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  • Senar MT transforma pecuária com inseminação artificial gratuita e já registra taxa de prenhez de 44%

    Senar MT transforma pecuária com inseminação artificial gratuita e já registra taxa de prenhez de 44%

    O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar MT) avança na modernização da pecuária estadual por meio do projeto ATeG Inseminação, iniciativa gratuita que combina melhoramento genético, assistência técnica e gestão rural para elevar a produtividade nas propriedades. Desde o início da execução, em dezembro de 2024, o programa já atendeu 1.513 propriedades em 99 municípios de Mato Grosso.

    O projeto oferece suporte completo ao produtor, da aquisição do sêmen aos protocolos de inseminação e mão de obra especializada. Para a pecuária de corte, as raças disponíveis são Nelore, Nelore Mocho e Angus. Já para a cadeia leiteira, o programa contempla Girolando (3/4 e 5/8), Gir e Sindi. A iniciativa é realizada em parceria com os Sindicatos Rurais do estado.

    Como funciona na prática 

    A metodologia divide a atuação em duas frentes complementares. Primeiro, o técnico de campo realiza o diagnóstico da propriedade, o acompanhamento gerencial e o preparo das condições necessárias. Só então o médico-veterinário executa o protocolo de Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF), garantindo maior eficiência reprodutiva ao rebanho.

    “A inseminação é uma ferramenta importante, mas o resultado vem da soma das ações, com o técnico de campo atuando na organização, gestão e preparo da propriedade, e o técnico em reprodução na execução do protocolo”, explica a supervisora do projeto, Jéssica Gonçalves.

    Superação e resultados no campo

    Na Fazenda Água Boa, em Brasnorte, a produtora Claudete Grimm Denadai representa tanto o impacto da iniciativa quanto a força do produtor rural. Após perder o marido, ela assumiu sozinha a gestão da propriedade e, por isso, buscou apoio da ATeG para reorganizar o sistema produtivo. Com isso, adotou novas práticas de manejo, nutrição e planejamento e logo colheu resultados concretos.

    “De 63 animais, 38 deram positivo. Teve bastante animal jovem que também emprenhou. A diferença dos bezerros da inseminação para os de touro é muito grande: mais resistência, mais peso, carcaça melhor. A qualidade é outra”, relata Claudete.

    Além dos índices reprodutivos, o acompanhamento da técnica de campo Ingrid dos Santos Costa trouxe novas estratégias de comercialização. “Ela me orientou como engordar as fêmeas e vender os machos. Assim, isso virou uma alternativa para manter a fazenda viável o ano todo”, acrescenta a produtora.

    Tecnologia acessível e gestão integrada

    Para o técnico em reprodução Jeferson Polidoro Murussi, o diferencial do projeto está no acesso. “A inseminação não é novidade: ela já provou que funciona. Portanto, o que o projeto faz é facilitar o acesso, com material de qualidade e suporte técnico. Além disso, o produtor aumenta o valor de venda e ganha eficiência”, afirma.

    Da mesma forma, o gerente da ATeG, Bruno Faria, reforça o caráter estratégico da iniciativa. “Quando aliamos técnica, acompanhamento contínuo e gestão, o produtor passa a ter mais controle da atividade e evolui de forma consistente. Por isso, mais do que aumentar a produção, nosso objetivo é melhorar a renda e a qualidade de vida das famílias no campo”, destaca.

    Números e reconhecimento nacional

    Até março de 2026, o ATeG Inseminação registrou 32.021 protocolos executados, 53.131 diagnósticos de gestação e taxa média de prenhez de 44,37%, índice que comprova a efetividade da técnica quando associada a um sistema produtivo organizado. Diante desses resultados, o projeto segue na terceira rodada de execução, com novas etapas previstas para ampliar ainda mais o alcance.

    Além do desempenho produtivo, os números trouxeram reconhecimento nacional: o Senar MT saltou da 26ª para a 6ª colocação no ranking do Prêmio Coordenador de Excelência 2026, anunciado durante o Encontro Nacional de Coordenadores da ATeG, realizado na sede da CNA, em Brasília, em março.

  • IATF se torna ferramenta crucial para pecuaristas na estação de monta

    IATF se torna ferramenta crucial para pecuaristas na estação de monta

    A Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) ganha destaque como solução estratégica para pecuaristas durante a estação de monta, período crucial para a reprodução dos rebanhos. Essa técnica permite otimizar a reprodução, padronizar a produção e aumentar a rentabilidade das fazendas com segurança e eficiência.

    A estação de monta exige que os animais estejam em excelentes condições sanitárias e nutricionais para garantir altas taxas de fertilidade. Gibrann Frederiko, médico veterinário e promotor de vendas da Nossa Lavoura, alerta que infecções uterinas e doenças reprodutivas podem comprometer a prenhez e impactar diretamente a produtividade da fazenda.

    A IATF oferece diversos benefícios, como a sincronização do cio e a inseminação de todo o rebanho em curto período, otimizando o tempo e aumentando a eficiência no controle reprodutivo. A técnica contribui para partos concentrados, criando lotes homogêneos que facilitam o manejo. Além disso, a melhora genética e a maior eficiência reprodutiva elevam o peso médio dos animais, gerando maior lucratividade.

    Eficiência

    As taxas de sucesso da IATF variam conforme o porte do rebanho, a raça, o estado corporal dos animais e o manejo aplicado. Frederiko explica que raças zebuínas apresentam melhores resultados em clima tropical, enquanto raças europeias exigem cuidados extras com nutrição e conforto térmico para garantir eficiência no procedimento.

    Garantir eficiência e segurança no uso da IATF depende de cuidados rigorosos no manejo e na sanidade antes, durante e depois da inseminação. Exames clínicos, correção nutricional, vacinação, higienização na inseminação e acompanhamento da saúde das fêmeas são essenciais. Também é necessário realizar o diagnóstico de prenhez no período recomendado.

    Porém, Frederiko alerta para erros comuns na aplicação da IATF. Como falhas no protocolo hormonal, manejo inadequado que causa estresse e falta de capacitação dos inseminadores. Ele afirma que o rigor técnico, o transporte e a contenção adequados, a alimentação correta e a capacitação dos profissionais evitam esses problemas. O suporte técnico especializado e o uso de produtos de alta qualidade ajudam o pecuarista a alcançar resultados superiores e fortalecer a produção.