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  • Safra de noz-pecã 2026 deve crescer e chegar a 7 mil toneladas no Brasil

    Safra de noz-pecã 2026 deve crescer e chegar a 7 mil toneladas no Brasil

    A safra brasileira de noz-pecã em 2026 caminha para uma recuperação expressiva. A expectativa do setor é colher entre 6,5 mil e 7 mil toneladas, impulsionada pela alta carga de frutos e pela maturação de novos pomares. O volume representa um salto significativo em relação à safra intermediária de 2025, que ainda sentiu os impactos das enchentes do ano anterior.

    Claiton Wallauer, presidente da IBPecan. Foto: Rejane Costa /AgroEffective Divulgação

    De acordo com o Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan), a produção deve se equiparar à de 2023, quando o setor colheu perto de 7 mil toneladas. “Há possibilidade de superarmos esse número”, afirma Claiton Wallauer, presidente da entidade.

    Mercado externo segura preços

    Apesar do aumento da oferta interna, a expectativa é de que os preços se mantenham estáveis, especialmente para as nozes de qualidade superior. O cenário internacional positivo funciona como um colchão para o mercado.

    “Nos últimos três anos, empresas e investidores de olho na exportação aqueceram o setor. O preço de referência da noz norte-americana está num patamar interessante, e Estados Unidos e México não formaram estoques significativos”, explica Wallauer. Essa dinâmica, segundo ele, reduz a volatilidade interna. “Com novos canais de venda, o preço não sofre quedas bruscas como em outras safras cheias”, completa.

    Chuva em excesso acende alerta fitossanitário

    O otimismo com a produção, no entanto, vem acompanhado de cautela. O coordenador técnico do IBPecan, Jaceguáy Barros, alerta para o comportamento climático atípico. Desde a primavera, os volumes de chuva superam a média histórica. Em dezembro, o acumulado chegou a 240 milímetros, repetindo o padrão em janeiro, com 236 milímetros.

    A combinação de alta umidade e calor aumenta a incidência de doenças. “Essas chuvas com temperaturas elevadas causam uma pressão muito grande. Nos últimos dias, observamos pomares com antracnose e queda de frutos”, relata Barros.

    Desafios operacionais e manejo

    Além do clima, o crescimento dos pomares impõe novos desafios. Com árvores de grande porte, a pulverização fitossanitária se torna mais complexa. “Precisamos de equipamentos mais potentes para uma cobertura adequada, e muitos produtores ainda enfrentam limitações”, pontua o coordenador.

    A previsão do tempo para os próximos meses adiciona mais uma camada de preocupação. Após um curto período de trégua no início de fevereiro, uma frente fria deve trazer novos volumes de chuva. A tendência para março e abril é de manutenção de chuvas irregulares, porém acima da média.

    Nesse cenário, o manejo da irrigação exige vigilância. “Quando chove entre 25 e 30 milímetros, o produtor pode suspender a irrigação por um ou dois dias, mas precisa retomá-la rapidamente para não comprometer o enchimento dos frutos”, orienta Barros.

    Por fim, a colheita surge como etapa decisiva. A janela para recolher os frutos do solo é curta, exigindo mão de obra e equipamentos eficientes para evitar perdas e garantir a qualidade final do produto. Apesar dos alertas, Barros reforça o potencial da safra: “A carga de frutos é elevada e os novos pomares em fase produtiva reforçam a expectativa de crescimento da oferta nacional”.

  • Quebra na safra de pecan pode chegar a 40%

    Quebra na safra de pecan pode chegar a 40%

    Produtores de noz pecan enfrentam um ano desafiador, com estimativas de quebra na safra de até 40%, segundo o Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan). Após as enchentes de maio, o forte calor e a falta de chuvas no verão agravaram a situação, comprometendo a produção. A expectativa atual é de uma colheita entre 4 e 5 mil toneladas.

    Além dos problemas climáticos, o presidente do IBPecan, Claiton Wallauer, alerta para a alta informalidade no setor, que impacta o crescimento devido aos altos custos de revenda da noz. O instituto busca atrair esses produtores para a formalização, promovendo a qualidade do produto e a sanidade.

    Uma das estratégias é a criação de um regime tributário diferenciado para a pecan, a exemplo da redução do ICMS para produtores de oliveiras e azeites de oliva. O IBPecan argumenta que esse tratamento tributário incentivaria a formalização e traria mais competitividade ao setor.

    Irrigação é urgência

    O IBPecan também busca apoio governamental para projetos de irrigação, destacando a dificuldade em enquadrar as características da cultura em modelos existentes. A entidade ressalta a necessidade de ampliar os sistemas de irrigação diante do quarto ano consecutivo de estiagem.

    A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Desenvolvimento Rural e Irrigação (Seapi) receberá os temas tributários e de irrigação.

    O Rio Grande do Sul é o maior produtor de pecan do Brasil, respondendo por mais de 80% da produção nacional e sediando mais de 90% da indústria de beneficiamento. Estima-se que existam 10,5 mil hectares plantados por mais de 2 mil produtores, a maioria composta por agricultores familiares. Além de abastecer o mercado interno, o excedente é exportado para diversos países.

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