Tag: influenciador

  • Como um goiano criou o maior fenômeno do agro nas redes sociais do país

    Como um goiano criou o maior fenômeno do agro nas redes sociais do país

    Jacques Vanier nasceu em Piracanjuba, no interior de Goiás, e hoje ocupa o posto de maior influenciador do agronegócio brasileiro nas redes sociais. O comediante soma 6,6 milhões de seguidores no Instagram, 9,2 milhões no TikTok e mais 1,55 milhão no YouTube, números construídos ao longo de quase seis anos de vídeos sobre a rotina rural.

    https://www.instagram.com/p/BjxyVhcAI4p/?utm_source=ig_embed&utm_campaign=embed_video_watch_again

    A trajetória de Jacques como influenciador não começou no campo. O goiano havia se mudado para os Estados Unidos para estudar engenharia civil quando decidiu gravar um vídeo, por saudade de casa, pedindo um pão de queijo e uma pamonha no drive-thru de um McDonald’s americano.

    O conteúdo viralizou da noite para o dia. E o motivou a postar com mais frequência, misturando inglês com sotaque goiano em esquetes cômicos sobre a adaptação à vida nos EUA.

    O retorno ao Brasil e a casa na roça

    Depois do sucesso inicial, Jacques resolveu voltar para o Brasil e apostar de vez na carreira de criador de conteúdo. Com o cachê da primeira publicidade que fechou, ele construiu a casa na roça onde mora com a mãe, em Piracanjuba. Desde então, consolidou o estilo “agroboy”. São vídeos humorísticos que retratam com autenticidade a vida no campo. Sempre unindo humor regional a um forte sentimento de identificação com o público goiano e brasileiro.

    O alcance de Jacques também impulsiona outros nomes do agro digital. Em 2021, ele organizou o “Reality dos Agroboys”, competição informal entre criadores de conteúdo rural que lançou outros influenciadores, como os irmãos gêmeos João Gabriel e João Pedro, de Goiatuba. Jacques também é pai solo de Luke, nascido em dezembro de 2023 por meio de barriga solidária. E costuma compartilhar momentos com o filho em suas redes.

    https://www.instagram.com/p/DXp5i7vFKHM/?img_index=2

    Jacques Vanier ajudou a abrir caminho para uma geração inteira de influenciadores que hoje exibem nas redes a rotina de fazendas e propriedades rurais pelo Brasil. Seu formato, que combina humor, sotaque e orgulho da cultura caipira, virou modelo replicado por outros criadores que buscam aproximar o público urbano da realidade do campo.

  • Trabalhador rural viraliza dançando hits da web no campo

    Trabalhador rural viraliza dançando hits da web no campo

    Enquanto muitos produtores usam as redes sociais para mostrar a rotina da lavoura ou compartilhar técnicas de cultivo, um operador de máquinas de Minas Gerais encontrou um caminho diferente para chamar a atenção dos internautas.

    Nos momentos de descanso entre uma atividade e outra na Fazenda Palmira, em Pompéu (MG), Jorge Luiz Aparecido de Almeida, de 32 anos, deixa o trator estacionado por alguns minutos e transforma o galpão em uma pista de dança improvisada.

    As coreografias, gravadas de forma espontânea, renderam milhões de visualizações, milhares de seguidores e o apelido de Jorgim Agroboy, tornando o trabalhador rural um dos personagens mais conhecidos do agro nas redes sociais.

    Dança começou como uma brincadeira

    A ideia surgiu há cerca de cinco anos, quando Jorge passou a acompanhar vídeos de criadores de conteúdo que faziam coreografias na internet.

    Curioso, decidiu produzir seus próprios vídeos durante os intervalos de trabalho, mas quase ninguém assistia às publicações.

    Mesmo sem grandes resultados, ele continuou gravando e acabou explodindo na web.

    Vídeo foi compartilhado por Virgínia

    A grande virada aconteceu no fim de 2025, quando a influenciadora Virgínia Fonseca repostou uma coreografia do rapaz ao som de Alô, Virgínia.

    https://www.instagram.com/reel/DSHrVM9jRWL/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=NTc4MTIwNjQ2YQ==

    O vídeo ultrapassou 14,5 milhões de visualizações, impulsionando o perfil de Jorge e atraindo milhares de novos seguidores.

    Objetivo é ajudar a família

    Apesar da repercussão nas redes sociais, Jorge continua trabalhando como operador de máquinas.

    Ele afirma que deseja transformar a visibilidade conquistada na internet em uma fonte de renda capaz de oferecer mais estabilidade para a família.

    Ao mesmo tempo, pretende ampliar a produção de conteúdo e realizar sonhos antigos, como participar de programas de grande audiência, como o Big Brother Brasil e o Rancho do Maia.

    “Quero conquistar o mundo com o que eu faço e, quem sabe, poder ajudar as pessoas que precisam”, afirma.

  • Ibama autua influenciador digital por divulgar caça ilegal na Bahia

    Ibama autua influenciador digital por divulgar caça ilegal na Bahia

    Uma operação do Ibama no sertão da Bahia resultou na autuação de um influenciador digital por divulgar vídeos de caça ilegal em suas redes sociais. O homem, com mais de 180 mil seguidores, foi identificado após fiscalização e monitoramento das publicações que exibiam práticas ilegais contra a fauna silvestre. A abordagem ocorreu no município de Canarana (BA).

    Durante a ação, os fiscais não encontraram armas nem animais silvestres com o influenciador, mas o multaram por promover e incentivar a caça, proibida pela legislação ambiental brasileira. As multas somaram R$ 11,5 mil. Após a notificação, o infrator removeu todas as publicações relacionadas. O caso segue para as autoridades competentes, que conduzirão as investigações.

    Foto: Tadeu da Costa Silva/Ibama

    Em uma ação paralela na mesma região, fiscais do Ibama atenderam denúncias sobre a manutenção ilegal de animais silvestres em cativeiro. Em duas residências distintas, eles encontraram 12 pássaros engaiolados, entre eles 2 periquitos-da-caatinga, 2 galos-de-campina, 2 coleirinhos, 2 periquitões, 1 baiano, 1 bigodinho, 1 sofrê e 1 tico-tico-rei cinza.

    O Ibama devolveu parte dessas aves à natureza em áreas específicas de soltura. Equipes do órgão ambiental encaminharam as aves feridas ou em reabilitação ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Salvador (BA). As multas aplicadas, considerando caça ilegal, manutenção em cativeiro e maus-tratos, totalizaram R$ 24 mil.