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  • Hortitec traz novidades contra pragas e viroses do tomate

    Hortitec traz novidades contra pragas e viroses do tomate

    A BASF Soluções para Agricultura aproveitou a Hortitec 2026, realizada entre os dias 17 e 19 de junho, em Holambra (SP), para apresentar novas tecnologias voltadas ao cultivo de tomate. As soluções reúnem sementes, proteção de cultivos, biológicos, agricultura digital e ferramentas financeiras. O objetivo é ajudar os produtores a aumentar a produtividade e melhorar a rentabilidade das lavouras.

    O sistema produtivo de hortifrúti está entre as prioridades da empresa no Brasil. Além disso, a companhia mantém investimentos em culturas como soja, milho, algodão e arroz. Globalmente, a BASF investe cerca de 1 bilhão de euros por ano em pesquisa e desenvolvimento. No Brasil, estão previstos aproximadamente 30 lançamentos até 2035, incluindo novas moléculas, formulações, traits, sementes e ferramentas digitais.

    Entre as novidades apresentadas na feira, o destaque foi a ampliação do uso do inseticida Efficon para a cultura do tomate.O produto atua desde o início do ciclo da planta. Além disso, conta com o chamado “Efeito Freeze”, tecnologia que paralisa imediatamente os insetos. Dessa forma, interrompe o desenvolvimento das pragas e reduz a transmissão de doenças.

    Por sua vez, outra solução apresentada foi o Vinquo. O inseticida é desenvolvido a partir da molécula Inscalis e indicado para o controle de insetos sugadores. Entre eles estão a mosca-branca no tomate e o pulgão-verde na batata. Já o fungicida Mibelya utiliza a molécula Revysol. O produto auxilia no controle de doenças como o oídio e a septoriose no tomate. Também é indicado para o manejo da pinta-preta na batata.

    Genética e resistência no campo

    Além das soluções para proteção de cultivos, a marca Nunhems, divisão de sementes de frutas e hortaliças da BASF, também apresentou novidades durante a Hortitec. O portfólio é voltado ao aumento da produtividade e ao fortalecimento da resistência das plantas diante dos principais desafios fitossanitários.

    Nesse contexto, entre os destaques está o híbrido de tomate Strongton. A variedade combina alta produtividade com resistência a viroses transmitidas pela mosca-branca e pelos tripes. Além disso, oferece resistência ao vírus rugoso do tomate (ToBRFV).

    Já entre as soluções para enxertia, a empresa apresentou o porta-enxerto Enholder. A solução contribui para aumentar o vigor das plantas e melhorar a estabilidade produtiva. Da mesma forma, favorece o desempenho das lavouras em áreas com pressão de doenças de solo, nematoides e estresse hídrico.

    Segundo Golmar Beppler Neto, gerente de Vendas da BASF Brasil para a Nunhems, a feira representa uma oportunidade importante de aproximação com os produtores.

    “A Hortitec é um momento único para nós. É a maior feira da América Latina e a oportunidade de conectar as nossas soluções com os produtores, mostrando os benefícios que conseguimos trazer para toda a cadeia. Neste ano, trouxemos soluções voltadas ao tomate como principal mote do evento, com destaque para o Strongton, um híbrido que oferece mais segurança ao produtor”, afirmou.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Inovação para enfrentar os desafios da produção

    Por outro lado, para Katty Caroline Corrente, líder do sistema produtivo de hortifrúti, cana-de-açúcar e café da BASF Soluções para Agricultura, a Hortitec também é um momento estratégico para ouvir os agricultores.

    “A Hortitec é a feira mais importante da América Latina para o setor de horticultura. É um momento muito importante para reunir os horticultores, apresentar lançamentos, conversar com clientes e entender um pouco mais as dores que eles sentem no campo”, destacou.

    Além disso, de acordo com a executiva, este é o terceiro ano consecutivo em que a empresa leva inovações para a feira.

    “Estamos trazendo mais uma inovação, que é o Efficon para o manejo de pragas sugadoras. As inovações vêm justamente para ajudar o produtor a enfrentar os desafios do campo”, explicou.

    Por fim, Katty comentou o cenário econômico enfrentado pelos produtores de tomate e batata. Segundo ela, os preços das duas culturas passaram por um período de forte pressão ao longo deste ano. No entanto, o mercado já apresenta sinais de recuperação. Ainda assim, os produtores seguem atentos aos custos de produção.

    “Vivemos um momento muito difícil em termos de preço, com valores mais baixos para tomate e batata. Agora observamos uma ligeira recuperação. O produtor não pode deixar de investir em inovação, mas precisa ter resultados. Por isso, a BASF trabalha com soluções integradas que melhoram a produtividade e oferecem custo-benefício, permitindo que ele enxergue valor no manejo mesmo em períodos de baixa”, concluiu.

  • Inteligência artificial e novas cultivares marcam a Hortitec

    Inteligência artificial e novas cultivares marcam a Hortitec

    A Hortitec 2026 reunirá lançamentos e tecnologias voltadas ao aumento da produtividade e da sustentabilidade no campo. A feira acontece entre 17 e 19 de junho, em Holambra (SP), e deve receber 32 mil visitantes.

    Ao todo, 520 empresas do Brasil e do exterior participarão da 31ª edição da Exposição Técnica de Horticultura, Cultivo Protegido e Culturas Intensivas. A expectativa é movimentar R$ 750 milhões em negócios durante e após o evento.

    As novidades refletem as principais demandas da hortifruticultura brasileira. Automação, rastreabilidade, sustentabilidade, produtividade e saudabilidade lideram os investimentos do setor.

    O mercado também acompanha a mudança no comportamento do consumidor. A busca por alimentos saudáveis e práticos impulsiona a expansão de produtos frescos e higienizados.

    Embrapa amplia portfólio de alimentos nutritivos

    Entre os destaques da feira, a Embrapa apresenta novas cultivares de Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs). Em parceria com a Isla Sementes, a instituição lança as variedades Bertalha BRS Tereverde e Caruru Verde BRS Ilekalu. As cultivares oferecem alta densidade nutricional, apelo visual e praticidade ao consumidor.

    Além disso, a Embrapa Clima Temperado apresenta a batata-doce BRS BC179 Prenda. A cultivar biofortificada possui elevado teor de carotenoides e alta produtividade.

    Inteligência artificial chega à floricultura

    A tecnologia também ganha espaço na produção de flores. A Focusight Technology Co. apresenta a Classificadora Inteligente de Flores no estande da Green House. O equipamento utiliza visão artificial e inteligência artificial para automatizar etapas do processo produtivo.

    A solução realiza classificação, corte de hastes, amarração e empacotamento. Com isso, aumenta a eficiência e reduz a dependência de mão de obra.

    Novas flores apostam em qualidade e rentabilidade

    A Bio Plugs leva ao evento uma nova versão da tradicional Gérbera. A variedade apresenta flores duplas e gigantes, com cerca de 12 centímetros de diâmetro. Além disso, possui hastes mais robustas e maior constância de corte.

    Já o girassol sem pólen surge como alternativa inovadora para produtores e consumidores. O híbrido oferece produção precoce, maior durabilidade e reduz riscos de alergias respiratórias.

    Alfaces chegam ao mercado de processamento

    As empresas também apostam em hortaliças voltadas ao segmento de alimentos processados.

    A Enza Zaden lança a alface Harumi, variedade americana adaptada ao cultivo de primavera e verão. A cultivar apresenta alta uniformidade e excelente rendimento para processamento.

    Por sua vez, a Sakata apresenta a alface Bella Folha. Segundo a empresa, trata-se da primeira alface crespa desenvolvida especificamente para o mercado de processamento.

    Biotecnologia reforça sustentabilidade

    O setor de fertilizantes e defensivos também traz inovações sustentáveis. Entre elas está o RadiSanPro, da Futureco Bioscience. O produto estimula o desenvolvimento radicular e ativa mecanismos naturais de defesa das plantas.

    Além disso, a tecnologia fortalece a resistência contra fungos e nematoides, contribuindo para uma produção mais eficiente e sustentável.

  • Hortitec reúne inovações para o futuro da horticultura

    Hortitec reúne inovações para o futuro da horticultura

    A Hortitec 2026 reunirá 520 empresas brasileiras e estrangeiras para apresentar soluções voltadas à horticultura, cultivo protegido e culturas intensivas. O evento ocorrerá entre os dias 17 e 19 de junho, em Holambra (SP).

    A organização espera receber cerca de 32 mil visitantes. Além disso, a feira projeta movimentar R$ 750 milhões em negócios durante e após o evento.

    As empresas levarão ao público tecnologias voltadas à automação, sustentabilidade, produtividade, rastreabilidade e saudabilidade. Essas áreas concentram os principais desafios enfrentados pelos produtores de hortifrúti no Brasil.

    De olho no consumidor

    O setor também acompanha mudanças no comportamento do consumidor. Atualmente, cresce a procura por alimentos saudáveis, nutritivos e práticos para o dia a dia. Por isso, produtos frescos, higienizados e prontos para consumo ampliam participação na cesta de compras dos brasileiros.

    Entre os destaques da feira, a Embrapa e a Isla Sementes apresentarão novas cultivares de Plantas Alimentícias Não Convencionais (Pancs). As variedades Bertalha BRS Tereverde e Caruru Verde BRS Ilekalu combinam valor nutricional, praticidade e apelo visual.

    Nova batata-doce

    A Embrapa Clima Temperado também lançará a batata-doce BRS BC179 Prenda. A cultivar possui alto teor de carotenoides e elevada produtividade.

    Flores

    Na floricultura, a tecnologia ganhará espaço com a Classificadora Inteligente de Flores. A solução utiliza visão artificial e inteligência artificial para classificar, cortar e embalar flores automaticamente. Segundo os expositores, a tecnologia aumenta a eficiência operacional e reduz impactos da escassez de mão de obra no campo.

    O setor também apresentará novas variedades ornamentais. A Bio Plugs exibirá uma Gérbera com flores duplas e gigantes, hastes resistentes e longo ciclo produtivo.

    Outro lançamento será o Girassol sem pólen. O híbrido oferece maior durabilidade, evita sujeira e reduz riscos de alergias respiratórias.

    Hortaliças processadas

    No segmento de hortaliças processadas, empresas apostam em variedades adaptadas ao mercado de produtos frescos e higienizados.

    A Enza Zaden lançará a alface Harumi. A variedade apresenta alta uniformidade e excelente rendimento para processamento.

    Já a Sakata apresentará a alface Bella Folha. A cultivar é a primeira alface crespa desenvolvida especificamente para o mercado de processamento.

    Fertilizantes e defensivos

    No setor de fertilizantes e defensivos, a biotecnologia reforçará a busca por sistemas produtivos mais sustentáveis.

    Entre as novidades, o RadiSanPro se destaca por estimular o desenvolvimento das raízes e fortalecer os mecanismos naturais de defesa das plantas.

    Com lançamentos voltados à eficiência e à sustentabilidade, a Hortitec 2026 reforça seu papel como uma das principais vitrines de inovação para a horticultura brasileira.

     

     

     

     

  • HORTITEC 2026 espera movimentar R$ 750 milhões em Holambra

    HORTITEC 2026 espera movimentar R$ 750 milhões em Holambra

    A 31ª edição da HORTITEC – Exposição Técnica de Horticultura, Cultivo Protegido e Culturas Intensivas – será realizada entre os dias 17 e 19 de junho, em Holambra (SP). Com isso, a feira reforça sua posição como principal encontro do setor hortifrutícola brasileiro e um dos mais importantes da América Latina. Todos os espaços já foram comercializados. Além disso, a organização estima receber cerca de 32 mil visitantes e movimentar aproximadamente R$ 750 milhões em negócios durante os três dias de evento.

    Neste ano, a feira reunirá 520 empresas expositoras nacionais e internacionais. O público encontrará lançamentos voltados à horticultura, floricultura e culturas intensivas. Entre as novidades estarão novas variedades de frutas, legumes, verduras e flores. Além disso, serão apresentadas soluções para irrigação de precisão, manejo de mudas, cultivo protegido e uso eficiente de água e energia. Também haverá ferramentas digitais aplicadas à produção agrícola.

    Destaques

    Entre os destaques da edição está a participação do Grupo Casa Bugre, presente na HORTITEC desde a sétima edição. Ao longo de mais de 24 anos de participação contínua, a empresa acompanhou a evolução tecnológica do setor. Neste ano, apresentará novidades voltadas à agricultura de alta performance. O foco estará em nanotecnologia, microalgas e nutrifisiologia aplicada.

    Segundo Flavio Maia, CEO do Grupo Casa Bugre, a feira representa um ambiente estratégico para aproximar inovação e produção agrícola.

    “A Hortitec é um dos principais pontos de conexão entre ciência, inovação e o produtor rural. Para o Grupo Casa Bugre, estar presente nesse ambiente é a materialização do nosso propósito: conectar o conhecimento científico às necessidades reais do campo. É nesse contato direto com o produtor que conseguimos levar nossas novas tecnologias, soluções e inovações, contribuindo para uma agricultura mais eficaz, rentável e sustentável. Mais do que apresentar produtos, a feira nos permite ouvir, entender e evoluir junto com quem está no dia a dia da produção”, afirma.

    Inovação em nutrição vegetal e microalgas

    Entre os lançamentos anunciados está o AgLithis, solução nutricional baseada em nanotecnologia. O produto foi desenvolvido para fornecer cálcio de alta eficiência às plantas. Dessa forma, atua diretamente nos processos fisiológicos das culturas. Além disso, favorece a absorção e o aproveitamento dos nutrientes. Como resultado, contribui para ganhos de produtividade, uniformidade e qualidade.

    Outro destaque será o Argemiro, novo porta-enxerto da Bayer Seminis para pimentões. O material foi desenvolvido para proporcionar maior vigor vegetativo e estabilidade produtiva. Assim, busca atender às demandas dos produtores por mais segurança no manejo. Além disso, oferece melhor desempenho agronômico.

    O Grupo Casa Bugre também levará à feira sua linha de BioPotencializadores com tecnologia de microalgas. Entre os produtos apresentados estarão o AfiMax, o OrusMax e o MiMax, desenvolvidos para potencializar a eficiência dos manejos fitossanitários e ampliar o desempenho dos inseticidas.

    Na área de bioestimulantes, a empresa exibirá os produtos Stimulife Impetus, Stimulife Robust e Stimulife Rizogen. Já o Active31 será apresentado como uma solução prebiótica para o solo. O produto foi formulado para estimular a microbiota da rizosfera. Além disso, favorece o desenvolvimento de microrganismos benéficos próximos às raízes.

    De acordo com Everton Campos, diretor de Marketing e Inovação do Grupo Casa Bugre, as microalgas oferecem benefícios em diferentes frentes da produção agrícola.

    “As microalgas atuam como bioestimulantes e biopotencializadores, induzindo respostas fisiológicas que fortalecem a planta, aumentam a tolerância a estresses e melhoram a eficiência do manejo”, afirma.

    Além disso, compostos bioativos presentes nas microalgas auxiliam na redução do estresse oxidativo das plantas e favorecem a translocação de nutrientes, contribuindo para frutos mais firmes, uniformes e com maior vida pós-colheita.

    Agricultura 6.0 e eficiência no uso de nutrientes

    A Agrilife, empresa do Grupo Casa Bugre, também apresentará tecnologias voltadas à nutrifisiologia aplicada. Além disso, destacará o conceito de Nutrient Use Efficiency (NUE). Esse indicador mede a eficiência com que os nutrientes fornecidos são convertidos em produtividade.

    Entre as soluções que estarão em exposição estão os produtos AgBasis, AgFortis, AgMaturis e AgGranum. As tecnologias foram desenvolvidas para atuar em diferentes fases do ciclo produtivo, promovendo desde o desenvolvimento radicular até a maturação uniforme de frutos e o enchimento de grãos.

    Para Renato Opitz, diretor da HORTITEC, a feira desempenha papel estratégico para o desenvolvimento da cadeia hortifrutícola.

    “A edição 2026 apresentará soluções tecnológicas para toda a cadeia, em especial para o produtor que quer manter a produtividade elevada e ampliar sua competitividade no mercado. Isto porque a HORTITEC é um ecossistema hortifrutícola com muitas oportunidades de atualização, de novos negócios e, também, de network, ao atrair e reunir quem tem real interesse no setor”, destaca.

    Além das inovações tecnológicas, a HORTITEC 2026 contará com a presença de instituições financeiras. Elas oferecerão linhas de crédito voltadas ao investimento e ao custeio rural. Dessa maneira, os produtores poderão ampliar o acesso a recursos para modernização das propriedades. Também será possível acelerar a adoção de novas tecnologias.

    A feira também reunirá empresas ligadas à agricultura de precisão, inteligência artificial, bioinsumos, rastreabilidade, irrigação e automação. Além disso, estarão presentes companhias dos segmentos de genética, biotecnologia, defensivos, embalagens e maquinários. Assim, a HORTITEC reforça seu papel como um dos principais hubs de conhecimento e negócios do agronegócio brasileiro.

    Serviço

    HORTITEC 2026
    Data: 17 a 19 de junho de 2026
    Horário: 17 e 18 de junho, das 9h às 19h; 19 de junho, das 9h às 17h
    Local: Parque de Exposições da Expoflora – Holambra (SP)
    Ingressos: R$ 80 (inteira) e R$ 40 (estudantes e pessoas com mais de 60 anos)
    Informações: hortitec.com.br

  • Hortitec 2026 deve atrair 32 mil visitantes e movimentar o mercado agrícola

    Hortitec 2026 deve atrair 32 mil visitantes e movimentar o mercado agrícola

    A 31ª edição da Hortitec, principal feira de horticultura da América Latina, acontece entre os dias 17 e 19 de junho de 2026, em Holambra (SP), e deve movimentar cerca de R$ 750 milhões em negócios. O evento reunirá 520 expositores do Brasil e do exterior e espera receber aproximadamente 32 mil visitantes.

    Foto: Divulgação Hortitec

    O crescimento do setor hortifrutícola no Brasil acompanha a demanda por alimentos mais saudáveis, práticos e de maior valor agregado. Dados do Instituto Brasileiro de Horticultura (Ibrahort) indicam que o segmento movimenta R$ 3 bilhões por ano, com atuação de 1.200 produtores em 12 estados e no Distrito Federal. Atualmente, mais de 70% dos brasileiros priorizam alimentos frescos e convenientes, o que amplia a presença desses produtos no varejo.

    Mudanças sociais, como a redução do tamanho das famílias e o envelhecimento da população, somadas ao clima tropical, impulsionam o consumo de frutas, legumes e verduras. Esse cenário favorece especialmente produtos higienizados e prontos para consumo.

    Apesar do avanço, o setor ainda enfrenta desafios relevantes, como a escassez de mão de obra qualificada, limitações na cadeia de frio e baixa percepção de valor por parte do consumidor. Em contrapartida, produtores ampliam o uso de tecnologia, investem na integração das cadeias produtivas e buscam alternativas para o aproveitamento de resíduos, o que abre espaço para novos modelos de negócio.

    Fruticultura ganha espaço no mercado externo

    O Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores produtores de frutas do mundo, mas ainda tem baixa participação nas exportações, onde aparece em 24º lugar. Segundo a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas (Abrafrutas), o valor bruto da produção alcançou R$ 91,5 bilhões em 2024.

    As exportações, no entanto, seguem em trajetória de crescimento. Em 2025, o setor registrou aumento de 12% em valor e 19,6% em volume, atingindo US$ 1,45 bilhão e renovando recordes pelo terceiro ano consecutivo. A atividade ocupa mais de 2,8 milhões de hectares e gera cerca de 5 milhões de empregos diretos e indiretos.

    Floricultura retoma crescimento

    A cadeia de flores e plantas também mostra recuperação. Em 2024, o setor alcançou R$ 21,23 bilhões, alta de 9,95% em relação ao ano anterior, segundo o Ibraflor. O desempenho reverte a queda registrada em 2023, quando fatores econômicos e climáticos pressionaram o mercado.

    Atualmente, o país conta com 8.300 produtores, que cultivam 16.380 hectares. São Paulo lidera a produção e o consumo, concentrando 40% do PIB do setor. O segmento também se destaca pela geração de empregos, com forte participação feminina, que representa mais de 56% da força de trabalho.

    Hortitec destaca inovação e tecnologia

    A Hortitec 2026 apresentará soluções voltadas à modernização da produção, com destaque para agricultura de precisão, inteligência artificial, automação e cultivo protegido. O evento também trará novidades em sementes, nutrição, biotecnologia, defensivos, irrigação, embalagens e maquinário.

    Além das tecnologias, a feira ampliará o acesso a crédito rural, com a presença de instituições financeiras que oferecem linhas para investimento e custeio. A proposta é facilitar a adoção de inovação e aumentar a competitividade dos produtores.

    Segundo o diretor-geral da feira, Renato Opitz, o evento funciona como um ponto de conexão entre todos os elos da cadeia. “A Hortitec 2026 forma um ecossistema hortifrutícola com oportunidades de atualização, geração de negócios e networking”, afirma.

    Serviço

    A Hortitec 2026 ocorre de 17 a 19 de junho, no Pavilhão da Expoflora, em Holambra (SP). Nos dias 17 e 18, a feira funciona das 9h às 19h; no dia 19, das 9h às 17h. Os ingressos custam R$ 80, com meia-entrada a R$ 40.

    Mais informações estão disponíveis no site oficial do evento.

  • O trajeto das flores até virar presente no Dia das Mães

    O trajeto das flores até virar presente no Dia das Mães

    Entre estufas, leilões milionários e viagens pela madrugada, Holambra vive a semana mais intensa do ano enquanto rosas, lírios e orquídeas percorrem um caminho invisível até chegar às mãos das mães brasileiras.

    Quando o relógio ainda marca 4h da manhã, a rotina já ferve em Holambra. Caminhões entram e saem em silêncio, funcionários aceleram a separação de pedidos e produtores observam flores que ainda carregam gotas da madrugada.

    É nessa pequena cidade do interior paulista — responsável por cerca de 40% da produção nacional de flores e plantas ornamentais — que começa boa parte da jornada dos buquês vendidos no Dia das Mães.

    O que muita gente vê apenas como um presente delicado envolve uma operação quase cirúrgica.

    O caminho invisível das flores

    Tudo começa semanas antes da data comemorativa. Em estufas espalhadas por Holambra, produtores controlam temperatura, luminosidade e irrigação para que rosas, gérberas, crisântemos e orquídeas floresçam exatamente na semana do Dia das Mães.

    Uma flor que abre cedo demais perde valor. Uma que atrasa pode perder o pico das vendas.

    Por isso, a produção funciona quase como uma linha de precisão agrícola.

    Depois da colheita, as flores passam por hidratação, seleção manual e armazenamento em câmaras frias. Só então seguem para o maior centro de comercialização do país, o Veiling Holambra, estrutura que movimenta diariamente milhares de lotes de flores para floriculturas, supermercados e distribuidores brasileiros.

    A velocidade da operação impressiona. No próprio site institucional, o Veiling resume a dimensão da engrenagem: “Nossa operação funciona 24 horas por dia e 7 dias por semana”.

    Ali, tempo vale dinheiro — e também qualidade.

    Os pedidos crescem de forma explosiva às vésperas do Dia das Mães. Em poucos minutos, grandes compradores disputam lotes inteiros para abastecer cidades de Norte a Sul.

    Enquanto consumidores escolhem buquês em aplicativos ou vitrines de shopping, existe uma corrida silenciosa acontecendo nos bastidores.

    Holambra entra em “modo turbo”

    Em datas comemorativas, Holambra praticamente muda de ritmo.

    Funcionários ampliam turnos, cooperativas reforçam logística e produtores passam dias monitorando perdas causadas por calor excessivo, fungos ou atrasos no transporte.

    Foto: Veiling Holambra

    Neste ano, o próprio Veiling anunciou “áreas com funcionamento em escala 24/7” para atender a demanda concentrada do Dia das Mães.

    A pressão aumentou nos últimos anos.

    Além da alta procura por flores tradicionais, o mercado passou a acompanhar tendências mais “instagramáveis”, como arranjos monocromáticos, embalagens minimalistas, flores secas e composições premium para delivery.

    O comportamento do consumidor também mudou.

    Com redes sociais impulsionando presentes mais sofisticados, floriculturas passaram a investir em experiências visuais. Não basta apenas vender flores. Agora é preciso entregar impacto emocional — e fotogênico.

    Relatórios e apresentações recentes do mercado floral já apontam uma busca crescente por “variedades, cores, formatos e conceitos que dialogam com o comportamento do consumidor”, movimento que vem redesenhando vitrines e campanhas do setor.

    O avanço do delivery acelerou ainda mais essa transformação.

    Hoje, muitos pedidos feitos em aplicativos saem de Holambra e percorrem centenas de quilômetros refrigerados até chegar ao consumidor final em poucas horas.

    Uma viagem contra o tempo

    Depois do leilão e da distribuição, começa outra etapa crítica: a sobrevivência das flores.

    Rosas e lírios, por exemplo, são extremamente sensíveis à variação de temperatura. Qualquer falha logística pode comprometer aparência, perfume e durabilidade.

    Por isso, caminhões refrigerados viajam durante a madrugada para evitar calor intenso nas estradas.

    Em centros de distribuição, equipes fazem nova triagem antes da montagem dos arranjos. Só então os buquês ganham laços, caixas e cartões que aparecem nas vitrines e redes sociais.

    O consumidor vê beleza.

    Mas, por trás dela, existe uma cadeia que mistura agricultura de precisão, logística refrigerada e pressão comercial digna de grandes datas do varejo.

    Flores viram símbolo em tempos acelerados

    Mesmo em meio ao avanço da tecnologia e das compras digitais, as flores seguem entre os presentes mais procurados no Dia das Mães.

    O motivo vai além da estética.

    Especialistas do setor afirmam que datas emocionais fortaleceram o consumo de itens ligados a afeto, memória e experiência sensorial.

    Em um mundo cada vez mais acelerado, flores carregam justamente aquilo que algoritmos ainda não conseguem substituir: gesto, presença e emoção.

    Talvez por isso uma frase institucional do próprio Veiling Holambra faça tanto sentido nesta época do ano: “Do produtor ao cliente, um Brasil inteiro de conexões”.

    E é exatamente assim que milhões de flores deixam as estufas de Holambra para atravessar estradas, madrugadas e centros logísticos antes de pousar nas mãos de alguém no domingo de Dia das Mães.

  • Dia do Florista: pesquisa mostra otimismo mesmo diante de desafios

    Dia do Florista: pesquisa mostra otimismo mesmo diante de desafios

    No Dia do Florista, comemorado em 2 de setembro, uma pesquisa realizada pela Flowwow revela que 92% dos donos de floriculturas no Brasil estão otimistas com os próximos meses. O estudo ouviu empreendedores parceiros do marketplace, presente em mais de 40 países. Apesar dos desafios, os empresários apostam na recuperação do setor.

    O levantamento mostra que a maioria acredita no crescimento das vendas, especialmente durante as datas comemorativas do segundo semestre. Sete em cada dez esperam superar os resultados de 2024 nesse período. O impacto do digital é claro: 38% reportam que quase todas as vendas já ocorrem por canais online, como marketplaces, WhatsApp e Instagram.

    Por outro lado, apenas 22% registraram aumento no tíquete médio ou volume de compras, evidenciando que a digitalização ainda não amplia o consumo de forma significativa. No primeiro semestre de 2025, 54% dos floristas cresceram em vendas e 27% mantiveram estabilidade. Entre os principais obstáculos, destacam-se o aumento dos custos com frete, insumos e energia, além da dificuldade na fidelização dos clientes.

    “A palavra que define empreender no Brasil para muitos floristas é desafiador”, aponta a pesquisa realizada em agosto de 2025 com mais de 450 floriculturas parceiras em 17 estados brasileiros.

    Segundo Mikhail Liu-i-Tian, CEO da Flowwow no Brasil, o otimismo vem não só do calendário de datas especiais, mas também da aceleração das vendas digitais. “Os clientes buscam mais conveniência e variedade. As plataformas online facilitam a compra tanto para consumidores quanto para empreendedores”, afirma.

    Ele alerta que os desafios de custo e fidelizar clientes permanecem. No entanto, a digitalização e a aproximação com novos públicos mostram-se caminhos promissores para manter a confiança no futuro do setor.

     Setor de flores movimenta R$ 21 bi no Brasil com crescimento no segmento premium

    O mercado brasileiro de flores e plantas ornamentais vive um momento de forte expansão. O setor, que movimenta cerca de R$ 21,23 bilhões, espera um crescimento entre 5% e 8% em 2025. O avanço é puxado pelas datas comemorativas, pela consolidação do e-commerce e pela alta demanda no segmento premium.

    Os dados são das principais associações e cooperativas do setor. O Brasil conta com aproximadamente 8,3 mil produtores, a maioria de pequeno e médio porte. O estado de São Paulo se mantém como o coração da floricultura nacional, responsável por 75% da produção e 55% de todo o consumo do país.

    Segmento premium e e-commerce puxam onda de crescimento

    Um dos destaques do setor é o nicho de alto luxo. Só no primeiro semestre de 2024, esse segmento registrou crescimento superior a 30%. O ticket médio de um arranjo premium pode chegar a R$ 530. A tendência exige personalização, embalagens exclusivas e serviços de entrega ágil.

    As vendas online, embora ainda representem menos de 10% do faturamento total, se mostram um canal em ascensão. A praticidade do digital conquista um público cada vez maior.

    As flores mais populares seguem sendo as rosas e as orquídeas. O calendário de vendas é definido por três datas principais: Dia das Mães (responsável por 15% do faturamento anual), Dia dos Namorados e Dia Internacional da Mulher.

    Em períodos de pico de demanda, como no inverno brasileiro durante o Dia dos Namorados, o país recorre às importações. A Colômbia e o Equador são os principais fornecedores, com 93% dos produtos entrando no Brasil por via aérea para garantir a qualidade e a velocidade.

    Desafios: logística, custos e mão de obra

    Apesar do otimismo, o setor enfrenta obstáculos. A logística é o principal deles, devido à natureza perecível da mercadoria. A cadeia de frio e o transporte rápido são essenciais para evitar perdas.

    Os custos de insumos, muitos importados e impactados pela alta do dólar, pressionam os produtores. Outro problema crônico é a escassez de mão de obra qualificada em todas as etapas, do cultivo à distribuição.

    Cooperativa Holambra centraliza quase metade do comércio

    A Cooperativa Veiling Holambra se mantém como a principal central de comercialização do país, responsável por cerca de 45% do volume total de flores e plantas vendidas no Brasil.

    Foto: Cooperativa Veiling Holambra

    Para os próximos anos, a aposta do setor está na expansão para novas regiões, como a Serra da Ibiapaba, no Ceará. O investimento em tecnologia—com estufas climatizadas e controle de irrigação—é crucial para ganhar eficiência e reduzir perdas.

  • Sebrae-SP fortalece empreendedorismo na Hortitec 2025

    Sebrae-SP fortalece empreendedorismo na Hortitec 2025

    O Sebrae-SP reafirmou seu compromisso com o fortalecimento do empreendedorismo rural ao marcar presença de forma estratégica na 30ª edição da Hortitec, em Holambra. Com um estande movimentado até esta sexta-feira (27), a instituição apresentou uma série de ações voltadas ao desenvolvimento de pequenos negócios, com foco especial na inovação e na conexão com o mercado.

    Presente no segundo dia da feira, o diretor-superintendente do Sebrae-SP, Nelson Hervey Costa, destacou a relevância do evento para os objetivos da instituição. “Estamos mais uma vez na Hortitec, uma grande feira muito conectada ao pequeno produtor, nosso cliente. Temos aqui startups trazendo soluções tecnológicas, inovações e muitos produtores. É assim que reafirmamos nosso compromisso com quem empreende no campo.”

    Startups, pitchs e muito conteúdo técnico

    O estande recebeu uma programação intensa de painéis e encontros técnicos. Apenas nos dois primeiros dias foram realizados dez painéis temáticos, e o encerramento conta com atrações voltadas à inovação, incluindo pitchs de startups do agronegócio. Entre os destaques da sexta-feira estão a apresentação da N&P sobre tecnologia farmacêutica aplicada à hortifruticultura, da FertiSense com foco em adubação inteligente, e uma palestra da Nutralis sobre resistência das plantas ao estresse climático.

    Nilcio Freitas, gerente regional do Sebrae-SP em Campinas, reforçou a importância desse espaço para fomentar o ecossistema agro. “Fomentar o empreendedorismo é uma das nossas missões. Selecionamos negócios para dividir esse espaço conosco, dando visibilidade e acesso a um público estratégico.”

    Caso de sucesso: Tchê Jardins!!! transforma negócio com apoio do Sebrae-SP

    Entre os expositores que passaram pelo espaço, um exemplo se destaca pela trajetória inspiradora: Joel Alexandre Schmitt, proprietário da Tchê Jardins!!!, distribuidora de acessórios para jardinagem e paisagismo de Holambra. Participando pela segunda vez da Hortitec, Joel relata que o evento é uma vitrine fundamental para alcançar novos públicos e reforçar parcerias comerciais. “Mais do que vendas, a feira facilita o relacionamento com fornecedores e clientes, impulsionando a consolidação da nossa marca.”

    Joel Alexandre Schmitt, proprietário da Tchê Jardins – Foto: Agro em Campo/ Pedro H. Lopes

    A história da empresa se entrelaça com a do Sebrae-SP. Foi a partir de eventos, consultorias e do programa Empretec que Joel começou a se reconhecer como empreendedor. A mudança de postura resultou em avanços significativos: registro da marca, expansão do portfólio com seis produtos próprios, mais de mil itens em catálogo e uma estrutura produtiva com mil metros quadrados.

    “O apoio do Sebrae foi decisivo. Hoje a empresa é mais estratégica, sistemática e alinhada às demandas do mercado”, afirmou Joel, que agora aposta em novos equipamentos e investimentos para consolidar ainda mais sua presença no setor.

    A Hortitec 2025 segue até esta sexta-feira com expectativa de receber mais de 30 mil visitantes. A atuação do Sebrae-SP no evento evidencia como o suporte técnico e a valorização do pequeno produtor podem se traduzir em crescimento, inovação e impacto real no campo.

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    Poços artesianos ganham espaço como solução hídrica no agro

    Água é insumo essencial para qualquer cadeia produtiva do campo — e garantir seu acesso contínuo tem se tornado um dos grandes desafios da agricultura moderna. Apostando nesse cenário, a Edisonda Poços Artesianos marcou presença na 30ª Hortitec, realizada em Holambra, com soluções que vão além da perfuração: a empresa lançou sistemas de tratamento para tornar a água de poços potável, expandindo seu portfólio de serviços para produtores rurais.

    “O produtor precisa de independência hídrica, principalmente em regiões onde o custo da água fornecida pelas concessionárias é elevado ou o abastecimento não chega”, afirma Leticia Daleffe, representante da empresa na feira. Segundo ela, os poços artesianos são uma alternativa confiável e econômica para garantir o uso racional e contínuo da água no campo.

    Nova tecnologia para tratar a água dos poços

    Fundada em 1965, com base em conhecimento técnico e precisão geológica, a Edisonda atua desde o planejamento da perfuração até a legalização, manutenção e instalação de bombas. Este ano, porém, o destaque ficou por conta dos novos sistemas de filtragem, voltados ao tratamento da água captada. “Caso alguma análise indique que a água está fora dos padrões, oferecemos filtros para que ela se torne potável e segura”, explica Leticia.

    Fernando Daleffe; Letícia Daleffe; Giovanne Daleffe; Sara Giandomingo e Caio Mitone – Foto: Agro em Campo/ Pedro H. Lopes

    A empresa atende propriedades em todo o estado de São Paulo e no sul de Minas Gerais, cobrindo desde fazendas de grande escala até produtores familiares. Durante a Hortitec, o objetivo foi, também, ampliar contatos comerciais. “A feira é um momento importante para retomar conversas com clientes de Holambra e região, além de captar novos negócios. A visibilidade que ganhamos aqui é estratégica”, completa.

    No Brasil, as águas subterrâneas desempenham papel vital no abastecimento agrícola, industrial e doméstico. Confinadas em aquíferos formados há bilhões de anos, essas reservas naturais representam uma das fontes mais seguras de captação, desde que manejadas com conhecimento técnico e responsabilidade ambiental. E é justamente esse elo entre tecnologia, geociência e sustentabilidade que a Edisonda vem consolidando como referência.

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  • Armazenar energia solar vira aposta do agronegócio

    Armazenar energia solar vira aposta do agronegócio

    Na contramão dos apagões e da instabilidade elétrica que afetam áreas rurais em diversas regiões do país, empresas de energia solar têm apostado em soluções voltadas especificamente para o agronegócio. Durante a 30ª Hortitec, feira realizada em Holambra (SP), a Alba Energia apresentou tecnologias que ampliam a autonomia energética do produtor rural, com foco no armazenamento de energia solar e na redução da dependência da rede elétrica.

    Entre os destaques, estão os sistemas híbridos com baterias, capazes de armazenar o excedente da energia gerada durante o dia e reaproveitá-lo em momentos estratégicos, como falhas da rede, horários de pico ou em processos que exigem fornecimento contínuo.

    “A energia que antes era injetada na rede pode agora ser guardada para ser usada quando realmente for necessário”, afirma Samuel José Couto, coordenador de marketing da empresa. Segundo ele, a medida não apenas garante segurança no fornecimento, mas também proporciona economia no longo prazo, com retorno do investimento estimado entre cinco e sete anos.

    Busca por autonomia energética cresce no agro

    Com as novas exigências de sustentabilidade e o avanço da regulação, produtores têm buscado alternativas mais limpas e eficientes. A energia solar passou a ser encarada como decisão estratégica, com impacto ambiental e financeiro.

    “Quando o produtor opta pela energia solar, ele evita a emissão de carbono e, ao mesmo tempo, agrega economia ao seu negócio”, diz Couto. Segundo ele, o dinheiro economizado pode ser reinvestido em outras etapas da produção.

    Samuel José Couto e Brenda Tibúrcio – Foto: Agro em Campo/ Pedro H. Lopes

    A instabilidade da rede elétrica nas áreas rurais é hoje um dos principais motivos que impulsionam a procura por tecnologias híbridas. Em regiões com infraestrutura deficiente ou com alto consumo energético, o sistema permite que a propriedade continue funcionando mesmo em situações de emergência.

    “Esse movimento representa uma nova fase para o setor, comparável ao primeiro ‘boom’ da energia solar no país”, afirma o executivo.

    Expansão para além do campo

    Embora o foco esteja no produtor rural, as soluções da Alba também vêm sendo adotadas por indústrias e comércios. Desde 2010, a empresa já instalou mais de 2.500 sistemas fotovoltaicos, com estimativa de redução mensal superior a 8 mil toneladas de CO₂ emitidas.

    Segundo os representantes da companhia, o objetivo é fortalecer o uso de fontes renováveis no Brasil, ampliando a segurança energética e contribuindo para um futuro mais limpo.

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