Tag: incêndios

  • Imagens aéreas mostram incêndios destruindo vegetação em diferentes áreas do DF

    Imagens aéreas mostram incêndios destruindo vegetação em diferentes áreas do DF

    Imagens aéreas divulgadas pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) mostram a dimensão de grandes incêndios florestais registrados nesta quinta-feira (20/8) nas regiões do Paranoá e de Santa Maria, no Distrito Federal.

    O intervalo entre 11h e 16h concentrou a maior quantidade de acionamentos e exigiu reforço na mobilização das equipes operacionais. Além dos veículos terrestres, o CBMDF utilizou o avião Nimbus, do modelo Air Tractor, nas operações de combate.

    Para atender às ocorrências, o Corpo de Bombeiros empregou 53 viaturas ao longo do dia (Foto: CBMDF)

    No Paranoá, o combate às chamas ainda estava em andamento às 20h. De acordo com o CBMDF, duas equipes, formadas por 10 militares, permaneciam mobilizadas para controlar o incêndio.

    Já em Santa Maria, o fogo havia sido controlado. Ainda assim, as equipes do Corpo de Bombeiros continuavam realizando rondas na área. A medida tem como objetivo identificar e evitar o surgimento de novos focos.

    52 ocorrências chegaram aos bombeiros

    O Distrito Federal registrou um número elevado de ocorrências envolvendo fogo em áreas de vegetação. Segundo o CBMDF, até as 18h desta quinta-feira (20), foram contabilizadas 52 ocorrências de incêndio em vegetação em diferentes pontos do DF.

    A corporação informou que as condições ambientais continuam favorecendo a propagação rápida das chamas, principalmente em áreas com vegetação seca.

    O trabalho das equipes segue concentrado no controle dos focos e na prevenção de novos incêndios nas áreas atingidas.

  • Ondas de calor preocupam; saiba como evitar incêndios

    Ondas de calor preocupam; saiba como evitar incêndios

    A onda de calor que atinge o Estado de São Paulo deve permanecer pelo menos até o fim desta quarta-feira (19/8), segundo a Defesa Civil paulista.

    No interior de São Paulo, onde as temperaturas podem ficar até 7°C acima da média, o cenário exige atenção redobrada dos produtores rurais.

    A combinação de ar quente e seco, baixa umidade relativa e vegetação ressecada aumenta as condições favoráveis à ocorrência e propagação de incêndios florestais e queimadas em áreas rurais.

    Diante do risco, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo reuniu recomendações para reduzir as chances de incêndios e proteger as propriedades rurais.

    Áreas em vermelho têm risco perigosíssimo de incêndio, segundo Instituto Nacional de Meteorologia (Foto: Inmet)

    Mantenha os aceiros limpos

    Uma das principais medidas é manter os aceiros limpos e conservados. Essas faixas sem vegetação funcionam como barreiras para dificultar que o fogo avance de uma área para outra.

    A orientação citada pela Secretaria prevê largura mínima de 3 metros entre talhões no interior da propriedade, 5 metros em cada lado de cercas e divisas e 6 metros no entorno de vegetação nativa.

    A manutenção deve ocorrer durante toda a estiagem. Quando tomado por vegetação seca, o aceiro perde eficiência como barreira contra a propagação do fogo.

    A legislação paulista também estabelece aceiros mínimos em situações envolvendo queima controlada e prevê que as dimensões sejam ampliadas quando condições ambientais, climáticas ou topográficas exigirem maior proteção.

    Vegetação seca aumenta o risco

    Outra recomendação é manter a vegetação bem roçada, principalmente nos limites da propriedade rural durante períodos de calor intenso.

    Mato alto e seco funciona como material combustível, facilitando a propagação das chamas e permitindo que um foco iniciado fora da propriedade alcance áreas produtivas.

    Redobre o cuidado com fontes de calor

    Durante a onda de calor, produtores e trabalhadores rurais devem redobrar os cuidados com qualquer fonte capaz de iniciar um incêndio.

    A recomendação é evitar churrasqueiras, fogueiras e velas próximas à vegetação, além de garantir o descarte adequado de cigarros, fósforos e cinzas de fornos a lenha.

    A queima de resíduos vegetais também exige atenção. O emprego de fogo em queima controlada está sujeito às regras ambientais e à autorização correspondente. A Cetesb mantém procedimento específico para autorização de queima controlada utilizada como fator de produção, manejo agrícola e florestal e para determinadas finalidades fitossanitárias e científicas.

    Em períodos de risco elevado de incêndios, autorizações também podem sofrer restrições ou suspensões, como já ocorreu no Estado em situações críticas.

    Reforce as rondas pela propriedade

    Nos dias mais quentes, a Secretaria de Agricultura recomenda aumentar a frequência do monitoramento das áreas consideradas mais vulneráveis.

    A atenção deve ser maior em locais com vegetação seca, divisas das propriedades e áreas próximas a estradas, onde um foco de incêndio pode se espalhar rapidamente.

    Identificar fumaça ou fogo ainda no início pode reduzir o tempo necessário para acionar as equipes responsáveis pelo combate.

    Se precisar, acione os bombeiros

    Focos de incêndio devem ser enfrentados apenas por pessoas treinadas e com equipamentos adequados. Tentar controlar as chamas sem preparo pode colocar trabalhadores e moradores em risco.

    Ao identificar fumaça suspeita ou um princípio de incêndio, a orientação é acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193 ou a Defesa Civil pelo 199.

  • Minas lança plano bilionário para combate a incêndios e defesa da agropecuária

    Minas lança plano bilionário para combate a incêndios e defesa da agropecuária

    O Governo de Minas Gerais anunciou investimento de R$ 442 milhões no Plano Estadual de Enfrentamento a Incêndios Florestais para o período de 2026 a 2031. A estratégia, lançada nesta segunda-feira (8), busca reduzir queimadas, proteger o meio ambiente e evitar prejuízos à agropecuária, um dos pilares da economia mineira.

    O plano direciona recursos para contratação de brigadistas, locação de veículos e aeronaves, aquisição de equipamentos especializados e reforço da infraestrutura de comunicação. A iniciativa também amplia o monitoramento e fortalece a coordenação operacional em todo o estado.

    Minas Gerais concentra mais de 2 milhões de hectares de florestas plantadas e mantém cerca de um terço do território coberto por vegetação nativa. Diante desse cenário, o governo intensifica ações preventivas, especialmente com a aproximação do período de seca, quando cresce o risco de incêndios.

    Integração

    A proposta integra diferentes órgãos públicos e instituições para garantir respostas mais rápidas aos focos de fogo. O objetivo inclui reduzir impactos sobre lavouras, rebanhos, florestas comerciais e comunidades rurais.

    A Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) participa da operação e reforça a atuação conjunta no campo. Além do combate direto, o plano amplia ações de conscientização voltadas a produtores rurais e à população.

    Foto: Diego Vargas

    O secretário adjunto de Agricultura, João Ricardo Albanez, destaca a importância da articulação entre instituições diante da dimensão territorial do estado e da relevância das áreas florestais. Segundo ele, Minas precisa proteger um patrimônio estratégico para a economia e o meio ambiente.

    Albanez também alerta para as condições climáticas previstas para 2026. A expectativa de estiagem prolongada aumenta o risco de incêndios e exige preparo antecipado. “Em 2026, temos risco de um período maior de seca, por isso, estarmos preparados para esse enfrentamento aos incêndios é uma ferramenta essencial nas estratégias de combate”, afirma.

  • Drones viram armas de prevenção contra invasões e incêndios florestais

    A vigilância aérea com drones consolida-se como uma das principais ferramentas no combate a invasões de terras, incêndios florestais e crimes ambientais no Brasil. A tecnologia oferece monitoramento contínuo e inteligente de grandes áreas, especialmente em regiões remotas ou de difícil acesso, priorizando a prevenção e a segurança operacional.

    Equipados com sensores eletro-ópticos e térmicos de alta precisão, esses veículos aéreos não tripulados detectam focos de calor iniciais, movimentações suspeitas, abertura de trilhas irregulares, avanço de pastagem em áreas protegidas e extração ilegal de madeira. A visão aérea e os dados em tempo real permitem uma resposta muito mais ágil dos órgãos de segurança e ambientais.

    “Os drones ampliam nosso campo de visão de forma significativa. Eles oferecem uma visão antecipada que encurta o tempo de reação e permite ações muito mais assertivas”, explica Thatiana Miloso, diretora comercial da Xmobots.

    Segurança das equipes e eficiência operacional

    A tecnologia traz um ganho crucial: reduz a exposição de agentes de segurança a situações de risco. O reconhecimento aéreo prévio mapeia o terreno e identifica ameaças antes de qualquer deslocamento humano. As equipes só entram em campo com informações detalhadas sobre o cenário.

    “Esta abordagem não só protege vidas, como também otimiza recursos. As operações ganham mais eficiência e precisão”, destaca Thatiana.

    Do combate à prevenção: uma mudança estratégica

    Os drones promovem uma mudança estrutural no monitoramento ambiental. A integração de voo autônomo, sensores e análise de dados em tempo real transforma a vigilância em um processo inteligente e preventivo.

    Foto: Divulgação

    Entre os principais benefícios estão:

    • Resposta ágil a invasões e focos de incêndio.
    • Monitoramento contínuo com caráter dissuasório.
    • Alocação mais eficiente de pessoal e recursos.
    • Geração de registros para embasar laudos e ações judiciais.

    “Quanto antes identificamos um problema, menores são o dano ambiental e o prejuízo financeiro. A vigilância aérea constante também inibe ações criminosas”, ressalta a executiva.

  • São Paulo segue em alerta máximo para queimadas

    São Paulo segue em alerta máximo para queimadas

    O clima seco continua pressionando a capital e o interior de São Paulo. A Defesa Civil do Estado mantém alerta máximo para queimadas. A combinação de baixa umidade e ventos fortes mantém o risco elevado em quase todo o território paulista. Regiões como Ribeirão Preto, Bauru, Araraquara e Presidente Prudente estão em nível de emergência.

    O Vale do Paraíba, a Região Metropolitana de São Paulo e o litoral sul concentram o alerta vermelho. Nessas áreas, o fogo se propaga com facilidade devido às condições climáticas extremas. Segundo a Defesa Civil, o período de estiagem exige atenção redobrada das equipes municipais e estaduais. O órgão alerta que o cenário deve piorar até hoje (6).

    A faixa leste do estado, que inclui o Vale do Ribeira e o litoral norte, deve entrar em situação de emergência nesta segunda. A previsão indica melhora gradual a partir de quarta-feira (8).
    Neste domingo (5), grandes incêndios atingiram Presidente Venceslau, Presidente Prudente, Espírito Santo do Pinhal e Itapura, sem registro de vítimas.

    Reservatórios operam próximos do limite crítico

    A seca intensa também afeta o abastecimento de água. Os reservatórios paulistas perdem cerca de 0,3% das reservas por dia.
    Neste domingo (5), o nível médio estava em 30,3%, valor considerado crítico. O Sistema Cantareira, maior do estado, já está em situação emergencial desde 1º de outubro.

    Maranhão lidera queimadas no país

    Em nível nacional, o Maranhão ultrapassou o Mato Grosso e agora lidera os registros de queimadas em 2025. O estado soma 11.511 focos, número 4% menor que o de 2024. Entre os grandes estados com queimadas, o Maranhão é o único sem queda significativa nos últimos três anos.

    O Mato Grosso, destaque negativo em 2024, reduziu 80% dos focos, mas continua em segundo lugar, com 9.399 registros. O Tocantins aparece em terceiro, com 8.849 focos e queda de 42%.

    Até outubro, o Brasil contabilizou 81.374 focos de incêndio, redução de 62% frente a 2024. É o menor número da década, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

  • Governo anuncia plano de prevenção e combate a incêndios para 2025

    Governo anuncia plano de prevenção e combate a incêndios para 2025

    O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) apresentou, nesta quinta-feira (27), o conjunto de ações para prevenir e combater incêndios florestais em 2025. A coletiva de imprensa ocorreu na sede do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em Brasília (DF), e contou com a presença da ministra Marina Silva.

    Emergência ambiental

    Entre as medidas anunciadas, está a portaria que declara emergência ambiental para regiões e períodos de maior risco de incêndios. Ou seja, o documento permite a contratação emergencial de brigadistas federais e define prioridades para os estados na prevenção de queimadas. Segundo Marina Silva, a medida baseia-se em dados científicos para garantir uma resposta rápida e eficiente. “Os agentes públicos atuarão conforme o risco identificado, seguindo informações precisas da ciência meteorológica”, afirmou.

    Planos de Manejo Integrado do Fogo

    O MMA também anunciou uma resolução aprovada pelo Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo (Comif). Em geral, o texto orienta a elaboração dos Planos de Manejo Integrado do Fogo (PMIF) e distribui responsabilidades entre governos e setor privado. O plano se torna obrigatório para Unidades de Conservação em áreas de risco e propriedades rurais que utilizam queimadas controladas para fins agropecuários. Os estados terão dois anos para implementá-lo.

    Criada pela Lei nº 14.944, a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo entrou em vigor em 2025. O projeto foi aprovado pelo Congresso Nacional em julho de 2024 e sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O objetivo é garantir coordenação entre governos e setor privado para agilizar respostas contra os incêndios florestais.

    O plano do MMA, Ibama e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) também prevê a ampliação das brigadas florestais federais. Serão 231 equipes distribuídas entre Ibama e ICMBio, totalizando 4.608 profissionais, um aumento de 25% em relação a 2024. O combate ao fogo contará com 15 helicópteros, dois aviões de transporte e dez para lançamento de água, além de 50 embarcações.

    Monitoramento de incêndios

    O plano inclui ainda o monitoramento diário de incêndios em todo o país, em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Latin American Studies Association (LASA). Ao mesmo tempo, o MMA também desenvolverá o Sistema de Informações sobre Fogo (Sisfogo) para integrar dados sobre ocorrências de incêndios e capacitará brigadistas e voluntários em 143 eventos de treinamentos. O resgate de fauna afetada também está entre as ações.

    A estrutura interministerial para o enfrentamento das queimadas também será reforçada. Em resumo, a Sala de Situação, coordenada pela Casa Civil, reunirá 19 ministérios e órgãos federais para monitoramento e liberação de recursos. Além disso, a Medida Provisória nº 1.276, publicada em novembro de 2024, garante que áreas de vegetação nativa mantenham proteção jurídica após incêndios, permitindo ação do Ibama e de outros órgãos fiscalizadores.

    O Fundo Amazônia também destinará R$ 405 milhões para fortalecer os Corpos de Bombeiros de seis estados: Pará, Amapá, Amazonas, Roraima, Maranhão e Mato Grosso. O Acre e Rondônia também receberão investimentos para reforçar a infraestrutura de combate aos incêndios florestais.

    Portanto, com essas iniciativas, o MMA busca reduzir a incidência de queimadas e proteger os biomas brasileiros em 2025.

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  • Incêndios na Califórnia podem impactar a agricultura

    Incêndios na Califórnia podem impactar a agricultura

    Os incêndios florestais devastadores que ocorrem na Califórnia têm o potencial de causar danos significativos à agricultura da região, afetando não apenas os produtores locais, mas também o mercado global de alimentos. Com a Califórnia sendo um dos principais estados produtores agrícolas dos Estados Unidos, sua capacidade de fornecer frutas, vegetais e nozes é crucial para a segurança alimentar.

    Os incêndios florestais resultam em perda de terras cultiváveis, destruição de plantações e danos à infraestrutura agrícola. A fumaça e as cinzas podem contaminar colheitas, reduzindo a qualidade dos produtos e levando a perdas econômicas para os agricultores. Além disso, a escassez de água devido à seca e ao aumento das temperaturas intensifica ainda mais os desafios enfrentados pelos produtores na região.

    Os setores mais afetados incluem o cultivo de frutas, como uvas, amêndoas e citros, que são essenciais para a economia californiana. A destruição dessas culturas pode levar a uma diminuição na oferta desses produtos no mercado, resultando em preços mais altos para os consumidores.

    Impacto no mercado global

    A Califórnia é responsável por cerca de 13% da produção agrícola dos Estados Unidos e é um líder mundial em várias categorias de produtos. A redução na produção agrícola devido aos incêndios pode afetar não apenas os preços locais, mas também os mercados internacionais. Os consumidores em todo o mundo podem enfrentar aumentos nos preços de frutas e vegetais que são frequentemente importados da Califórnia.

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    Além disso, as interrupções na cadeia de suprimentos podem resultar em escassez temporária de produtos frescos em mercados que dependem fortemente das importações californianas. Isso pode levar a um aumento na dependência de outros países produtores, o que pode criar pressões adicionais sobre esses mercados.

    Resiliência e adaptação

    Para mitigar os impactos dos incêndios frequentes, os agricultores estão sendo incentivados a adotar práticas agrícolas mais resilientes e sustentáveis. Isso inclui o uso de técnicas de irrigação mais eficientes, cultivo de variedades resistentes ao fogo e implementação de sistemas de monitoramento para detectar incêndios precocemente.

    Além disso, políticas públicas que promovam a recuperação das áreas afetadas e o suporte financeiro aos agricultores impactados são essenciais para garantir a continuidade da produção agrícola na Califórnia.

    Os incêndios florestais na Califórnia não afetam apenas os produtores locais; suas consequências reverberam em todo o mundo. Compreender esses impactos é crucial para desenvolver estratégias que protejam tanto a agricultura californiana quanto a segurança alimentar global. A adaptação às mudanças climáticas e a resiliência do setor agrícola se tornam cada vez mais importantes em um cenário onde desastres naturais se tornam mais frequentes.

  • Incêndios geram prejuízo de R$ 14,7 bilhões ao setor rural

    Incêndios geram prejuízo de R$ 14,7 bilhões ao setor rural

    Os incêndios em propriedades rurais, de junho a agosto, causaram prejuízos de R$ 14,7 bilhões no Brasil. A informação é da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), divulgada nesta quinta-feira (26). O fogo destruiu 2,8 milhões de hectares, afetando principalmente a produção de bovinos de corte, cana-de-açúcar e a qualidade do solo.

    São Paulo foi o estado mais prejudicado, com perdas estimadas em R$ 2,8 bilhões. Em seguida, aparecem Mato Grosso (R$ 2,3 bilhões), Pará (R$ 2 bilhões) e Mato Grosso do Sul (R$ 1,4 bilhão).

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    De acordo com a CNA, os maiores impactos foram registrados na pecuária e pastagens, com perdas de R$ 8,1 bilhões. As cercas danificadas somaram prejuízos de R$ 2,8 bilhões. A produção de cana-de-açúcar sofreu um impacto financeiro de R$ 2,7 bilhões, enquanto outras culturas temporárias e permanentes registraram perdas de R$ 1,068 bilhão.

    A CNA estimou os prejuízos considerando os danos à produção e à infraestrutura agrícola, o que reflete a gravidade dos incêndios no campo brasileiro.

    De acordo com a Embrapa, os incêndios florestais diminuem a fertilidade do solo, além de comprometerem a saúde de animais e plantas. Para exportadores de produtos agrícolas, a imagem associada às queimadas pode levar a boicotes comerciais e a perdas econômicas significativas.

    O setor tem enfrentado crescente pressão internacional para adotar práticas mais sustentáveis, como destacou a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em um relatório. O não cumprimento de padrões ambientais pode resultar na perda de mercados, especialmente na Europa.

     

     

  • Governo Federal anuncia apoio a produtores atingidos por incêndios em São Paulo

    Governo Federal anuncia apoio a produtores atingidos por incêndios em São Paulo

    O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, anunciou nesta segunda-feira (23) em São Paulo um pacote de apoio aos produtores rurais afetados pelos recentes incêndios. A iniciativa será viabilizada por meio do Programa de Financiamento de Sistemas de Produção Agropecuária Sustentáveis (RenovAgro). O programa destina recursos para a recuperação de áreas degradadas.

    Durante reunião com representantes de instituições financeiras, como Banco do Brasil, Caixa, BNDES, BNB, Basa, Sicredi, Sicoob e Bradesco, Fávaro informou que o presidente Lula autorizou o uso de verbas do RenovAgro para socorro emergencial aos produtores. Alguns bancos, como o Banco do Brasil, já disponibilizam essa linha de crédito, enquanto outras instituições deverão oferecê-la a partir de outubro.

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    Um exemplo prático foi o produtor Manoel Benedito Rosa Filho, da região de Cáceres (MT). Ele assinou contrato para acessar essa linha de crédito durante o encontro. Sua propriedade foi gravemente afetada pelos incêndios, com 40% da área queimada.

    O ministro destacou que o crédito do RenovAgro oferece condições vantajosas, com taxas de juros menores e prazos amplos para pagamento. Além disso, algumas instituições financeiras, que inicialmente planejavam liberar parte dos recursos no próximo ano, decidiram antecipar essa liberação para este ano, dada a urgência da situação.

    A reunião também contou com a presença de Guilherme Campos, secretário de Política Agrícola, Wilson Vaz, secretário adjunto, e Fabio Paarmann, superintendente interino do Mapa em São Paulo.

    Incêndios em canaviais causam prejuízo de R$ 1.2 bilhão

    Os prejuízos causados pelas queimadas em canaviais no Estado de São Paulo podem superar R$ 1.2 bilhão. A Orplana (Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil) atualizou a estimativa de perdas nesta sexta-feira (13).

    Entre 23 de agosto e 10 de setembro, a organização identificou mais de 3 mil focos de incêndio. O balanço revelou que as chamas destruíram mais de 181 mil hectares de cana-de-açúcar e áreas de rebrota no estado de São Paulo.

    “A base de dados utilizada pela Orplana é a de um conjunto de satélites que fazem a verificação das áreas, inclusive com monitoramento de queimadas. Então, pela espectrofotometria é possível ver a diferença das áreas onde tinha cana e onde não tem e também o que aconteceu com a cana, se queimou, se mudou a coloração ou se manteve sem alteração, além da verificação a campo”, explica o CEO da organização, José Guilherme Nogueira.

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    Além disso, Nogueira afirma que o produtor ainda está juntando os cacos para entender os próximos passos. “O custo de implantação na renovação de canavial é por volta de R$ 13,5 mil por hectare. E mesmo naquela rebrota que ainda continuar viável, que não precisar do replantio, pode ser que precise de manejo e nutrientes, em que os custos também impactarão. Isso porque, o colchão de palha que havia ali auxiliava contra plantas daninhas, na retenção de água e na matéria orgânica do solo”, explica. “Além disso, as rebrotas de cana de 3 e 4 meses viraram pó, causando um acúmulo de cinzas, que também precisará de manejo na área”, reforça.

    Sem previsão dos impactos

    Os impactos das queimadas em canaviais para a próxima safra são imprevistos. “A taxa de plantio, a área a ser disponibilizada para colheita no próximo ano e o cenário de clima seco, podem sim impactar a safra futura, mas ainda é muito cedo para qualquer previsão, pois vamos depender de como virão as chuvas e climas para os próximos meses”, conclui Nogueira.

  • Incêndios afetam áreas pontuais de citros em São Paulo

    Incêndios afetam áreas pontuais de citros em São Paulo

    Um levantamento realizado pelo Cepea revelou que os incêndios registrados em algumas áreas de citros no estado de São Paulo, no final da última semana, foram pontuais. A previsão é de que esses incidentes não impactem significativamente o volume de frutas no mercado. De acordo com colaboradores do Cepea, as áreas atingidas são pequenas, e os proprietários conseguiram controlar o fogo rapidamente. Em algumas regiões, leves chuvas também contribuíram para o rápido controle das chamas.

    No mercado de laranja, pesquisadores do Cepea destacam que a recente frente fria em São Paulo afastou os consumidores. Além disso, o fim do mês limitou as vendas. Apesar disso, a oferta reduzida e os altos preços dos contratos industriais continuam sustentando os valores da laranja in natura.

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    Preço da laranja

    Um levantamento realizado pelo Cepea revelou que os incêndios registrados em algumas áreas de citros no estado de São Paulo, no final da última semana, foram pontuais. A previsão é de que esses incidentes não impactem significativamente o volume de frutas no mercado. De acordo com colaboradores do Cepea, as áreas atingidas são pequenas, e os proprietários conseguiram controlar o fogo rapidamente. Em algumas regiões, leves chuvas também contribuíram para o rápido controle das chamas.

    No mercado de laranja, pesquisadores do Cepea destacam que a recente frente fria em São Paulo afastou os consumidores. Além disso, o fim do mês limitou as vendas. Apesar disso, a oferta reduzida e os altos preços dos contratos industriais continuam sustentando os valores da laranja in natura.