Uma égua da raça Mangalarga Marchador, animal de elevado valor comercial, foi recuperada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) durante uma operação realizada no município de Presidente Olegário, na região do Alto Paranaíba. A ação ocorreu no contexto de uma investigação conduzida pela Polícia Civil do Piauí, responsável pelo caso principal.
As diligências foram coordenadas por agentes da Delegacia Regional de Patos de Minas, que cumpriam um mandado de busca e apreensão relacionado à ocorrência. Durante os trabalhos, os policiais estiveram em um haras especializado na reprodução de equinos, localizado na zona rural de Patos de Minas.
Conforme a investigação, funcionários da propriedade reconheceram a égua após analisarem fotografias apresentadas pelos investigadores. Eles também informaram que o animal havia deixado o haras recentemente.
Policiais conseguiram rastrear a movimentação da égua e identificar a pessoa responsável por sua posse — Foto: Polícia Civil MG
Segundo a Polícia Civil, o homem que mantinha a guarda da égua colaborou com os trabalhos e realizou a entrega voluntária do animal aos agentes. Após a apreensão, o equino foi embarcado em um caminhão pertencente à vítima, seguindo determinação judicial e mediante a apresentação da documentação necessária na unidade policial.
Posteriormente, a recuperação da égua foi comunicada à Polícia Civil do Piauí, que dará continuidade aos procedimentos legais para garantir a restituição definitiva do animal ao proprietário.
O caso contou com a atuação da equipe da Delegacia Regional de Patos de Minas e integra uma operação interestadual voltada à localização e recuperação de bens de alto valor econômico vinculados a investigações criminais.
O delegado mineiro responsável pela ocorrência optou por não divulgar o valor de mercado da égua. A medida, segundo a autoridade policial, busca evitar a exposição de cifras que possam estimular a prática de novos crimes semelhantes.
Exemplar de égua da raça mangalarga marchador — Foto: Reprodução/Youtube
Com a Copa do Mundo de 2026 chegando, as atenções começam a se voltar para os atletas que estarão em campo. No entanto, alguns nomes confirmados para o torneio se destacam não apenas pelo desempenho no futebol, mas também pela forte ligação com o agronegócio.
Seja por meio de investimentos ou por histórico familiar, esses jogadores mantêm uma relação próxima com universo rural e levarão essa conexão para além dos gramados durante o Mundial.
Neymar Jr
Um dos casos mais conhecidos é o histórico Neymar Jr. Recentemente, o craque ampliou seus investimentos ao ingressar no mercado de vinhos com a marca ‘Le Prince’, lançada durante a Apas Show 2026. O nome faz referência a um dos apelidos que o jogador recebeu ao longo da carreira.
Os vinhos são produzidos no Chile e na Espanha e têm chegada prevista aos supermercados brasileiros em junho, com preço inicial de R$ 49,90 por unidade.
‘Le Prince’, marca de vinhos premium lançada pelo jogador — Foto: Divulgação
James Rodríguez
Outro nome confirmado para o Mundial é James Rodríguez, da seleção colombiana. O meia transformou uma das maiores tradições agrícolas de seu país em empreendimento ao criar a marca 10 Coffee.
James Rodríguez, confirmado na Copa com a Seleção da Colômbia — Foto: Divulgação
Além da comercialização dos produtos, a empresa produz conteúdos voltados ao universo do café, abordando métodos de preparo, identificação de notas sensoriais e diferentes formas de consumo da bebida.
A iniciativa também busca valorizar as regiões montanhosas responsáveis pela produção dos grãos e fortalecer o trabalho das famílias produtoras colombianas.
Arrascaeta
A ligação com o meio rural também marca a trajetória de Giorgian De Arrascaeta. O meia uruguaio, destaque do Flamengo, herdou da família a paixão pelos cavalos e pelo hipismo.
Seu pai atuou como jóquei e escolheu o nome do filho em homenagem a um cavalo que teve papel importante em sua carreira nas pistas. Atualmente, Arrascaeta mantém animais em um haras e frequentemente compartilha sua relação com os cavalos.
Arrascaeta e Kemei, o cavalo que ele define como “uma verdadeira Ferrari” — Foto: Divulgação
Gustavo Gómez
O zagueiro Gustavo Gómez, da seleção paraguaia e do Palmeiras, também mantém forte conexão com o campo. O atleta é proprietário de uma fazenda em San Juan Bautista, município localizado a cerca de 200 quilômetros de Assunção.
“O meu melhor amigo é veterinário, meu cunhado é veterinário, meu primo é veterinário. Todo mundo virou veterinário. E depois, a cada dia, eu fui conhecendo mais, fui aprendendo um pouco mais. É uma coisa agradável e um negócio financeiramente legal também”, explica o jogador.
Além disso, Gustavo revelou que se envolve ativamente nas atividades agrícolas quando está em seu país natal. No entanto, ainda tem uma missão: aprender a cavalgar.
“Sou um fazendeiro que não sabe andar em cima do cavalo. Só de caminhonete (risos). Mas isto é detalhe. É algo totalmente diferente, e eu estou apaixonado hoje por isso”, concluiu.
Gustavo Gómez em sua fazenda, no interior do Paraguai — Foto: Instagram
Aiden O’Neill
O australiano Aiden O’Neill, atualmente no New York City, também mantém uma relação próxima com a agropecuária. O meio-campista possui uma propriedade rural de aproximadamente 70 hectares em New South Wales, onde cria gado bovino.
Antes de consolidar sua carreira no futebol profissional, O’Neill trabalhou em fazendas da região. Em entrevista ao site da Fifa, ele destacou que a atividade representa tanto um hobby quanto uma forma de investimento.
“É um pouco diferente. Não são muitos os jogadores de futebol que têm uma fazenda ou interesse em gado”, comentou. “Temos algumas cabeças de gado lá e é algo que gosto de fazer fora do futebol.”
O australiano Aiden O’Neill, do New York City FC, trabalhou em fazendas e hoje cria gado — Foto: New York City FC
A Copa do Mundo começa no dia 11 de junho e vai até o dia 19 de julho de 2026.
A partida inaugural e a cerimônia de abertura serão realizadas no tradicional Estádio Azteca, na Cidade do México, marcando o início da maior edição da história do torneio.