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  • Programa de melhoramento genético do Guzerá chega aos produtores paulistas

    Programa de melhoramento genético do Guzerá chega aos produtores paulistas

    A Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo (SAA) lançou um programa de melhoramento genético para bovinos da raça Guzerá. A iniciativa disponibiliza animais de genética superior aos criadores paulistas e já integra os primeiros exemplares à Fazenda Ataliba Leonel, unidade da CATI Sementes e Mudas localizada em Manduri.

    Foto: Divulgação

    O secretário de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho, destaca que a raça Guzerá comprova sua qualidade por meio de números. “O Guzerá apresenta desempenho destacado em provas de ganho de peso, eficiência produtiva e consistência genética, mesmo com um efetivo menor que outras raças zebuínas. A SAA transforma resultados técnicos em política pública e viabiliza que os produtores paulistas conquistem mais uma opção consistente para o melhoramento genético de seus rebanhos”, afirma Melo Filho.

    Parceria com criadores orienta foco em características de corte

    A CATI Sementes e Mudas recebeu os primeiros bovinos da raça no final de 2025, em parceria com a Associação dos Criadores de Guzerá e Guzolando do Brasil (ACGB). Braz Costa de Oliveira Junior, chefe da Divisão de Produção Ataliba Leonel, explica que criadores demandaram o programa, assim como aconteceu com o Nelore Mocho.

    “Nosso foco será as características morfológicas e de rendimento para corte, sem perder a essência no leite, por ser uma raça com boa habilidade materna. O produtor merece um animal de qualidade”, ressalta Oliveira Junior.

    Programa democratiza acesso à genética de qualidade

    O diretor da CATI, Ricardo Pereira, enfatiza a importância estratégica do Guzerá para a pecuária estadual. “Optamos pelo Nelore e pelo Guzerá por serem zebuínos com presença expressiva no território paulista. Nosso objetivo é melhorar esse rebanho como um todo, democratizando e popularizando o uso de touros puros de origem”, declara.

    Pereira reforça que pequenos e médios produtores terão acesso à mesma excelência genética dos grandes criadores. Toda a rede da CATI oferece orientação técnica. “Os produtores interessados podem procurar as Casas da Agricultura e nossos técnicos regionais para saber como escolher a melhor genética e acessar esses materiais”, informa o diretor.

    O Programa Guzerá SP também prioriza a pecuária sustentável. “Nosso propósito é levar esse animal para ambientes com pastagens recuperadas e em sistema de Integração Lavoura-Pecuária (ILP)”, complementa Oliveira Junior.

    Atualmente, o programa está em fase de arrebanhamento para ampliar o pool genético e formar uma base sólida de matrizes e reprodutores antes de iniciar a seleção.

    História e características da raça Guzerá no Brasil

    O Guzerá foi um dos primeiros zebuínos a entrar no Brasil. Seu nome deriva do porto indiano de Guzerat, localizado na região oeste da Índia, de onde originalmente embarcavam os animais.

    Na Índia, o Guzerá recebe o nome de Kankrej e serve para produção de leite e tração, já que a cultura hindu veda o consumo de carne bovina. No Brasil, a raça seguiu um caminho diferente e os criadores a desenvolvem principalmente com finalidade de corte.

  • Megaleite encerra com recordes e anuncia data para 2025

    Megaleite encerra com recordes e anuncia data para 2025

    A 19ª edição da Megaleite chegou ao fim neste sábado (15/06), e a Associação Brasileira dos Criadores de Girolando já tem planos definidos para 2025. A próxima edição do evento será de 17 a 21 de junho, em Belo Horizonte/MG. Sem dúvida, a meta é repetir o sucesso deste ano, reunindo as principais raças bovinas leiteiras no Parque da Gameleira.

    A Megaleite é reconhecida como uma vitrine internacional da pecuária leiteira do Brasil, atraindo milhares de visitantes de diversos países para a capital mineira. Segundo Domício Arruda, presidente da Associação de Girolando, a exposição não só promove a genética brasileira, mas também impulsiona a economia local, gerando empregos diretos e indiretos, além de fomentar negócios em diversos segmentos.

    Na edição deste ano, que ocorreu de 11 a 15 de junho, a feira contou com a presença de 1500 animais de 160 expositores, representando as raças Girolando, Gir Leiteiro, Holandês, Guzerá, Guzolando, Jersey, Simental e Búfalos. Para o jurado Celso Menezes, a Megaleite reflete a notável evolução das raças nos últimos anos, destacando a qualidade genética alcançada, com vacas produzindo mais de 100 kg de leite por dia.

    Recordes impressionantes

    O evento também foi palco para quebras de recordes no Torneio Leiteiro da raça Girolando. A vaca Fanny FIV Kingboy 131 FGS Sapucaia, de Fernando Gonçalves dos Santos, estabeleceu um novo recorde ao produzir 306,960 kg de leite, com média de 102,320 kg/dia. Outro destaque foi a vaca jovem Tradição FIV Elixir Santa Luzia, de propriedade de José Freire Neto. Ela produziu 268,670 kg de leite, com média de 89,557 kg/dia.

    Além disso, a Megaleite 2024 registrou uma movimentação financeira estimada em R$ 220 milhões.  Houve a participação de cerca de 100 empresas expositoras de diversos segmentos. Comitivas de vários países, como Índia, Colômbia, México, Equador, El Salvador, Costa Rica, Panamá, Bolívia e Venezuela, além de brasileiros de todas as regiões do país, passaram pelo evento.

    Megaleite: desenvolvimento da pecuária leiteira

    A Megaleite é realizada na capital mineira desde 2016. Desde então, vem consolidando como um dos principais eventos do setor no país. O objetivo é continuar promovendo o desenvolvimento e a qualidade da pecuária leiteira brasileira. Afinal, a programação sempre conta com leilões, shoppings de animais, cursos, palestras, competições, além de atrações para o público. O Agro em Campo segue acompanhando os destaques do setor leiteiro.