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  • Lei que regulamenta produção de bioinsumos no Brasil é sancionada

    Lei que regulamenta produção de bioinsumos no Brasil é sancionada

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 15.070, que estabelece regras para a produção de bioinsumos no Brasil. O Diário Oficial da União publicou o texto nesta terça-feira (24) com diretrizes para uso agrícola, pecuário, aquícola e florestal.

    Em geral, a nova legislação abrange produção, importação, exportação, registro, comercialização, uso, inspeção, fiscalização, pesquisa, experimentação, embalagem, rotulagem, propaganda, transporte, armazenamento, taxas e destinação de resíduos e embalagens. Além disso, prevê incentivos à produção.

    “Hoje é um dia histórico para a agropecuária brasileira. A responsabilidade pela sustentabilidade do Brasil é nossa, e os bioinsumos serão protagonistas nesse caminho”, afirmou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

    Aplicação da lei

    Em resumo, a lei se aplica a sistemas de cultivo convencionais, orgânicos e agroecológicos, abrangendo todos os bioinsumos utilizados na agropecuária.

    Segundo o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, a lei representa um marco para a agricultura sustentável no Brasil. “O país se destaca há quase 20 anos pela inovação em produtos biológicos. Com essa legislação, nos tornamos referência mundial, oferecendo segurança jurídica e mantendo o rigor técnico sem aumentar burocracias”, destacou.

    A fiscalização e o controle dos bioinsumos serão responsabilidade dos órgãos de defesa agropecuária federais, estaduais ou distritais, conforme suas competências.

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    O texto também define termos como biofábrica, bioinsumo de uso pecuário, agrícola e aquícola, além de regulamentar o registro de estabelecimentos e produtos. A Taxa de Registro de Estabelecimento e Produto da Defesa Agropecuária (Trepda) será cobrada apenas para análises técnicas de registros destinados ao uso comercial.

    O secretário de Inovação, Pedro Neto, destacou os avanços proporcionados pela nova lei. “Essa legislação traz incentivos para pesquisa, taxas de crédito diferenciadas e programas de capacitação. O Brasil avança para uma agropecuária mais tecnológica, sustentável e de base biológica”, reforçou Neto.

    Ou seja, a sanção da Lei nº 15.070 marca um passo importante na agenda sustentável brasileira, consolidando o país como referência global na produção de bioinsumos.

  • Primeira inspeção de algodão para exportação à Ásia ocorre em Jundiaí

    Primeira inspeção de algodão para exportação à Ásia ocorre em Jundiaí

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou a primeira inspeção de algodão em pluma para exportação à Ásia a partir de uma nova certificação fitossanitária eletrônica.

    A vistoria aconteceu no Terminal Contrail Logística, em Jundiaí (SP), e envolveu 44 contêineres com destino à China, Bangladesh e Vietnã. Os países não exigem tratamento fitossanitário, o que agiliza o processo de exportação.

    A expectativa é certificar cerca de 400 contêineres de algodão por mês, segundo o auditor fiscal Lucas Zago, responsável pela operação.

    Essa certificação na origem, autorizada pelo Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas, foi formalizada pelo Mapa em 1º de outubro.

    O processo segue as diretrizes da Portaria nº 177, de 16 de junho de 2021, e representa uma alternativa ao sistema tradicional de fiscalização feito pelo Vigiagro.

    Foto: Divulgação – Mapa

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    Essa mudança visa aliviar gargalos logísticos no Porto de Santos, responsável por escoar 95% do algodão exportado pelo Brasil.

    Além disso, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) prevê um aumento de 8% nas exportações na próxima safra. Em resumo, os envios poderão atingir 4 milhões de toneladas.

    A certificação fitossanitária é feita pelo Serviço de Fiscalização de Insumos e Sanidade Vegetal de São Paulo (Sisv-SP), com apoio da regional do Mapa em Campinas.

    Após a inspeção, os contêineres seguem para o Porto de Santos, principalmente via transporte ferroviário. Ou seja, melhorando a logística e reduzindo o tráfego de caminhões nas proximidades do porto.

  • Estados Unidos enviam pêssego contaminado para o Brasil

    Estados Unidos enviam pêssego contaminado para o Brasil

    As autoridades barraram uma carga de 576 quilos de pêssegos importados dos Estados Unidos porque estava com uma praga ausente no Brasil.  A medida por determinada pelo Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.

    Descoberta da praga

    O auditor fiscal federal agropecuário Guilherme Farias foi quem inspecionou os pêssegos que chegaram ao aeroporto na sexta-feira, dia 7. A análise inicial do Vigiagro detectou a presença de uma lagarta, o que exigiu uma avaliação laboratorial detalhada para identificação precisa da espécie. O laboratório de diagnóstico fitossanitário Agronômica, localizado em Porto Alegre, realizou o exame.

    Identificação e riscos da praga ausente no Brasil

    O laudo apontou que a praga é a Anarsia lineatella, uma broca da ordem Lepidoptera, ausente no Brasil. Além disso, Guilherme Farias ressaltou ainda que os riscos dessa praga para a fruticultura nacional são difíceis de prever. De acordo com o auditor, a introdução de espécies inexistentes no país pode ter consequências imprevisíveis. Imediatamente, os distribuidores espalhariam os pêssegos importados para pontos de venda no Brasil, aumentando o potencial de disseminação da praga.

    Medidas de controle

    Sandra Kunieda, chefe do Vigiagro em Guarulhos, informou que a carga passará por fumigação, um tratamento químico destinado a mitigar os riscos de escape e introdução da Anarsia lineatella no Brasil. Após a fumigação, a carga será destruída por incineração, garantindo a eliminação completa da ameaça.

    Importância da vigilância

    Em geral, a interceptação de pragas pelo Vigiagro é algo frequente, mas nem sempre são espécies ausentes no país, que são os maiores alvos na atuação deste serviço. O Vigiagro atua em pontos de fronteira do país, seja em portos, aeroportos ou fronteiras secas. O Agro em Campo segue atento sobre esse trabalho de inspeção.