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  • Hidrovia do Parnaíba: nova rota logística pode escoar 5 milhões de toneladas de grãos por ano

    Hidrovia do Parnaíba: nova rota logística pode escoar 5 milhões de toneladas de grãos por ano

    O Governo do Piauí inicia em 2026 as obras de recuperação da Hidrovia do Rio Parnaíba, um projeto estruturante que promete revolucionar a logística de grãos no estado. Com um investimento de R$ 995 milhões, provenientes dos royalties da privatização da Eletrobras, o objetivo é reativar mais de 900 quilômetros de via navegável, conectando a forte produção agrícola do sul piauiense ao Porto Piauí, no litoral.

    A Companhia Porto Piauí agora coordena o projeto, após a União transferir a gestão do trecho ao estado em maio de 2025. Estudos e obras preparatórias já estão em andamento para garantir o retorno sustentável da navegação.

    Nova capacidade: um comboio fluvial substitui 50 caminhões

    A hidrovia revitalizada permitirá a passagem de embarcações de grande porte, com até 90 metros de comprimento. Cada uma terá capacidade para transportar 2,1 mil toneladas de grãos. Um volume equivalente à carga de aproximadamente 50 caminhões bi-trem.

    Estimativas da Companhia Porto Piauí indicam que, em até três anos de operação plena, o corredor fluvial poderá escoar entre 4 e 5 milhões de toneladas de grãos anualmente. Produtores e cooperativas de municípios como Uruçuí, Baixa Grande do Ribeiro e Ribeiro Gonçalves serão os principais beneficiados.

    Vantagens econômicas e ambientais

    O projeto traz um conjunto de benefícios que vão além do transporte:

    • Redução de custos: diminui a dependência exclusiva do modal rodoviário, historicamente mais caro para longas distâncias.
    • Logística mais verde: o modal fluvial é mais eficiente em termos energéticos e reduz significativamente a emissão de poluentes ao substituir parte da frota de caminhões.
    • Fortalecimento do porto: integra a cadeia produtiva ao Porto Piauí, fortalecendo sua posição como um futuro polo exportador estratégico.
    • Desenvolvimento regional: deve gerar empregos e dinamizar a economia em cidades ribeirinhas e no litoral, atraindo novos investimentos públicos e privados.

    Um eixo estratégico para o futuro

    A revitalização do Rio Parnaíba marca um passo decisivo para transformar a infraestrutura de transporte do Piauí. O projeto integra agricultura, logística e porto em um único eixo de desenvolvimento.

    Foto: Gabriel Paulino/Secom PI

    Com o início das obras, o estado avança não apenas em infraestrutura, mas também em competitividade no cenário nacional de agronegócio e comércio exterior, reforçando a hidrovia como uma espinha dorsal para o crescimento regional.

  • Hidrovia do São Francisco avança com estudos para reativação

    Hidrovia do São Francisco avança com estudos para reativação

    O Ministério de Portos e Aeroportos autorizou a Companhia Docas do Estado da Bahia (Codeba) a iniciar estudos técnicos para reativar a Hidrovia do São Francisco. O ministro Silvio Costa Filho assinou a portaria, publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (26).

    Os estudos vão analisar a viabilidade operacional, logística e regulatória do projeto. O objetivo é viabilizar uma concessão privada para a infraestrutura e retomar a navegação de forma sustentável na região.

    A expectativa do governo é movimentar 5 milhões de toneladas de carga já no primeiro ano de operação. O projeto também prevê a integração com ferrovias e rodovias.

    Para o ministro Silvio Costa Filho, a retomada será estratégica para o desenvolvimento do Nordeste. Ele afirmou que a reativação vai fortalecer a economia local com um transporte mais eficiente e sustentável. Com 1.371 quilômetros navegáveis entre Pirapora (MG), Juazeiro (BA) e Petrolina (PE), a hidrovia oferecerá uma rota mais econômica para o transporte de cargas.

    Economia

    Um único comboio fluvial pode substituir até 1,2 mil caminhões. Essa mudança reduz drasticamente a emissão de CO₂ e o desgaste das estradas, além de consumir menos energia.

    A hidrovia escoará produtos como gesso agrícola, gipsita, calcário, açúcar, óleo e sal. A rota abastecerá o Sudeste e a região do MATOPIBA, importante polo agrícola. O café fará o caminho inverso, indo de Minas Gerais para o Nordeste. O projeto divide-se em três etapas, focadas na integração com rodovias e ferrovias para aumentar a eficiência e cortar custos.

    A primeira fase prevê intervenções em 604 km entre Juazeiro e Ibotirama (BA). A obra também inclui a construção de 17 instalações portuárias de pequeno porte. Os editais para as unidades de Petrolina e Juazeiro saem em setembro, com início das obras previsto para janeiro de 2026.

  • Brasil terá primeira concessão de hidrovia no país

    Brasil terá primeira concessão de hidrovia no país

    O Ministério de Portos e Aeroportos enviou ao TCU o projeto da primeira concessão hidroviária do Brasil. O leilão deve ocorrer até o fim do ano. O ministro Silvio Costa Filho afirmou que o modelo marca um novo momento para a logística nacional. Segundo ele, o Brasil tem mais de 20 mil quilômetros navegáveis e pode chegar a 60 mil. “Investir em hidrovias é prioridade estratégica. Reduz custos, integra regiões, aumenta a competitividade e ajuda a descarbonizar o transporte”, disse o ministro.

    Entenda como será a concessão

    A concessão será no Tramo Sul do Rio Paraguai, entre Corumbá (MS) e a foz do Rio Apa, na fronteira com o Paraguai. O trecho tem 600 quilômetros de extensão em território brasileiro e é estratégico para o escoamento de cargas do Centro-Oeste.

    O secretário Nacional de Hidrovias, Dino Antunes, espera concluir a concessão até dezembro. Ele destacou que o modelo dará previsibilidade para o transporte e permitirá dragagens e sinalizações permanentes. Assim, será possível navegar com segurança inclusive à noite.

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    Driblar a estiagem

    Devido à estiagem, o volume de cargas transportado em 2024 caiu para 3,3 milhões de toneladas. Em 2023, foram 7,9 milhões. Com a concessão, o governo espera triplicar o transporte até 2035.

    O projeto, ajustado pela Antaq após consulta pública, prevê investimentos de R$ 43,2 milhões nos primeiros cinco anos. O contrato terá prazo de 20 anos e pode ser prorrogado por até 70. Cerca de 20% do valor será aplicado em preservação e monitoramento ambiental.

    O concessionário será responsável por dragagem, balizamento, monitoramento hidrográfico, gestão de tráfego e gestão ambiental. Hoje, o Rio Paraguai fica interditado, em média, 65 dias por ano. A concessão deve reduzir o número para apenas oito.

    Impactos ambientais

    Estudos mostram que ampliar a navegação reduz impactos ambientais nas rodovias. O ICAS registrou 13 mil atropelamentos de animais em estradas de Mato Grosso do Sul em três anos. “O transporte hidroviário é 27 vezes menos poluente que o rodoviário”, lembrou Antunes. Segundo ele, o Brasil cumpre o Acordo de Paris e precisa ampliar o uso de hidrovias.