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  • Congresso Andav reúne dados inéditos da distribuição de insumos

    Congresso Andav reúne dados inéditos da distribuição de insumos

    A 11ª Pesquisa Nacional da Distribuição Andav será apresentada no 15º Congresso Andav. O evento ocorre de 11 a 13 de agosto, no Transamerica Expo Center, em São Paulo. A divulgação do estudo está marcada para o dia 13, às 14h15.

    O levantamento acompanha o mercado brasileiro de distribuição de insumos agropecuários. Além disso, reúne indicadores sobre o desempenho econômico e financeiro das empresas. A pesquisa também analisa crédito, investimentos, estoques, infraestrutura e tendências do setor.

    A Andav desenvolve o estudo em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP). O levantamento reúne informações de pequenas, médias e grandes empresas associadas. Assim, os dados ajudam a mostrar a realidade da distribuição de insumos em diferentes regiões do país.

    Entre os indicadores avaliados estão faturamento, desempenho financeiro e modalidades de crédito. A pesquisa também considera estoques, investimentos e infraestrutura. Além disso, analisa o perfil dos colaboradores, a participação feminina e os planos de expansão das empresas.

    O estudo ainda acompanha os níveis de satisfação dos clientes e as tendências do mercado. Dessa maneira, a pesquisa oferece uma visão ampla sobre os caminhos da distribuição de insumos agropecuários no Brasil.

    Pesquisa mostra evolução do setor

    A edição divulgada no ano passado apresentou dados importantes sobre o desempenho das empresas associadas à Andav. Na ocasião, o levantamento apontou crescimento de 10,6% na receita.

    As empresas alcançaram R$ 167 bilhões em faturamento em 2024. O resultado ocorreu em um cenário de restrições de crédito. Além disso, parte do setor enfrentou processos de recuperação judicial.

    O segmento de insumos respondeu por R$ 104 bilhões desse total. Já a comercialização de grãos movimentou R$ 36 bilhões. Por sua vez, máquinas, serviços e outros negócios representaram R$ 27 bilhões.

    O estudo também identificou avanços na infraestrutura da distribuição. Ao mesmo tempo, aumentaram as perspectivas de expansão das empresas.

    Agora, a nova edição da Pesquisa Nacional da Distribuição Andav deve atualizar esse cenário. Com isso, o levantamento poderá mostrar as mudanças registradas pelo setor desde a última edição.

    Para Roberta Alves, gerente de Atendimento e Educação da Andav, a participação dos associados amplia a representatividade da pesquisa.

    “A participação dos associados da Andav na pesquisa reflete a nossa imensa capilaridade e diversidade. Ao reunirmos a visão e os dados de pequenas, médias e grandes empresas, revelamos a verdadeira dimensão da Distribuição de Insumos Agropecuários. Somos o elo que conecta a indústria de insumos ao produtor rural, garantindo o avanço contínuo de todo o agronegócio.”

    Indicadores ajudam nas decisões

    A Pesquisa Nacional da Distribuição ganhou importância ao longo da última década. Nesse período, o levantamento passou a apoiar o acompanhamento da evolução do setor.

    Os dados também ajudam as empresas a tomar decisões. Além disso, permitem identificar riscos e oportunidades no mercado.

    Por outro lado, os indicadores fortalecem o diálogo com autoridades. Eles ainda ajudam a destacar a importância da distribuição na cadeia do agronegócio.

    A Andav conta com a condução do Cepea/Esalq-USP para realizar o levantamento. A instituição responde pela coleta e pelo tratamento das informações.

    Segundo a Andav, a parceria garante uma base de dados para analisar o mercado. Além disso, fortalece as ações da entidade em defesa do setor.

    Os resultados também contribuem para o diálogo com órgãos reguladores. Dessa forma, a pesquisa amplia a representatividade dos distribuidores nas discussões sobre o setor.

    Para Mateus Elias, gerente de Inteligência de Mercado da Andav, o levantamento apoia decisões estratégicas em um mercado dinâmico.

    “A Pesquisa Nacional da Distribuição Andav é uma ferramenta estratégica para compreender a evolução da Distribuição de Insumos Agropecuários no Brasil. Ao consolidar informações de mercado, desempenho financeiro, estoques e tendências regionais, a pesquisa fortalece e gera indicadores confiáveis para todo o segmento. Atualmente, em um cenário desafiador, os dados contribuem para que distribuidores tomem decisões mais assertivas, identifiquem riscos e oportunidades e aprimorem seu planejamento estratégico, fortalecendo a sustentabilidade e a competitividade do setor”, explica.

    Congresso Andav discute futuro do agro

    A apresentação da pesquisa integra a programação do 15º Congresso Andav. O evento terá como tema “Agroeconomia Brasileira: Reflexões para o Futuro”.

    Ao longo de três dias, lideranças do agronegócio, economistas, executivos, pesquisadores e especialistas participarão dos debates. A programação abordará fatores que influenciam a competitividade do setor.

    Entre os assuntos estão economia, geopolítica e crédito. O evento também terá discussões sobre mercado financeiro, reforma tributária e inteligência de mercado.

    Além disso, a programação inclui temas como bioenergia, inovação e distribuição de insumos. A gestão empresarial também estará entre os assuntos tratados durante o congresso.

    O evento contará com quatro pavilhões e mais de 24 mil metros quadrados de área de exposição. Centenas de empresas, instituições e especialistas participarão da programação.

    Nesse ambiente, o congresso busca promover conhecimento, relacionamento e oportunidades de negócios. A pesquisa, por sua vez, acrescenta dados para a análise do mercado de distribuição de insumos.

    A 11ª Pesquisa Nacional da Distribuição Andav será apresentada no dia 13 de agosto, às 14h15. Portanto, o levantamento será um dos destaques da programação do último dia do evento.

    A expectativa é que os novos indicadores ajudem a compreender o momento atual da distribuição de insumos agropecuários. Além disso, os dados poderão apontar tendências e perspectivas para o setor no Brasil.

    Serviço

    15º Congresso Andav

    Data: 11 a 13 de agosto de 2026
    Horário da plenária: Dias 11 e 12, das 10h às 16h45; dia 13, das 10h às 16h
    Apresentação da 11ª Pesquisa Nacional da Distribuição Andav: 13 de agosto, às 14h15
    Horário da exposição: Dias 11 e 12, das 9h às 21h; dia 13, das 9h às 18h
    Local: Transamerica Expo Center
    Endereço: Avenida Dr. Mário Villas Boas Rodrigues, 387, Santo Amaro, São Paulo (SP) – entrada pelo Pavilhão G
    Outras informações: eventosandav.com.br

  • Sem o agro, balança comercial do Brasil não se sustenta

    Sem o agro, balança comercial do Brasil não se sustenta

    Fundada em 15 de dezembro de 1970 por 42 agricultores em Cascavel, no Oeste do Paraná, a  Cooperativa Agroindustrial de Cascavel (Coopavel) nasceu com o objetivo de concentrar a produção de grãos da região. Ao longo de mais de cinco décadas, a cooperativa cresceu, expandiu sua atuação e hoje figura entre as 20 maiores empresas do agronegócio brasileiro, segundo a Revista Exame. Atualmente, conta com 33 filiais distribuídas em 23 municípios do Oeste e Sudoeste paranaense.

    Esse crescimento também se reflete na Show Rural Coopavel. Durante a 38ª edição do evento, realizada de 9 a 13 de fevereiro de 2026, a feira voltou a bater recordes históricos de público. Somente na quarta-feira (11), 115.088 pessoas passaram pelo parque tecnológico, o maior número já registrado em um único dia. Até a quinta-feira (12), o evento somou 368.824 visitantes, superando antes do encerramento a meta inicial de 360 mil pessoas.

    Tecnologia é a chave para o produtor avançar

    Durante entrevista coletiva, o diretor-presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, reforçou que o produtor rural precisa, cada vez mais, de tecnologia para continuar avançando. Segundo ele, o Sul do Brasil não dispõe de novas fronteiras agrícolas. “Não temos para onde crescer em área. Portanto, o crescimento precisa vir da produtividade, no mesmo espaço”, afirmou.

    Nesse contexto, a Show Rural cumpre um papel estratégico. De acordo com Grolli, mais de 700 empresas demonstraram interesse em participar da edição de 2026. No entanto, o espaço físico exigiu escolhas. “As empresas que já participam têm preferência, mas também abrimos espaço para novas, desde que tragam algo que ainda não temos. Fizemos uma sinergia entre esses dois interesses”, explicou.

    A expectativa inicial era receber entre 360 mil e 400 mil visitantes ao longo dos cinco dias. No entanto, com o ritmo registrado, a feira deve ultrapassar 420 mil pessoas, superando os 407 mil visitantes de 2025.

    Negócios, investimentos e abertura para famílias

    Além do público, os negócios também avançaram. Segundo o presidente, a feira já atingiu cerca de metade do volume esperado, estimado entre R$ 6 bilhões e R$ 7 bilhões em negócios. Outro destaque foi a abertura no domingo, pensada para atrair famílias. Nesse dia, cerca de 40 mil pessoas visitaram o parque.

    Ao falar do cenário nacional, o presidente da Coopavel destacou que o Brasil planta entre 84 e 85 milhões de hectares, em um território de 853 milhões. “Temos áreas disponíveis, tecnologia e inovação para crescer”, afirmou. A produção de grãos para a safra 2025/26 está estimada em 353 milhões de toneladas.

    Agro sustenta a economia brasileira

    Grolli também ressaltou o peso do agronegócio na economia. Em 2025, o setor respondeu por mais de US$ 170 bilhões em exportações, enquanto as importações ficaram em torno de US$ 22 bilhões. “É o agro que está segurando a balança comercial brasileira”, destacou.

    Diretor-presidente da Coopavel, Dilvo Grolli – Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Atualmente, o agronegócio representa entre 25% e 30% da economia nacional, com forte impacto na geração de empregos e na distribuição de renda. Para ele, o país precisa avançar na agregação de valor. “Precisamos produzir grão, mas também transformar esse grão em carne, proteína e alimentos”, pontuou.

    Juros, logística e expectativas para o Plano Safra

    Entre as principais preocupações do setor, Dilvo Grolli citou os juros elevados, os custos logísticos, a carga tributária e o cenário geopolítico internacional. Ainda assim, ele vê perspectiva de melhora. Com a taxa Selic em 15% ao ano, há expectativa de queda para cerca de 12% até dezembro de 2026.

    Esse movimento deve impactar o próximo Plano Safra 2026/27. Segundo Grolli, a tendência é de redução de 1 a 2 pontos percentuais nos juros. “O produtor precisa pesquisar, cotar, negociar e se enquadrar da melhor forma para reduzir o custo financeiro”, orientou.

    Crescimento da Coopavel e visão de futuro

    A Coopavel encerrou 2025 com crescimento de 19%. Para 2026, a meta é manter avanço entre 15% e 20%. Esse desempenho está ligado ao lançamento de novos produtos, abertura de filiais e investimentos que somaram R$ 477 milhões no último ano. Para este ano, o planejamento prevê cerca de R$ 400 milhões.

    Segundo Grolli, investir exige equilíbrio. “O investimento sobe, depois precisa de um período de maturação. Se não respeitar esse tempo, pode gerar problemas de caixa”, alertou.

    Ao comparar o desempenho do agro com o restante da economia, o dirigente foi direto. Enquanto o PIB brasileiro cresceu 2,3% em 2025 e as projeções gerais variam entre 1,8% e 2%, o agronegócio avançou cerca de 6%. “O agro está no melhor caminho. Não podemos ficar parados esperando que algo caia do céu”, concluiu.