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  • EUA isentam cafés do Brasil de tarifa adicional de 25%

    EUA isentam cafés do Brasil de tarifa adicional de 25%

    As exportações de cafés do Brasil para os Estados Unidos ficaram livres da tarifa adicional de 25% anunciada pelo governo americano. A decisão contempla o café verde, os produtos industrializados, o café solúvel e seus subprodutos.

    A Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics) e o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) comemoraram a medida. As entidades também destacaram o trabalho de defesa realizado desde o anúncio do primeiro tarifaço, em 2025.

    Negociações e apoio de importadores americanos

    Além disso, representantes das três instituições participaram, nos dias 6 e 7 de julho, das audiências públicas promovidas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). Os encontros discutiram a proposta de aplicar sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros, com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA.

    Segundo comunicado conjunto, a atuação coordenada com a National Coffee Association (NCA) e o apoio dos importadores americanos garantiram dois resultados importantes.

    Primeiramente, o USTR manteve os cafés anteriormente incluídos na lista de exceções. Em seguida, ampliou essa relação ao incluir o café solúvel não aromatizado entre os produtos isentos da tarifa.

    Com isso, o café verde, o café torrado, o café solúvel e os demais produtos industrializados brasileiros poderão continuar entrando no mercado americano sem a cobrança da taxa adicional de 25%.

    Na avaliação das entidades, a decisão preserva exportações anuais entre US$ 2 bilhões e US$ 2,5 bilhões para os Estados Unidos. O país é o maior consumidor e importador mundial de café.

    As instituições também afirmam que a medida reforça a posição do Brasil como maior produtor e exportador global de café. Segundo elas, o mercado americano considera o produto brasileiro um parceiro estratégico e insubstituível.

    Apesar da vitória, Abic, Abics e Cecafé alertam que uma segunda investigação conduzida pelo USTR continua em andamento. Esse processo poderá resultar na aplicação de uma nova tarifa de até 12,5% sobre o café brasileiro.

    Diante desse cenário, as entidades afirmam que manterão o trabalho de representação do setor. O objetivo é defender a sustentabilidade, a qualidade e a competitividade dos cafés do Brasil, além de preservar os interesses de toda a cadeia produtiva.

  • Isenção do suco na tarifa dos EUA alivia o setor

    Isenção do suco na tarifa dos EUA alivia o setor

    A decisão dos Estados Unidos de isentar o suco brasileiro da tarifa extra trouxe alívio imediato ao setor citrícola. A Casa Branca publicou a ordem executiva em julho de 2025, mas manteve a cobrança da taxa fixa de US$ 415 por tonelada. Ou seja, o produto seguirá com a sobretaxa de 10%. Mesmo assim, a exclusão da tarifa extra de 40% garante fôlego ao Brasil.

    Suco sem sobretaxa

    Pesquisadores do Cepea atribuem a medida à forte dependência americana do suco importado, que responde por 60% do consumo local. Para o Brasil, a isenção preserva a competitividade no principal mercado externo e evita perdas significativas de receita, afirmam os especialistas. Eles destacam que a decisão pode destravar novos contratos de venda de laranja in natura da safra 2025/26.

    O movimento deve aumentar a liquidez do mercado interno, que apresentou poucas variações nas últimas semanas, apontam os analistas.

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