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  • Milho supera 340 sacas por hectare em concurso nacional

    Milho supera 340 sacas por hectare em concurso nacional

    Os resultados alcançados por produtores no Concurso Nacional de Produtividade de Milho 2026, promovido pelo Grupo Tático de Aumento de Produtividade (Getap), colocaram em evidência o desempenho de híbridos de milho da Bayer em diferentes regiões e sistemas de cultivo. Entre os destaques, produtores alcançaram produtividades superiores a 340 sacas por hectare, enquanto a companhia ampliou para nove o número de lançamentos de híbridos apresentados neste ano.

    A estratégia combina a renovação do portfólio com a oferta de materiais adaptados a diferentes ambientes produtivos. Atualmente, a Bayer reúne mais de 50 híbridos de milho distribuídos no Brasil pelas marcas Agroeste, Dekalb e Sementes Agroceres.

    No concurso, os híbridos da empresa conquistaram o pódio completo na categoria centro irrigado, além de posições de destaque em outras disputas nacionais e estaduais. Os resultados foram registrados em regiões de cultivo irrigado e de sequeiro, incluindo áreas de Minas Gerais, Goiás, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

    Produtividade supera 340 sacas por hectare

    Um dos principais resultados foi registrado na categoria verão sul sequeiro. O Grupo Reinhofer, de Guarapuava (PR), alcançou produtividade de 343,1 sacas por hectare com o híbrido DKB235PRO3, garantindo a sétima colocação no ranking nacional.

    Ainda na mesma categoria, Ralf Karly, de Candói (PR), ficou em nono lugar ao utilizar o DKB242PRO4. A produtividade registrada foi de 339,2 sacas por hectare. Em Santa Catarina, a Agro Mallon, de Canoinhas, garantiu a terceira colocação estadual com o AS1955PRO4, ao atingir 330 sacas por hectare.

    Já na categoria verão sul irrigado, o melhor resultado nacional da Bayer foi obtido por Hugo Mariane Filho, de Chapada (RS). Com o DKB242PRO4, o produtor registrou 308,8 sacas por hectare e alcançou a sétima posição. Ao todo, seis inscrições com híbridos da companhia ficaram entre as 20 primeiras colocações nacionais.

    No Rio Grande do Sul, Carlos Eduardo Sperotto, de Santo Augusto, teve duas participações entre os 20 melhores resultados. O produtor ficou em 11º lugar, com 299,5 sacas por hectare e o AS1955PRO4, além da 15ª posição, com 293,1 sacas por hectare e o DKB242PRO4.

    Também aparecem entre os destaques Paulo Dilly, de Ibirubá, com 294,8 sacas por hectare e a 14ª colocação; Décio Ladir Neuls, de Santa Bárbara do Sul, que ficou em 19º lugar com 286,4 sacas por hectare; e Maurício De Bortoli, de Cruz Alta, com 284,1 sacas por hectare e o DKB242PRO4.

    Minas Gerais concentra resultados de destaque

    Na categoria centro irrigado, Minas Gerais teve o pódio completo formado por produtores que utilizaram o híbrido AS1955PRO4, da Agroeste. O primeiro lugar ficou com a Fazenda Nacional AgroFarm, de São Gonçalo do Sapucaí, que alcançou 289,6 sacas por hectare.

    Olindo César Corso, de Bambuí, registrou 287,6 sacas por hectare e terminou na segunda posição. Alexandre Avelar, de Três Corações, completou o pódio, com produtividade de 280,9 sacas por hectare.

    O desempenho também apareceu na categoria centro sequeiro. Em Goiás, Francisco Godoy Netto, de Catalão, conquistou o título estadual com o AS1868PRO4, ao atingir 251,2 sacas por hectare. Paulo Roberto Shwengber, de Leopoldo de Bulhões, ficou com o vice-campeonato estadual, com 247,3 sacas por hectare e o AG8701PRO4. Eldo Marconi Pereira, de Gameleira de Goiás, completou o pódio com o AG8909PRO4 e 240,9 sacas por hectare.

    Em Minas Gerais, cinco híbridos da companhia apareceram entre as dez primeiras posições do ranking da categoria. Diego Vettori, de Campanha, ficou em segundo lugar, com 299,1 sacas por hectare e o AS1955PRO4. Marcus Veiga, de São João del-Rei, foi o terceiro colocado, com 282,7 sacas por hectare e o mesmo híbrido.

    Carlos Fábio Nogueira Rivelli, também de São João del-Rei, ficou em quarto lugar com o DKB242PRO4, ao alcançar 281,8 sacas por hectare. O produtor ainda apareceu na nona posição com o AS1955PRO4, com 267,1 sacas por hectare. Vander de Sousa Andrade, de Luminárias, foi o sexto colocado, com 278,8 sacas por hectare utilizando o AS1955PRO4.

    Nove lançamentos ampliam opções para produtores

    Os resultados apresentados no Getap ocorrem em um momento de expansão do portfólio de sementes de milho da Bayer. Em 2026, a companhia destacou nove lançamentos de híbridos, volume três vezes maior que o registrado em anos anteriores.

    A estratégia busca ampliar as alternativas disponíveis aos agricultores de acordo com características como região, janela de plantio, ambiente produtivo e sistema de cultivo. Segundo a empresa, entre os materiais de destaque no concurso estão híbridos com a biotecnologia VTPRO4®, voltada à proteção contra as principais pragas da cultura do milho.

    “Os desempenhos alcançados pelos produtores no Getap evidenciam o potencial da combinação entre genética, biotecnologia e manejo adaptado à realidade de cada região. Nosso compromisso é oferecer aos agricultores um portfólio amplo e diversificado, desenvolvido para responder às demandas do campo em diferentes ambientes de produção do País”, afirma Diogo Monteiro, diretor de estratégia para o negócio de milho.

    Além das sementes, a Bayer também registrou presença entre as soluções de proteção de cultivos utilizadas pelos participantes do concurso. Em herbicidas, Roundup® e Soberan® aparecem entre os produtos mais utilizados, enquanto o pré-emergente Adengo® foi apresentado como alternativa para o manejo de plantas daninhas.

    No segmento de fungicidas, Nativo® e Fox Xpro® também ficaram entre os principais produtos utilizados pelos agricultores participantes do Getap.

    Tecnologia apoia escolha de híbridos

    A empresa relaciona os resultados alcançados no concurso aos investimentos em pesquisa e desenvolvimento, melhoramento genético e tecnologias voltadas ao suporte à tomada de decisão no campo.

    Entre essas iniciativas está o Bayer VAlora Milho, programa de agricultura digital que reúne mais de 1.900 produtores participantes no Brasil. Segundo a companhia, a iniciativa é resultado de mais de dez anos de pesquisa e contribui para orientar a escolha de híbridos e estratégias de manejo conforme as características de cada região.

    Para Diogo Monteiro, os resultados obtidos em áreas de sequeiro e irrigadas reforçam a necessidade de selecionar materiais adequados às condições de cada propriedade.

    “Do sequeiro ao irrigado, os resultados obtidos no Getap reforçam a importância de o agricultor contar com híbridos adequados a cada ambiente produtivo. É com essa visão que seguimos investindo para apoiar os produtores na busca por produtividade e rentabilidade”, conclui.

     

  • Genética adaptada ao campo acelera produtividade no MS

    Genética adaptada ao campo acelera produtividade no MS

    O Mato Grosso do Sul consolidou nos últimos anos uma posição estratégica no agronegócio brasileiro. Um dos maiores produtores de milho safrinha do País, com mais de 3 milhões de hectares cultivados, o Estado também ampliou sua relevância na soja ao combinar expansão de área com ganhos sucessivos de produtividade. Nesse cenário, empresas do setor intensificam investimentos em pesquisa regionalizada e tecnologias adaptadas às condições locais.

    Durante a Showtec Maracaju, realizada entre os dias 19 e 21 de maio, a Corteva Agriscience apresentou novos híbridos, ferramentas de manejo e soluções desenvolvidas especificamente para o ambiente produtivo sul-mato-grossense. O foco da companhia esteve na adaptação genética e na proximidade com o agricultor.

    Segundo Anilcindo Souza Jr., diretor comercial da empresa, o avanço tecnológico observado nas lavouras do Estado acompanha o interesse crescente do produtor rural por ferramentas capazes de elevar produtividade e rentabilidade.

    Tecnologia impulsiona novas estratégias no campo

    “As feiras são oportunidades de estarmos próximos do agricultor e trazer para eles essas novidades. Aqui na Showtec temos todos os nossos agrônomos e representantes comerciais em contato direto com o produtor, mostrando tudo o que temos em milho, soja, biotecnologias e proteção de cultivos”, afirmou.

    O executivo destacou que Mato Grosso do Sul reúne características que exigem materiais específicos para solo e clima da região. De acordo com ele, a presença de uma estação de pesquisa da companhia no Estado fortalece esse processo de desenvolvimento.

     

    Estande da Corteva na Showtec 2026 – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    “Somos a única empresa que tem efetivamente uma estação de pesquisa no Mato Grosso do Sul. Isso contribui para trazer produtos cada vez mais adaptados para essa região”, ressaltou.

    Entre os destaques apresentados na feira está o lançamento do híbrido P35200, da marca Pioneer, desenvolvido para as condições de cultivo do Centro-Oeste. Conforme Souza Jr., o material foi criado para ampliar o potencial produtivo do agricultor local, com adaptação às características climáticas da região.

    Outro lançamento enfatizado pela companhia foi o B2602, da Brevant, voltado ao milho safrinha. O híbrido chega ao mercado com foco em segurança produtiva e maior teto de rendimento, além de tolerância às principais doenças favorecidas pelo clima sul-mato-grossense.

    Pesquisa começa antes do plantio

    O desenvolvimento de novos híbridos envolve um longo processo técnico. Segundo Anilcindo Souza Jr., a criação de um material adaptado ao campo pode levar entre cinco e sete anos, desde os primeiros cruzamentos genéticos até o lançamento comercial.

    O diretor comercial explicou que os agricultores participam das etapas de validação desde os primeiros anos de testes em propriedades parceiras. Nessas áreas, os materiais são avaliados em condições reais de cultivo até chegarem ao mercado.

    “A partir do terceiro ano iniciamos os testes nas fazendas parceiras, onde o agricultor começa a ter contato com esses produtos. Eles participam efetivamente desde o desenvolvimento até o lançamento”, explicou.

    Além do P35200, a Pioneer também levou para a Showtec o híbrido P30053, igualmente desenvolvido dentro da rede de pesquisa regional da companhia. Os materiais passaram por avaliações em propriedades rurais do Estado antes de serem disponibilizados comercialmente.

    A Brevant também apresentou híbridos voltados ao sistema produtivo sul-mato-grossense, incluindo materiais destinados tanto à safrinha quanto ao milho verão. A estratégia da empresa está baseada na regionalização das soluções, considerando desafios específicos de cada ambiente produtivo.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Tecnologias avançam no campo

    Além das sementes, a Corteva apresentou soluções em biológicos, tratamento de sementes, defensivos químicos e manejo integrado. A empresa também destacou o crescimento da demanda dos produtores por inovação, fenômeno observado no aumento do número de feiras e eventos do agro no País.

    Para Souza Jr., a busca do agricultor por novas ferramentas está diretamente ligada à necessidade de manter competitividade e estabilidade produtiva diante dos desafios climáticos e fitossanitários.

    Na área de proteção de cultivos, a companhia apresentou novas tecnologias para controle de doenças, plantas daninhas, insetos e nematoides. O portfólio inclui soluções para soja, milho e sorgo, culturas que sustentam boa parte da produção agrícola sul-mato-grossense.

    Outro destaque da participação da empresa na feira foi a ampliação do programa Incrementa MS, iniciativa realizada em parceria com entidades do setor e o Governo do Estado. O projeto busca elevar os índices de produtividade agrícola por meio de práticas agronômicas adaptadas à realidade regional.

    Inicialmente voltado ao milho, o programa passou a incluir também a soja dentro do sistema produtivo estadual. Segundo a companhia, os primeiros resultados já apontam ganhos relacionados ao manejo técnico alinhado às condições climáticas locais.

    Com protagonismo crescente na produção nacional de grãos, Mato Grosso do Sul segue ampliando investimentos em tecnologia, pesquisa e inovação. A presença de empresas focadas em desenvolvimento regional reforça o papel estratégico do Estado na produção agrícola brasileira.