuri de 4 metros está nas mãos de mulheres altamente qualificadas. Elas atuam diariamente nos bastidores do maior aquário do sul do Brasil, garantindo o bem-estar e a segurança das espécies que encantam o público.

    Foto: Oceanic Aquarium/Divulgação

    A oceanógrafa Camila Moraes mergulha até três vezes por semana para alimentar tubarões e moreias e cuidar da limpeza dos tanques, tarefa essencial para manter o equilíbrio ambiental dos habitats. O trabalho exige técnica, atenção constante e profundo conhecimento sobre comportamento animal.

    As biólogas Bruna Oliveira e Edilene Brandli também encaram desafios diários. Elas alimentam jacarés, monitoram o peso e avaliam a saúde dos répteis. Edilene ainda se dedica ao tratamento e condicionamento das lontras, reforçando o papel da equipe no cuidado integrado dos animais.

    Entre as mais corajosas, está Julia Molina, responsável pelo manejo da sucuri Celeste, que vive com algumas raias de água doce. Julia realiza a alimentação e limpeza do recinto, um trabalho que exige calma, preparo físico e experiência.

    Manutenção da vida em um áquario

    Nos bastidores, o funcionamento de um aquário com mais de 350 mil litros de água depende da bióloga Bárbara Rodrigues, que opera o Sistema de Suporte à Vida (SSV). O conjunto de equipamentos garante a oxigenação, filtragem e temperatura ideais da água, simulando o ambiente natural dos habitats.

    Julia Molina, bióloga responsável pela alimentação e limpeza do recinto da Celeste. Foto: Oceanic Aquarium/Divulgação

    A equipe técnica do Oceanic Aquarium tem 18 especialistas, e 11 deles são mulheres. A veterinária Juliana Formágio, gerente de Operações Técnicas, lidera o grupo e reforça o compromisso com a igualdade de oportunidades:

    “A igualdade está em ocupar os mesmos espaços. No Oceanic, cada profissional se destaca pelo talento, pelas competências e pelo amor ao que faz, não pelo gênero”, afirma.

    Essas profissionais provam que trabalhar com grandes espécies não é questão de força, mas de preparo, responsabilidade e dedicação à conservação da vida marinha.

  • Oito presos em operação contra tráfico de fauna na Feira de Duque de Caxias (RJ)

    Oito presos em operação contra tráfico de fauna na Feira de Duque de Caxias (RJ)

    Agentes do Ibama e da Polícia Civil do Rio de Janeiro prenderam oito pessoas na Feira de Duque de Caxias, em operação contra o tráfico de fauna. A ação resultou na apreensão de 326 animais silvestres, entre eles caranguejos, jacarés, saguis, pássaros e uma jiboia filhote.

    Os agentes flagraram os primatas acondicionados em condições precárias, dentro de meias e pequenas bolsas. Infelizmente, um sagui morreu devido ao mau estado de conservação. A jiboia também morreu após um suspeito pisoteá-la para esconder o crime.

    Além das prisões, a operação gerou 12 autos de infração, com multas que somam R$ 473,8 mil. Um dos presos vendia petrechos ilegais para captura, como alçapões e estilingues. Outro infrator foi autuado pela venda de caranguejos capturados com redes proibidas, mas depois liberado.

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    Após a apreensão, técnicos do Ibama libertaram 313 caranguejos em seu habitat natural. As equipes devolverão os jacarés à natureza. Já os saguis, pássaros e a jiboia apreendidos seguiram para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), em Lorena (SP), onde recebem cuidados especializados.

    Saguis estavam acondicionados em meias dentro de bolsas pequenas. Foto: Ibama/Divulgação

    Essa operação é uma continuidade da fiscalização rigorosa na Feira de Duque de Caxias. Em março deste ano, o Ibama e a Polícia Federal realizaram a Operação Mercatio, que apreendeu 194 animais e aplicou multas ambientais no valor de R$ 270,5 mil.

    O Ibama reforça que a colaboração da população é fundamental para combater o tráfico de fauna. Denúncias podem ser feitas anonimamente pelo telefone 0800 061 8080, da Ouvidoria do órgão. A conscientização e a fiscalização contínua são essenciais para preservar as espécies e proteger o equilíbrio ambiental na região.

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