Tag: inovação rural

  • Sebrae abre 800 vagas para inovação rural e inscrições terminam hoje

    Sebrae abre 800 vagas para inovação rural e inscrições terminam hoje

    O Sebrae está com 800 vagas abertas para agentes de inovação rural em todo o país. As inscrições terminam hoje (31) e por isso, o prazo exige atenção de quem quer aproveitar a oportunidade.

    Oportunidade no agro

    Nos últimos anos, o agro passou por uma transformação importante. Nesse cenário, o programa surge justamente para levar inovação até as propriedades rurais, principalmente entre pequenos produtores.

    Na prática, os selecionados atuam diretamente com o produtor. Assim, conseguem identificar gargalos, melhorar a gestão e aplicar soluções mais eficientes.

    Como funciona?

    Durante o programa, os agentes acompanham o dia a dia das propriedades. Além disso, analisam processos e sugerem mudanças que impactam produtividade e custos. Ao mesmo tempo, oferecem orientação técnica e apoio na tomada de decisão. Dessa forma, ajudam a tornar o negócio rural mais competitivo.

    Perfil buscado

    Para participar, é importante ter interesse no agronegócio e afinidade com inovação.

    Além da formação, o Sebrae também valoriza habilidades como comunicação, organização e capacidade de análise. Isso porque o trabalho exige contato direto com produtores e atuação prática no campo.

    Último dia para se inscrever

    O prazo termina hoje e, por isso, quem tiver interesse precisa correr. A inscrição é feita online, diretamente nas plataformas indicadas pelo Sebrae. O candidato deve preencher um formulário, escolher a vaga disponível e anexar os documentos exigidos no edital.

    Além disso, é importante ler todas as regras antes de concluir o cadastro. Cada candidato pode se inscrever em apenas uma vaga e o processo seletivo costuma ter etapas como análise curricular, avaliação de perfil e testes online.

    Inovação no campo ganha força

    Atualmente, a tecnologia tem ganhado cada vez mais espaço no campo. Com isso, programas como esse se tornam estratégicos para aumentar a eficiência e reduzir custos.

    Além disso, iniciativas desse tipo ajudam a fortalecer o agronegócio e ampliar a competitividade do setor no país.

  • Brasil e China criam laboratório de IA para o semiárido

    Brasil e China criam laboratório de IA para o semiárido

    Brasil e China lançaram a pedra fundamental de um laboratório voltado ao desenvolvimento de inteligência artificial e maquinário agrícola de pequeno porte destinado à agricultura familiar do semiárido brasileiro. A cerimônia ocorreu na Universidade Agrícola da China (CAU), em Pequim, e simboliza uma nova fase na cooperação científica entre os dois países, que buscam alinhar inovação e sustentabilidade.

    O Laboratório Brasil-China de Mecanização e Inteligência Artificial na Agricultura Familiar funcionará no Instituto Nacional do Semiárido (Insa), em Campina Grande (PB). O órgão, vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), concentrará pesquisas sobre monitoramento ambiental, análise de dados e mecanização inteligente, sempre voltadas às necessidades dos pequenos produtores da região.

    Além de reduzir desigualdades regionais, o projeto pretende gerar soluções de baixo custo e alto impacto. Dessa forma, busca ampliar a produtividade sem comprometer os recursos naturais do semiárido.

    Complementaridade entre gigantes agrícolas

    A parceria une dois gigantes agrícolas em diferentes estágios de desenvolvimento. Enquanto o Brasil oferece experiência prática em agricultura tropical, a China contribui com tecnologia avançada, capacidade industrial e ritmo acelerado de inovação.

    Segundo Dayvid Santos, coordenador-geral de Tecnologia Social e Economia Solidária do MCTI, a colaboração representa uma oportunidade histórica. “O Brasil, como um dos maiores produtores de alimentos do mundo, traz sua vasta experiência em agricultura tropical, seu conhecimento em solos e biomas diversos, e a força de seus produtores rurais”, afirmou. “A China, por sua vez, traz sua impressionante capacidade de inovação, sua manufatura de alta tecnologia e sua velocidade na adoção de novas soluções digitais. Somos, portanto, parceiros naturais e complementares”, completou.

    Essa integração, acrescentou Santos, permitirá desenvolver tecnologias que unam eficiência produtiva e sustentabilidade ambiental — combinação essencial para enfrentar as mudanças climáticas.

    Avanço para o semiárido brasileiro

    Para Etham Barbosa, diretor do Insa, o laboratório inaugura um novo ciclo de pesquisa aplicada e formação científica no Nordeste. “Com o laboratório, poderemos explorar melhor a região, que é tão rica em recursos naturais. Além disso, vamos promover o desenvolvimento de tecnologias para a agricultura familiar, baseadas em mecanização, inteligência artificial, digitalização, formação de pesquisadores e construção de capacidade para pesquisa científica”, explicou.

    Barbosa ressaltou que o Insa atuará como ponto de convergência entre universidades, startups e produtores locais. Assim, o conhecimento científico poderá se transformar mais rapidamente em inovação prática no campo.

    Cooperação consolidada

    O projeto é resultado de um memorando de entendimento assinado entre o MCTI e o Ministério da Ciência e Tecnologia da República Popular da China. O documento foi elaborado em novembro de 2024, durante a visita do presidente Xi Jinping ao Brasil. Desde então, ambos os governos vêm intensificando o intercâmbio de pesquisadores e o compartilhamento de dados sobre mecanização adaptada ao clima semiárido.

    O Insa será responsável pela gestão e coordenação das atividades, enquanto a Universidade Agrícola da China fornecerá suporte técnico e equipamentos de pesquisa. O lançamento da pedra fundamental ocorreu durante o Simpósio de Modelos de Desenvolvimento dos Países da Iniciativa Cinturão e Rota, que reforçou o compromisso de cooperação científica e tecnológica entre as nações.

    Com o novo laboratório, Brasil e China fortalecem os laços diplomáticos e renovam a esperança de que a tecnologia transforme o semiárido em um território fértil e produtivo.

  • Mulheres no agronegócio ampliam protagonismo e inovação no campo

    Mulheres no agronegócio ampliam protagonismo e inovação no campo

    A presença feminina no agronegócio cresce com ritmo acelerado. Uma pesquisa conduzida pela Quiddity, em parceria com a Bayer, revelou que 93% dos entrevistados reconhecem o aumento da influência das mulheres no setor rural. O levantamento foi apresentado em São Paulo por Rebeca Gharibian, Managing Director Quiddity, Daniela Barros, Diretora de Comunicação da divisão agrícola da Bayer e Marina Menin, Diretora do Negócio de
    Carbono da Bayer para América Latina que destacaram o avanço em liderança, inovação e sustentabilidade.

    O estudo ouviu 90 produtores rurais, metade deles mulheres, de várias regiões do país. Apesar do progresso, 39% ainda percebem resistência à liderança feminina no agro. As produtoras se destacam em marketing (70%), gestão administrativa (74%) e liderança (68%). No entanto, a presença masculina continua maior na atuação direta no campo.

    Além disso, 82% dos participantes acreditam que homens e mulheres têm olhares complementares, o que reforça a importância da diversidade na gestão das propriedades.

    Sustentabilidade e inovação fortalecem o agro

    As mulheres no agronegócio impulsionam a sustentabilidade com ações práticas. Quase 9 em cada 10 produtoras fazem rotação de culturas (89%), e 87% preservam áreas nativas e mananciais. Outras práticas incluem plantio direto (82%), uso de bioinsumos (80%) e agricultura regenerativa (80%).

    Entre as inovações desejadas estão softwares de gestão (33%), energia renovável (27%), drones de precisão (22%) e ações para compensar emissões de carbono (24%). Além disso, 93% afirmam que sustentabilidade e rentabilidade caminham juntas, mostrando a maturidade da gestão feminina.

    As principais motivações incluem preservar o meio ambiente (82%), melhorar a produtividade (76%) e garantir um futuro melhor (76%). Por outro lado, 64% percebem redução de custos e 33% apontam facilidade no acesso a crédito e certificações.

    Em resumo, as mulheres estão conectando eficiência produtiva e responsabilidade ambiental, transformando o campo em um espaço mais equilibrado.

    Pesquisa foi apresentada durante coletiva de imprensa em São Paulo. Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Capacitação constante e redes de apoio fortalecem produtoras

    O estudo também destacou o perfil de aprendizado contínuo entre as mulheres do agronegócio. Mais de 96% afirmam buscar capacitação regularmente, e 51% realizam cursos sempre que possível.

    Os temas mais procurados envolvem sustentabilidade (76%), inovação e novas tecnologias (64%), melhoria da produção (56%), liderança e gestão de pessoas (53%) e finanças rurais (51%). Além disso, elas participam de forma ativa em eventos, palestras e grupos técnicos.

    Entre os principais motivos para investir em capacitação estão melhorar o dia a dia na propriedade (78%), trazer novas ideias (73%) e argumentar com mais segurança nas decisões (62%). Por isso, o estudo confirma que o conhecimento é ferramenta de empoderamento e competitividade.

    A troca entre mulheres também é fundamental. Cerca de 89% valorizam as redes femininas como espaços de inspiração e crescimento. Para ampliar a presença no setor, 78% pedem mais visibilidade ao trabalho feminino, 69% querem mais mulheres em associações e 60% defendem mais voz nas decisões.

    A Bayer foi apontada por 76% das entrevistadas como a principal apoiadora das mulheres do agro, com programas de formação e sustentabilidade.

    Um novo olhar sobre o campo brasileiro

    O levantamento mostra que as mulheres no agronegócio estão mudando a forma de produzir, gerir e inovar. Elas unem sustentabilidade, tecnologia e colaboração, gerando impacto real na economia rural.

    Por isso, o agro brasileiro se transforma em um ambiente mais diverso, produtivo e humano. A presença feminina, antes secundária, agora é força de liderança e símbolo de renovação no campo.

  • Empresa de laticínios lança campanha com foco no produtor rural

    Empresa de laticínios lança campanha com foco no produtor rural

    A Piracanjuba, uma das principais empresas do setor de laticínios no Brasil, lançou a campanha “Ser Pró é Ser ProCampo” para fortalecer o relacionamento com produtores de leite e valorizar o papel fundamental do produtor rural na cadeia do agronegócio. A ação, desenvolvida pela agência MEMO, aposta em uma estratégia de comunicação integrada. Ela envolve influenciadores do setor, mídias digitais e ativações internas para ampliar o alcance e engajamento do programa ProCampo.

    O programa ProCampo vai além do suporte técnico tradicional, promovendo capacitação, troca de conhecimento e valorização dos produtores parceiros. O objetivo é impulsionar o crescimento sustentável, com foco em qualidade, produtividade e bem-estar animal. Influenciadores como Camila Lima e Ricardo Arantes participam da campanha, aproximando o conteúdo do dia a dia do produtor e reforçando a importância do campo para a mesa do consumidor.

    Segundo Lisiane Campos, diretora de Marketing do Grupo Piracanjuba, a campanha reforça o protagonismo do produtor rural: “O campo é protagonista do que levamos para a mesa do consumidor. Essa campanha nasce para reforçar que quem produz também precisa ser valorizado e a comunicação tem um papel decisivo nesse processo.”

    Iniciativas privadas para aumentar a produtividade no campo

    Diversas empresas privadas têm investido em programas e tecnologias para melhorar a produtividade do produtor rural brasileiro. Um exemplo é a JBS, que lançou o programa Escritórios Verdes 2.0, focado em pequenos pecuaristas. O programa oferece acesso a tecnologias de gestão da propriedade, produção regenerativa e sistemas agroflorestais, além de assistência técnica para implementação dessas práticas. O objetivo é garantir renda digna ao produtor e evitar a necessidade de desmatamento, promovendo uma produção mais eficiente e sustentável.

    Outra iniciativa relevante é a Plataforma-S, da Corteva Agriscience, que apoia pecuaristas na recuperação de pastagens degradadas, mapeamento do balanço de carbono e adoção de boas práticas agrícolas. O projeto já impactou cerca de 60 mil hectares, promovendo o sequestro de mais de 131 mil toneladas de CO2 em quatro anos. Ao mesmo tempo em que aumenta a produtividade e rentabilidade das fazendas.

    Além disso, a Embrapa, referência em pesquisa agropecuária, desenvolve projetos como o Hub Tech da Agricultura Familiar. Ele disponibiliza informações técnicas, aplicativos e ferramentas gratuitas para otimizar a produção e apoiar a tomada de decisão dos agricultores. O Programa de Apoio à Inovação Social e ao Desenvolvimento Territorial Sustentável (InovaSocial), em parceria com o BNDES, fortalece redes de produção e comercialização, promovendo a inovação e o desenvolvimento sustentável na agricultura familiar.

    Ações integradas e impacto no agronegócio

    A campanha ProCampo está no ar com ações em múltiplos canais, mobilizando influenciadores, mídias digitais e equipes de campo para criar conexões positivas e ampliar o protagonismo do produtor rural.

    Com o apoio de empresas privadas, programas de capacitação, assistência técnica e acesso a novas tecnologias, o produtor rural brasileiro tem ampliado sua produtividade. E assim, promovendo práticas mais sustentáveis e garantindo maior eficiência no campo.

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