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  • MBRF bate recorde de volume no 2º trimestre e lucra R$ 69 milhões

    MBRF bate recorde de volume no 2º trimestre e lucra R$ 69 milhões

    A MBRF (MBRF3), uma das maiores empresas globais de alimentos, divulgou nesta quinta-feira (13) os resultados do segundo trimestre de 2026. A companhia registrou receita líquida de R$ 40,7 bilhões, valor 4,9% superior ao mesmo período de 2025, e reportou evolução em todos os segmentos de negócio.

    O EBITDA ajustado somou R$ 3,2 bilhões, um crescimento de 5,4% na comparação anual, com margem de 7,9%. O volume de vendas também avançou e atingiu 1,969 milhão de toneladas, recorde para um segundo trimestre na história da empresa.

    Lucro líquido resiste a cenário macroeconômico desafiador

    Mesmo diante de um cenário macroeconômico adverso, a MBRF manteve sua capacidade de gerar resultados e fechou o trimestre com lucro líquido de R$ 69 milhões. A expansão comercial, os ganhos de sinergia e a evolução operacional em diferentes mercados sustentaram esse desempenho.

    “Os números apresentados refletem a solidez do nosso modelo de negócios, a qualidade da execução das nossas equipes e os avanços na integração das operações. Continuamos a fortalecer a nossa competitividade por meio de marcas líderes, presença global, ampla distribuição e ganhos contínuos de eficiência, sempre com foco na geração sustentável de valor”, afirma Marcos Molina, chairman da MBRF.

    Miguel Gularte, CEO da companhia, reforça a confiança para os próximos meses: “O avanço consistente em nossos resultados ao longo do trimestre, com evolução operacional, comercial e na captura de sinergias, reforça nossa confiança e nos posiciona para capturar as oportunidades do segundo semestre.”

    BRF consolida plataforma multiproteína e expande distribuição no Brasil

    A operação BRF alcançou receita líquida de R$ 15,4 bilhões no trimestre. O EBITDA ajustado cresceu 3,8% e chegou a uma margem de 16,8%, com avanços tanto na comparação anual quanto frente ao trimestre anterior.

    No mercado brasileiro, o volume vendido subiu 4,6% em relação ao primeiro trimestre. A empresa atribui esse resultado à ampliação da base de clientes e à manutenção de altos níveis de serviço. A integração comercial entre as marcas permitiu levar o portfólio de bovinos a mais de 20 mil novos pontos de venda, um dos principais ganhos da plataforma multiproteína criada com a combinação de negócios.

    No exterior, a valorização em dólar das exportações brasileiras e a conquista de 34 novas habilitações abriram novos mercados e ampliaram a captura de valor pela companhia. Na Turquia, a rentabilidade avançou no trimestre, impulsionada pelo aumento do consumo na temporada de churrasco e pelo bom desempenho da linha de processados.

    Sadia Halal atinge margem recorde de 16,1%

    A Sadia Halal encerrou o trimestre com receita líquida de US$ 590 milhões, alta de 16,6% frente ao 2T25. O EBITDA ajustado saltou 104,3% e chegou a US$ 95 milhões, enquanto a margem EBITDA ajustada avançou 6,9 pontos percentuais e atingiu 16,1% — o maior patamar já registrado pela operação.

    “Com mais de 50 anos de presença no Oriente Médio, contamos com uma sólida plataforma comercial e expertise logística que têm sido fundamentais para mitigar os desafios operacionais decorrentes do contexto geopolítico, assegurando o abastecimento e contribuindo para a segurança alimentar da região”, explica Fabio Mariano, CEO da Sadia Halal e vice-presidente do Mercado Halal da MBRF.

    Operações de bovinos crescem na América do Norte e do Sul

    Na América do Norte, o volume de vendas cresceu 2%. E passou de 468 mil para 477 mil toneladas, o que ajudou a compensar a menor disponibilidade de gado na região. O maior peso médio das carcaças e a demanda firme sustentaram preços elevados e elevaram a receita líquida para US$ 3,748 bilhões. Um avanço de 14,9% frente aos US$ 3,263 bilhões do 2T25.

    Na América do Sul, a expansão da capacidade produtiva, os ganhos de produtividade e a forte demanda externa por proteína bovina impulsionaram volumes e receita. A operação alcançou receita líquida de R$ 6,389 bilhões, alta de 26,4% na comparação anual. Enquanto o EBITDA ajustado cresceu 22,1% e chegou a R$ 570 milhões.

    Integração com a BRF já gera R$ 158 milhões em sinergias

    A integração dos negócios avançou conforme o planejamento da companhia. No segundo trimestre, a MBRF capturou R$ 158 milhões em sinergias, com ganhos nas áreas comercial, de suprimentos, logística e estrutura corporativa. As despesas administrativas consolidadas da empresa caíram 13% na comparação anual.

    O programa MBRF+, que já abrange os segmentos de Beef América do Sul e BRF, reúne iniciativas de melhoria contínua, produtividade e eficiência. A iniciativa gerou R$ 328 milhões no trimestre e amplia gradualmente sua metodologia para as demais operações da companhia.

    A MBRF também registrou fluxo de caixa operacional de R$ 2,2 bilhões no trimestre, superior ao período anterior. “No 2º semestre, estamos concentrando nossos esforços em uma melhora dos indicadores de capital de giro com foco nas rubricas de estoques e fornecedores, com o objetivo de impulsionar a geração de caixa da companhia”, afirma José Ignacio Scoseria, vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores da MBRF.

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  • Projeto Halal do Brasil lança curso para quem quer vender alimentos a países muçulmanos

    Projeto Halal do Brasil lança curso para quem quer vender alimentos a países muçulmanos

    O Projeto Halal do Brasil lançou um curso online e gratuito para orientar empresas do setor de alimentos e bebidas sobre como acessar mercados muçulmanos. A iniciativa, resultado da parceria entre a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira (CCAB) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), busca ampliar a participação brasileira nas exportações halal.

    Voltada a exportadores e empreendedores, a formação apresenta os conceitos fundamentais da produção halal, o potencial de consumo global e estratégias de marketing eficazes voltadas ao público islâmico.

    Segundo Fernanda Baltazar, diretora de Relações Institucionais da CCAB, o Brasil já ocupa posição de destaque mundial no setor.

    “Somos os maiores exportadores de proteínas halal do mundo. Nossa indústria criou um padrão sofisticado e reconhecido internacionalmente, mas ainda há muito espaço para crescer”, afirma.

    O que é um alimento halal

    Os alimentos halal seguem princípios religiosos e culturais muçulmanos. Na produção animal, por exemplo, apenas espécies permitidas são utilizadas, e o abate deve cumprir o rito islâmico, conduzido por muçulmanos autorizados e com certificação que garante ausência de derivados suínos ou álcool, ambos proibidos na religião.

    De acordo com o The State of Islamic Economy Report 2024, o mercado global de alimentos halal movimenta cerca de US$ 1,88 trilhão por ano. O consumo vem de uma população estimada em 1,9 bilhão de muçulmanos, distribuídos em 57 países da Organização para Cooperação Islâmica (OCI), além de nações como França, Reino Unido e Alemanha.

    O Brasil figura como maior fornecedor externo de alimentos à OCI, com exportações de US$ 26,44 bilhões em 2025. Esses embarques, no entanto, concentram-se principalmente em produtos de baixo valor agregado, como carnes, grãos e café. Cenário que o projeto quer transformar.

    Halal do Brasil quer incluir produtos industrializados

    “O principal objetivo é aumentar a presença de alimentos industrializados com certificação halal na pauta exportadora brasileira”, explica Baltazar. “Queremos gerar maior valor agregado às exportações e fortalecer a imagem do Brasil como referência nesse mercado.”

    Para isso, o projeto oferece incentivos à certificação halal, participação em feiras internacionais e rodadas de negócios que aproximam empresas brasileiras de compradores islâmicos.

    Atualmente, cerca de 150 empresas participam do programa, muitas já com produtos certificados e operações regulares de exportação para países muçulmanos.

  • Empresa brasileira revela nova identidade visual na Gulfood 2026

    Empresa brasileira revela nova identidade visual na Gulfood 2026

    A Seara apresentou, durante a Gulfood 2026, sua nova identidade visual e um reposicionamento estratégico voltado ao público do Oriente Médio e Norte da África (MENA). A feira, realizada em Dubai, é considerada o principal evento global da indústria de alimentos e bebidas, reunindo marcas que definem tendências de consumo e parcerias estratégicas em mercados em expansão.

    Além da Seara, o estande da JBS contou com novidades de outras marcas do grupo, como Friboi, Swift, 1855, Imperial American Wagyu Beef, Blue Ribbon e Pilgrim’s, reforçando a presença global da companhia na cadeia de proteínas.

    Durante o evento, a Seara apresentou embalagens renovadas para todo o portfólio. O novo design destaca a tradicional cor laranja, símbolo da marca desde 2016. E introduz uma hierarquia visual mais clara, facilitando a escolha nas gôndolas e fortalecendo o reconhecimento da marca entre os consumidores da região. A atualização visual celebra o sucesso da trajetória da Seara na Arábia Saudita, impulsionada por investimentos contínuos em pesquisa, desenvolvimento e tecnologia.

    A marca também lançou um novo posicionamento regional, batizado de “Go Tastier”, acompanhado da campanha “Seara – ou você ama, ou nunca experimentou”. O projeto tem como embaixadora a estrela de TV Joelle Mardinian, e reforça o compromisso da empresa em oferecer produtos de sabor superior, conquistando a confiança das famílias árabes.

    Conexão emocional

    Para Monique Oliveira, diretora de Marketing da Seara MENA, o novo conceito eleva o desejo e a conexão emocional da marca com os consumidores. “Com o ‘Go Tastier’, buscamos refletir o estilo de vida local e transformar cada refeição em uma experiência marcante de sabor e qualidade”, afirma.

    Como parte da estratégia de fortalecimento da marca, a Seara firmou patrocínio ao programa The Voice: Ahla Sawt. Exibido pelo canal MBC1, é o mais popular da região MENA. Durante toda a temporada, um food truck da Seara oferece refeições para participantes e equipes do programa, reforçando o vínculo da marca com o entretenimento e o público local.

    A Seara também aproveitou o evento para anunciar o lançamento de sua linha de Frangos Inteiros (Griller) e Cortes de Frango na Arábia Saudita. A iniciativa resulta da parceria com a Arabian Company for Agricultural and Industrial Investment (ENTAJ), líder em produção avícola no país. A colaboração combina a escala global e expertise técnica da JBS com o profundo conhecimento regulatório e produtivo da empresa saudita.

    O movimento se alinha ao plano de expansão da JBS na região. E que inclui a inauguração recente de uma planta industrial de 41 mil metros quadrados na Arábia Saudita. O investimento, de aproximadamente US$ 85 milhões, deve duplicar a capacidade produtiva local para 30 mil toneladas até o final de 2026. Reforçando a segurança alimentar nacional e o papel do país como hub global de alimentos halal.

  • FAMBRAS Halal representa América Latina na Gulfood 2026 em Dubai

    FAMBRAS Halal representa América Latina na Gulfood 2026 em Dubai

    A FAMBRAS Halal Certificadora, maior da América Latina e pioneira no Brasil em certificação Halal, marca presença na Gulfood 2026. A feira acontece entre 26 e 30 de janeiro no Dubai World Trade Centre e deve reunir mais de 5 mil expositores de 120 países e receber 150 mil visitantes qualificados.

    O termo Halal, que significa “permitido” em árabe, designa produtos e serviços que seguem as diretrizes islâmicas. A certificação Halal garante que alimentos, cosméticos, medicamentos e outros itens atendem aos padrões éticos e de qualidade estabelecidos pela lei islâmica, incluindo rastreabilidade, sustentabilidade e segurança nos processos produtivos.

    Omar Chahine, diretor de Inteligência Comercial da FAMBRAS Halal Certificadora, explica a estratégia da participação. “A feira nos permite fortalecer o relacionamento com clientes e parceiros da indústria, além de ampliar o diálogo com stakeholders globais”, afirma.

    O executivo destaca ainda outros objetivos. “Vamos mostrar a excelência do nosso trabalho e atrair novos clientes interessados na certificação, além de estreitar vínculos com entidades islâmicas e importadores de produtos Halal no Brasil”, completa Chahine.

    Brasil lidera fornecimento mundial de alimentos Halal

    Ali Zoghbi, vice-presidente da certificadora, dimensiona o mercado global de alimentos Halal. O setor movimentou cerca de US$ 1,43 trilhão em 2023 e deve atingir US$ 1,94 trilhão até 2028, registrando crescimento anual médio de 6,2%.

    “O Brasil é o maior fornecedor de alimentos Halal do mundo, sendo a proteína animal o produto de maior destaque”, afirma Zoghbi. “Temos muito orgulho de ter aberto as portas deste mercado tão importante para o nosso país na década de 70 e seguir acompanhando de perto essa evolução”, complementa.

    O vice-presidente enfatiza o diferencial competitivo brasileiro. “Na Gulfood, vamos mostrar para o mercado Halal, sobretudo, a qualidade da certificação que oferecemos às empresas latino-americanas. Porque o maior atributo de um produto é a confiança.”

    A FAMBRAS Halal ocupará o estande do projeto Brazilian Beef, resultado de parceria entre a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

    Certificações crescem 21,4% em 2025

    A certificadora encerrou 2025 com expansão significativa. O número de empresas certificadas saltou de 70 em 2024 para 85 em 2025, crescimento de 21,4%.

    Omar Chahine analisa essa evolução. “As empresas estão percebendo que a certificação vai além do acesso ao mercado muçulmano. O selo está cada vez mais associado à sustentabilidade, rastreabilidade, segurança alimentar, ética nos processos produtivos e qualidade.”

    O mercado Halal global expande-se para diversos setores: finanças, alimentos, moda, turismo, fármacos, cosméticos, mídia e entretenimento. O público muçulmano, atualmente com dois bilhões de pessoas, deve alcançar 2,8 bilhões até 2050.

    Os atributos de qualidade e ética dos produtos Halal atraem consumidores independentemente de motivação religiosa, ampliando ainda mais o potencial desse mercado.

  • Brazilian Beef amplia presença na Gulfood 2026

    Brazilian Beef amplia presença na Gulfood 2026

    A indústria brasileira de carne bovina amplia presença na Gulfood 2026, principal feira de alimentos do Oriente Médio. Entre 26 e 30 de janeiro de 2026, o projeto Brazilian Beef apresenta o setor no Dubai World Trade Centre. A iniciativa reúne a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e a ApexBrasil.

    A Gulfood reúne mais de 5 mil expositores de 120 países e atrai mais de 150 mil visitantes qualificados. O estande do Brazilian Beef terá cerca de 450 metros quadrados e ficará localizado no espaço S1-E66. O local destacará dados do setor e diferenciais da carne bovina brasileira no mercado internacional.

    Certificação halal

    Entre os atributos, o projeto ressalta qualidade, sustentabilidade, rastreabilidade e conformidade sanitária e religiosa. Além disso, o estande enfatiza a produção de carne halal, exigência central para o mercado do Oriente Médio.

    Maior participação do Brasil

    A participação brasileira contará com 31 empresas associadas, crescimento superior a 20% frente à edição anterior. Esse avanço reflete o interesse do setor em ampliar presença regional e alcançar mercados estratégicos conectados à feira. Participam empresas como JBS, Minerva, Masterboi, Frigol, Mercúrio, Plena, Naturafrig, Frisa e Zanchetta, entre outras.

    A diversidade de participantes reforça a representatividade da indústria exportadora brasileira de carne bovina.
    O espaço também oferecerá o tradicional churrasco brasileiro, preparado em parceria com o restaurante Barbacoa.

    A ação proporcionará aos visitantes uma experiência gastronômica com carne bovina brasileira. Na edição anterior, o Brazilian Beef movimentou US$ 54 milhões em negócios fechados durante a feira. Além disso, gerou expectativas de US$ 574 milhões em negociações nos 12 meses seguintes.

    Foco no Oriente Médio

    Segundo o presidente da Abiec, Roberto Perosa, a Gulfood é estratégica para consolidar mercados no Oriente Médio. Ele destaca que a feira também amplia o alcance para Ásia, Sudeste Asiático e Europa.

    Perosa afirma que o Brasil participa do evento há duas décadas, em uma feira com mais de 30 anos. Segundo ele, a presença reafirma o compromisso com qualidade, sustentabilidade e padrões internacionais rigorosos. O presidente também ressalta o alinhamento aos requisitos halal exigidos por mercados compradores. Perosa destaca ainda a importância da parceria com a ApexBrasil ao longo dos anos e afirma que a colaboração fortalece a imagem da carne bovina brasileira e amplia o diálogo comercial. Atualmente, o mercado halal responde por cerca de 20% das exportações brasileiras de carne bovina.

    Criada em 1979, a Abiec reúne 47 empresas responsáveis por 98% da carne bovina exportada pelo Brasil.
    O país produz cerca de 11 milhões de toneladas anuais, com aproximadamente 30% destinadas ao mercado externo.

    Já o projeto Brazilian Beef iniciou atividades em 2001, em parceria entre Abiec e ApexBrasil. Em 20 anos, a iniciativa investiu mais de R$ 60 milhões e ampliou exportações em mais de 500%.

  • MBRF cria maior empresa de frango halal do mundo

    MBRF cria maior empresa de frango halal do mundo

    A MBRF e a Halal Products Development Company (HPDC), subsidiária do Public Investment Fund (PIF), fundo soberano da Arábia Saudita, expandiram sua joint venture e criaram a Sadia Halal, nova potência multiproteína no mercado halal global. A transação alcançou US$ 2,07 bilhões e consolida as operações da MBRF no Oriente Médio.

    O acordo reúne as fábricas e centros de distribuição da MBRF localizados na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos, além das empresas de distribuição no Catar, Kuwait e Omã. A transação também inclui o negócio de exportações diretas de aves, bovinos e produtos processados para clientes da região MENA (Oriente Médio e Norte da África).

    Os ativos geraram receita líquida de US$ 2,1 bilhões nos últimos 12 meses até junho de 2025, o equivalente a 7,3% da receita consolidada da MBRF. O EBITDA alcançou US$ 230 milhões, resultando em múltiplo implícito de 9x. Os ativos da Turquia não integram a operação.

    A nova configuração também engloba a fábrica de processados e o centro de inovações em construção em Jeddah, além da participação na Addoha Poultry Company, produtora local de frango resfriado em Dammam. Esses ativos já faziam parte da joint venture original.

    MBRF reforça presença em mercado estratégico

    “A expansão da parceria com a HPDC visa reforçar a presença regional da MBRF em um dos mercados mais lucrativos e influentes do mundo, aproximando cada vez mais nossas marcas dos consumidores locais e assegurando a presença permanente na agenda de segurança alimentar do país. Além disso, a operação abre a possibilidade para um IPO a partir de 2027”, afirma Marcos Molina, chairman e controlador da MBRF.

    A MBRF atua no mercado halal há mais de 50 anos. A marca Sadia lidera o setor nos países do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC), com 36,2% de market share. A companhia realiza cerca de 111 mil entregas mensais para mais de 17 mil pontos de venda na região.

    “O movimento está em linha com a estratégia da MBRF de fortalecimento de suas operações no mercado Halal, onde a empresa está presente há mais de 50 anos e lidera o mercado com Sadia, a marca preferida dos consumidores”, destaca Marquinhos Molina, Chairman da Sadia Halal e CEO para a Arábia Saudita.

    Acordo de fornecimento de 10 anos com a MBRF

    A parceria prevê acordo de fornecimento de produtos de frango e bovino por 10 anos renováveis. A MBRF fornecerá os produtos para a Sadia Halal a partir de fábricas brasileiras. A precificação seguirá metodologia de custo total (cost plus +5%), conforme regras de preços de transferência.

    “A Sadia Halal continuará potencializando a base de ativos da MBRF no Brasil, com competitividade global e habilitações para exportações para os principais mercados Halal”, explica Fábio Mariano, Vice-presidente da MBRF para o mercado Halal e CEO da Sadia Halal.

    Mariano ressalta que o fortalecimento da parceria com a HPDC abre possibilidade de expansão na região, ampliando a base produtiva. O portfólio inclui a marca de bovinos Sadia Bassi.

    HPDC planeja aumentar participação para 30%

    No fechamento da operação, a HPDC deterá 10% da Sadia Halal, com planos de alcançar 30% e direito de atingir até 40%. O aumento de participação ocorrerá via aporte de capital, dividido igualmente entre recursos primários e secundários.

    “Este movimento está totalmente alinhado com os objetivos de diversificação econômica estabelecidos na Visão 2030 da Arábia Saudita, acelerando a transformação sustentável da região em um centro global de produtos Halal. Por isso, estamos planejando aumentar a nossa participação para atingir 30%”, afirma Fahad AlNuhait, CEO da HPDC.

    A transação marca o primeiro passo para um IPO da Sadia Halal a partir de 2027, sujeito a condições de mercado e aprovações regulatórias. A nova empresa adotará altos padrões de governança e práticas ESG, segundo os executivos.

    A operação aguarda aprovação dos órgãos regulatórios competentes.

    Mercado halal movimenta US$ 2 trilhões ao ano

    O mercado halal global movimenta mais de US$ 2 trilhões anualmente, com a proteína animal representando o principal segmento. Projeções indicam que o consumo de alimentos halal ultrapassará US$ 1,5 trilhão até 2027.

    A população muçulmana, que ultrapassa 1,9 bilhão de pessoas, cresce em média duas vezes mais rápido que a população global. Esse crescimento garante demanda estável e crescente por proteínas halal.

    A demanda por produtos halal vai além dos países de maioria islâmica. O setor alcança regiões com grandes comunidades muçulmanas e mercados que valorizam os padrões de segurança alimentar. A certificação halal, que garante cumprimento das normas islâmicas, também funciona como selo de alta qualidade, higiene e produção ética, atraindo consumidores não muçulmanos.

    Executivo da MBRF celebra relação de cinco décadas com mundo muçulmano

    O vice-presidente de bovinos da MBRF, Alisson Navarro, celebrou o fato de a marca Sadia ter completado 50 anos de presença no mundo muçulmano, em fala na manhã de hoje (27), durante o Global Halal Brazil Business Forum 2025, realizado na cidade de São Paulo até amanhã.

    Vice-presidente de bovinos da MBRF, Alisson Navarro. Foto: Divulgação

    Segundo o executivo, após cinco décadas na região, a Sadia consolidou tanto a liderança de mercado, como a preferência do consumidor. “Desde então mantemos uma trajetória contínua de colaboração. Que reflete […] cuidado em compreender e atender as preferências culturais e padrões […] que definem o consumo halal”, afirmou Navarro, sobre o cuidado da empresa de disponibilizar produtos em conformidade com o islã, segundo exigência do consumidor.

    Na região, a empresa vende derivados de aves e bovinos com certificação halal, que atesta produção em respeito a tradições religiosas e culturais do islamismo. No caso da proteína animal, essas tradições incluem, por exemplo, o abate segundo o rito isâmico, além de medidas para evitar contaminação cruzada com substâncias proibidas ao muçulmano, como derivados suínos e álcool.

    Para Navarro, ao mesmo tempo que zela pela tradição, o mercado halal é um ecossistema dinâmico marcado pela inovação contínua. Que gera inovações em tecnologia, sustentabilidade e eficiência produtiva. “Trata-se de uma relação que valoriza não apenas o produto, mas também os princípios e os valores que orientam cada etapa da produção”, afirmou em discurso.

  • MBRF e JBS lideram debate sobre expansão brasileira no mercado muçulmano

    MBRF e JBS lideram debate sobre expansão brasileira no mercado muçulmano

    O Brasil se prepara para expandir sua participação no mercado global muçulmano, avaliado em US$ 7,357 trilhões anuais, durante o Global Halal Brazil Business Forum 2025. O evento, que acontece nos dias 27 e 28 de outubro no WTC Events Center, reúne gigantes do setor alimentício como MBRF e JBS, além de representantes de entidades estratégicas para discutir oportunidades no universo halal.

    Com 1,9 bilhão de consumidores muçulmanos no planeta, o mercado halal representa uma oportunidade significativa para empresas brasileiras. Segundo o relatório “The State of Islamic Economy Report 2025/2025”, os gastos anuais dessa população abrangem setores diversos: serviços financeiros, alimentação, moda, cosméticos, fármacos, turismo, mídia e entretenimento.

    O fórum é uma iniciativa conjunta da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira e da Fambras Halal Certificadora, com o objetivo de dar visibilidade às possibilidades de negócios para empresas nacionais nesse segmento em expansão.

    Programação de alto nível

    O evento será estruturado em sete painéis temáticos, reunindo executivos de empresas com atuação no mundo muçulmano, autoridades brasileiras e de países islâmicos, além de especialistas no setor.

    Destaques do dia 27 de outubro:

    • 9h: Alisson Navarro, vice-presidente de Bovinos da MBRF, na abertura
    • 10h20: Fernando Sampaio, diretor de sustentabilidade da Abiec, no Painel 1 sobre Inovação e Tecnologia
    • 11h40: Sheila Guebara (Seara Alimentos) e Paulo Pianez (MBRF) discutem Sustentabilidade e Ética no Painel 2
    • 12h30: Sulivan Alves, diretora técnica da ABPA, participa do Painel 3 sobre Liderança Feminina

    Destaques do dia 28 de outubro:

    • 9h: Roberto de Lucena (Secretário de Turismo de SP) e Alisson Andrade (Embratur) abordam Turismo Halal no Painel 4
    • 11h: Fabio Siccherino (DP World) e Marcelo Franca Nogueira (Acelem) discutem Parcerias Estratégicas no Painel 6
    • 12h: Marcelo Siegmann (Seara) e Alisson Navarro (MBRF) debatem o Halal como Selo de Qualidade no Painel 7

    Apoio governamental

    O evento conta com participações institucionais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin, do chanceler Mauro Vieira e do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro. As contribuições, gravadas ou remotas, estarão disponíveis para a imprensa credenciada.

    Nos dois dias de evento, às 14h, será realizado o Congresso Técnico Científico Halal (CTec Halal), promovido pela International Halal Academy, primeiro instituto privado da América Latina especializado em capacitação sobre o mercado halal.

    SERVIÇO:

    Evento: Global Halal Brazil Business Forum 2025

    Data: 27 e 28 de outubro de 2025

    Horário: A partir das 9h

    Local: WTC Events Center

    Endereço: Av. das Nações Unidas, 12.551 – São Paulo, SP

    Programação completa: Link disponível

  • Brasil amplia exportação de carne de frango para Sarawak

    Brasil amplia exportação de carne de frango para Sarawak

    O Brasil avança no mercado asiático com a abertura de Sarawak, estado autônomo da Malásia, para importação de carne de frango halal. O Ministério da Agricultura e Pecuária confirmou a liberação, medida comemorada pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

    Sarawak

    Sarawak, o maior estado da Malásia, tem cerca de 2,6 milhões de habitantes. Em outubro de 2023, uma missão técnica visitou o Brasil para avaliar o sistema de produção de carne de aves e bovinos. As negociações avançaram após essa visita, resultando em uma nova missão oficial. Durante a viagem, o Ministro da Agricultura malaio assinou o Certificado Sanitário que autoriza a importação da carne de frango brasileira.

    Três plantas frigoríficas foram habilitadas para exportação. As unidades estão localizadas em Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Paraná.

    “Apesar de ser um estado autônomo com maioria não muçulmana, Sarawak exige o cumprimento das normas halal, conforme as regulamentações da Malásia”, afirma Ricardo Santin, presidente da ABPA.

    A ABPA também espera que a carne suína brasileira conquiste esse mercado nos próximos meses. Segundo Santin, há negociações bilaterais em andamento para viabilizar essa nova exportação.

    “Vemos grande potencial nesse mercado. Nosso objetivo é complementar a produção local e ajudar a reduzir os impactos da biossegurança na região, que tem enfrentado desafios com fornecedores e inflação de alimentos”, destaca Santin.

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  • Coréia do Sul – Do K-pop e doramas para a produção agrícola

    Coréia do Sul – Do K-pop e doramas para a produção agrícola

    A Coreia do Sul é mundialmente conhecida por suas exportações culturais, como o K-pop e os dramas televisivos (doramas), que geraram uma “onda coreana” (Hallyu), influenciando a moda, a música e o entretenimento global. No entanto, além desse sucesso no campo cultural, o país também é um importante exportador de produtos agrícolas e agroindustriais, ligando a inovação tecnológica à produção agrícola de alta qualidade.

    Essa onda coreana por também ser aproveitada pelos agricultores, pois cresce o número de pessoas que, influenciados pelas séries, quer conhecer a culinária do país. E apesar de muitos produtos não serem plantados no Brasil, outros podem ser produzidos aqui com facilidade.

    Agricultura e exportações alimentares da Coreia do Sul

    A Coreia do Sul não é tradicionalmente vista como uma potência agrícola devido ao seu território limitado e ao foco em tecnologia e indústria pesada. No entanto, o país tem investido em aumentar sua produção e exportação de produtos agrícolas e alimentos processados. Entre os principais itens exportados estão:

    • Ginseng: A Coreia do Sul é o maior exportador de ginseng do mundo. Esse produto é famoso por suas propriedades medicinais e é altamente valorizado em mercados como o chinês e o americano. Além de seu uso tradicional, o ginseng também aparece em cosméticos e alimentos funcionais.
    • Frutas e vegetais frescos: A produção de morangos, maçãs e peras tem crescido de forma significativa, com as exportações destinadas a países da Ásia e Europa. O morango coreano em particular é valorizado por sua doçura e aparência uniforme, tornando-o um produto premium.
    • Alimentos processados: A Coreia do Sul exporta alimentos processados de forma massiva. Produtos como ramyun (macarrão instantâneo), kimchi (conserva de acelga fermentada) e doces típicos coreanos, como tteokbokki (bolos de arroz picantes), são muito populares em mercados internacionais, especialmente entre consumidores familiarizados com a cultura coreana.
    • Alimentos halal: Recentemente, a Coreia também começou a expandir seu mercado para alimentos halal, mirando em consumidores de países islâmicos. Essa iniciativa tem aberto novas oportunidades para exportações agrícolas certificadas.

    A Coreia do Sul tem investido significativamente em agricultura de precisão, utilizando tecnologias como drones, sensores IoT e big data para monitorar plantações e otimizar o uso de recursos como água e fertilizantes. Essas inovações ajudam o país a maximizar a produtividade em áreas relativamente pequenas.

    Além disso, a Coreia investe na agricultura urbana, uma tendência crescente nas cidades de Seul e Busan. Estufas verticais e hidropônicas são usados para cultivar hortaliças, oferecendo uma alternativa sustentável à produção tradicional.

    Ligando a cultura pop ao agro

    Assim como o K-pop e os doramas são cuidadosamente produzidos e promovidos, a Coreia do Sul tem adotado uma estratégia similar para divulgar seus produtos agrícolas. A popularidade global da cultura coreana tem ajudado a impulsionar o consumo de produtos alimentares típicos do país. Por exemplo, o kimchi, muitas vezes mencionado em doramas e filmes, tornou-se um item familiar para o público internacional, ampliando sua exportação.

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    Além disso, artistas de K-pop e celebridades coreanas frequentemente atuam como embaixadores de marcas agrícolas, ajudando a conectar a cultura pop com os produtos tradicionais. E criando, portanto, um ciclo virtuoso entre a demanda cultural e agrícola.

    Produtos da culinária coreana e sua produção no Brasil

    A culinária coreana é caracterizada pelo uso de ingredientes tradicionais que conferem sabores únicos aos seus pratos. Entre os ingredientes mais comuns estão:

    • Gochujang (pasta de pimenta fermentada): Essencial para pratos como bibimbap e tteokbokki, essa pasta confere um sabor picante e doce. Embora o clima brasileiro não seja ideal para a fermentação tradicional do gochujang, a produção de pimentas para sua base é possível no Brasil.
    • Soja: Usada em diversos produtos como doenjang (pasta de soja fermentada), tofu e molho de soja. Além disso, a soja é um ingrediente central em sopas, marinadas e acompanhamentos, e o Brasil é um dos maiores produtores de soja do mundo, facilitando a produção local de derivados.
    • Gergelim: O óleo de gergelim e as sementes de gergelim são usados amplamente para dar sabor e textura a muitos pratos coreanos, como o bibimbap e kimchi. O Brasil também cultiva gergelim, tornando, portanto, sua produção viável.
    • Alho e cebolinha: Ingredientes cruciais em quase todos os pratos coreanos, como o kimchi e marinadas. Ambos os itens são facilmente cultivados no Brasil.
    • Arroz: O arroz de grão curto, que é um alimento básico da cozinha coreana, também pode ser cultivado no Brasil. Especialmente, porém, nas regiões com técnicas de irrigação adequadas.
    • Nabo (daikon): Utilizado em sopas e acompanhamentos como o kkakdugi (kimchi de nabo), o daikon pode ser facilmente cultivado no Brasil em climas temperados.
    • Pimenta coreana (gochugaru): Usada em pratos como kimchi e jjigae (ensopado), a pimenta gochugaru é única, mas o Brasil tem um clima propício para o cultivo de variedades semelhantes, o que poderia adaptar-se ao paladar e produção local.

    Vegetais produzidos no Brasil

    Além desses, vegetais como acelga, espinafre, brotos de feijão e algas marinhas, comuns na culinária coreana, podem ser parcialmente substituídos por variedades brasileiras. Ou até mesmo cultivados em regiões específicas do país, aproveitando o clima diversificado do Brasil.

    A ligação entre a produção agrícola brasileira e a culinária coreana é promissora, com muitos ingredientes sendo viáveis para cultivo ou adaptação local, ajudando a popularizar a comida coreana fora da Ásia.

    Em suma, a Coreia do Sul está se destacando tanto pelo entretenimento quanto pela exportação de produtos agrícolas, mostrando que a inovação e o planejamento estratégico podem elevar um país culturalmente relevante a um player importante no comércio agrícola global.