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  • Agro ganha nova faixa de potência com motor produzido no Brasil

    Agro ganha nova faixa de potência com motor produzido no Brasil

    A Cummins anunciou a nacionalização do motor QSF 2.8 e sua entrada estratégica no segmento de tratores durante a 31ª Agrishow, em Ribeirão Preto (SP). A iniciativa visa ampliar a atuação da multinacional em equipamentos compactos, integrando motorização, sistemas de emissões e geração de energia em uma abordagem única para o setor. O movimento sinaliza um reforço na competitividade da engenharia brasileira e prepara a empresa para futuros requisitos regulatórios no país.

    Durante a coletiva de imprensa no evento, Mauricio Biadola, Daniel Malaman e Cora Reis apresentaram os detalhes da operação. Segundo os executivos, a estratégia combina o aumento da capacidade produtiva em solo nacional com uma evolução tecnológica voltada para a eficiência operacional e a redução do impacto ambiental. Além disso, a estreia em novos nichos de mercado demonstra o amadurecimento das soluções voltadas ao chamado “novo agro”.

    Potência nacionalizada e foco industrial

    A fabricação do modelo QSF 2.8 na planta de Guarulhos (SP) marca o ingresso da Cummins em uma faixa de potência inédita para a manufatura local. Este motor, que entrega entre 49 e 74 hp com torque de até 300 Nm, atende projetos de pequeno porte que demandam alta densidade energética. Consequentemente, a empresa fortalece a integração com fabricantes locais e reduz a dependência de componentes importados.

    Conforme explicou Mauricio Biadola, diretor de Vendas Off-Highway: “Nosso objetivo é viabilizar a evolução da mecanização no campo com soluções que entreguem resultado no presente e estejam preparadas para o futuro. A produção nacional amplia a integração com fabricantes e fortalece a competitividade no setor agrícola”.

    Mauricio Biadola, diretor de Vendas Off-Highway da Cummins Brasil – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Além do ganho industrial, o motor já chega ao mercado adaptado para diferentes níveis de emissões. Essa flexibilidade permite que fabricantes utilizem o mesmo bloco em diversas configurações, simplificando a logística e a manutenção dos equipamentos no campo.

    Engenharia brasileira e inovação em tratores

    Outro anúncio relevante foi a entrada oficial da Cummins no segmento de tratores através de um projeto estrutural. A equipe de engenharia brasileira desenvolveu uma aplicação baseada na plataforma de 4,5 litros com cárter estrutural integrado. Nesse modelo, o motor deixa de ser apenas o propulsor e passa a integrar a própria sustentação do veículo agrícola.

    Essa mudança arquitetônica permite otimizar o design das máquinas e melhorar o desempenho estrutural geral. Para garantir a robustez necessária ao trabalho pesado, a companhia utilizou simulações avançadas e validações técnicas rigorosas. Dessa forma, as máquinas estão prontas para enfrentar as condições severas de operação comuns no agronegócio nacional.

    Estratégia para emissões e infraestrutura de energia

    No campo da sustentabilidade, a Cummins detalhou sua rota tecnológica para sistemas de pós-tratamento. Daniel Malaman, gerente geral da Cummins Emission Solutions, ressaltou que a previsibilidade nas regras do setor é fundamental para a indústria. Segundo ele: “Um avanço regulatório conduzido com base técnica e previsibilidade contribui para reduzir distorções no mercado e fortalecer a competitividade da indústria nacional”.

    Paralelamente, a divisão de Power Generation atualizou sua linha de grupos geradores. Agora, os equipamentos contam com motores eletrônicos de maior eficiência e são compatíveis com misturas de biodiesel. Cora Reis, gerente de vendas da área, defende que parâmetros técnicos claros auxiliam quem produz: “Parâmetros técnicos bem definidos ampliam a previsibilidade para quem investe no campo e incentivam a adoção de tecnologias mais eficientes”.

    Por fim, a Cummins reforçou sua estratégia de pós-venda utilizando análise de dados em tempo real. O sistema identifica as regiões com maior concentração de máquinas para otimizar o estoque de peças e o treinamento de técnicos. A empresa também investe na economia circular por meio de sua linha de remanufaturados, que promove o reaproveitamento de materiais e reduz o consumo de energia no ciclo industrial

  • DAF apresenta robustez e versatilidade com os modelos XF e CF na Agrishow

    DAF apresenta robustez e versatilidade com os modelos XF e CF na Agrishow

    A DAF Caminhões reforçou seu compromisso com o setor agropecuário e vocacional ao apresentar dois de seus modelos de destaque: o DAF XF, voltado a aplicações rodoviárias pesadas, e o DAF CF, ideal para operações severas dentro e fora da estrada, na Agrishow 2025. Ambos os modelos combinam robustez mecânica, tecnologias embarcadas e conforto para o motorista, com versões específicas preparadas para atender às demandas do campo, do transporte de grãos ao apoio em usinas canavieiras.

    A seguir, o engenheiro de vendas Carlos Chemin detalha as características técnicas, aplicações e diferenciais dos modelos XF e CF. A entrevista foi concedida ao portal Agro em Campo, durante a Agrishow, realizada em Ribeirão Preto (SP).

    DAF XF apresenta robustez, tecnologia e conforto

    O DAF XF está disponível nas configurações 6×4 e 6×2, ambas com potência de 530cv. O modelo Off-Road tem cabine Space Cab na cor Ice White, com o novo Ar-condicionado Elétrico de Teto TRP. Já o XF 6×2 possui cabine Super Space Cab Verde Apoena e inclui pacote Safety com rodas de alumínio, defletores, buzina dupla e kit hidráulico. Ambos têm PBT de 28T / 23T, CMT de 80T e PBTC de 74T.

    Carlos Chemin, engenheiro de vendas DAF
    Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    O modelo XF foi lançado na Agrishow do ano passado. Qual tem sido o retorno do mercado?
    A gente lançou esse caminhão na Agrishow de 2023, e desde lá ele tem sido muito bem aceito no agro. Ele atende três segmentos principais: cargas indivisíveis, florestal e canavieiro. É um caminhão apto para trabalhar com implemento de 11 eixos, o famoso rodotrem de 11 eixos, muito usado no canavieiro.

    E em relação à capacidade técnica?
    Ele tem capacidade para até 150 toneladas, o que é bastante acima do que o rodoviário está acostumado. Tem suspensão redesenhada, chassi reforçado, quinta roda com 3 polegadas e meia, tudo voltado para esse tipo de operação pesada.

    Apesar da robustez, o conforto segue como prioridade?
    Esse é um grande diferencial. A parte interna não deixa nada a desejar. O colchão tem espuma de alta densidade, os bancos têm suspensão pneumática, tem geladeira interna… E a suspensão da cabine foi desenhada para aguentar o tranco, mas manter o conforto e a dirigibilidade.

    “DAF XF é robusto, tecnológico e confortável”, diz Carlos Chemin
    Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    E a tecnologia embarcada?
    Todos os caminhões da DAF têm tecnologia, mas nesse a gente apostou em centrais eletrônicas mais potentes, em vez de muitas. Ele tem controle de tração, estabilidade, bloqueio de diferencial, painel interativo que dá feedback sobre consumo, estilo de condução, rota, tempo de marcha lenta. E todos têm rede CAN aberta, ou seja, aceitam qualquer sistema de telemetria que o cliente use.

    DAF CF Construção é simples, robusto e versátil para o agro

    O DAF CF Construção, por sua vez, conta com motor PACCAR PX-7 de 310cv, freio motor de 245cv e tração 6×4. A transmissão é manual de 9 marchas (com opção automatizada). A cabine é Day Cab e o modelo é indicado para silo/ração, carga-viva, pipa e apoio. O PBT é de 28,1T e o CMT de 42T. O modelo em exposição está implementado como caminhão – pipa.

    O que diferencia o CF no portfólio da DAF?
    O CF Construção faz parte da linha DAF Vocacional. A gente lançou ele na Fenatran 2024, e agora os clientes estão recebendo e trabalhando com ele. É um caminhão que serve pra várias aplicações, não só construção.

    Na Agrishow ele apareceu com outra aplicação, certo?
    Isso. Aqui ele está como caminhão pipa, equipado com tanque de 15 mil litros, mas a gente também mostra ele como bombeiro, porque essa é uma região com muitas usinas canavieiras. E as usinas têm o costume de ter sistemas próprios de combate a incêndios.

    CF Construção faz parte da linha DAF Vocacional
    Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    É um caminhão mais direto, sem muitos luxos?
    Sim, é um caminhão simples, sem leito, cabine Day Cab, tração 6×4, mecânica básica e robusta. Transmissão manual, mas tem opção automatizada. Ele precisa estar 100% disponível. Tem de bater na chave e andar.

    E ele serve pra mais que isso?
    Serve pra caçamba, basculante, roll on-roll off, carga seca… É um caminhão versátil, com o DNA DAF, e que entrega o que o agro precisa: robustez e disponibilidade.

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