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  • Produção de azeite cresce no Brasil e atinge nível recorde

    Produção de azeite cresce no Brasil e atinge nível recorde

    A safra brasileira de azeite de oliva deve superar 1 milhão de litros em 2026, impulsionada pelo desempenho dos olivais no Rio Grande do Sul. O estado é responsável por cerca de 80% da produção nacional. A estimativa foi confirmada durante a 14ª Abertura Oficial da Colheita da Oliva, realizada na sexta-feira (17), na Azeite Milonga, em Triunfo (RS).

    O presidente do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), Flávio Obino Filho, destacou a evolução da qualidade do azeite brasileiro, que já compete com produtos de países tradicionais no setor. Segundo ele, a combinação de fatores climáticos favoráveis e o avanço técnico no manejo das lavouras explicam o resultado da safra.

    O Rio Grande do Sul deve ultrapassar 800 mil litros produzidos. O estado registrou o maior número de horas de frio das últimas duas décadas, além de primavera seca e verão equilibrado, condições que favoreceram o desenvolvimento das oliveiras e a colheita.

    Apesar do avanço, o setor ainda enfrenta desafios relacionados à produtividade. Obino Filho reforçou a necessidade de ampliar a eficiência no campo por meio de pesquisa e inovação. Ele alertou que a qualidade do produto precisa vir acompanhada de maior volume de produção para sustentar o crescimento do setor.

    Safra recorde mas insuficiente

    Mesmo com a safra recorde, a produção nacional representa entre 1% e 1,5% do consumo interno. A forte presença de azeites importados, muitas vezes de qualidade inferior, ainda limita a participação do produto brasileiro no mercado.

    Durante o evento, representantes do setor assinaram um protocolo de intenções para criar o Centro de Referência em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Olivicultura do Rio Grande do Sul. A iniciativa reúne o Ibraoliva e a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA).

    O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, destacou o papel estratégico da olivicultura na diversificação da matriz produtiva e no fortalecimento da economia regional. Segundo ele, o crescimento da cultura da oliveira reforça o potencial do estado como referência nacional na produção de azeites de alta qualidade.

    Leite também apontou a importância dos investimentos em tecnologia, assistência técnica e abertura de mercados para ampliar a competitividade do setor. Além do impacto econômico, ele ressaltou a geração de emprego e renda, especialmente na metade sul do estado, e a contribuição da atividade para a permanência das famílias no campo.

  • Abertura da Colheita da Oliva debate isenção de taxa de importação

    Abertura da Colheita da Oliva debate isenção de taxa de importação

    Cachoeira do Sul, no Rio Grande do Sul, sediou a 13ª Abertura Oficial da Colheita da Oliva. O que reuniu produtores, autoridades e representantes do setor para debater os desafios e perspectivas da olivicultura nacional. Realizada na planta industrial da Azeite Puro, a cerimônia foi organizada pelo Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva) e pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi).

    O evento, que já está em sua 13ª edição. E teve como um dos pontos centrais a discussão sobre a recente medida do governo federal de isentar as taxas sobre importação de azeite. O presidente do Ibraoliva, Renato Fernandes, questionou o impacto financeiro dessa decisão. Ele estima que o país abrirá mão de aproximadamente R$ 500 milhões em impostos que poderiam ser destinados a outras áreas.

    Adversidades climáticas

    Apesar das adversidades climáticas que afetaram as safras de 2024 e 2025, o secretário da Agricultura, Clair Kuhn, ressaltou a importância da olivicultura para o Rio Grande do Sul. E destacou seu potencial de diversificação da propriedade, rentabilidade e geração de empregos. Kuhn enfatizou o compromisso do governo estadual em apoiar o desenvolvimento do setor, visando fortalecer a cadeia produtiva e agregar valor ao produto.

    Durante o evento, o Ibraoliva e a Seapi firmaram um protocolo de intenções com o objetivo de impulsionar a pesquisa e inovação na olivicultura. A ênfase do acordo é na sustentabilidade e resiliência climática. A parceria, que também envolve a Embrapa Clima Temperado. E busca promover a melhoria dos processos produtivos e o estímulo à obtenção de recursos para a pesquisa. Além  do compartilhamento de olivais para atividades de pesquisa, a integração entre os diferentes setores da cadeia produtiva e a qualificação do setor por meio de cursos e treinamentos.

    A programação do evento incluiu a recepção ao público, visitação à indústria Azeite Puro e a cerimônia oficial com pronunciamento das autoridades. A Abertura Oficial da Colheita da Oliva voltou ao município que sediou a primeira edição em 2012.

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