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  • Greening avança e acende alerta para resistência do psilídeo nos citros

    Greening avança e acende alerta para resistência do psilídeo nos citros

    A expansão do greening nos pomares brasileiros reforça a necessidade de aprimorar o controle do psilídeo-dos-citros (Diaphorina citri), inseto responsável pela transmissão das bactérias associadas à doença. Ao mesmo tempo, pesquisas identificam redução da suscetibilidade do vetor a diferentes grupos de inseticidas, o que limita as alternativas disponíveis aos citricultores.

    Divulgação: Ihara

    Levantamento do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) mostra que a incidência de laranjeiras com sintomas de greening no cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo e Sudoeste de Minas Gerais subiu de 44,35%, em 2024, para 47,63%, em 2025. O avanço representa alta de 7,4% e corresponde a quase 100 milhões de árvores afetadas na principal região produtora de citros do país.

    Sem tratamento curativo, o greening reduz a produtividade, encurta a vida útil das plantas e compromete a qualidade dos frutos. Como consequência, a doença aumenta os custos de produção e pressiona a rentabilidade dos citricultores.

    Rotação de inseticidas é essencial

    Diante desse cenário, o manejo da resistência passou a ocupar posição central nos programas fitossanitários. As recomendações do Comitê de Ação à Resistência a Inseticidas (IRAC) indicam a rotação entre diferentes modos de ação como uma das principais estratégias para preservar a eficiência dos produtos e reduzir a pressão de seleção sobre as populações do psilídeo.

    O uso repetido de inseticidas com o mesmo mecanismo de ação favorece a sobrevivência e a multiplicação de indivíduos resistentes. Por isso, os especialistas recomendam evitar aplicações sequenciais de produtos pertencentes ao mesmo grupo químico.

    Pesquisas do Fundecitrus em parceria com o Laboratório de Resistência de Artrópodes da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) já identificaram resistência do psilídeo a piretroides e neonicotinoides em algumas microrregiões do cinturão citrícola. Estudos posteriores também confirmaram o início da resistência à malationa, ingrediente ativo do grupo dos organofosforados.

    Segundo as orientações técnicas divulgadas pelo Fundecitrus, o produtor deve reavaliar o uso desses grupos quando observar falhas de controle e adotar alternativas dentro de um programa de rotação. A recomendação inclui trabalhar com diferentes grupos químicos e evitar a repetição de mecanismos de ação em aplicações consecutivas.

    Manejo integrado reduz riscos

    A rotação de inseticidas, no entanto, não deve ocorrer de forma isolada. O IRAC recomenda combinar o Manejo Integrado de Pragas (MIP) com o Manejo de Resistência a Inseticidas (MRI).

    Entre as principais medidas estão:

    • Utilizar mudas certificadas e produzidas em viveiros protegidos.
    • Monitorar regularmente a presença de psilídeos nos pomares.
    • Aplicar inseticidas conforme a necessidade e as orientações técnicas.
    • Eliminar plantas hospedeiras e reduzir fontes de inóculo próximas à propriedade.
    • Controlar as populações adultas do inseto, principalmente em períodos estratégicos.
    • Alternar aplicações no solo com pulverizações foliares de diferentes modos de ação.
    • Preservar agentes de controle biológico e reduzir o risco de surtos de pragas secundárias.

    A adoção conjunta dessas práticas ajuda a reduzir a população do vetor, diminui a disseminação do greening e prolonga a vida útil das tecnologias disponíveis.

    Novas tecnologias ampliam alternativas

    A evolução da resistência torna necessária a diversificação dos programas de controle. Produtos com diferentes mecanismos de ação permitem ao citricultor estruturar estratégias mais flexíveis e reduzir a dependência de um único grupo de inseticidas.

    “O manejo da resistência deixou de ser uma preocupação futura e passou a ser uma necessidade imediata para a sustentabilidade da citricultura. A incorporação de novas tecnologias registradas para o controle do psilídeo aos programas fitossanitários amplia as alternativas disponíveis aos citricultores ao longo das safras”, afirma o engenheiro agrônomo de Desenvolvimento de Mercado da IHARA, Silvio Marcussi.

    Para o especialista, a integração entre as ferramentas disponíveis será decisiva para enfrentar o avanço da doença.

    “Fortalecer o controle do psilídeo, tendo a rotação entre diferentes modos de ação como um dos pilares, contribui para retardar a evolução da resistência aos inseticidas e preservar a vida útil das moléculas disponíveis”, finaliza Marcussi.

  • Percevejo, mancha-alvo e mato: o trio que ameaça a rentabilidade

    Percevejo, mancha-alvo e mato: o trio que ameaça a rentabilidade

    A agricultura brasileira entrou em um novo patamar de exigência técnica, no qual produzir mais não é mais suficiente: é preciso produzir melhor. Essa foi a principal mensagem apresentada por Valdumiro Garcia, gerente de Marketing Regional da IHARA, durante a 23ª Tecnoshow Comigo, realizada em Rio Verde (GO). Nesse contexto, a pressão por produtividade aumenta, e o sucesso no campo passa a depender de inovação, manejo assertivo e escolha correta de tecnologias.

    Segundo ele, a IHARA atua como uma ponte entre a tecnologia japonesa e o agricultor brasileiro, trazendo moléculas inovadoras adaptadas à realidade tropical. “A agricultura é capricho. Não basta plantar, é preciso entender o ambiente, o momento da planta e o problema a ser enfrentado”, afirmou.

    A necessidade de inovação, explicou, está diretamente ligada às características do sistema produtivo brasileiro. Com possibilidade de segunda safra e condições climáticas favoráveis, o mesmo ambiente que beneficia as culturas também favorece pragas e doenças. “Tudo que é bom para a planta também é bom para os fatores que limitam a produtividade”, ressaltou. Por isso, investir em tecnologia deixou de ser uma opção e passou a ser uma necessidade.

    Hoje, o Brasil possui cerca de 50 milhões de hectares de soja. No entanto, a área tratada com defensivos ultrapassa 1,4 bilhão de hectares ao longo dos anos, considerando múltiplas aplicações. Esse dado evidencia um movimento claro: o agricultor trata cada vez mais sua lavoura para proteger o potencial produtivo.

    Produtividade exige estratégia e precisão

    No Cerrado, a média de produtividade gira em torno de 55 sacas por hectare — ponto de equilíbrio para muitos produtores. A margem de lucro, porém, só aparece acima disso. Para alcançar ganhos mais expressivos, é necessário atingir patamares entre 70 e 75 sacas por hectare.

    Esse salto produtivo, segundo Valdumiro, depende de uma combinação de fatores: melhoramento genético, acesso a crédito e, principalmente, manejo eficiente. “É impossível imaginar a prosperidade da agricultura brasileira sem investimento em tecnologia”, afirmou.

    Valdumiro Garcia, gerente de Marketing Regional da IHARA, durante a 23ª Tecnoshow Comigo – Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    O avanço das doenças e pragas também exige um olhar mais detalhado. Se no passado o foco estava em problemas visíveis, como a ferrugem asiática, hoje o cenário é mais complexo. A mancha-alvo, por exemplo, vem ganhando protagonismo e já apresenta maior tolerância a fungicidas tradicionais.

    Diante desse cenário, a IHARA apresentou o fungicida SEIV, desenvolvido especificamente para o controle dessa doença. De acordo com dados da empresa, a tecnologia pode alcançar até 95% de eficácia, contribuindo diretamente para a manutenção da produtividade.

    Outro ponto destacado foi a importância da especificidade no manejo. Enquanto o produtor costuma escolher fungicidas considerando o tipo de doença e o estágio da planta, o mesmo cuidado nem sempre ocorre no controle de pragas.

    Pressão de pragas e plantas daninhas aumenta

    Entre os principais desafios atuais estão os percevejos, especialmente o barriga-verde, que vem se adaptando à soja e causando danos mais severos que o percevejo-marrom. Além disso, a presença de mosca-branca em anos chuvosos rompe antigos padrões e exige novas estratégias de controle.

    Para esse cenário, o inseticida ZEUS surge como uma solução de amplo espectro, com atuação eficiente tanto em percevejos quanto em mosca-branca, além de efeito residual prolongado.

    No manejo de plantas daninhas, o alerta é para a crescente resistência. Espécies como capim-pé-de-galinha, caruru e capim-amargoso apresentam menor sensibilidade aos herbicidas convencionais, exigindo novas abordagens.

    Uma das estratégias defendidas é o uso de herbicidas pré-emergentes, como o Yamato, que atuam antes mesmo da germinação das plantas invasoras. Ainda assim, há espaço para crescimento: cerca de metade das lavouras brasileiras de soja não utiliza esse tipo de manejo.

    “A planta daninha precisa ser combatida antes de aparecer. O produtor precisa surpreender o problema, não reagir a ele”, explicou.

    Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Cooperativismo e futuro da agricultura

    A relevância da Tecnoshow Comigo também aparece como ponto de conexão entre tecnologia e produtor. A cooperativa atua em cerca de 22% da área de soja e milho de Goiás, reforçando o papel do cooperativismo na difusão de conhecimento e inovação.

    Ao mesmo tempo, a IHARA mantém um pipeline robusto, com 22 novos ativos em desenvolvimento e potencial para até 240 produtos. Entre os lançamentos previstos está o Fusão Fix, que promete mais praticidade e eficiência no manejo da soja.

    A mensagem final reforça a mudança de mentalidade no campo. Se antes produzir 70 sacas era referência, hoje já se fala em 100 sacas por hectare. Assim, o novo cenário exige mais conhecimento, planejamento e precisão.

    “Cada vez mais, o agricultor precisa conhecer o alvo e escolher a solução adequada. Esse é o caminho para garantir produtividade, rentabilidade e sustentabilidade no campo”, concluiu Valdumiro.

  • IHARA anuncia nova presidência e reforça plano de sucessão corporativa

    IHARA anuncia nova presidência e reforça plano de sucessão corporativa

    A IHARA, referência no desenvolvimento de tecnologias para o agronegócio brasileiro, anunciou uma mudança planejada em sua liderança executiva. Após mais de 30 anos na companhia, sendo 15 deles na presidência, Julio Borges deixa o cargo. E passa a atuar exclusivamente no Conselho de Administração a partir de 2026.

    Quem assume a presidência é Clayton Veiga, executivo com mais de duas décadas de experiência na IHARA. Engenheiro agrônomo formado pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), Veiga acumula especializações em Gestão de Vendas e Marketing pela ESPM, Gestão Empresarial pela FGV, PMD pela IESE Business School e Gestão, Regulação e Financiamento de Infraestrutura pela Harvard Kennedy School.

    Durante sua trajetória na empresa, o novo presidente atuou em diversas áreas estratégicas, como vendas, marketing, pesquisa & desenvolvimento e operações. O que reforça a continuidade das diretrizes da atual gestão.

    Além da presidência, a IHARA anunciou que André Nannetti será o novo vice-presidente, fortalecendo a equipe de liderança para os próximos ciclos da companhia.

    Segundo a empresa, a sucessão faz parte de um processo estruturado de governança corporativa, voltado à inovação, ao crescimento sustentável e à consolidação da presença da marca no agronegócio nacional. O movimento marca o início de uma nova fase na história da IHARA, alinhando estratégia, legado e futuro.

  • Soluções japonesas elevam produtividade no campo

    Soluções japonesas elevam produtividade no campo

    A Ihara apresentou suas principais apostas em inovação, novos produtos e estratégias para ampliar a produtividade agrícola no Brasil durante a 38ª edição da Show Rural Coopavel, realizada de 9 a 13 de fevereiro, em Cascavel (PR). Em coletiva de imprensa no evento, o gerente distrital e comercial da empresa, Rafael Scapini, detalhou tendências de mercado, desafios do manejo e os próximos lançamentos previstos no portfólio da companhia.

    Inovação japonesa aplicada ao campo brasileiro

    Reconhecida como uma das principais plataformas de inovação agrícola do Japão no Brasil, a Ihara atua com acionistas majoritariamente ligados ao fornecimento de moléculas. Esse modelo permite que soluções desenvolvidas no maior polo de pesquisa agrícola do mundo cheguem ao campo brasileiro de forma direcionada às necessidades do produtor.

    Rafael Scapini, gerente distrital e comercial da Ihara – Foto: Pedro H, Lopes

    Além disso, a empresa mantém o foco em transformar tecnologia em resultado prático na lavoura. O objetivo, segundo Scapini, é garantir que a inovação chegue até o produto final, com impacto direto na produtividade e na rentabilidade.

    Crescimento do portfólio e novos lançamentos

    O avanço da Ihara no País ocorre de forma consistente. Em 2017, a empresa registrou seu maior crescimento histórico, com o lançamento de 15 produtos em um único ano. Já em 2025, o portfólio alcançou 79 produtos disponíveis, atendendo todas as culturas e segmentos do agronegócio.

    Atualmente, a companhia avalia e desenvolve 22 moléculas, com potencial para originar até 240 novos produtos. Além disso, quatro soluções — dois fungicidas e dois inseticidas — avançam para a fase final de desenvolvimento. “Tem muita coisa nova para vir por aí”, afirmou Scapini.

    Entre os produtos que devem chegar em breve ao agricultor estão o Fusão Fix, fungicida voltado à cultura da soja; o Alecto, inseticida com molécula inédita para o controle de lagartas; e o Olympo, mistura tripla para soja, com ação contra lagartas, percevejos e outras pragas.

    Recentemente, a Ihara também lançou o SEIV, fungicida desenvolvido com tecnologia própria para o controle da mancha-alvo. Segundo a empresa, o produto permite máximo controle da doença e pode elevar a produtividade em até quatro sacas por hectare.

    Custos de produção e busca por eficiência

    De acordo com Scapini, o produtor rural tem ampliado o investimento em tecnologia como resposta às margens cada vez mais apertadas. Atualmente, cerca de 20% dos recursos vão para fungicidas, 25% para inseticidas, 20% para herbicidas e 7% para tratamento de sementes, além de outros custos de manejo.

    No custo total de produção, os fertilizantes representam aproximadamente 25%, enquanto os defensivos somam 15% e as sementes ficam entre 7% e 8%. Para alcançar o ponto de equilíbrio, o produtor precisa colher cerca de 55 sacas de soja por hectare ao adotar um pacote tecnológico completo.

    Nesse contexto, o investimento em manejo adequado deixou de ser opção e passou a ser necessidade. “Novos patamares de produtividade exigem capricho e planejamento”, destacou o gerente.

    Manejo de plantas daninhas e resistência

    O manejo de plantas daninhas se consolidou como um dos maiores desafios da agricultura moderna. A resistência ao glifosato acelerou o uso de herbicidas pré-emergentes, especialmente no Sul do País. Espécies como caruru, buva e capim-pé-de-galinha ganharam espaço com as condições climáticas favoráveis.

    Diante desse cenário, o herbicida Yamato SC ganhou importância no manejo da resistência. O produto oferece maior período de controle, alta seletividade e segurança para o agricultor iniciar a lavoura no limpo.

    Enquanto isso, a evolução genética também transformou o campo. Se antes uma mesma genética atendia grandes regiões, hoje a escolha ocorre por propriedade. Assim, o produtor alia genética, seletividade e tecnologia para alcançar maior eficiência.

    Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Doenças e controle de pragas

    Entre as doenças da soja, a ferrugem asiática segue como a principal preocupação. Dados da Aprosoja indicam que a doença pode comprometer até 90% da produção. Na última safra, o Brasil registrou mais de 240 focos, o maior número já observado.

    Para enfrentar esse desafio, a Ihara destaca os fungicidas Sugoy e Fusão. O Sugoy reúne uma mistura tripla com ação contra ferrugem, mancha-alvo, antracnose e outras doenças. Dessa forma, o produtor não precisa adicionar outros produtos ao manejo. Já o Fusão combina alta performance com baixo investimento, o que o torna indispensável na rotina do campo.

    No controle de insetos, o Zeus se consolidou como referência no manejo de percevejos. Segundo dados apresentados, apenas um percevejo por metro quadrado pode gerar prejuízos superiores a R$ 11 mil em uma área de 100 hectares. “Não é promessa, é resultado de campo”, reforçou Scapini.

    Com foco em inovação contínua, tecnologia japonesa e soluções adaptadas à realidade brasileira, a Ihara projeta um novo ciclo de crescimento no País. A estratégia prioriza eficiência no manejo, controle preciso de pragas e doenças e aumento da rentabilidade. “É o detalhe que faz a diferença dentro do manejo produtivo”, concluiu o gerente.

  • Cigarrinha-do-milho ameaça início da segunda safra e pode reduzir colheita

    Cigarrinha-do-milho ameaça início da segunda safra e pode reduzir colheita

    A segunda safra de milho de 2026 começa sob alerta. Com o avanço da cigarrinha-do-milho nas principais regiões produtoras, agricultores intensificam o manejo fitossanitário para evitar novas perdas bilionárias na produtividade nacional.

    Foto: Fabrícia Torres.

    A definição da janela de plantio será decisiva para o desempenho do cereal neste ciclo. Embora haja previsão de chuvas na primeira quinzena de fevereiro no Centro-Oeste, o aumento da capacidade operacional dos produtores pode acelerar o ritmo da colheita da soja e garantir a semeadura do milho dentro do período ideal.

    A cigarrinha-do-milho, antes restrita a poucas áreas, se transformou em um dos maiores desafios da agricultura brasileira. Segundo estudo da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o inseto causou prejuízos estimados em US$ 25,8 bilhões entre as safras 2020/21 e 2023/24. A infestação reduziu em média 22,7% da produção nacional de milho, o que representa 31,8 milhões de toneladas por ano. Quase 80% dos municípios analisados registraram perdas expressivas associadas à cigarrinha e às doenças transmitidas por ela.

    Em regiões vulneráveis, os danos podem ultrapassar 70% da colheita. Para conter o avanço, os agricultores aumentaram em cerca de 19% os investimentos em controle fitossanitário nas últimas safras, apostando em tecnologias e estratégias integradas.

    Especialistas reforçam manejo antecipado

    Para o engenheiro agrônomo Valdumiro Garcia, da IHARA, o impacto da cigarrinha vai além do campo. “O Brasil é o terceiro maior produtor de milho do mundo, e pragas como a cigarrinha afetam diretamente a competitividade do país. O manejo precisa começar cedo, com híbridos tolerantes, tratamento de sementes, monitoramento constante e aplicações de inseticidas no momento correto”, alerta.

    A segunda safra de milho ganhou relevância nos últimos anos, especialmente no Centro-Oeste, e hoje responde pela maior parte da produção brasileira. A StoneX projeta 106,3 milhões de toneladas para 2026, enquanto a Conab estima 110,5 milhões de toneladas. Em Mato Grosso, principal estado produtor, o Imea prevê 7,39 milhões de hectares plantados, um aumento de 1,83%, com produção estimada em 51,72 milhões de toneladas.

    Apesar das boas perspectivas, o resultado final depende das condições climáticas e do controle eficiente da cigarrinha durante todo o ciclo. O plantio, concentrado entre fevereiro e março, logo após a colheita da soja, exigirá atenção constante.

    Garcia reforça a importância do planejamento. “O produtor precisa antecipar o manejo, garantindo a disponibilidade dos defensivos no momento certo para proteger o potencial produtivo da lavoura. O uso de novas tecnologias, a gestão eficiente dos insumos e decisões rápidas farão diferença para conquistar rentabilidade nesta safra”, afirma.

  • Como o Brasil se tornou potência na produção de maçãs de qualidade

    Como o Brasil se tornou potência na produção de maçãs de qualidade

    A produção nacional de maçãs atinge novos patamares de produtividade e qualidade. Dados da Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM) mostram que a safra 2024/25 ultrapassou 700 mil toneladas. A projeção para o ciclo 2025/26 é ainda mais otimista, com estimativa de 876.329 toneladas. Os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul concentram cerca de 97% de toda a produção nacional.

    A elevação no volume anda lado a lado com a excelência dos frutos. Esta safra se destaca pelo tamanho médio superior, coloração vibrante e alto teor de doçura. Essas características aumentam o valor comercial da fruta e consolidam a posição do Brasil entre os 12 maiores produtores mundiais, segundo a FAO. O país, que antes era grande importador, agora exporta para mais de 40 nações.

    Combate à sarna: tecnologia de ponta protege os pomares

    Manter essa trajetória de sucesso exige investimento contínuo em tecnologia. O controle da sarna da macieira, doença fúngica severa, representa um dos maiores desafios. A infecção pode comprometer folhas, ramos e frutos, causando deformações e até perda total da produção em casos graves.

    “A evolução da cultura da maçã no Brasil tem uma ligação direta com a incorporação de tecnologia japonesa, especialmente em soluções fitossanitárias de alta precisão”, explica Rudimar Spannemberg, engenheiro agrônomo da IHARA. O manejo preventivo e com fungicidas protetores, iniciado na brotação, é fundamental para proteger os novos tecidos da planta e garantir a eficácia do controle.

    Reguladores de crescimento aumentam produtividade em 30%

    Para otimizar ainda mais os resultados, produtores adotam reguladores de crescimento. Estas ferramentas permitem um ajuste fino no desenvolvimento da macieira. A tecnologia direciona o crescimento dos ramos, melhora a arquitetura da planta e a incidência de luz, favorecendo a frutificação.

    “Uma aplicação de alta eficiência pode elevar a produtividade em até 30%, além de melhorar o calibre e a uniformidade dos frutos e reduzir custos com poda”, complementa Spannemberg. A planta redireciona energia e nutrientes para os frutos, resultando em maçãs de maior qualidade e com menor índice de perdas pós-colheita.

    Monitoramento intensivo contra pragas é estratégico

    O manejo integrado também demanda atenção redobrada a pragas como a mariposa-oriental, a lagarta-enroladeira e a mosca-das-frutas. Para a safra 2025/26, a expectativa é de grande emergência desses insetos durante a floração. O monitoramento constante se torna essencial para definir o momento correto de intervenção.

    Neste contexto, o uso de inseticidas modernos, com amplo espectro de ação e efeito residual prolongado, é uma das ferramentas mais eficazes para proteger a produção. O investimento em manejo fitossanitário de ponta, aliado ao uso estratégico de tecnologias, é o caminho que garante a rentabilidade do agricultor e a oferta constante de maçãs de alta qualidade para o mercado interno e internacional.

  • Como a cigarrinha das raízes impacta a rentabilidade da cana

    Como a cigarrinha das raízes impacta a rentabilidade da cana

    Nas últimas safras, o campo tem enfrentado um velho inimigo com uma intensidade nova. A cigarrinha das raízes, inseto pequeno e persistente, vem tirando o sono de quem vive da cana-de-açúcar no Brasil. Entre sol forte, umidade irregular e plantios cada vez mais exigentes, o desafio do momento virou proteger o canavial sem perder produtividade. Algo que, quando falha, pode cortar o rendimento pela metade.

    Em regiões como Ribeirão Preto, onde os números da produtividade falam alto, as perdas se transformam em prejuízos que passam de R$ 4.500 por hectare. E o impacto não fica só no campo. O açúcar extraído das moendas sente o golpe: colmos doentes, menos sacarose, mais fibra e até risco de contaminação durante o processamento industrial.

    “A cigarrinha compromete muito mais que a aparência da planta. Ela interfere na base do negócio, no TCH e na rentabilidade da safra”, comenta Marcos Vilhena, engenheiro agrônomo e gerente da IHARA. Ele explica que o controle precisa ser preciso e feito cedo. Um manejo atrasado ou mal feito abre espaço para perdas drásticas, às vezes chegando a 80% em áreas críticas.

    O problema, segundo Vilhena, ganhou força com as mudanças de manejo da cana crua. A colheita mecanizada, ao deixar a palha sobre o solo, mantém a umidade ideal para o desenvolvimento do inseto. Some-se a isso o uso de algumas variedades mais suscetíveis, e o cenário para a cigarrinha das raízes fica ainda mais favorável.

    Caminhos

    Mas há caminhos para conter o avanço da praga. Muitas usinas e produtores estão apostando em estratégias integradas, com monitoramento constante e rotação de moléculas. Uma medida essencial para evitar que o inseto crie resistência.

    “O segredo está em combinar modos de ação e atuar em todas as fases do ciclo da praga, ovos, ninfas e adultos. Isso reduz a pressão populacional agora e previne surtos nas próximas safras”, destaca Vilhena. Segundo ele, o foco deve ser manter a vitalidade do canavial e, claro, o bolso do produtor protegido.

    No fim, o desafio é como uma corrida de resistência: enquanto a cigarrinha não para de se adaptar, o produtor precisa estar sempre um passo à frente. E é nessa corrida silenciosa, entre praga e tecnologia, que se desenha o futuro dos canaviais brasileiros.

  • Rizoctoniose na batata: como evitar perdas de até 30% na safra

    Rizoctoniose na batata: como evitar perdas de até 30% na safra

    A crosta-preta, causada pelo fungo Rhizoctonia solani, é uma das doenças mais temidas pelos produtores de batata. Ela avança silenciosamente e pode devastar parte significativa da lavoura. Conhecer seus sinais e métodos de controle é fundamental para proteger a produtividade.

    A rizoctoniose, ou crosta-preta, já causa prejuízos médios de 10% na bataticultura brasileira. Em casos severos, sem o manejo adequado, essas perdas podem chegar a 30% ou mais. O fungo ataca a cultura em todas as fases, da brotação à colheita.

    Os sinais silenciosos da doença na lavoura

    O agricultor deve ficar atento aos primeiros sintomas. O fungo provoca a morte de brotos ainda na emergência. Ele também causa lesões escuras e afunda nas hastes e raízes. Nos tubérculos, seu ataque deixa uma crosta preta de escleródios, conhecida como “mancha de asfalto”. Esses danos depreciam o produto no mercado.

    O patógeno sobrevive por anos no solo, em restos culturais. Tubérculos-semente infectados são a principal via de entrada da doença em áreas novas. Solos frios, úmidos e o plantio muito profundo criam o ambiente ideal para o fungo prosperar.

    Estratégias eficazes de controle e prevenção

    Especialistas defendem um manejo integrado. A estratégia combina práticas culturais, preventivas e químicas. Não existe variedade de batata imune à doença, tornando a prevenção a melhor arma.

    • Uso de semente sadia: o primeiro passo é investir em tubérculos-semente certificados e de alta qualidade fisiológica e sanitária. Esse cuidado evita introduzir o problema na lavoura.
    • Rotação de culturas: rotacionar a batata com espécies não hospedeiras, como milho e cereais, reduz o inóculo do fungo no solo.
    • Fungicidas de última geração: o controle químico moderno oferece soluções eficazes. Produtos como Moncut (da IHARA) e Pulsor® 240 SC (da Corteva) se mostram altamente eficientes. A aplicação no sulco de plantio protege a planta desde o início do desenvolvimento.

    O impacto econômico do manejo correto

    Investir no controle da rizoctoniose é investir em rentabilidade. Estudos de eficácia comprovam que o manejo adequado pode aumentar a produtividade em mais de 20%. Em áreas tratadas com produtos específicos, os ganhos podem superar 150 sacas por hectare.

    Ignorar a doença, no entanto, tem um custo alto. Para o produtor, significa colher tubérculos menores, deformados e com valor comercial reduzido. A doença consome até 23% de todo o custeio destinado ao controle de doenças na cultura.

    A rizoctoniose exige atenção constante do produtor. Sua presença em todas as regiões produtoras do Brasil a torna uma ameaça permanente. A chave para o sucesso está na combinação de táticas. Use sementes de qualidade, faça a rotação e não subestime a aplicação de fungicidas modernos no sulco. Essa abordagem integrada protege o investimento e garante uma colheita mais abundante e lucrativa.

  • Safra de trigo em risco: giberela exige atenção imediata

    Safra de trigo em risco: giberela exige atenção imediata

    O Brasil já plantou 100% da área destinada ao trigo, segundo a Agroconsult. Agora, produtores devem redobrar os cuidados com doenças como a giberela, principal ameaça à produtividade e qualidade dos grãos. Causada pelo fungo Fusarium graminearum, a doença reduz o rendimento e contamina os grãos com micotoxinas, inviabilizando a comercialização.

    João Tomás, engenheiro agrônomo e gerente de Marketing Regional da IHARA, alerta que cortar custos em aplicações essenciais, como fungicidas, pode gerar prejuízos maiores na colheita. “O manejo adequado garante alta produtividade e grãos de qualidade, essenciais para melhores resultados econômicos”, afirma.

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    A giberela ataca principalmente durante a formação dos grãos, podendo causar perdas de 12% a 25%. Em casos graves, os danos ultrapassam 60%. Para evitar prejuízos, os especialistas recomendam:

    • Aplicação preventiva de fungicidas quando 50% das espigas estiverem em florescimento.
    • Antecipar a pulverização se houver previsão de chuva.
    • Usar produtos multissítio, como FUSÃO EC e CERCOBIN 875 WG, que combinam ação preventiva e curativa.

    A Biotrigo, líder em genética de trigo no país, ainda sugere adicionar tiofanato-metílico para aumentar a eficácia do controle.

    Além da produtividade, a sanidade dos grãos é decisiva para atender às exigências do mercado. Estratégias de manejo com bom custo-benefício, e não apenas economia imediata, são fundamentais para garantir lucratividade nesta safra.

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  • Requeima e pragas ameaçam lavouras de batata e tomate

    Requeima e pragas ameaçam lavouras de batata e tomate

    Enquanto a safra 2024/25 de hortaliças promete bons resultados, um fantasma ronda os produtores de batata e tomate. A combinação mortal entre a requeima – doença fúngica altamente agressiva – e pragas como a traça do tomateiro, mosca-branca e pulgões. Esse cenário preocupa especialistas, que alertam para perdas que podem variar de 10% até a destruição total das lavouras quando o manejo não é realizado adequadamente.

    A requeima, causada pelo fungo Phytophthora infestans, encontra seu ambiente ideal nos meses mais frios, quando temperaturas entre 12°C e 18°C se unem à umidade relativa do ar acima de 90%. Nessas condições, a doença avança rapidamente, especialmente em plantações muito densas. Os primeiros sintomas aparecem nas folhas, com manchas irregulares que evoluem para necrose, dando às plantas a aparência de queimadas. Nos frutos do tomate, surgem lesões escuras de aspecto oleoso, enquanto nas batatas as lesões castanhas comprometem a qualidade comercial dos tubérculos.

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    Dados da Embrapa revelam a gravidade do problema: nas lavouras de batata, as perdas variam entre 10% e 50%, enquanto no tomate os danos podem alcançar 70% em casos de infestação intensa. “O maior perigo está na dificuldade de identificação precoce. Quando notamos os sintomas, muitas vezes a doença já está avançada”, explica Fernando Gilioli, engenheiro agrônomo da IHARA.

    O desafio se intensifica com a ação simultânea de pragas como a traça do tomateiro, que penetra e se desenvolve dentro dos frutos. E a mosca-branca, vetor de viroses que enfraquece as plantas. Esse cenário exige atenção redobrada durante a fase reprodutiva das culturas. Esse momento crítico em que a formação de frutos e tubérculos demanda maior energia das plantas.

    Diante desse quadro, o manejo integrado surge como solução indispensável. A estratégia combina o uso racional de defensivos agrícolas com práticas como rotação de culturas, eliminação de restos vegetais, espaçamento adequado entre plantas e seleção de variedades mais resistentes. Essas medidas, quando aplicadas de forma sistemática, podem reduzir significativamente a pressão de doenças e pragas, protegendo a rentabilidade dos agricultores.

    Com condições climáticas favoráveis aos patógenos e o aumento da resistência de algumas pragas a inseticidas, os especialistas são unânimes: a vigilância constante e a adoção de boas práticas agrícolas deixaram de ser opcionais para se tornarem requisitos essenciais na produção de batata e tomate. Aqueles que implementarem um manejo integrado eficiente terão melhores condições de enfrentar esses desafios e garantir a sustentabilidade de suas lavouras.

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