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  • Agricultura familiar de Roraima amplia produção com feijão-caupi

    Agricultura familiar de Roraima amplia produção com feijão-caupi

    Produtores da comunidade Jabuti, em Bonfim (RR), começarão o cultivo direto de feijão-caupi em uma área de 3 hectares. A ação integra um projeto que já abrange 270 hectares no município. O método reutiliza o mesmo solo usado para o milho verde, sem precisar aplicar novos fertilizantes como calcário e NPK. Técnicos do Iater orientam o plantio, que usa o maquinário para aproveitar os resíduos da safra anterior.

    O feijão-caupi, também conhecido como feijão-fradinho, é bastante diferente dos tipos mais comuns, como o feijão-preto e o feijão-carioca. Enquanto estes últimos são ricos em amido e usados no dia a dia, o feijão-caupi se destaca pelo alto teor de proteínas, fibras e vitaminas, além de ser mais resistente a condições de clima seco. Ele se adapta bem ao solo e às variações da região Norte do Brasil, sendo importante para a segurança alimentar.

    Na comunidade Jabuti, a expectativa é colher cerca de 120 sacas, beneficiando 22 famílias indígenas da etnia Macuxi. Essa prática melhora a qualidade do solo para as próximas safras, ajuda no controle de pragas e aumenta a produtividade do milho na sequência.

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    O projeto de grãos já beneficiou sete comunidades indígenas em Bonfim, incluindo a Jabuti, onde foram cultivados 90 hectares distribuídos em nove polos agrícolas. Anteriormente, a venda do milho que saiu dessas áreas apoiou a manutenção do maquinário local.

    A técnica da rotatividade de culturas evita problemas comuns em monoculturas, como o aumento de pragas e doenças. Além do feijão-caupi e do milho, os agricultores também cultivam café, macaxeira e capins, diversificando a produção e garantindo renda.

    O aumento da produção do feijão-caupi pode ampliar a oferta na mesa dos consumidores locais. Além do valor nutricional, o grão contribui com sistemas agrícolas mais sustentáveis e resistentes.

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  • Jabuti é encontrado após 10 anos soterrado

    Jabuti é encontrado após 10 anos soterrado

    Um jabuti foi resgatado com vida após viver por quase uma década sob o piso de uma casa na pequena cidade de Itacajá, no nordeste do Tocantins. A descoberta inusitada aconteceu no dia 7 de fevereiro, quando Luiza Coelha da Cruz Aguiar, de 60 anos, investigava uma possível infiltração em sua residência.

    Luiza e seu marido contaram com a ajuda de um pedreiro para procurar o vazamento, mas a busca revelou algo muito mais surpreendente: um jabuti escondido sob o piso. A descoberta chocou a comunidade local e rapidamente se espalhou pelas redes sociais.

    @wcoelho23

    Como ele foi parar aí? #misterio

    ♬ som original – Wilson Coelho

    Deformidades e resgate

    Ao deixar o local, o jabuti apresentava deformações no casco, provavelmente causadas pela compressão do espaço e pela proximidade com a cerâmica. O Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) atendeu ao chamado e resgatou o animal, que agora precisa de tratamento especializado.

    A equipe encaminhará o jabuti ao Centro de Fauna (CEFAU), onde ele receberá os cuidados necessários, como controle de temperatura e acesso à luz solar indireta. Os profissionais do CEFAU possuem expertise na reabilitação de animais silvestres e na garantia do seu bem-estar.

    Jabutis: curiosidades e importância

    Os jabutis são répteis terrestres da ordem Testudinata, a mesma das tartarugas e cágados. No Brasil, são encontradas duas espécies principais: o jabuti-piranga ( Chelonoidis carbonarius) e o jabuti-tinga (Chelonoidis denticulatus). Ambos desempenham um papel importante no ecossistema, atuando como dispersores de sementes e contribuindo para a manutenção da biodiversidade.

    Esses animais possuem hábitos diurnos e se alimentam de frutas, verduras, legumes, flores, folhas, cogumelos e, eventualmente, pequenos invertebrados. Os jabutis podem viver por muitos anos, chegando a atingir a idade de 80 anos ou mais.

    Resiliência e conservação

    A história do jabuti de Itacajá é um exemplo de resiliência e adaptação da vida selvagem. A descoberta também serve como um lembrete da importância da conservação ambiental e da necessidade de estarmos atentos à fauna local.

    Casos como este reforçam a importância de ações de educação ambiental e da conscientização sobre a proteção dos animais silvestres. Ao encontrar um animal em situação de risco, é fundamental acionar os órgãos ambientais competentes para garantir o resgate e tratamento adequados.

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