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  • Kunhã Arã: chocolate indígena chega ao mercado produzido pela comunidade Juruna

    Kunhã Arã: chocolate indígena chega ao mercado produzido pela comunidade Juruna

    Uma associação indígena de Altamira, no sudoeste do Pará, acaba de lançar o primeiro chocolate artesanal integralmente fabricado dentro de uma comunidade indígena brasileira. O Kunhã Arã, expressão tupi que significa “Guerreira da Luz” ou “Guerreira da Vida”, chegou ao mercado durante o Chocolat Amazônia 2026, Festival Internacional do Chocolate e Cacau, encerrado no último domingo (26) no Hangar Centro de Convenções, em Belém.

    O produto nasce na região do Médio Xingu, que, junto com o restante do Pará, responde por mais da metade da produção nacional de cacau. Mas o que diferencia o Kunhã Arã da maioria dos chocolates amazônicos disponíveis no mercado é o controle total da cadeia produtiva pela própria comunidade: do plantio de cerca de 19.000 pés de cacau em sistema agroflorestal sustentável, passando pela fermentação, secagem e torra, até a formulação e embalagem das barras, tudo acontece dentro do território Juruna.

    Um projeto de mulheres indígenas

    A Associação Indígena Tubyá, formada por 51 famílias de indígenas Juruna de contexto urbano e rural, comanda toda a operação. Oito famílias atuam diretamente nas etapas de campo, e a iniciativa tem liderança explicitamente feminina: Irasilda Morais Pereira Fernandez Juruna encabeça o projeto, que nasceu com foco no empoderamento e complementação de renda das mulheres da comunidade.

    “O que temos hoje na comunidade é inexplicável. Começou com o Chocodjá, antigo nome do chocolate, e logo deu certo, com muita saída”, conta Irasilda. “É um projeto voltado para as mulheres, com o objetivo de complementar a renda das famílias. Antes não tínhamos apoio. Pedimos a ajuda da Norte Energia e recebemos mais do que um apoio. Hoje temos uma parceria em tudo. Nossa expectativa é ampliar o alcance e levar o produto para outros estados  e até para fora do Brasil. Para quem começou do zero, eu sei que chegaremos lá.”

    O Kunhã Arã chega às prateleiras em três versões: chocolate ao leite com 50%, 70% e 100% de cacau. A fórmula artesanal leva manteiga de cacau e não contém conservantes nem aromatizantes.

    Apoio estrutural e identidade cultural

    O produto é o sexto de uma linha de chocolates indígenas apoiada pela Norte Energia, concessionária da Usina Hidrelétrica Belo Monte. O suporte veio do Plano Básico Ambiental do Componente Indígena da usina e incluiu o fornecimento de mais de 11.000 mudas de cacau, assistência técnica, construção de cinco secadores solares, um melangê (equipamento de refino do cacau) e formas para moldagem das barras, equipamentos que tornaram possível a fabricação local. A empresa também custeou mil embalagens iniciais e participou da elaboração do plano de identidade visual da marca.

    “Temos o compromisso de fortalecer a agricultura familiar indígena, promovendo sustentabilidade, empreendedorismo e empoderamento feminino nas comunidades da região”, afirma Thomás Sottili, gerente de Projetos de Sustentabilidade da Norte Energia. “Iniciativas como essa geram impacto positivo duradouro ao criar oportunidades de renda, valorizar saberes tradicionais e contribuir para a qualidade de vida das famílias.”

    A identidade visual do Kunhã Arã dialoga diretamente com o esforço de resgate cultural dos Juruna, povo que perdeu parte de sua língua e de seus grafismos tradicionais após o contato com não indígenas em 1750. A logomarca traz uma figura feminina que representa a guerreira guardiã da floresta, coroada por um cocar em forma de sol, referência ao cacau como fruto sagrado e ancestral.

    Próximos passos: merenda escolar e exportação

    Com capacidade de produção inicial de 50 kg de chocolate por mês, a Associação Tubyá já projeta expansão. Os planos incluem o fornecimento do Kunhã Arã para a merenda escolar por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e a busca por mercados em outros estados brasileiros e no exterior.

    O chocolate indígena do Médio Xingu chega, portanto, carregando muito mais do que cacau. Traz consigo uma história de autonomia, resistência cultural e empreendedorismo feminino que começa a ganhar escala e visibilidade nacional.

  • Ibama multa empresas cosméticas e farmacêuticas por uso irregular de saberes indígenas

    Ibama multa empresas cosméticas e farmacêuticas por uso irregular de saberes indígenas

    O Ibama multou empresas cosméticas e farmacêuticas em R$ 2,2 milhões por explorar ilegalmente conhecimentos tradicionais de povos indígenas e comunidades tradicionais sobre o uso da biodiversidade. A Operação Guardiões da Biodiversidade, iniciada em março, fiscalizou 47 empresas em 12 estados e resultou em 51 autos de infração.

    Agentes do Ibama verificam estoque de insumos de indústria cosmética. Foto: Divulgação/Ibama

    Os agentes ambientais atuaram no Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. Fabricantes de pigmentos, saneantes e fitoterápicos estão entre os estabelecimentos notificados para se regularizar perante a Lei da Biodiversidade.

    “O foco da operação foi o desenvolvimento irregular de produtos cosméticos e farmacêuticos que utilizaram conhecimento tradicional de povos indígenas e comunidades tradicionais sobre o uso da biodiversidade, sem o devido consentimento prévio informado”, explicou Igor de Brito, coordenador de Fiscalização da Biodiversidade do Ibama.

    O que as empresas fizeram de errado

    As empresas autuadas acessaram conhecimento tradicional de origem identificável sem obter consentimento prévio informado. E deixaram de indicar a origem desse conhecimento em explorações econômicas ou pedidos de patentes. São condutas previstas nos artigos 83 e 84 do Decreto nº 8.772/2016.

    Entre os conhecimentos acessados irregularmente estão aqueles sobre o uso tradicional de espécies nativas como o urucum (Bixa orelana), a aroeira (Schinus terebinthifolia), o jagube (Banisteriopsis caapi) e a chacrona (Psychotria viridis).

    Outras infrações incluíram a exploração econômica de produtos acabados sem notificação prévia ao SisGen, o Sistema Nacional de Gestão do Patrimônio Genético e do Conhecimento Tradicional Associado. As multas previstas pelo Decreto nº 8.772/2016 variam de R$ 1 mil a R$ 10 milhões. Isso conforme a gravidade da conduta e a capacidade econômica do infrator.

    Por que essa lei existe

    O agente ambiental federal Isaque Siqueira, coordenador nacional da operação, destaca que a legislação reconhece formalmente povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares como guardiões da biodiversidade e de saberes ancestrais que impulsionam a inovação científica e industrial.

    “Ao garantir o direito de participação desses grupos na tomada de decisões e ao condicionar o acesso aos seus conhecimentos à obtenção de consentimento prévio informado, a lei protege sua integridade cultural e assegura que os lucros gerados retornem em forma de desenvolvimento sustentável”, afirmou Siqueira.

    Para as comunidades detentoras do conhecimento, o cumprimento das normas representa proteção contra a exploração indevida. E uma oportunidade de protagonismo na celebração de acordos que valorizam seus modos de vida e garantem recursos para a manutenção de seus territórios.

    O que diz a legislação

    A Lei da Biodiversidade (Lei nº 13.123/2015), referência internacional entre os países signatários da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), estabelece o marco regulatório nacional para o acesso e uso do patrimônio genético e do conhecimento tradicional associado no Brasil.

    Entre as principais obrigações para pesquisadores e indústrias estão o cadastro obrigatório de todas as atividades de acesso no SisGen e a notificação prévia à comercialização de produtos desenvolvidos a partir desses recursos.

    Empresas de médio e grande porte também devem repartir parte da receita gerada com a exploração econômica da biodiversidade. Esses recursos vão ao Fundo Nacional de Repartição de Benefícios (FNRB), que os aplica na conservação ambiental e na proteção do conhecimento tradicional.

    Nos casos em que a origem do conhecimento é identificável, a lei exige ainda a celebração de acordos específicos de repartição de benefícios, em formato monetário ou não monetário, diretamente com os detentores desses saberes, salvo exceções previstas na norma.

  • Chocolate indígena do Pará recebe reconhecimento internacional de sustentabilidade

    Chocolate indígena do Pará recebe reconhecimento internacional de sustentabilidade

    A empreendedora indígena Katyana Xipaya conquistou reconhecimento internacional com sua marca de chocolates artesanais do Pará. O World Business Council for Sustainable Development (WBCSD) selecionou a Sidjä Wahiü, que significa “Mulher Forte” na língua Xipaya, para integrar sua vitrine global de soluções sustentáveis.

    A coalizão mundial reúne empresas e iniciativas que aceleram a transição para um mundo sustentável. O conselho busca soluções para desafios como mudanças climáticas, conservação da natureza e equidade social.

    Cacau nativo vira modelo de negócio sustentável

    Katyana mora na comunidade ribeirinha de Jericoá 2, em Vitória do Xingu (PA). A líder indígena transformou o cacau nativo amazônico em produto de alto valor agregado desde 2023. O projeto conta com apoio da Norte Energia, concessionária da Usina Hidrelétrica Belo Monte.

    “Saber que o Sidjä Wahiü recebeu essa seleção me gratifica muito, porque ele não representa apenas meu trabalho. O chocolate mostra a força do empreendedorismo indígena, nossa cultura e o protagonismo das mulheres. Ocupamos nossos espaços e mostramos que não caminhamos sozinhos. Construímos essa história sementinha por sementinha”, afirma a empreendedora.

    Tradição familiar preserva floresta amazônica

    A produção dos chocolates mantém técnicas tradicionais que o avô de Katyana já utilizava às margens do Rio Xingu. “O Sidjä Wahiü carrega mais que sabor – ele carrega nossa raiz e a perseverança de manter o modo como meu avô trabalhava. Hoje produzimos chocolate fino com 72% de cacau e frutas como abacaxi e pitaia da nossa própria terra. Geramos renda para parentes ribeirinhos e para a agricultura familiar”, explica.

    Três famílias indígenas ribeirinhas da comunidade Jericoá 2 cultivam o cacau e as frutas desidratadas. Após a colheita e processamento inicial, a Cacauway, fábrica localizada em Medicilândia (PA), recebe a matéria-prima. A parceira técnica finaliza e refina os chocolates, garantindo o padrão de qualidade artesanal com acabamento para o mercado de chocolates finos.

    Pará lidera produção nacional de cacau

    A trajetória de Katyana inspira produtores de cacau no Pará, estado que concentra mais de 50% da produção nacional do fruto. A Embrapa aponta que a indústria cacaueira movimenta cerca de R$ 3,5 bilhões ao ano no Brasil.

    chocolate artesanal e indígena
    Foto: Divulgação

    Em 2024, as comunidades indígenas apoiadas pela Norte Energia colheram 23 toneladas de cacau. A safra representa avanço crucial para a autonomia financeira das famílias envolvidas.

    Programa empresarial impulsiona bioeconomia regional

    O programa Belo Monte Empreende, da Norte Energia, impulsionou o sucesso da Sidjä Wahiü. A iniciativa fomenta atividades produtivas e fortalece aspectos socioambientais nas comunidades do Médio Xingu.

    Outras marcas de empreendedores indígenas também receberam apoio da empresa: Yudjá, Karaum Paru, Iawá e Ita’Aka Akauwa. Os negócios consolidam o Médio Xingu como polo produtor de chocolate sustentável.

    “O reconhecimento da marca Sidjä Wahiü pelo WBCSD prova que o desenvolvimento sustentável na Amazônia, quando respeita saberes tradicionais, alcança escala e relevância global. Para a Norte Energia, apoiar lideranças como Katyana Xipaya integra nossa estratégia de deixar um legado de autonomia e prosperidade para as comunidades do Médio Xingu”, destaca Thomás Sottili, Gerente de Projetos de Sustentabilidade da Norte Energia.

    A companhia investe em capacitação e infraestrutura por meio de projetos socioambientais. As iniciativas ajudam comunidades a alcançarem autonomia financeira enquanto mantêm a floresta preservada. O case demonstra que a união entre conhecimento tradicional e suporte institucional impulsiona o futuro da economia verde no Brasil.

  • Tecnologias agrícolas substituem garimpo e levam produção de alimentos à Terra Yanomami

    Tecnologias agrícolas substituem garimpo e levam produção de alimentos à Terra Yanomami

    Onde havia garimpo, agora há alimento. O silêncio tomou o lugar do barulho das dragas e motores nas margens do rio Mucajaí, em Roraima. Onde antes operavam garimpeiros ilegais, agora brotam roças, viveiros e tanques de criação de peixes. A transformação ocorre dentro da Terra Indígena Yanomami, com a instalação das primeiras unidades demonstrativas de tecnologias agrícolas voltadas à soberania alimentar.

    Foto: Divulgação MDS

    Em Sikamabiu, comunidade com cerca de 400 indígenas, o governo federal inaugurou, no dia 2, a primeira unidade demonstrativa de produção sustentável, unindo recuperação ambiental e segurança alimentar. O projeto, executado pela Embrapa Roraima, tem apoio do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Funai e Instituto Federal de Roraima (IFRR).

    Produção sustentável e capacitação

    A unidade modelo conta com aviário de 100 galinhas rústicas, viveiro com capacidade para 2 mil mudas nativas, roças comunitárias de mandioca e hortaliças, tanque de compostagem e sistemas agroflorestais (SAFs) que ajudam a recuperar áreas degradadas pelo garimpo. Também há um tanque escavado de piscicultura de 440 m² e dois antigos açudes convertidos em criadouros, abrigando 4 mil alevinos de tambaqui.

    “Onde antes corríamos risco de vida, hoje levamos estrutura e ferramentas para a autonomia alimentar”, afirma Rosemary Vilaça, pesquisadora da Embrapa Roraima e uma das responsáveis pelo projeto. Segundo ela, os testes realizados nos açudes confirmaram a ausência de contaminação por mercúrio, garantindo segurança para a produção.

    Expansão e investimentos

    O investimento aplicado em Sikamabiu chega a R$ 90 mil, dentro de um Termo de Execução Descentralizada (TED) entre o MDS e a Embrapa Roraima, com valor global de R$ 1,8 milhão. A previsão é implantar outras sete unidades em 2026, atendendo 18 comunidades Yanomami nas regiões de Surucucu, Homoxi, Xitei, Lasasi, Ajarani, Olomai e Uxiu.

    Outras 11 comunidades já manifestaram interesse em aderir ao projeto. A Terra Indígena Yanomami, a maior do Brasil, tem 9,6 milhões de hectares e abriga cerca de 31 mil indígenas.

    Criação de peixes e autonomia indígena

    O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) também atua em Sikamabiu, com a entrega de 10 tanques elevados contendo 4 mil alevinos adicionais, totalizando 8 mil peixes na comunidade. Os tanques, feitos em geomembrana, oferecem maior durabilidade e eficiência para a piscicultura.

    Em parceria com o IFRR, 34 indígenas foram capacitados para conduzir o cultivo e repassar o conhecimento à comunidade. “O objetivo é que os Yanomami tenham autonomia na criação e manejo, por isso a formação acontece dentro do território”, explica Fernanda Gomes de Paula, secretária nacional de Aquicultura do MPA.

    Segundo ela, o tempo mínimo para a primeira “despesca”, ou seja, a retirada dos peixes prontos para consumo, é de três meses. O programa será replicado em 14 polos Yanomami, com investimento total de R$ 12 milhões previstos pelo MPA.

    Uma nova realidade na Terra Yanomami

    Somadas, as ações do MDS e MPA devem garantir à comunidade de Sikamabiu produção de até 1 tonelada de proteína animal por ano até o final de 2026. As iniciativas fazem parte do Plano de Ação para o Desenvolvimento Sustentável da Terra Indígena Yanomami. Coordenado pela Funai, a ação tem o propósito de promover o “bem viver” dos povos Yanomami e Ye’kwana.

    “O impacto desta ação vai além da produção de alimentos. Representa reconquista e esperança em um território que antes era devastado pelo garimpo”, resume Rosemary Vilaça.

  • Entrega de equipamentos agrícolas fortalece produção indígena

    Entrega de equipamentos agrícolas fortalece produção indígena

    Em apoio à agricultura indígena foram entregues um trator agrícola, uma grade aradora e uma carreta à comunidade Aruá, localizada na Terra Indígena Rio Branco, em Alta Floresta d’Oeste. A iniciativa foi coordenada pela Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) de Rondônia. E busca impulsionar a produção sustentável e gerar mais renda para as famílias indígenas da região.

    Segundo o governo estadual, a entrega dos equipamentos tem como objetivo modernizar o trabalho no campo. Além de reduzir o esforço físico e otimizar o tempo dos produtores. Com a mecanização, a comunidade Aruá poderá ampliar a área de cultivo, especialmente na produção de café, açaí e mel – culturas que já se destacam pela excelência e sustentabilidade.

    O governador Marcos Rocha destacou a importância do desenvolvimento sustentável e do respeito à diversidade cultural. “Estamos investindo em todos os setores produtivos, promovendo autonomia e dignidade às comunidades indígenas de Rondônia”, afirmou. O secretário de Agricultura, Luiz Paulo, reforçou que a ação faz parte de um compromisso maior de inclusão produtiva e fortalecimento das cadeias agrícolas no estado.

    Incentivo à produção sustentável

    A entrega dos equipamentos também incentiva práticas agrícolas sustentáveis, alinhadas com as diretrizes do Plano Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável. O cacique Edmar Aruá agradeceu o apoio e ressaltou que os novos recursos vão impulsionar a produção de café, segmento no qual a comunidade já conquistou prêmios no Concafé, principal concurso estadual do setor.

    Além do café, a expectativa é que a mecanização facilite a diversificação de culturas e aumente a renda das famílias indígenas. O governo de Rondônia tem investido em assistência técnica, capacitação e infraestrutura para garantir que as comunidades tradicionais tenham acesso a tecnologias modernas. E além disso, possam ampliar sua participação no desenvolvimento econômico do estado.

    De acordo com dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Rondônia possui cerca de 14 mil indígenas, distribuídos em 53 terras indígenas. O fortalecimento da agricultura nessas áreas é considerado estratégico para garantir segurança alimentar, geração de renda e valorização das tradições culturais.

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  • Empresa doa kits escolares para comunidades indígenas

    Empresa doa kits escolares para comunidades indígenas

    A Veracel Celulose reafirma seu compromisso com a educação indígena ao doar mais de 5.400 kits escolares para comunidades no Sul da Bahia. A entrega, realizada no dia 20 de fevereiro de 2025, faz parte do programa “Educação é Vida”. O projeto tem 14 anos, e atua no fortalecimento da educação e na redução da evasão escolar entre estudantes indígenas.

    Beneficiando diretamente mais de 1.400 famílias em 34 aldeias, a iniciativa visa proporcionar materiais essenciais como cadernos, lápis e canetas, fundamentais para o aprendizado dos alunos. Gerdion Nascimento, Cacique Aruã e Coordenador da FUNAI no Sul da Bahia, enfatizou a importância da educação como base para a autonomia das comunidades indígenas. “Com o programa Educação é Vida, estamos não apenas promovendo o ensino, mas também resgatando identidades e construindo um futuro mais justo.”

    Ademário Braz, Coordenador Municipal de Educação Escolar Indígena de Santa Cruz Cabrália, também destacou o impacto positivo dos kits. “Esses materiais educativos elevam a autoestima dos estudantes e garantem a permanência deles nas escolas.”

    Alexandre Campbell de Mendonça, gerente de Responsabilidade Social da Veracel, ressaltou que a doação está alinhada ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 4 da ONU. Que busca garantir educação inclusiva e de qualidade. Além do foco educacional, a Veracel apoia a preservação da cultura indígena por meio do patrocínio a eventos tradicionais e esportivos.

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