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  • Cantor vive em casa luxuosa, recebe “mesada” e investe em horta comunitária de 8 mil metros quadrados

    Cantor vive em casa luxuosa, recebe “mesada” e investe em horta comunitária de 8 mil metros quadrados

    Aos 67 anos, o cantor e sambista Zeca Pagodinho continua como um dos maiores nomes da música brasileira. Além da carreira consolidada no samba, ele também chama atenção pelo estilo de vida familiar, pela mansão luxuosa onde vive no Rio de Janeiro e pelos projetos sociais que mantém na Baixada Fluminense.

    Recentemente, o artista abriu as portas de sua residência durante participação no programa Em Família com Eliana, exibido pela Globo no último domingo (17).

    Na área externa, a mansão possui piscina, espaço gourmet e locais planejados especialmente para receber amigos, filhos e netos. Além disso, o espaço transmite o clima descontraído que sempre marcou a personalidade de Zeca. Já na parte interna, o sambista expõe discos de ouro e platina, prêmios conquistados ao longo da carreira e diversas obras de arte feitas em sua homenagem.

    Zeca Pagodinho abre as portas de sua casa para Eliana — (Foto: Reprodução/Globo)

    Outro detalhe que chamou atenção foi o altar dedicado a São Jorge, santo pelo qual o cantor demonstra grande devoção. Ao mesmo tempo, um simples colchonete no chão da sala ganhou destaque durante a entrevista. Segundo Zeca, aquele é o lugar preferido para brincar com os netos e aproveitar os momentos em família.

    Altar religioso de Zeca Pagodinho — (Foto: Reprodução/Globo)

    Além da vida confortável, o cantor também divertiu o público ao revelar que ainda recebe mesada da esposa, Monica, com quem é casado há cerca de 40 anos. Atualmente, ela administra o patrimônio da família e entrega ao marido um valor mensal para gastos pessoais.

    Durante a conversa, o casal tratou o assunto com bom humor. “Deixa esse assunto para lá, que é um assunto delicado, já estou devendo”, brincou Monica. Em seguida, Zeca completou: “Eu já pedi quatro vezes mês passado”.

    Projeto social transforma comunidade

    Por outro lado, Zeca Pagodinho também utiliza sua fama e seus recursos para investir em ações sociais. O artista mantém um instituto voltado para pessoas de baixa renda, oferecendo aulas de música e iniciativas comunitárias em Xerém, distrito de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

    Entre os principais projetos está a Horta Urbana Xerém I, primeira horta urbana comunitária da região. Em 2025, o cantor decidiu ceder um terreno de 8 mil metros quadrados, que antes servia como pasto, para transformar o espaço em uma área produtiva voltada à comunidade.

    Como resultado, o projeto rapidamente começou a beneficiar moradores da região. Em apenas três meses de funcionamento, a horta distribuiu mais de uma tonelada de alimentos para famílias locais.

    Atualmente, o espaço reúne mais de 11 mil mudas de hortaliças, incluindo alface, acelga, rúcula, beterraba, brócolis, quiabo e salsa. Além disso, a área também abriga mais de 50 espécies de árvores frutíferas, como acerola, jabuticaba, manga, carambola e laranja Bahia.

    Quando atingir a produção máxima, a expectativa é que a horta gere até 40 toneladas de alimentos por ano. Dessa forma, parte dos produtos seguirá gratuitamente para famílias cadastradas, creches e escolas públicas. Enquanto isso, outra parte integrará o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) da Prefeitura de Duque de Caxias, garantindo renda para trabalhadores envolvidos no cultivo da terra.

    Zeca Pagodinho na Horta Xerém I, de onde hortaliças, frutas e legumes serão colhidos para alimentar comunidade
    (Foto: Reprodução/Ana Branco)
  • Horta de Zeca Pagodinho pode produzir 40 toneladas e mudar cenário carioca

    Horta de Zeca Pagodinho pode produzir 40 toneladas e mudar cenário carioca

    Em 2025, uma área de 8 mil metros quadrados que servia de pasto em Xerém, distrito de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, ganhou um destino completamente diferente. O cantor Zeca Pagodinho cedeu o terreno para a criação da Horta Urbana Xerém I, primeira horta urbana comunitária do distrito, e o resultado chegou rápido: em apenas três meses de operação, o projeto já havia distribuído mais de uma tonelada de alimentos para a comunidade local.

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    A iniciativa partiu do filho do sambista, Louiz Carlos da Silva, e encontrou terreno fértil, tanto literalmente quanto na vontade do cantor de transformar o seu entorno. “A vida tem que ser assim, ninguém pode viver sozinho. Tem que ser tudo dividido. É a vida, dividir o que eu ganhei”, afirma o cantor.

    O que está plantado ali e o que pode crescer

    O espaço já reúne mais de 11 mil mudas de hortaliças, entre abóbora, acelga, alface, beterraba, brócolis, rúcula, quiabo e salsa, além de mais de 50 espécies de árvores frutíferas como acerola, jabuticaba, carambola, manga e laranja Bahia. A variedade não é por acaso: o cultivo diversificado garante produção constante ao longo do ano e uma dieta mais equilibrada para as famílias atendidas.

    Quando estiver em plena produção, a estimativa é que a horta gere até 40 toneladas de alimentos por ano. Parte será distribuída gratuitamente para famílias cadastradas, creches e escolas públicas. Outra parte entra no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) da Prefeitura de Duque de Caxias, o que garante renda para quem trabalha na terra.

    Zeca Pagodinho na Horta Xerém I, de onde hortaliças, frutas e legumes serão colhidos para alimentar comunidade
    (Foto: Reprodução/Ana Branco)

    Embrapa e UFRRJ no meio do samba

    O projeto não funciona sozinho. O Instituto Zeca Pagodinho atua em parceria com a Embrapa Agrobiologia e a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, que fornecem suporte técnico e capacitação. O nome dado à unidade é “Quintal Produtivo”, e ele integra a Política Nacional de Agricultura Urbana e Periurbana, com apoio do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

    “Em três meses de projeto, já distribuímos mais de uma tonelada de alimentos, atendendo às cozinhas solidárias da Baixada”, explicou Louiz Carlos. Além da produção, o Instituto organiza cursos de agricultura agroecológica para que moradores da região aprendam a transformar seus próprios quintais em espaços produtivos. O conhecimento circula entre os vizinhos e o alcance da iniciativa cresce junto.

    Um problema real com resposta concreta

    O contexto que cerca esse projeto não é pequeno. Dados do IBGE indicam que, em 2023, cerca de 1,2 milhão de pessoas no Rio de Janeiro viviam em situação de insegurança alimentar. No Brasil, 9% dos domicílios ainda enfrentam insegurança alimentar moderada ou grave, mesmo após o país sair do Mapa da Fome da ONU.

    “Quando chegamos a Xerém, era tudo barro, poucas famílias, e muita gente passando necessidade. Para todo mundo que entra no sítio, eu pergunto: ‘Já almoçou?’ Pobre, rico, polícia, otário, malandro… todo mundo come”, contou Zeca ao jornal O Globo. A horta, nesse sentido, não é só um projeto agrícola. É a formalização de uma prática que o sambista já carregava como modo de vida.

    O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, que visitou o Instituto em julho de 2024 para firmar o acordo que viabilizou a iniciativa, resumiu bem o que está em jogo: “Alimentar é um verbo que o Brasil está precisando utilizar, e a gente conjuga a partir daqui, com o Instituto Zeca Pagodinho.”