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  • Moagem de trigo no Brasil cresce 3% em 2024

    Moagem de trigo no Brasil cresce 3% em 2024

    A moagem de trigo no Brasil registrou crescimento de 3% em 2024, atingindo 13,19 milhões de toneladas processadas nas 150 indústrias do setor, segundo levantamento da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo). O aumento de 380 mil toneladas em relação a 2023 reforça a importância do cereal para a segurança alimentar do país, mesmo diante de desafios econômicos e logísticos.

    Principais destaques do setor em 2024:

    • Panificação lidera consumo (30% da farinha produzida)
    • Indústria de massas e biscoitos respondem por 27,3% da demanda
    • Norte e Nordeste dependem mais de trigo importado (quase 100% do processado)
    • Brasil ainda importa cerca de 50% do trigo consumido

    Crescimento acima da média populacional

    O presidente-executivo da Abitrigo, Rubens Barbosa, destacou que o aumento na moagem superou o crescimento populacional, indicando maior adoção de produtos à base de trigo na alimentação dos brasileiros.

    Foto: divulgação Abitrigo

    “Os números reforçam a resiliência do setor e sua relevância para a economia. Precisamos avançar em políticas que reduzam a dependência de importações e fortaleçam a produção nacional”, afirmou Barbosa.

    Desafios: importações e infraestrutura de armazenagem

    A pesquisa revelou que as Regiões Norte e Nordeste são as mais dependentes de trigo importado, principalmente da Argentina e Paraguai.

    A falta de silos e estoques estratégicos ainda é um gargalo, levando à exportação precoce na safra e necessidade de importação posterior.

    Barbosa defendeu linhas de financiamento para expansão da armazenagem, evitando perdas e garantindo abastecimento estável.

    Oportunidades para o setor

    • Aumento da produção nacional em regiões com alta demanda
    • Melhoria logística para escoamento e distribuição
    • Incentivos à industrialização em estados com menor acesso ao trigo brasileiro

    Por que esses números importam? O trigo é essencial para alimentos básicos, como pães, massas e biscoitos.

    A redução da dependência externa pode trazer mais estabilidade de preços. E investimentos em armazenagem e produção podem gerar empregos e impulsionar o agronegócio.

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  • Moatrigo 2025 reuniu mais de 400 profissionais em Curitiba

    Moatrigo 2025 reuniu mais de 400 profissionais em Curitiba

    Com recorde de público e inscrições esgotadas, o Moatrigo 2025, promovido pelo Sinditrigo-PR (Sindicato da Indústria do Trigo no Paraná), reuniu mais de 400 participantes no Centro de Convenções da Fiep, em Curitiba, nesta terça-feira (18). O evento, que chega à sua quarta edição presencial, consolidou-se como o principal encontro nacional do setor moageiro, reunindo moinhos, fornecedores e especialistas para discutir inovação, cenários econômicos e estratégias para a safra de 2025.

    A edição deste ano destacou-se pela diversidade de temas, incluindo palestras sobre trade marketing, inteligência de dados, tendências de consumo e gestão de micotoxinas. Um dos diferenciais foi a estrutura das Salas de Soluções, com nove workshops simultâneos sobre:

    • Estratégias de moagem de alta eficiência
    • Segurança em silos industriais
    • Controle de qualidade e rotulagem
    • Legislação sanitária
    • Engenharia estrutural para moinhos

    “O Moatrigo não é apenas um evento, mas um espaço de reflexão para planejar o futuro. O Paraná, responsável por 30% da moagem nacional, precisa estar à frente nessas discussões”, afirmou Daniel Kümmel, presidente do Sinditrigo-PR.

    Desafios da safra 2025 e dependência de importações

    Um dos painéis mais aguardados, “Desafios do Setor Moageiro: O que Esperar para 2025”, reuniu presidentes de sindicatos estaduais, incluindo Rogério Tondo (Abitrigo) e representantes de SC, RS, GO, SP e MG. O debate destacou a dependência de importações de trigo, já que o Brasil produz apenas 60% do que consome.

    Max Piermartiri, diretor do Sinditrigo-PR, Paloma Venturelli, vice-presidente, e Daniel Kümmel, presidente do Sinditrigo-PR.

    No Paraná, maior produtor nacional, a previsão é de redução de 0,7% na área plantada na safra 2025, segundo a Safras & Mercado, totalizando 1,142 milhão de hectares. “Mesmo com avanços, o déficit persistirá. Precisamos de logística eficiente e políticas que equilibrem produção e importação”, explicou Kümmel.

    Próximos passos: Moatrigo 2026 já confirmado

    Ao final do evento, o Sinditrigo-PR anunciou a edição de 2026, mantendo Curitiba como sede. “Temos uma indústria resiliente, mas os desafios exigem união. Eventos como este são vitais para fortalecer a cadeia produtiva”, reforçou Kümmel.

    Destaques do Moatrigo 2025:

    • Participação 20% maior que em 2024
    • Presença de moinhos de 12 estados brasileiros
    • Discussões técnicas alinhadas às demandas do Mercosul
    • Networking com fornecedores de tecnologia e insumos

    Para mais informações sobre o setor moageiro e as próximas edições do Moatrigo, acesse o site do evento.

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