Tag: importação de fertilizantes

  • Importação de fertilizantes cai 8,6% e abre espaço para indústria nacional

    Importação de fertilizantes cai 8,6% e abre espaço para indústria nacional

    A importação de matérias-primas para fertilizantes recuou 8,6% no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Isso segundo levantamento da StoneX. O movimento interrompe o ritmo elevado de compras externas registrado em 2025, quando o Brasil importou 45,5 milhões de toneladas, o maior volume da série histórica, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

    A retração atingiu insumos estratégicos para a nutrição das lavouras. As compras de ureia caíram 32%, enquanto o MAP (fosfato monoamônico) recuou 24%. O nitrato de amônio e o enxofre registraram quedas ainda mais intensas, de 42% cada. Em sentido oposto, o cloreto de potássio e o TSP avançaram, impulsionados pela migração da demanda diante da oferta restrita de MAP e DAP no mercado internacional.

    A StoneX atribui o recuo à postura mais cautelosa de produtores e importadores. Incertezas no cenário global e relações de troca entre as mais desfavoráveis dos últimos anos levaram ao adiamento de negociações. Ao mesmo tempo, a janela logística se estreita. Tradicionalmente, as compras de fosfatados se concentram entre abril e agosto, para garantir abastecimento na safra de verão, enquanto os nitrogenados ganham força entre junho e dezembro, com foco na segunda safra.

    Fragilidade estrutural

    O cenário reforça uma fragilidade estrutural do agronegócio brasileiro. O país importa mais de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), e lidera o ranking global de importações do insumo. Esse nível de dependência pesa diretamente nos custos de produção. Os fertilizantes representaram, em média, 23% do custo total das culturas de soja, milho e algodão, segundo a Conab. Em Mato Grosso, principal produtor de soja, o insumo responde por 46,7% do custeio da oleaginosa na safra 2026/27, conforme o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

    Apesar dos desafios, o momento abre uma janela estratégica para o fortalecimento da indústria nacional. O Ministério da Agricultura projeta que a produção doméstica poderá atender cerca de 50% da demanda interna até 2050, com iniciativas como a reativação de fábricas de nitrogenados. No curto prazo, fertilizantes líquidos, foliares e soluções para fertirrigação já ganham espaço. O segmento movimentou R$ 26,9 bilhões em 2024, alta de 18,9%, segundo a Abisolo, com destaque para o avanço de 23,2% nos foliares e de 36,1% nos produtos voltados à fertirrigação e hidroponia.

    Momento decisivo

    Para Leonardo Sodré, CEO da GIROAgro, o setor vive um momento decisivo. “O agronegócio brasileiro enfrenta um ano de elevada complexidade, com adversidades climáticas, custos em alta e mercado volátil. Mas também com oportunidades estratégicas capazes de reposicionar o produtor no centro da economia global”, afirma. Segundo ele, planejamento e gestão eficiente serão essenciais para transformar riscos em vantagem competitiva.

    No campo da produção nacional, Minas Gerais concentra cerca de 70% das reservas brasileiras de potássio. O estado abriga a principal mina em operação, em São Gotardo. A capacidade atual gira em torno de 3 milhões de toneladas por ano. Mas projetos de expansão preveem alcançar 23 milhões e, posteriormente, 50 milhões de toneladas anuais, volume próximo ao consumo total do país, estimado em cerca de 60 milhões de toneladas.

    O especialista em fertilizantes Fellipe Parreira, também da GIROAgro, defende uma estratégia integrada para reduzir a vulnerabilidade externa. “O Brasil precisa ampliar o aproveitamento de jazidas nacionais e investir em validação científica para mitigar riscos geopolíticos sem comprometer a produtividade”, diz. Segundo ele, o crescimento consistente da indústria de nutrição vegetal no país já oferece alternativas com menor exposição cambial e maior previsibilidade logística.

  • Alta global de fertilizantes aperta o bolso do produtor rural brasileiro

    Alta global de fertilizantes aperta o bolso do produtor rural brasileiro

    A forte demanda internacional por fertilizantes mantém os preços em patamares elevados no início de 2026, pressionando o custo de produção no campo e reduzindo o poder de compra do agricultor brasileiro. Dados da consultoria StoneX mostram uma piora significativa nas relações de troca, obrigando os produtores a desembolsar mais sacas de grãos para adquirir a mesma quantidade de insumos.

    Atualmente, o agricultor precisa vender cerca de 36 sacas de milho para comprar uma tonelada de uréia. Um aumento de cinco sacas em relação a janeiro. No caso da soja, a situação se repete: são necessárias quase 29 sacas para adquirir uma tonelada de MAP, também cinco sacas a mais que no começo do ano.

    Fatores globais que sustentam os preços

    O analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Tomás Pernías, explica que o movimento reflete a valorização dos fertilizantes no mercado internacional. “Os principais países consumidores se preparam para a temporada de adubação da primavera no Hemisfério Norte. Este movimento sustenta os preços e impacta diretamente o Brasil”, destaca.

    Dois gigantes influenciam fortemente o mercado:

    • Estados Unidos: buscam garantir estoques para as aplicações da primavera, aumentando a demanda.
    • China: amplia suas compras internas e reduz o volume de exportações, restringindo a oferta global.

    Outro agente crucial é a Índia, que realiza grandes licitações de compra de ureia. “A expectativa de novas compras indianas reforçou a percepção de um mercado firme”, completa Pernías.

    Cautela e incerteza no mercado doméstico

    No Brasil, com o fim da janela de compra para a safrinha e um longo intervalo até a safra 2026/27 de soja, os produtores adotam postura cautelosa e tendem a adiar decisões, na esperança de condições mais favoráveis.

    No entanto, o analista da StoneX faz um alerta: não há garantias de melhora significativa no curto prazo. “A demanda norte-americana e chinesa pode perder força em algum momento, mas o apetite comprador do Brasil e da Índia tende a crescer ao longo do ano. Isso pode continuar sustentando os preços”, avalia Pernías.

    O cenário indica que os agricultores brasileiros continuarão enfrentando um ambiente de decisões complexas e custos elevados com fertilizantes. Pelo menos durante os primeiros meses de 2026.

  • Brasil bate recorde de importação de fertilizantes em 2025

    Brasil bate recorde de importação de fertilizantes em 2025

    O agronegócio brasileiro fechou 2025 com números robustos que reforçam sua capacidade de crescimento. A importação de fertilizantes atingiu um novo recorde histórico, enquanto as exportações de milho, soja e farelo de soja também cresceram, impulsionadas por uma logística portuária em reconfiguração. Os dados constam do Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta segunda-feira (26).

    As importações totais de fertilizantes somaram 45,5 milhões de toneladas em 2025, um aumento de 2,68% (1,22 milhão de toneladas) sobre os 44,28 milhões de toneladas de 2024. O volume recorde sinaliza a confiança do produtor rural no aumento da área plantada e na busca por maior produtividade. Mato Grosso, Paraná e São Paulo lideraram o consumo nacional.

    Os terminais do Arco Norte consolidaram sua importância, movimentando 8,27 milhões de toneladas – alta significativa frente às 7,5 milhões de 2024. O Porto de Paranaguá (PR) manteve a liderança como principal porta de entrada, com 10,89 milhões de toneladas. Já o complexo de Santos (SP) registrou 8,42 milhões de toneladas, uma leve retração em relação ao ano anterior.

    Exportações em expansão

    A venda externa de milho, soja em grão e farelo de soja totalizou 172,3 milhões de toneladas em 2025, crescimento de 6,21% (10,7 milhões de toneladas) ante 2024. A logística de exportação apresentou mudanças relevantes:

    • Milho: as exportações atingiram 40,9 milhões de toneladas. Paranaguá ampliou expressivamente sua participação, saltando de 3,1% para 12,3% do total embarcado.
    • Soja em grão: o país exportou 108,1 milhões de toneladas. Os portos do Arco Norte e de Santos aumentaram sua fatia no escoamento.
    • Farelo de soja: as vendas chegaram a 23,3 milhões de toneladas, com Santos, Paranaguá e Rio Grande como os principais pontos de saída.

    Os estados de Mato Grosso, Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul foram as principais origens da carga para o mercado externo.

    Cenário dos fretes rodoviários

    Em dezembro, o mercado de fretes manteve predominância de estabilidade, com ajustes pontuais conforme a demanda regional. A menor movimentação de fim de ano e a oferta adequada de caminhões contiveram pressões generalizadas por alta.

    Destaques regionais incluíram leve alta no Distrito Federal, influenciada pelo custo do diesel, e forte retração no Piauí. Em Mato Grosso, os preços permaneceram elevados, sustentados por estoques altos e expectativa de colheita recorde de soja.

    Para o início de 2026, a Conab projeta equilíbrio no curto prazo, com tendência de gradual aquecimento e possível alta nas cotações a partir de fevereiro, acompanhando o pico da colheita da soja e a intensificação do escoamento.

  • Agro brasileiro adota fertilizantes de baixo carbono para conter custos

    Agro brasileiro adota fertilizantes de baixo carbono para conter custos

    O mercado brasileiro de fertilizantes demonstra forte resiliência e crescimento, impulsionado pela busca do produtor por soluções mais inteligentes e sustentáveis. Dados da Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA) mostram que as entregas ao mercado atingiram 40,95 milhões de toneladas entre janeiro e outubro de 2025, um crescimento significativo de 8,4% frente ao mesmo período de 2024.

    Este movimento ocorre em um cenário de custos elevados e grande dependência de importações, que somaram 35,8 milhões de toneladas no mesmo período. A alta demanda evidencia uma mudança estratégica no campo: os produtores agora priorizam insumos que ofereçam maior eficiência nutricional, melhor custo-benefício e menor impacto ambiental.

    Especialistas do setor apontam que esta é uma resposta direta às pressões econômicas e à necessidade de uma agricultura mais sustentável. George Fernandes, CEO da Morro Verde Fertilizantes, confirma a tendência. “Mesmo diante de um cenário desafiador, tivemos um ano muito positivo. Isso demonstra claramente que o produtor está adotando alternativas mais eficientes e sustentáveis”, afirma.

    A busca por soberania produtiva e redução da pegada de carbono está colocando as soluções nacionais em destaque. Produtos como fosfato natural reativo (FNR), calcário dolomítico e bioinsumos minerais ganham espaço por combinarem produtividade e sustentabilidade.

    “Com essa linha de produtos, buscamos contribuir para solos mais produtivos e ao mesmo tempo fortalecer a produção nacional”, explica Fernandes. A empresa mantém colaboração com instituições de pesquisa de ponta, como ESALQ, Embrapa e UFV, para integrar ciência e tecnologia no desenvolvimento dessas soluções.

    O executivo acredita que esta transformação veio para ficar. “O agro brasileiro está se adaptando a um novo patamar de custos e, consequentemente, a um novo nível de exigência. Soluções que aumentem o aproveitamento de nutrientes e a produtividade serão diferenciais competitivos nos próximos anos”, projeta.

  • Importação de fertilizantes no Brasil atinge novo recorde

    Importação de fertilizantes no Brasil atinge novo recorde

    O Brasil registrou um novo recorde na importação de fertilizantes. Entre janeiro e novembro de 2025, o país internalizou 41,73 milhões de toneladas de insumos agrícolas, volume que supera as 40,84 milhões de toneladas do mesmo período em 2024. Os dados constam na edição de dezembro do Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

    Thomé Guth, superintendente de Logística Operacional da Conab, atribui o crescimento às expectativas dos produtores brasileiros. “Esse maior volume de entrada de fertilizantes já registrado vem da percepção do agricultor brasileiro de um cenário de oportunidades, a partir das negociações tarifárias envolvendo os Estados Unidos e a China”, explica o superintendente.

    Segundo Guth, mudanças regulatórias, sanitárias e econômicas abrem espaço para o Brasil ampliar sua presença no mercado internacional.

    Paranaguá lidera entrada de fertilizantes

    O porto de Paranaguá, no Paraná, continua como principal porta de entrada de fertilizantes no país. A infraestrutura paranaense internalizou 10,16 milhões de toneladas do produto no período analisado.

    O Arco Norte consolida sua posição como segunda maior rota de entrada de insumos. Os portos da região norte desembarcaram cerca de 7,56 milhões de toneladas de fertilizantes, superando pela primeira vez o volume registrado em Santos. O porto paulista internalizou aproximadamente 7,52 milhões de toneladas.

    Arco Norte domina exportações de grãos

    Enquanto o Paraná lidera na entrada de fertilizantes, o Arco Norte se firma como eixo principal para as exportações de milho e soja. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que o Brasil embarcou 104,7 milhões de toneladas de soja até novembro de 2025 — novo recorde nacional que ultrapassa as 101,87 milhões de toneladas exportadas em todo o ano de 2021.

    Os portos do Arco Norte escoaram 36,8% das exportações nacionais de soja, seguidos por Santos (31,9%), Paranaguá (13%) e Rio Grande (7,9%).

    Milho segue mesma tendência logística

    As exportações brasileiras de milho atingiram 34,8 milhões de toneladas até novembro, segundo o MDIC. O Arco Norte escoou 47,2% das vendas destinadas ao mercado externo, enquanto Santos registrou 41,6% dos volumes embarcados. Paranaguá aparece na sequência com 12,2%, seguido por São Francisco do Sul, com 8,2%.

    O Boletim Logístico também apresenta informações sobre o mercado de frete em novembro. As cotações para transporte de produtos agrícolas seguem em ritmo desacelerado após o término da safra 2024/25 e o início da temporada 2025/26. A previsão indica que os preços devem apresentar variações a partir da colheita das culturas de primeira safra.

  • Entregas de fertilizantes no Brasil crescem 11,4% em 2025

    Entregas de fertilizantes no Brasil crescem 11,4% em 2025

    As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro apresentaram crescimento expressivo nos primeiros cinco meses de 2025, segundo dados divulgados pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). Entre janeiro e maio, o volume chegou a 15,83 milhões de toneladas, um aumento de 11,4% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram comercializadas 14,20 milhões de toneladas.

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    Apenas em maio, o setor registrou 3,70 milhões de toneladas entregues, com alta de 13,8% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O desempenho reforça a tendência de crescimento do agronegócio brasileiro, que segue como um dos principais motores da economia nacional.

    Mato Grosso lidera as entregas

    O estado de Mato Grosso se destacou como o maior consumidor de fertilizantes no período, respondendo por 24% do total nacional, com 3,80 milhões de toneladas. Na sequência, aparecem:

    • Paraná (2,32 milhões de toneladas)
    • Goiás (1,62 milhão)
    • São Paulo (1,55 milhão)
    • Minas Gerais (1,35 milhão)
    • Rio Grande do Sul (1,09 milhão)
    • Bahia (924 mil toneladas)

    Produção nacional e importações em alta

    A produção brasileira de fertilizantes intermediários também registrou crescimento. Em maio, foram 658 mil toneladas, um salto de 20,1% ante 2024. No acumulado do ano, a produção chegou a 2,91 milhões de toneladas, alta de 11,4%.

    Já as importações mantiveram a trajetória de alta, com 3,66 milhões de toneladas em maio (+19,2%). No ano, o volume total importado foi de 14,92 milhões de toneladas, crescimento de 13,9%. O Porto de Paranaguá (PR) se consolidou como principal porta de entrada, recebendo 4,03 milhões de toneladas (+12,5%), o que representa 27% do total nacional.

    Os números reforçam a força do agronegócio brasileiro e a crescente demanda por insumos agrícolas. Com safras recordes e aumento da produtividade, o mercado de fertilizantes deve manter ritmo acelerado nos próximos meses.

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