Tag: horticultura

  • Tomates ancestrais conquistam agricultores e chefs de cozinha

    Tomates ancestrais conquistam agricultores e chefs de cozinha

    Já pensou poder experimentar o mesmo sabor de tomate que seus avós colhiam, comiam — e, depois de décadas, elogiam? É justamente essa experiência que variedades antigas de tomate estão proporcionando no Rio de Janeiro.

    Conhecidos como tomates históricos, tradicionais ou heirloom, esses frutos carregam características que foram preservadas ao longo de gerações. Muitos apresentam formatos, cores e sabores bem diferentes dos tomates encontrados atualmente nos supermercados.

    Há exemplares amarelos, alaranjados, rosados e até frutos com combinações de cores. Os formatos também chamam atenção. Alguns são pequenos e arredondados. Outros podem ser grandes, achatados ou bastante irregulares.

    Mas a aparência não é o único diferencial.

    Sabor que atravessa gerações

    O principal atrativo dessas variedades está no sabor. Muitos tomates antigos são conhecidos pelo aroma intenso, pela polpa suculenta e pelo equilíbrio entre doçura e acidez.

    Na cozinha, os frutos ganham espaço em saladas, entradas, molhos e outras receitas. Assim, ingredientes que durante anos ficaram restritos a pequenas plantações voltam a aparecer em restaurantes.

    Para os agricultores, a procura também cria uma nova oportunidade.

    Em vez de competir apenas pelo volume produzido, o produtor pode apostar em variedades diferenciadas. Nesse caso, sabor, aparência, origem e exclusividade passam a ter valor.

    Acervo com mais de mil variedades

    Na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), um acervo com mais de mil variedades do fruto chama atenção pela diversidade. Segundo o professor Antônio Carlos de Souza Abboud, os cultivos resultam em frutos de diferentes cores, formatos, sabores e texturas.

    Tudo começou quando Abboud, professor e agrônomo especializado em ciência do solo, recebeu uma pequena coleção de sementes da França. Ele decidiu plantá-las e, o que começou como um hobby, ganhou novas proporções.

    Com o tempo, chegaram novas sementes por meio de doações, trocas com outras instituições e coletas realizadas no Brasil e no exterior. Assim, a coleção foi crescendo e passou a reunir materiais de diferentes origens.

    Coleção da UFRRJ é algo raro no Brasil e impressiona pela diversidade de tons, sabores, formatos e aromas (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal/Antônio Carlos de Souza Abboud)

    Hoje, segundo Abboud, o acervo reúne tomates históricos provenientes de países como Itália, França, Espanha e Estados Unidos. Também há variedades coletadas em diferentes regiões brasileiras, incluindo a Bahia, a Amazônia e Roraima.

    “Tem tomate doce, azedo, frutado, mais ácido, com pouca semente, com textura crocante, textura macia. A gente tem todas as nuances de sabor, de gosto e de textura.”

    Rio de Janeiro tem tradição na produção

    O estado do Rio de Janeiro possui uma longa relação com o cultivo desse fruto.

    Um dos destaques é Paty do Alferes, município localizado na região Centro-Sul Fluminense. A cidade é tradicionalmente ligada à produção do tomate e mantém a agricultura como uma atividade importante.

    Portanto, a valorização dos tomates históricos cria uma possibilidade de diversificação. Pequenos produtores podem cultivar variedades específicas e estabelecer relações mais próximas com restaurantes, feiras e consumidores.

    A estratégia também acompanha uma mudança no comportamento na gastronomia:  Cada vez mais, chefs procuram ingredientes com história, identidade e origem conhecida. O tomate deixa, então, de ser apenas um acompanhamento e passa a contar uma história.

  • Genética se torna aliada estratégica na produção de tomate

    Genética se torna aliada estratégica na produção de tomate

    A combinação entre genética avançada, cultivo protegido e manejo tecnológico tem transformado a produção de tomate no Brasil. Durante visita técnica promovida pela BASF Nunhems na Mikami Agrobusiness, em Louveira (SP), produtores e especialistas apresentaram como a inovação vem contribuindo para aumentar a produtividade, garantir maior qualidade dos frutos e reduzir os impactos das variações climáticas sobre a cultura.

    A Mikami Agrobusiness é um grupo agrícola familiar liderado pelos irmãos Ricardo e Eduardo Mikami, representantes da terceira geração de descendentes de imigrantes japoneses. Com operações em Louveira e Vinhedo, a empresa cultiva cerca de 70 produtos diferentes para abastecer a rede Quitanda QMaria e o QMaria Restaurante & Sushi, ambos pertencentes à própria família. Entre as culturas, o tomate saladete ocupa posição estratégica na operação.

    Da avaliação ao cultivo em larga escala

    Atualmente, toda a produção de tomate italiano da empresa utiliza o híbrido Strongton, desenvolvido pela BASF Nunhems. Segundo Ricardo Mikami, a adoção da variedade ocorreu após testes em pequena escala que demonstraram resultados superiores aos materiais anteriormente utilizados.

    “Nossa busca não é só por algo que seja bom para produzir, é o que o cliente quer. Buscamos variedades resistentes, que nos ajudem a usar o mínimo possível de produto, buscando eficiência e atendendo a demanda que encontramos no Strongton”, afirmou.

    De acordo com o produtor, um dos principais desafios da cultura era a perda de uniformidade dos frutos na parte superior das plantas.

    “Nossa dificuldade sempre foi do meio para cima. Ou ficava pequeno ou ficava oco, não enchia e não dava peso. Quando tivemos a oportunidade de testar o Strongton, já vimos diferença. Começamos com seis vasos e hoje 100% da nossa produção de tomate italiano é dessa variedade”, relatou.

    Além disso, a empresa trabalha atualmente com 17 lotes produtivos e pretende incorporar mais três áreas ao longo deste ano. Cada lote produz entre 10 e 12 toneladas, totalizando aproximadamente 180 toneladas anuais de tomate italiano.

    Genética como diferencial competitivo

    Segundo Leonardo Terron Ferreira, representante técnico de vendas da BASF Nunhems, a proposta da nova genética é garantir uniformidade de produção durante todo o ciclo da planta.

    “A genética traz para o produtor melhor sanidade, vigor de planta, pegamento desde as primeiras pencas e qualidade até o ponteiro. O objetivo é oferecer o mesmo calibre de fruto em toda a planta, com uniformidade e padrão comercial”, explicou.

    De acordo com o especialista, o desempenho está diretamente ligado ao sistema radicular desenvolvido pelo híbrido.

    “Para obter uniformidade, o segredo está na genética. Com um sistema radicular robusto, toda a adubação realizada consegue ser aproveitada pela planta, garantindo a formação das pencas e a qualidade dos frutos.”

    Além da uniformidade, o material apresenta resistência a importantes desafios fitossanitários da cultura, como nematoides, fusarium, verticillium, vírus rugoso, vira-cabeça e geminivírus. Dessa forma, o produtor ganha mais estabilidade produtiva e maior segurança no manejo da lavoura.

    Tecnologia reduz riscos e amplia previsibilidade

    Além da genética, a tecnologia aplicada ao sistema de produção tem papel decisivo nos resultados obtidos pela propriedade. A Mikami Agrobusiness conta com cerca de 40 mil metros quadrados de estufas em Louveira, além de estruturas semelhantes em outras regiões do País.

    Segundo Ricardo Mikami, a migração do cultivo tradicional para a plasticultura permitiu reduzir significativamente os impactos das condições climáticas.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    “Diminuímos as variáveis climáticas como excesso de chuva, luminosidade e temperatura. Conseguimos entregar mais produtividade, qualidade, previsibilidade e reduzir aplicações de produtos. A plasticultura diminui as rupturas de produção.”

    Além disso, o sistema adotado utiliza cultivo em vasos preenchidos com turfa, um substrato que permite maior controle do ambiente radicular. Toda a irrigação e nutrição das plantas ocorre por meio de fertirrigação automatizada.

    “Trabalhamos em campo protegido. O plantio é feito em vasos com substrato e toda a fertirrigação é realizada por uma injetora que fornece água e nutrientes preparados pelos nossos agrônomos de acordo com a necessidade da planta durante o ciclo”, explicou Juliano Godoi, gerente de produção da Mikami Agrobusiness.

    Para os produtores, a incorporação de novas tecnologias tornou-se fundamental diante dos desafios climáticos e das exigências de mercado.

    “Se continuássemos produzindo da maneira que era feita no passado, seria muito difícil aumentar a produção. A tecnologia veio para agregar. Hoje utilizamos recursos que vão desde sementes híbridas e irrigação até estufas mais modernas e implementos agrícolas”, destacou Godoi.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Desafios e perspectivas para o futuro

    Apesar dos avanços, a produção de tomate continua enfrentando desafios importantes, principalmente durante o verão, quando as altas temperaturas podem comprometer produtividade e qualidade.

    Ainda assim, a demanda do mercado exige regularidade no abastecimento ao longo de todo o ano.

    “O consumidor quer tomate independentemente de estar frio, chovendo ou fazendo calor. Precisamos garantir esse fornecimento constante”, observou Ricardo Mikami.

    Para ele, o futuro da tomaticultura passa pela combinação entre sustentabilidade, genética e adaptação climática.

    “As temperaturas estão cada vez mais altas e as mudanças climáticas são uma realidade. A genética precisará acompanhar esse cenário, entregando materiais mais resistentes e que facilitem o manejo. A automação também deve avançar, mas sem perder a sensibilidade humana, que continua sendo determinante para o resultado final.”

  • Abóbora da Copa: conheça a variedade bicolor criada pela Embrapa

    Abóbora da Copa: conheça a variedade bicolor criada pela Embrapa

    Com aparência marcante e cores que lembram a bandeira brasileira, a BRS Brasileirinha se destaca entre as variedades de abóbora. Criada pela Embrapa em 2006, ela surgiu com o objetivo de oferecer ao mercado um produto inovador.

    A história da variedade começou ainda na década de 1990, quando pesquisadores identificaram um fruto incomum em uma plantação de abóboras verdes no Distrito Federal. Ao observarem uma abóbora com coloração bicolor, os especialistas coletaram sementes e iniciaram uma série de estudos para entender a origem da característica.

    Por que isso acontece?

    As análises revelaram que o diferencial é resultado de uma mutação genética espontânea. As tonalidades vibrantes estão associadas à composição nutricional do fruto, que apresenta teores de betacaroteno e luteína.

    A partir dessa descoberta, os pesquisadores realizaram cruzamentos, seleção de plantas e diversas avaliações de campo. Dessa forma, conseguiram preservar a característica bicolor dos frutos e, ao mesmo tempo, aprimorar aspectos como intensidade das cores, formato e resistência a doenças.

    Caracterizada por sua casca lisa e brilhante, a BRS Brasileirinha pode ser consumida como conserva, abobrinha verde ou abóbora seca — Foto: Reprodução/Embrapa

    https://www.instagram.com/p/DZr2roSypNo/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==

    Plantio e colheita

    Para alcançar bom desempenho produtivo, a Embrapa recomenda o cultivo com espaçamento de três metros entre as fileiras e 0,60 metro entre as plantas.

    Já a colheita começa entre 60 e 70 dias após o plantio, período em que os frutos atingem comprimento entre 12 e 18 centímetros, considerado ideal para a comercialização e consumo.

    O potencial produtivo da cultivar varia conforme o estágio de desenvolvimento dos frutos no momento da colheita. Quando destinados ao consumo verde, a produção pode alcançar até 10 frutos por planta.

    Além disso, a Embrapa ressalta que a presença de abelhas polinizadoras é fundamental para garantir melhor pegamento das flores e elevar a produtividade das lavouras.

  • Inteligência artificial e novas cultivares marcam a Hortitec

    Inteligência artificial e novas cultivares marcam a Hortitec

    A Hortitec 2026 reunirá lançamentos e tecnologias voltadas ao aumento da produtividade e da sustentabilidade no campo. A feira acontece entre 17 e 19 de junho, em Holambra (SP), e deve receber 32 mil visitantes.

    Ao todo, 520 empresas do Brasil e do exterior participarão da 31ª edição da Exposição Técnica de Horticultura, Cultivo Protegido e Culturas Intensivas. A expectativa é movimentar R$ 750 milhões em negócios durante e após o evento.

    As novidades refletem as principais demandas da hortifruticultura brasileira. Automação, rastreabilidade, sustentabilidade, produtividade e saudabilidade lideram os investimentos do setor.

    O mercado também acompanha a mudança no comportamento do consumidor. A busca por alimentos saudáveis e práticos impulsiona a expansão de produtos frescos e higienizados.

    Embrapa amplia portfólio de alimentos nutritivos

    Entre os destaques da feira, a Embrapa apresenta novas cultivares de Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs). Em parceria com a Isla Sementes, a instituição lança as variedades Bertalha BRS Tereverde e Caruru Verde BRS Ilekalu. As cultivares oferecem alta densidade nutricional, apelo visual e praticidade ao consumidor.

    Além disso, a Embrapa Clima Temperado apresenta a batata-doce BRS BC179 Prenda. A cultivar biofortificada possui elevado teor de carotenoides e alta produtividade.

    Inteligência artificial chega à floricultura

    A tecnologia também ganha espaço na produção de flores. A Focusight Technology Co. apresenta a Classificadora Inteligente de Flores no estande da Green House. O equipamento utiliza visão artificial e inteligência artificial para automatizar etapas do processo produtivo.

    A solução realiza classificação, corte de hastes, amarração e empacotamento. Com isso, aumenta a eficiência e reduz a dependência de mão de obra.

    Novas flores apostam em qualidade e rentabilidade

    A Bio Plugs leva ao evento uma nova versão da tradicional Gérbera. A variedade apresenta flores duplas e gigantes, com cerca de 12 centímetros de diâmetro. Além disso, possui hastes mais robustas e maior constância de corte.

    Já o girassol sem pólen surge como alternativa inovadora para produtores e consumidores. O híbrido oferece produção precoce, maior durabilidade e reduz riscos de alergias respiratórias.

    Alfaces chegam ao mercado de processamento

    As empresas também apostam em hortaliças voltadas ao segmento de alimentos processados.

    A Enza Zaden lança a alface Harumi, variedade americana adaptada ao cultivo de primavera e verão. A cultivar apresenta alta uniformidade e excelente rendimento para processamento.

    Por sua vez, a Sakata apresenta a alface Bella Folha. Segundo a empresa, trata-se da primeira alface crespa desenvolvida especificamente para o mercado de processamento.

    Biotecnologia reforça sustentabilidade

    O setor de fertilizantes e defensivos também traz inovações sustentáveis. Entre elas está o RadiSanPro, da Futureco Bioscience. O produto estimula o desenvolvimento radicular e ativa mecanismos naturais de defesa das plantas.

    Além disso, a tecnologia fortalece a resistência contra fungos e nematoides, contribuindo para uma produção mais eficiente e sustentável.

  • Hortitec reúne inovações para o futuro da horticultura

    Hortitec reúne inovações para o futuro da horticultura

    A Hortitec 2026 reunirá 520 empresas brasileiras e estrangeiras para apresentar soluções voltadas à horticultura, cultivo protegido e culturas intensivas. O evento ocorrerá entre os dias 17 e 19 de junho, em Holambra (SP).

    A organização espera receber cerca de 32 mil visitantes. Além disso, a feira projeta movimentar R$ 750 milhões em negócios durante e após o evento.

    As empresas levarão ao público tecnologias voltadas à automação, sustentabilidade, produtividade, rastreabilidade e saudabilidade. Essas áreas concentram os principais desafios enfrentados pelos produtores de hortifrúti no Brasil.

    De olho no consumidor

    O setor também acompanha mudanças no comportamento do consumidor. Atualmente, cresce a procura por alimentos saudáveis, nutritivos e práticos para o dia a dia. Por isso, produtos frescos, higienizados e prontos para consumo ampliam participação na cesta de compras dos brasileiros.

    Entre os destaques da feira, a Embrapa e a Isla Sementes apresentarão novas cultivares de Plantas Alimentícias Não Convencionais (Pancs). As variedades Bertalha BRS Tereverde e Caruru Verde BRS Ilekalu combinam valor nutricional, praticidade e apelo visual.

    Nova batata-doce

    A Embrapa Clima Temperado também lançará a batata-doce BRS BC179 Prenda. A cultivar possui alto teor de carotenoides e elevada produtividade.

    Flores

    Na floricultura, a tecnologia ganhará espaço com a Classificadora Inteligente de Flores. A solução utiliza visão artificial e inteligência artificial para classificar, cortar e embalar flores automaticamente. Segundo os expositores, a tecnologia aumenta a eficiência operacional e reduz impactos da escassez de mão de obra no campo.

    O setor também apresentará novas variedades ornamentais. A Bio Plugs exibirá uma Gérbera com flores duplas e gigantes, hastes resistentes e longo ciclo produtivo.

    Outro lançamento será o Girassol sem pólen. O híbrido oferece maior durabilidade, evita sujeira e reduz riscos de alergias respiratórias.

    Hortaliças processadas

    No segmento de hortaliças processadas, empresas apostam em variedades adaptadas ao mercado de produtos frescos e higienizados.

    A Enza Zaden lançará a alface Harumi. A variedade apresenta alta uniformidade e excelente rendimento para processamento.

    Já a Sakata apresentará a alface Bella Folha. A cultivar é a primeira alface crespa desenvolvida especificamente para o mercado de processamento.

    Fertilizantes e defensivos

    No setor de fertilizantes e defensivos, a biotecnologia reforçará a busca por sistemas produtivos mais sustentáveis.

    Entre as novidades, o RadiSanPro se destaca por estimular o desenvolvimento das raízes e fortalecer os mecanismos naturais de defesa das plantas.

    Com lançamentos voltados à eficiência e à sustentabilidade, a Hortitec 2026 reforça seu papel como uma das principais vitrines de inovação para a horticultura brasileira.

     

     

     

     

  • HORTITEC 2026 espera movimentar R$ 750 milhões em Holambra

    HORTITEC 2026 espera movimentar R$ 750 milhões em Holambra

    A 31ª edição da HORTITEC – Exposição Técnica de Horticultura, Cultivo Protegido e Culturas Intensivas – será realizada entre os dias 17 e 19 de junho, em Holambra (SP). Com isso, a feira reforça sua posição como principal encontro do setor hortifrutícola brasileiro e um dos mais importantes da América Latina. Todos os espaços já foram comercializados. Além disso, a organização estima receber cerca de 32 mil visitantes e movimentar aproximadamente R$ 750 milhões em negócios durante os três dias de evento.

    Neste ano, a feira reunirá 520 empresas expositoras nacionais e internacionais. O público encontrará lançamentos voltados à horticultura, floricultura e culturas intensivas. Entre as novidades estarão novas variedades de frutas, legumes, verduras e flores. Além disso, serão apresentadas soluções para irrigação de precisão, manejo de mudas, cultivo protegido e uso eficiente de água e energia. Também haverá ferramentas digitais aplicadas à produção agrícola.

    Destaques

    Entre os destaques da edição está a participação do Grupo Casa Bugre, presente na HORTITEC desde a sétima edição. Ao longo de mais de 24 anos de participação contínua, a empresa acompanhou a evolução tecnológica do setor. Neste ano, apresentará novidades voltadas à agricultura de alta performance. O foco estará em nanotecnologia, microalgas e nutrifisiologia aplicada.

    Segundo Flavio Maia, CEO do Grupo Casa Bugre, a feira representa um ambiente estratégico para aproximar inovação e produção agrícola.

    “A Hortitec é um dos principais pontos de conexão entre ciência, inovação e o produtor rural. Para o Grupo Casa Bugre, estar presente nesse ambiente é a materialização do nosso propósito: conectar o conhecimento científico às necessidades reais do campo. É nesse contato direto com o produtor que conseguimos levar nossas novas tecnologias, soluções e inovações, contribuindo para uma agricultura mais eficaz, rentável e sustentável. Mais do que apresentar produtos, a feira nos permite ouvir, entender e evoluir junto com quem está no dia a dia da produção”, afirma.

    Inovação em nutrição vegetal e microalgas

    Entre os lançamentos anunciados está o AgLithis, solução nutricional baseada em nanotecnologia. O produto foi desenvolvido para fornecer cálcio de alta eficiência às plantas. Dessa forma, atua diretamente nos processos fisiológicos das culturas. Além disso, favorece a absorção e o aproveitamento dos nutrientes. Como resultado, contribui para ganhos de produtividade, uniformidade e qualidade.

    Outro destaque será o Argemiro, novo porta-enxerto da Bayer Seminis para pimentões. O material foi desenvolvido para proporcionar maior vigor vegetativo e estabilidade produtiva. Assim, busca atender às demandas dos produtores por mais segurança no manejo. Além disso, oferece melhor desempenho agronômico.

    O Grupo Casa Bugre também levará à feira sua linha de BioPotencializadores com tecnologia de microalgas. Entre os produtos apresentados estarão o AfiMax, o OrusMax e o MiMax, desenvolvidos para potencializar a eficiência dos manejos fitossanitários e ampliar o desempenho dos inseticidas.

    Na área de bioestimulantes, a empresa exibirá os produtos Stimulife Impetus, Stimulife Robust e Stimulife Rizogen. Já o Active31 será apresentado como uma solução prebiótica para o solo. O produto foi formulado para estimular a microbiota da rizosfera. Além disso, favorece o desenvolvimento de microrganismos benéficos próximos às raízes.

    De acordo com Everton Campos, diretor de Marketing e Inovação do Grupo Casa Bugre, as microalgas oferecem benefícios em diferentes frentes da produção agrícola.

    “As microalgas atuam como bioestimulantes e biopotencializadores, induzindo respostas fisiológicas que fortalecem a planta, aumentam a tolerância a estresses e melhoram a eficiência do manejo”, afirma.

    Além disso, compostos bioativos presentes nas microalgas auxiliam na redução do estresse oxidativo das plantas e favorecem a translocação de nutrientes, contribuindo para frutos mais firmes, uniformes e com maior vida pós-colheita.

    Agricultura 6.0 e eficiência no uso de nutrientes

    A Agrilife, empresa do Grupo Casa Bugre, também apresentará tecnologias voltadas à nutrifisiologia aplicada. Além disso, destacará o conceito de Nutrient Use Efficiency (NUE). Esse indicador mede a eficiência com que os nutrientes fornecidos são convertidos em produtividade.

    Entre as soluções que estarão em exposição estão os produtos AgBasis, AgFortis, AgMaturis e AgGranum. As tecnologias foram desenvolvidas para atuar em diferentes fases do ciclo produtivo, promovendo desde o desenvolvimento radicular até a maturação uniforme de frutos e o enchimento de grãos.

    Para Renato Opitz, diretor da HORTITEC, a feira desempenha papel estratégico para o desenvolvimento da cadeia hortifrutícola.

    “A edição 2026 apresentará soluções tecnológicas para toda a cadeia, em especial para o produtor que quer manter a produtividade elevada e ampliar sua competitividade no mercado. Isto porque a HORTITEC é um ecossistema hortifrutícola com muitas oportunidades de atualização, de novos negócios e, também, de network, ao atrair e reunir quem tem real interesse no setor”, destaca.

    Além das inovações tecnológicas, a HORTITEC 2026 contará com a presença de instituições financeiras. Elas oferecerão linhas de crédito voltadas ao investimento e ao custeio rural. Dessa maneira, os produtores poderão ampliar o acesso a recursos para modernização das propriedades. Também será possível acelerar a adoção de novas tecnologias.

    A feira também reunirá empresas ligadas à agricultura de precisão, inteligência artificial, bioinsumos, rastreabilidade, irrigação e automação. Além disso, estarão presentes companhias dos segmentos de genética, biotecnologia, defensivos, embalagens e maquinários. Assim, a HORTITEC reforça seu papel como um dos principais hubs de conhecimento e negócios do agronegócio brasileiro.

    Serviço

    HORTITEC 2026
    Data: 17 a 19 de junho de 2026
    Horário: 17 e 18 de junho, das 9h às 19h; 19 de junho, das 9h às 17h
    Local: Parque de Exposições da Expoflora – Holambra (SP)
    Ingressos: R$ 80 (inteira) e R$ 40 (estudantes e pessoas com mais de 60 anos)
    Informações: hortitec.com.br

  • Produtores de tomate buscam certificação em projeto sustentável

    Produtores de tomate buscam certificação em projeto sustentável

    A quarta edição do Encontro Nacional do Instituto Brasileiro de Horticultura (IBRAHORT) marcou um novo momento para a horticultura brasileira. Produtores, especialistas e empresas discutiram os caminhos do setor diante de um mercado que exige cada vez mais padronização, agregação de valor, tecnologia e profissionalização.

    Manoel Oliveira, diretor-executivo e Lauro Andrade, presidente do IBRAHORT. Foto: DIvulgação

    O diretor-executivo do IBRAHORT, Manoel Oliveira, destacou a força das parcerias no evento. “Nosso diferencial está na construção de ações estratégicas para o setor. Fortalecemos as boas práticas e damos visibilidade a iniciativas como o MipExperience”, afirmou.

    Projeto premia produtores com certificação do MAPA

    Durante o encontro, o projeto Rota do Tomate + Sustentável realizou sua segunda etapa. A iniciativa mobiliza produtores de diversas regiões do país para adotar boas práticas agrícolas. Ao final do programa, cinco produtores receberão a Certificação de Boas Práticas Agrícolas do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), além de outros prêmios.

    O CEO da Promip, Marcelo Poletti, apresentou o programa MipExperience, que o Ministério da Agricultura reconhece como referência em boas práticas. Ele explicou os critérios de evolução até a etapa final da Rota do Tomate + Sustentável. “A presença de mais de 30 produtores selecionados no concurso no 4º Encontro do IBRAHORT foi fundamental para avançarmos. O workshop permitiu que os produtores esclarecessem dúvidas e interagissem diretamente com nossos consultores”, disse Poletti.

    Mais de 130 produtores iniciaram a jornada

    O programa Rota do Tomate + Sustentável inscreveu mais de 130 produtores. Destes, cerca de 70 avançaram para a capacitação virtual. Na terceira fase, aproximadamente dez produtores receberão acompanhamento técnico por dois meses. O objetivo é implementar boas práticas agrícolas e conquistar a certificação até o dia 15 de setembro, em Holambra (SP).

    O agrônomo e consultor do programa, Sergio Hanai, alertou os participantes sobre a importância do manejo preventivo, especialmente contra a mosca-branca, uma das principais pragas do tomate. “A prevenção determina o sucesso. A mosca-branca exige manejo preciso e contínuo. Qualquer falha compromete a produtividade. Hoje tivemos uma troca muito rica entre os participantes”, enfatizou Hanai.

    Heidy Milan, da PariPassu, orientou os produtores sobre a preparação para as próximas etapas e reforçou o alinhamento técnico das propriedades. “O produtor precisa usar o manual do MipExperience como referência e realizar um checklist detalhado da propriedade. A visita técnica decide a classificação”, afirmou.

    Produtores compartilham experiências e desafios

    Participantes de diferentes regiões relataram suas realidades. De Pará de Minas (MG), Tiago Andrade Duarte participou ao lado da mãe, Maria Mercês. A família cultiva tomate Angélica em sistema protegido, em 3,5 hectares. “Buscamos a certificação para valorizar nosso produto no mercado e ampliar o reconhecimento”, disse Tiago. Maria Mercês completou: “O que mais me chamou a atenção: para conquistar a certificação, precisaremos ficar ainda mais organizados. Isso faz toda a diferença.”

    De Inconfidentes (MG), Caetano Gamarini produz hortaliças orgânicas. Ele destacou a troca de conhecimento no evento. “Já passamos pelas etapas teóricas e agora trocamos experiências com técnicos e produtores. Isso fortalece muito o conhecimento”, afirmou.

    A produtora Luiza Brum Carius Gomes, de Paty de Alferes (RJ), também valorizou a iniciativa. “Trabalhamos em família e buscamos a certificação para qualificar nosso produto e ganhar competitividade”, disse Luiza.

    De Dourados (MS), Lucca Pereira Cifuentes Valenzuela compartilhou o desafio de produzir em estufa num clima diferente do restante do país. “Tenho estufas com tomate e meu maior desafio é manter a estufa mais seca durante o verão úmido da região. Busco orientações técnicas e a certificação”, explicou.

    Após o workshop, os participantes acompanharam um debate sobre mercado com a pesquisadora do Cepea, Margarete Boteon. Ela trouxe perspectivas positivas para o setor. “Provavelmente teremos recuperação dos preços ao produtor em 2026. O ano passado foi muito difícil, com quedas expressivas em culturas como cebola e batata por causa do aumento da oferta. Para este ano, a tendência de menor área e produtividade pode favorecer o equilíbrio de preços”, explicou.

  • Como a mudança climática vai sacudir a horticultura brasileira

    Como a mudança climática vai sacudir a horticultura brasileira

    A horticultura brasileira enfrenta um ano de grandes desafios climáticos. A transição de um La Niña curto e de baixa intensidade, caracterizado pelo esfriamento das águas do Oceano Pacífico, para um evento de El Niño com maior persistência deve inverter as condições produtivas que favoreceram o setor em 2025. O alerta é da revista Hortifruti Brasil, referência técnica no segmento.

    Em 2025, a combinação entre chuvas relativamente bem distribuídas e temperaturas adequadas resultou em produtividade elevada para diversas culturas hortícolas. O novo cenário climático para 2026, no entanto, aponta em direção oposta: mais calor, irregularidade hídrica e pressão crescente sobre os custos de produção.

    O que muda com o El Niño

    O El Niño é um fenômeno climático causado pelo aquecimento anômalo das águas do Oceano Pacífico Equatorial que afeta os padrões de chuva e temperatura em todo o planeta. E o Brasil está entre os países mais impactados. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC/Inpe), os efeitos variam por região. Enquanto o Sul tende a registrar chuvas acima da média, o Nordeste e partes do Centro-Oeste podem enfrentar estiagens mais severas.

    Para a horticultura, que depende fortemente de condições climáticas estáveis, esse desequilíbrio é especialmente crítico. As altas temperaturas associadas ao fenômeno tendem a acelerar os ciclos vegetativos das plantas, comprometer a qualidade dos produtos e intensificar problemas fitossanitários. Como o avanço de pragas e doenças fúngicas, que se proliferam com mais facilidade em ambientes quentes e úmidos.

    Irrigação no centro do debate

    Em regiões com menor disponibilidade hídrica, a irrigação deixa de ser apenas uma ferramenta de suporte. E passa a ser condição essencial para a manutenção da produção. O problema é que o custo dessa operação também cresce em anos de El Niño, pressionando as margens dos produtores. Especialmente os de menor porte, que têm menos acesso a crédito e tecnologia.

    Pesquisadores da Hortifruti Brasil destacam que a viabilidade econômica da irrigação será um dos fatores centrais para determinar quem conseguirá manter volumes e qualidade ao longo do ano. A gestão eficiente da água, o uso de sistemas mais modernos como gotejamento e a leitura regionalizada do clima são apontados como diferenciais competitivos para a safra 2026.

    Planejamento como resposta

    Diante desse cenário, especialistas recomendam que produtores redobrem o monitoramento climático regional. E também intensifiquem o controle fitossanitário preventivo e revisem seus planos de custeio levando em conta o aumento potencial de despesas com irrigação e defensivos agrícolas.

    A horticultura brasileira movimenta bilhões de reais anualmente e abastece tanto o mercado interno quanto cadeias de exportação. Em um ano marcado pela instabilidade climática, a capacidade de adaptação técnica e a antecipação de riscos serão os maiores ativos dos produtores que quiserem manter competitividade e rentabilidade em 2026.

  • Clima mais adverso desafia horticultura em 2026

    Clima mais adverso desafia horticultura em 2026

    A transição de La Niña para El Niño deve intensificar desafios aos produtores em 2026. A equipe do Cepea avalia que a mudança altera o ambiente produtivo da horticultura brasileira. Segundo o centro ligado à Esalq/USP, 2025 registrou clima mais favorável ao campo. Naquele ano, chuvas bem distribuídas e temperaturas adequadas elevaram a produtividade de diversas culturas.

    Agora, o novo cenário climático amplia riscos e exige maior planejamento técnico. Além disso, os produtores precisam aprimorar a leitura regional do clima e reforçar a gestão de custos.

    As projeções indicam temperaturas médias mais elevadas ao longo de 2026. Elas também apontam mudanças no regime de chuvas a partir do inverno. Ou seja, essas alterações devem afetar as regiões brasileiras de forma distinta.

    O comportamento do El Niño varia conforme cultura, região e sistema produtivo. Portanto, não existe efeito climático único sobre frutas e hortaliças.

    Os pesquisadores da Hortifruti Brasil destacam impactos diretos das altas temperaturas. O calor tende a intensificar problemas fitossanitários e acelerar ciclos produtivos. Além disso, pode comprometer a qualidade, principalmente quando há excesso de umidade.

    Irrigação

    Em áreas com menor disponibilidade hídrica, a irrigação se torna fator decisivo. Nesse contexto, custo e viabilidade do sistema influenciam a manutenção da produção.

    A experiência recente também reforça outro alerta ao produtor.  Os ganhos de produtividade não garantem melhores margens automaticamente. O aumento de oferta, perdas de qualidade e pressão de custos reduzem a rentabilidade. Esse cenário já marcou o desempenho do setor ao longo de 2025.

    Diante disso, o monitoramento climático contínuo torna-se essencial em 2026. Os produtores precisam adotar manejo mais preciso e escalonar plantios. Além disso, devem avaliar riscos com maior rigor. Essas estratégias serão decisivas para preservar produtividade, qualidade e rentabilidade na horticultura brasileira.

  • Bayer leva inovações em proteção de cultivos e genética à Hortitec

    Bayer leva inovações em proteção de cultivos e genética à Hortitec

    A Bayer marca presença na 30ª edição da Hortitec, que começa nesta quarta-feira (25), em Holambra (SP), com dois novos fungicidas e cultivares inéditas voltadas ao mercado hortifrúti. Com foco em produtividade, sustentabilidade e inovação genética, a empresa apresenta soluções integradas para o campo e também para o consumidor final.

    Entre os destaques estão os fungicidas Valpura e Xivana Smart, desenvolvidos para o controle de doenças que afetam a rentabilidade nas lavouras. O Valpura combate a pinta preta na batata e no tomate, oídio em uva, sarna em maçã e mal de sigatoka em banana. Já o Xivana Smart atua contra requeima e míldio em culturas como cebola, tomate, alface, batata e uva. “São ferramentas que reforçam nossa missão de promover uma agricultura mais sustentável e eficiente”, afirma Fabio Maia, Gerente de Portfólio Frutas e Vegetais da Bayer.

    Genética avançada para frutas e hortaliças

    No estande da marca Seminis, braço de sementes da Bayer, os visitantes encontram o melão Orange Candy, de casca amarela, polpa crocante e alto teor de açúcar, e o milho doce Bom de Mays, voltado ao consumo in natura. Ambos combinam sabor, resistência a doenças e facilidade no manejo. “Essas cultivares mostram como a inovação genética pode transformar a horticultura brasileira”, diz Franco Valdivieso, Gerente de Marketing de Clientes da Seminis.

    O portfólio ainda inclui o tomate ComandanTY, tolerante à virose TY, alface Eneida, que evita pendoamento precoce, cenoura Catânia, adaptada ao inverno, e a cebola Codal, com vigor de planta e uniformidade.

    Campo à mesa com experiência sensorial

    Além das tecnologias, a Bayer promove a ação “Raízes do Sabor”, conduzida pelo chef John Leon. O público pode experimentar pratos preparados com os ingredientes cultivados com o apoio das soluções da marca, como o melão Orange Candy e o milho doce Bom de Mays. “Queremos que o público experimente o sabor da inovação”, afirma Rafael Texeira, Gerente de Contas da Seminis.

    A Hortitec 2025 segue até sexta-feira (27), reunindo os principais nomes do agronegócio hortifrúti da América Latina.

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