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  • Exportações: conheça o Acordo Mercosul-EFTA

    Exportações: conheça o Acordo Mercosul-EFTA

    O Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) firmarão seu acordo comercial no próximo dia 16 de setembro. A cerimônia de assinatura acontecerá no Rio de Janeiro, durante a reunião de chanceleres do bloco sul-americano.

    O Ministério das Relações Exteriores (MRE) confirmou a informação em nota oficial. O chanceler Mauro Vieira presidirá o evento. O Brasil comanda atualmente a presidência temporária do Mercosul.

    O acordo concede ao Mercosul acesso privilegiado a um mercado de quatro países europeus. A lista inclui Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein. Estas nações possuem algumas das populações com maior poder de compra do mundo.

    As tratativas para este pacto começaram em Buenos Aires, em junho de 2017. As partes realizaram 14 rodadas de negociação até concluírem os termos em julho de 2024.

    Um bloco de economias robustas

    Criada em 1960, a EFTA reúne economias fortíssimas. Seu Produto Interno Bruto (PIB) combinado chega a US$ 1,4 trilhão. O bloco representa um mercado consumidor de alto valor para produtos do Mercosul.

    Em termos de riqueza individual, Liechtenstein é o segundo país mais rico do mundo. Sua renda per capita anual é de US$ 186 mil. A Suíça aparece em quarto lugar, com US$ 104,5 mil por pessoa. Noruega e Islândia também figuram no topo deste ranking global.

    Foco da presidência brasileira

    O comunicado do Itamaraty destacou os objetivos do Brasil no Mercosul. A presidência temporária busca consolidar a união aduaneira e diversificar parcerias. A modernização dos acordos regionais é outra meta central em um cenário internacional complexo.

    O governo brasileiro também enfatizará o apoio à adesão plena da Bolívia ao bloco.

    Com informações da Agência Brasil.

  • Brasil inicia processo de reciprocidade contra tarifas de 50% dos EUA

    Brasil inicia processo de reciprocidade contra tarifas de 50% dos EUA

    O Itamaraty comunicará oficialmente ao governo Donald Trump nesta sexta-feira (29) o início do processo de reciprocidade comercial. A medida responde ao tarifaço de 50% que os Estados Unidos impuseram a produtos brasileiros.

    O Ministério das Relações Exteriores acionou a Camex (Câmara de Comércio Exterior) na quinta-feira (28). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) autorizou o início das consultas e investigações necessárias para aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica.

    Governo avalia formato do comunicado oficial

    O governo brasileiro ainda define se enviará o comunicado pela embaixada americana em Brasília ou diretamente a Washington. O aviso abre espaço para manifestação do governo Trump e permite diálogo diplomático a qualquer momento.

    Integrantes do governo, sob sigilo, afirmaram que o processo deixa brecha para manifestações americanas durante a investigação. O governo brasileiro mantém diálogos diplomáticos e não se recusa a negociar os termos comerciais.

    Camex terá 30 dias para análise técnica

    A Câmara de Comércio Exterior produzirá um relatório técnico em até 30 dias. O documento analisará se as medidas americanas se enquadram na Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada no Congresso e sancionada por Lula neste ano.

    Caso a Camex conclua pela aplicação da legislação, um grupo específico sugerirá contramedidas econômicas. As retaliações podem incluir comércio de bens, serviços e propriedade intelectual.

    Integrantes do governo alertam que a tensão pode se acirrar conforme avança no Congresso Nacional o debate sobre regulação das big techs.

    Ministros defendem início imediato do processo

    O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, pediu ao presidente Lula para dar início ao processo. O chanceler argumentou que o processo é longo e dividido em etapas, justificando o começo imediato.

    A conversa sobre o tema envolveu os ministros do Comitê Interministerial de Negociação e Contramedidas Econômicas e Comerciais: Geraldo Alckmin (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), Rui Costa (Casa Civil) e Fernando Haddad (Fazenda).