Tag: Jabuticaba

  • 3 das melhores frutas do mundo são brasileiras; veja quais

    3 das melhores frutas do mundo são brasileiras; veja quais

    O Brasil voltou a ganhar destaque no cenário internacional graças à qualidade de suas frutas. Desta vez, jabuticaba, açaí e guaraná entraram para a lista das 100 frutas mais bem avaliadas do mundo no ranking do Taste Atlas.

    A plataforma, considerada uma das principais enciclopédias da gastronomia mundial, elaborou o ranking com base nas avaliações de seus usuários. Na atualização publicada em 1º de julho, o Truskawka Kaszubska, uma variedade de morango cultivada na Polônia, conquistou a primeira colocação.

    Jabuticaba lidera a participação brasileira

    A jabuticaba alcançou a 19ª posição, com nota 4,3, e tornou-se a fruta brasileira mais bem colocada na classificação.

    Além do sabor marcante, a fruta chama atenção pelo valor nutricional. Segundo a Embrapa, a polpa concentra minerais importantes, enquanto as sementes fornecem fibras e proteínas. Já a casca reúne antioxidantes e também pode fazer parte da alimentação.

    Outro diferencial aparece na forma de crescimento dos frutos. Em vez de surgirem nos galhos, eles nascem diretamente no tronco da árvore. Esse fenômeno, conhecido como caulifloria, facilita a polinização e a dispersão das sementes.

    Açaí reforça a importância da Amazônia

    O açaí aparece na 40ª posição, com nota 4,1. Originário da Amazônia, o fruto ganhou espaço no mercado internacional por reunir proteínas, fibras, lipídios e minerais. Por isso, muitos especialistas o classificam como um superalimento.

    No Pará, estado responsável por mais de 90% da produção nacional, moradores consomem o açaí tradicionalmente com farinha de mandioca e peixe. Além desse hábito regional, a indústria utiliza o fruto na fabricação de sorvetes, bebidas, geleias e diversos outros produtos.

    Guaraná completa a presença brasileira

    O guaraná ocupa a 79ª posição do ranking, com nota 3,9. Assim como o açaí, ele é nativo da Amazônia e desempenha papel importante na indústria alimentícia.

    Empresas utilizam o pó e o xarope para produzir sucos, enquanto o extrato serve como ingrediente de refrigerantes e bebidas energéticas.

    Além disso, a Embrapa informa que o Brasil é o único produtor comercial de guaraná do mundo. Atualmente, produtores cultivam a espécie principalmente na Bahia, Amazonas, Acre, Rondônia, Pará e Mato Grosso, abastecendo tanto o mercado interno quanto o exterior.

    Ranking das frutas mais saborosas do mundo

    • 1º – Truskawka Kaszubska (Polônia)
    • 2º – Rodakina Naoussas (Grécia)
    • 3º – Melocotón de Calanda (Espanha)
    • 4º – Mandarini Chiou (Grécia)
    • 5º – Citrinos do Algarve (Portugal)
    • 6º – Uva Saperavi (Itália)
    • 7º – Limão Costa d’Amalfi (Itália)
    • 8º – Maçã Jablka Lackie (Polônia)
    • 9º – Maçã Mila Zagoras Piliou (Grécia)
    • 10º – Laranja Portokalia Maleme Chanion Kritis (Grécia)
    • 19º – Jabuticaba (Brasil)
    • 40º – Açaí (Brasil)
    • 79º – Guaraná (Brasil)
  • Frutas nativas do Brasil mostram potencial contra o envelhecimento celular

    Frutas nativas do Brasil mostram potencial contra o envelhecimento celular

    Jabuticaba, açaí, cambuci, guaraná, marolo e outras frutas nativas brasileiras podem ajudar a prevenir doenças crônicas associadas à inflamação e ao estresse oxidativo. Essa é a principal conclusão de uma revisão científica que reuniu estudos publicados nas últimas décadas e encontrou evidências de que compostos bioativos presentes nesses frutos protegem as células contra danos relacionados ao envelhecimento e ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, metabólicas e neurodegenerativas.

    Pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP conduziram o estudo, que integrou o doutorado da nutricionista Maria Carolina Zsigovics Alfino sob orientação da professora Elizabeth Aparecida Ferraz da Silva Torres. A equipe colaborou com pesquisadores da Universidad Autónoma do Chile e desenvolveu a pesquisa dentro do grupo Alimentos, Nutrição e Saúde Mental da FSP, que investiga o potencial de compostos bioativos da biodiversidade brasileira para prevenir e controlar doenças crônicas não transmissíveis.

    Ciência que pode virar política pública

    Para a professora Elizabeth Torres, o estudo avança na transformação de evidências científicas em subsídios para recomendações alimentares e estratégias de saúde pública. “Doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, obesidade, doenças cardiovasculares e neurodegenerativas, estão entre as principais causas de adoecimento e mortalidade no mundo. Identificar alimentos acessíveis e ricos em compostos bioativos capazes de auxiliar na prevenção dessas doenças tem impacto direto na promoção da saúde pública”, afirma.

    Apesar dos resultados promissores, a pesquisadora reconhece uma limitação importante: a maioria das evidências vem de estudos com modelos celulares ou animais. “Ensaios clínicos com seres humanos ainda são escassos”, relata Torres.

    Como os compostos agem no organismo

    De acordo com Maria Carolina Alfino, os compostos bioativos das frutas nativas brasileiras controlam diretamente a inflamação e o estresse oxidativo. Substâncias como flavonoides, antocianinas, carotenoides e ácidos fenólicos neutralizam radicais livres e reforçam os mecanismos naturais de defesa antioxidante do organismo.

    Essas substâncias também reduzem a produção de moléculas inflamatórias e regulam processos celulares associados ao desenvolvimento de doenças. “Ao controlar o estresse oxidativo e a inflamação crônica, dois mecanismos associados ao envelhecimento e ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, metabólicas e neurodegenerativas, as substâncias contribuem para a manutenção da saúde e para a prevenção de doenças crônicas”, explica a nutricionista.

    Torres acrescenta que os benefícios não se limitam à polpa dos frutos. “Cascas, sementes e outros subprodutos geralmente descartados também apresentaram potencial biológico, ampliando as possibilidades de aproveitamento sustentável desses alimentos”, diz.

    Jabuticaba concentra o maior número de estudos

    Entre as frutas analisadas, a jabuticaba lidera o volume de pesquisas. Estudos com extratos da casca, da polpa e até dos galhos da planta apontaram elevada atividade antioxidante e capacidade de reduzir marcadores inflamatórios associados à obesidade, à resistência à insulina, a inflamações intestinais e a alterações cardiovasculares. As antocianinas, os flavonoides e o ácido elágico presentes no fruto respondem principalmente por esses efeitos. Segundo Alfino, esses compostos neutralizam radicais livres, reduzem danos celulares e modulam processos inflamatórios envolvidos no desenvolvimento de doenças crônicas.

    Foto de uma jabuticabeira com jabuticabas no galho.
    Jabuticaba lidera volume de pesquisas. Foto: Rodarte/Agro Em Campo

    O açaí e o guaraná também figuram entre as espécies mais investigadas. No guaraná, os estudos apontam potencial neuroprotetor ligado à ação conjunta da cafeína e das catequinas. Essas substâncias reduzem danos provocados pelo estresse oxidativo e pela inflamação, fatores associados à degeneração celular e a doenças que afetam o sistema nervoso.

    Já o açaí desperta interesse não só pela polpa, mas também pelos subprodutos, especialmente as sementes. Estudos experimentais mostram que essas estruturas concentram elevadas quantidades de procianidinas, compostos com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Os resultados sugerem potencial para reduzir processos inflamatórios relacionados a distúrbios metabólicos e a complicações cardiovasculares e renais.

    Efeitos sobre a saúde do cérebro

    A revisão também identificou evidências de que os compostos bioativos das frutas nativas protegem o sistema nervoso. Substâncias presentes principalmente no guaraná ajudam a reduzir a neuroinflamação, processo associado a doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson e a alguns transtornos psiquiátricos.

    “As propriedades bioativas encontradas no guaraná atuam em mecanismos de redução da ativação excessiva de células inflamatórias do cérebro e na diminuição da produção de citocinas pró-inflamatórias, moléculas que participam da resposta inflamatória do organismo”, afirma Alfino.

    açaí na árvore
    Açaí desperta interesse não só pela polpa, mas também pelos subprodutos,. Foto: Ronaldo Rosa/Embrapa

    O estudo destaca ainda um possível impacto positivo dessas frutas sobre a microbiota intestinal: as propriedades bioativas favorecem o crescimento de bactérias benéficas e reduzem processos inflamatórios sistêmicos, fortalecendo a conexão entre intestino e cérebro. Nesse contexto, o guaraná se destacou pelos efeitos neuroprotetores, enquanto a jabuticaba apresentou resultados promissores no controle da inflamação intestinal e na proteção das células contra danos oxidativos.

    Para Alfino, os resultados reforçam a importância de valorizar espécies nativas ainda pouco presentes na alimentação dos brasileiros. Segundo a pesquisadora, a globalização dos hábitos alimentares concentrou o consumo em frutas como maçã, banana e laranja, enquanto muitas espécies brasileiras com elevado valor nutricional permanecem pouco conhecidas pela população.

  • Além dos grãos: maiores fazendas de frutas do mundo estão no Brasil

    Além dos grãos: maiores fazendas de frutas do mundo estão no Brasil

    O mercado conhece o Brasil como potência em grãos, carne e commodities tradicionais. Poucos sabem que o país lidera outro segmento com números ainda mais impressionantes: a fruticultura. O território brasileiro concentra as maiores fazendas de frutas do planeta, operações que colhem milhões de unidades mensalmente e abastecem os cinco continentes.

    Levantamentos setoriais do agronegócio e dados de empresas líderes comprovam: o Brasil não apenas produz em grande escala – define padrões globais de eficiência, tecnologia e logística agrícola.

    Citrosuco domina 25% do suco de laranja consumido no mundo

    A citricultura brasileira não tem rival. O país abriga a maior operação de laranja do mundo, um sistema integrado que une produção agrícola, processamento industrial e distribuição internacional. A Citrosuco comanda esse domínio: a empresa responde por 25% de todo o suco de laranja consumido globalmente e detém quase 50% da produção nacional.

    A companhia opera 25 fazendas de laranja em São Paulo e Minas Gerais. Essas propriedades somam mais de 80 mil hectares de pomares, número que cresce quando a empresa contabiliza os produtores parceiros que abastecem suas três grandes unidades industriais.

    A logística impressiona tanto quanto os números de produção. A Citrosuco mantém terminais portuários próprios no Brasil, Estados Unidos, Bélgica, Japão e Austrália. A empresa também opera uma frota exclusiva de seis navios desenvolvidos especificamente para transportar suco de laranja a granel.

    Cada laranjeira nas fazendas possui identificador individual. Drones, sensores e sistemas digitais monitoram pragas, nutrição e produtividade planta a planta. Esse controle transformou a empresa na primeira operação de citricultura totalmente digital do mundo. Inteligência artificial auxilia decisões de manejo, reduz custos e mitiga impactos ambientais – agricultura de escala global com precisão cirúrgica.

    Só Coco colhe 1 milhão de cocos por dia na maior fazenda do mundo

    Do litoral à Amazônia, o Brasil também lidera a produção de coco. A Só Coco, fundada no fim dos anos 1970 em Moju (PA), a 100 quilômetros de Belém, administra a maior fazenda de coco do planeta.

    Foto: Divulgação – Mapa

    A empresa gerencia aproximadamente 20 mil hectares. Desse total, 6 mil hectares abrigam coqueiros, mais de 15,5 milhões de árvores em produção. Outros 14 mil hectares destinam-se exclusivamente à preservação ambiental, um dos maiores exemplos brasileiros de equilíbrio entre produção em larga escala e conservação.

    Em períodos de pico, a colheita ultrapassa 1 milhão de cocos diários. A empresa utiliza variedades híbridas, que cruzam coqueiros gigantes e anões. Enquanto um coqueiro tradicional produz entre 40 e 120 frutos anuais, os híbridos da Só Coco alcançam até 220 frutos por planta. Essas variedades também entram em produção mais cedo e atendem tanto ao mercado de água de coco quanto ao de coco seco.

    O modelo se espalhou nacionalmente. Atualmente, cerca de 70% da área cultivada com coco no Brasil utiliza variedades híbridas semelhantes às adotadas pela Só Coco. Um novo padrão produtivo nacional.

    Shutz Agroambiental implanta maior fazenda de açaí do mundo no Amapá

    O açaí representa outro capítulo dessa liderança. Tradicionalmente consumido por povos indígenas, o fruto amazônico conquistou mercados na Europa, América do Norte e Ásia. Empresas como a Açaí Amazonas cultivam açaizais irrigados em áreas antes degradadas, recuperam solos improdutivos e os transformam em sistemas agrícolas eficientes e exportadores.

    Foto: Ronaldo Rosa/Embrapa

    O projeto mais ambicioso do setor pertence à Shutz Agroambiental. A empresa implanta no Amapá o que promete ser a maior fazenda de açaí do mundo. O empreendimento ocupa milhares de hectares em região com índices pluviométricos superiores a 4.000 mm anuais, o que permite cultivo sem irrigação artificial.

    Atualmente, a fazenda conta com mais de 2 milhões de palmeiras de açaí plantadas em aproximadamente 2.730 hectares. O modelo consolida produção sustentável, de baixo impacto e altamente competitiva no mercado internacional.

    Fazenda Jabuticabal reúne 42 mil pés da fruta símbolo do Brasil

    A jabuticaba, fruta-símbolo brasileira, também brilha nos recordes mundiais. A maior plantação de jabuticaba do planeta fica em Goiás, a poucos quilômetros de Goiânia. A história da Fazenda Jabuticabal começou em 1947, quando Antônio Batista da Silva, então pedreiro e feirante, plantou as primeiras mudas ao observar o crescimento urbano da capital goiana.

    Foto: Jabuticaba – Embrapa/Neide Makiko Furukawa

    Décadas depois, a iniciativa familiar tornou-se gigante agrícola. Hoje, a fazenda abriga mais de 42 mil pés de jabuticaba distribuídos em 130 hectares. Muitas árvores descendem diretamente das plantadas nos anos 1940. Durante a safra, entre setembro e outubro, o local vira polo de turismo rural e recebe visitantes que colhem e consomem a fruta diretamente do pé.

    Com o aumento da produção, a família passou a industrializar o excedente. Atualmente, a fazenda produz geleias, doces, sorvetes, cachaças, cappuccinos e até molhos para churrasco – todos derivados da jabuticaba. A diversificação agrega valor e amplia a cadeia econômica da fruta.

    Brasil se consolida como maior laboratório de fruticultura global

    Laranja, coco, açaí e jabuticaba demonstram: o Brasil não é apenas grande produtor agrícola, é o maior laboratório de fruticultura em escala global. A combinação de áreas gigantescas, tecnologia digital, logística internacional e modelos sustentáveis coloca o país no centro da produção mundial de frutas.

    Mais do que números impressionantes, essas fazendas revelam um agronegócio que une tradição, inovação e responsabilidade ambiental. Uma questão permanece: o Brasil já reconhece o tamanho do poder estratégico que detém ao dominar a maior produção de frutas do planeta?

  • Jabuticaba: fruta brasileira tem festival em Minas Gerais

    Jabuticaba: fruta brasileira tem festival em Minas Gerais

    Novembro chegou e, com ele, o cheiro doce da jabuticaba toma conta das ruas de Sabará, Minas Gerais. É tempo de colheita, de festa e de histórias que se misturam ao sabor da fruta pretinha, símbolo da cultura mineira. A cidade respira o clima do 39º Festival de Jabuticaba, o maior do país, que começou na última quinta-feira (dia 20) e segue até hoje, domingo dia 23.

    O evento, organizado pela Associação de Produtores de Derivados da Jabuticaba de Sabará (Asprodejas), é ponto de encontro para quem quer provar doces, compotas, bombons, vinhos, sorvetes, geleias e até molhos feitos da fruta que, em 2023, foi eleita a segunda melhor do mundo por um ranking internacional.

    Além das barracas cheias de tentações, o festival oferece mini eventos culturais: chefs de cozinha fazem performances ao vivo, tem rodas de música e até a possibilidade de alugar um pé de jabuticaba em quintais de agricultores familiares para degustar a fruta no pé. É uma experiência que mistura sabor, cultura e contato direto com quem planta e transforma a jabuticaba em renda.

    A jabuticaba é parte importante da agricultura familiar em municípios mineiros. Entre o plantio de outras frutas e hortaliças, pequenos produtores cuidam dos pomares, onde a fruta pretinha e saborosa floresce nos meses de novembro e dezembro. Nessa época, as vendas no comércio local e nos festivais ajudam a aumentar a renda das famílias, garantindo um complemento importante no orçamento.

    Suporte

    Antes de chegar às barracas do festival, a jabuticaba passa por um processo de cuidado e assistência técnica. A Emater, empresa de assistência técnica e extensão rural, atua junto aos produtores de Sabará para fomentar a cadeia produtiva. “A gente faz cursos de poda e adubação, ajuda as mulheres que fazem derivados e ainda faz a ponte com a política pública de legalização sanitária”, explica Silvia Carolina Maia, extensionista de Bem-estar Social da Emater em Sabará.

    A Emater também organiza os produtores que vendem jabuticaba in natura no festival. No pré-festival, a empresa promove o Concurso de Derivados de Jabuticaba, realizado em outubro, quando um corpo de jurados escolhe os melhores produtos. “A ideia é dar um retorno técnico sobre o trabalho das mulheres que produzem pro festival”, conta Sílvia.

    A Asprodejas reúne 27 produtoras responsáveis por fabricar mais de 100 itens diferentes de derivados da jabuticaba. Neste ano, o festival celebra a conquista do Selo de Indicação Geográfica, que valoriza o produto e abre portas para o mercado interno e exportação. “O selo é um reconhecimento da qualidade e da tradição que a gente carrega”, diz uma das produtoras.

    Força feminina

    Nos pomares, as mulheres são as grandes protagonistas. “Elas cuidam muito mais do que os homens, mas quando chega a hora da comercialização, entra a família toda. Geralmente, os homens fazem o processo de venda”, conta Sílvia. O superintendente de Inovação e Economia Agropecuária da Secretaria de Agricultura de Minas Gerais, Feliciano Nogueira de Oliveira, destaca que a jabuticaba, tradicionalmente cultivada em pomares domésticos, chácaras e pequenos sítios, vem ganhando espaço comercial. “Ainda não temos grandes cultivos comerciais, mas a produção se consolidou no mercado, chegando a restaurantes, lanchonetes e produtos como sucos e sorvetes”, afirma.

    A fruta é típica das regiões Sul, Sudeste e Centro do país, com maior presença nas áreas de Mata Atlântica. Em Sabará, o festival recebe cerca de 100 mil pessoas por dia e já registrou a venda de seis toneladas de jabuticaba em uma edição. “Não existe plantio comercial, são vários pomares domésticos e algumas propriedades maiores, por isso não temos números exatos de produção”, explica Sílvia.

    A jabuticaba é mais do que uma fruta: é história, cultura e renda para famílias que transformam o sabor da terra em negócios e tradições que se renovam a cada colheita.

  • Ranking: jabuticaba está entre as melhores frutas do mundo

    Ranking: jabuticaba está entre as melhores frutas do mundo

    Algumas frutas se destacam pelo sabor, aroma e qualidade, conquistando consumidores ao redor do mundo. A brasileira Jabuticaba está entre as mais saborosas do mundo. Confira quais são as melhores e suas principais características de acordo com o ranking divulgado pelo Taste Atlas.

    1- Pêssegos da Macedônia Central

    Divulgação: Taste Atlas

    Os produtores cultivam os pêssegos das variedades May Crest, Spring Crest, June Gold, Dixired, Red Haven, Maria Bianca, Sun Cloud, Flavor Crest, Sun Crest, JH Hale, Honey Dew Hale, Naoussa Late e Loring na região grega da Macedônia Central.

    Embora tenham origem na China, eles se adaptaram ao clima mediterrâneo e se tornaram populares na Grécia. Colhidos no ponto certo de maturidade, passam por inspeção e embalagem imediata para manter o frescor. Com aroma intenso e sabor doce, são altamente valorizados na Europa e na Península Arábica entre maio e outubro.

    2 – Truskawka Kaszubska (Morangos da Polônia)

    Divulgação: Taste Atlas

    Os morangos das variedades Elsanta, Honeoye e Senga Sengana são cultivados nos distritos de Kartuski, Kościerski e Bytowski, na Polônia. As variedades Elsanta e Honeoye são ideais para consumo in natura, com sabor doce e textura firme. Já a Senga Sengana, destinada ao processamento, possui polpa suculenta e resistente.

    Os consumidores apreciam esses morangos pelo equilíbrio perfeito entre doçura e acidez, remetendo ao sabor das frutas silvestres.

    3 – Mandarini Chiou (Tangerinas de Chios)

    Divulgação: Taste Atlas

    As tangerinas cultivadas na ilha grega de Chios se destacam pelo alto teor de açúcar, polpa macia e aroma intenso. Graças ao clima privilegiado e à excelente exposição ao sol, essa variedade é considerada uma das mais perfumadas do mundo.

    Mesmo antes da colheita, seu aroma invade os pomares e se espalha pela ilha, reforçando o apelido de “Myrovolos”, que significa “ilha perfumada”.

    4- Portokalia Maleme Chanion Kritis (Laranjas de Creta)

    Divulgação: Taste Atlas

    As laranjas da variedade Washington Navel crescem na região costeira de Chania, em Creta. Colhidas manualmente entre dezembro e maio, são conhecidas pelo sabor suculento e aroma marcante. Com tamanho avantajado e formato ligeiramente alongado, apresentam casca firme, o que facilita o transporte.

    Segundo a mitologia grega, essas laranjas estavam protegidas nos Jardins das Espérides, longe dos humanos.

    5 – Cítricos valencianos

    Divulgação: Taste Atlas

    As laranjas, tangerinas e limões cultivados nas províncias espanholas de Castellón, Valência e Alicante possuem uma tradição centenária. O clima mediterrâneo proporciona um equilíbrio perfeito entre doçura e acidez.

    Graças à experiência dos produtores locais, esses cítricos são reconhecidos pela cor vibrante, sabor intenso e qualidade premium.

    6 – Mila Zagoras Piliou (Maçãs da Grécia)

    Divulgação: Taste Atlas

    Agricultores cultivam as maçãs Starking Delicious na região leste de Pilios desde os anos 1960, sob supervisão da Cooperativa Agrícola de Zagora. O clima, a altitude elevada e as técnicas tradicionais garantem suas características exclusivas.

    A colheita ocorre manualmente após rigorosa verificação da maturidade. Depois, passam por seleção de qualidade e são armazenadas em instalações modernas.

    7 – Limone Costa d’Amalfi (Limões de Amalfi)

    Divulgação: Taste Atlas

    Os limões cultivados na província italiana de Salerno são conhecidos pela baixa acidez e sabor delicado. Com tamanha doçura, consumidores podem ser comê-los inteiros.

    Além de apreciá-los frescos, utilizam esses limões na produção de geleias, mel de limão, sorbettos e sobremesas tradicionais da região.

    8 -Mangostim 

    Divulgação: Taste Atlas

    O mangostim, também chamado de mangostão roxo, é uma fruta tropical originária das Ilhas Sunda, na região da Indonésia e Malásia. Sua casca roxa protege a polpa branca, suculenta e doce, com um leve toque de acidez.

    O consumidor usa a fruta in natura ou em sobremesas, saladas, cremes e sorvetes.

    9 – Primitivo (Uva italiana)

    Divulgação: Taste Atlas

    A uva Primitivo, cultivada na Apúlia, é geneticamente idêntica à Zinfandel californiana. Estudos revelaram que ambas derivam da variedade croata Crljenak Kaštelanski. Apesar da mesma origem, o terroir influencia seu perfil sensorial.

    Na Apúlia, os produtores utilizam a uva Primitivo para produção do vinho Primitivo di Manduria, um tinto intenso, rústico e rico em taninos, que se suavizam com o tempo.

    10 – Jabuticaba (Fruta brasileira)

    Divulgação: Taste Atlas

    A jabuticaba, nativa do Brasil, cresce diretamente no tronco da árvore em vários estados como Minas Gerais, Goiás e São Paulo. Com casca roxa e polpa branca, tem sabor doce com leve acidez. A vida útil da fruta é curta, fermentando poucos dias após a colheita.

    Rica em antioxidantes, cálcio, ferro, potássio e vitaminas, as pessoas consomem a fruta fresca ou transformada em sucos, geleias e licores.

    Essas frutas se destacam pela qualidade e história, encantando consumidores pelo mundo. Seja pela doçura, aroma ou tradição, cada uma delas tem um lugar especial na gastronomia global.

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  • Farinha de jabuticaba pode auxiliar a reduzir picos glicêmicos

    Farinha de jabuticaba pode auxiliar a reduzir picos glicêmicos

    Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desenvolveram um pão inovador feito com farinha da casca de jabuticaba, que pode ajudar a controlar os níveis de açúcar no sangue (picos glicêmicos), oferecendo uma alternativa saudável para pessoas com diabetes. Os resultados do estudo foram publicados na revista Foods.

    O pão, amplamente consumido, é conhecido por sua alta concentração de carboidratos, que pode causar picos glicêmicos indesejados. Para mitigar esse efeito, os pesquisadores incorporaram farinha da casca de jabuticaba na receita, resultando em um aumento significativo de mais de 50% nas fibras. Além disso, também obteve uma melhoria na capacidade antioxidante do produto, que aumentou entre 1,35 e 3,53 vezes, dependendo da quantidade de farinha utilizada.

    Para avaliar o impacto da nova formulação no pico glicêmico, os pesquisadores conduziram um estudo crossover com participantes que consumiram tanto o pão tradicional quanto o pão com farinha de jabuticaba. Os resultados mostraram que o pão convencional causou um pico glicêmico elevado 30 minutos após a ingestão. E o pão com jabuticaba apresentou um pico mais tardio e menos intenso, ocorrendo após 45 minutos e decaindo suavemente ao longo de três horas.

    Desafios da pesquisa

    Cinthia Cazarin, professora da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Unicamp e orientadora do estudo, destacou que o maior desafio foi equilibrar a tecnologia de panificação com a manutenção do valor nutricional do pão. A farinha da casca de jabuticaba possui características sensoriais únicas e sua inclusão exigiu cuidadosa avaliação das propriedades tecnológicas e dos compostos bioativos.

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    Além dos benefícios para o controle glicêmico, os participantes relataram uma maior sensação de saciedade após consumir o pão com farinha de jabuticaba em comparação ao pão tradicional. Esta saciedade prolongada está associada ao retorno mais lento dos níveis de glicose ao normal.

    Os pesquisadores também monitoraram a capacidade antioxidante do pão por três horas após o consumo e observaram um aumento significativo na neutralização de radicais livres. Essa melhoria é relevante para a prevenção de doenças metabólicas e cardiovasculares.

    Conservante natural

    A vida útil do pão foi estendida para sete dias. Portanto, isso indica que as bactérias presentes na farinha da casca de jabuticaba e os metabólitos gerados durante a fermentação podem atuar como conservantes naturais.

    O consumo de frutas roxas como a jabuticaba já demonstrou potencial na prevenção de doenças crônicas não transmissíveis. A casca da fruta contém compostos fenólicos e fibras que ajudam no controle da glicemia e do colesterol. Estudos anteriores também mostraram que o suco de jabuticaba pode reduzir a resistência à insulina.

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    Os pesquisadores da Unicamp continuam a investigar os bioativos da jabuticaba e agora estão explorando sua relação com a prevenção do câncer colorretal e possíveis efeitos sobre a depressão. Com resultados promissores, novas pesquisas estão sendo planejadas para desenvolver mais produtos à base da casca dessa fruta.

  • Produtor de jabuticabas investe em tecnologia para aumentar a produtividade

    Produtor de jabuticabas investe em tecnologia para aumentar a produtividade

    A assistência técnica da Emater Goiás tem gerado resultados positivos para os produtores rurais. Um exemplo é a Chácara José Teodoro, localizada em Hidrolândia, onde o produtor Edilson Teodoro tem investido em inovação e tecnologia para ampliar o pomar de jabuticabas e aumentar a produtividade e a renda familiar.

    Na propriedade, Edilson implementou um sistema de irrigação suspenso, substituindo o antigo sistema de irrigação terrestre. Essa mudança permite um melhor controle da produtividade, garante a produção dos frutos ao longo das estações e prolonga o período de colheita, que coincide com a visitação de turistas.

    A principal atividade da chácara é o turismo rural durante a safra da jabuticabas, que ocorre de setembro a novembro. Nesse período, a propriedade recebe milhares de visitantes em busca da fruta e seus derivados. Em 2023, o faturamento durante os meses de colheita ultrapassou R$ 100 mil, quantia que foi reinvestida em tecnologia, irrigação e adubação para aprimorar o pomar.

    Melhoria contínua

    O foco da Emater na assistência aos produtores de jabuticaba é melhorar a qualidade das plantas, fortalecendo tanto o cultivo quanto o turismo local. Os visitantes têm a oportunidade de consumir as frutas diretamente do pé e desfrutar da área para lazer com suas famílias. Além disso, os produtores aproveitam a presença dos turistas para comercializar outros produtos, como frango, queijo e mudas de plantas.

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    O pomar da Chácara José Teodoro foi iniciado há 60 anos pelo patriarca José Teodoro. Desde então, a produção tem crescido gradualmente. Nos últimos três anos, com o apoio da Emater, Edilson tem recebido orientações sobre as melhores práticas de irrigação e adubação.

    A temporada de jabuticaba começou no final de agosto e se estende até a primeira quinzena de dezembro. A Fazenda José Teodoro está aberta diariamente para visitas, com maior movimento nos finais de semana. A entrada custa R$ 35, permitindo que os visitantes aproveitem os espaços da fazenda e consumam as frutas no pomar. Durante esse período, a propriedade oferece serviços de restaurante e lanchonete, além de comercializar produtos artesanais e alimentícios produzidos localmente.

  • 3 frutas brasileiras entre as preferidas do mundo; veja quais

    3 frutas brasileiras entre as preferidas do mundo; veja quais

    Três frutas brasileiras conquistaram destaque no ranking das 100 melhores do mundo, elaborado pelo TasteAtlas. A jabuticaba, o açaí e o guaraná foram as escolhidas, refletindo a diversidade e riqueza da nossa biodiversidade.

    A jabuticaba ocupa a 11ª posição, com uma nota impressionante de 4,4. Essa fruta, nativa da Mata Atlântica, é conhecida por sua casca roxa e polpa branca. Além disso, é rica em ferro e vitaminas. Cultivada principalmente em Minas Gerais, São Paulo e Goiás, a jabuticaba é um símbolo da cultura brasileira.

    Foto: Jabuticaba – Embrapa/Neide Makiko Furukawa

    O açaí aparece na 26ª posição, com uma nota de 4,3. As pessoas consomem amplamente este “superalimento” em forma de polpa. A região amazônica valoriza essa fruta por seu alto valor nutricional, onde ela cresce em abundância.

    O guaraná ficou em 57º lugar, com uma nota de 4,1. As pessoas conhecem o guaraná por seu sabor único e propriedades energéticas. Elas utilizam essa fruta em diversas bebidas e produtos alimentícios. Ou seja, ele conquista paladares tanto no Brasil quanto no exterior.

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    Outras Frutas

    A lista inclui a Physális peruana, que ocupa a posição de número 80. Embora seja nativa do Peru, também é cultivada no Brasil e foi considerada uma fruta brasileira.

    Topo da lista

    O ranking é liderado pelo pêssego da Grécia, que obteve a maior pontuação. Em seguida, estão frutas cítricas da Espanha e morangos da Polônia. A inclusão das frutas brasileiras neste ranking internacional celebra a riqueza da gastronomia local. Além disso, promove a cultura e os sabores do Brasil no exterior.

    O público do TasteAtlas avalia os rankings de alimentos, e o sistema usa uma série de mecanismos para reconhecer usuários reais.

    Além disso, esses mecanismos ignoram avaliações de bots, nacionalistas ou patriotas locais, e atribuem valor adicional às avaliações de usuários que o sistema identifica como conhecedores.

    Na lista “Top 100 Frutas no Mundo” até 15 de agosto de 2024, o sistema registrou 6.568 avaliações, mas apenas 4.492 foram consideradas legítimas.

    Embora muitos considerem os rankings do TasteAtlas como uma referência, seu objetivo principal é promover excelentes alimentos locais, instilar orgulho nos pratos tradicionais e, ao mesmo tempo, despertar a curiosidade por pratos que você ainda não experimentou.