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  • Apicultura em Minas Gerais cresce 30% em 2024

    Apicultura em Minas Gerais cresce 30% em 2024

    A apicultura mineira vive um momento de expansão: em 2024, 1.085 novos apiários foram registrados no Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), um aumento de 30% em relação a 2023. Os municípios de Formiga, Bambuí e Itapecerica, na região Oeste, lideram o ranking, com 712 propriedades cadastradas. O avanço reforça Minas Gerais como um dos principais polos produtores de mel do país, com mais de 3.300 apiários dedicados a abelhas com ferrão e 531 voltados a meliponíneos (sem ferrão), distribuídos em 573 cidades.

    Vigilância sanitária evita ameaças como o “pequeno besouro das colmeias”

    O IMA, responsável pelo Programa Nacional de Sanidade Apícola (PNSAp), atua no cadastramento, fiscalização e inspeção de produtos apícolas para conter riscos sanitários. Em 2019, a praga Aethina tumida (pequeno besouro das colmeias) foi detectada em Juiz de Fora, ameaçando destruir favos e contaminar mel. “A rápida interdição do apiário e orientações técnicas evitaram a disseminação da praga no estado”, explica Eduardo Lage, coordenador do PNSAp em Minas.

    A vigilância inclui:

    • Monitoramento constante de doenças de notificação obrigatória;
    • Interdição imediata de apiários com suspeitas de contaminação;
    • Orientações técnicas sobre manejo e boas práticas apícolas.

    “Sem esse controle, pragas poderiam devastar a produção e afetar o mercado”, reforça Lage.

    A partir de maio, produtores de abelhas devem atualizar informações de seus rebanhos no sistema do IMA, conforme a Portaria nº 2227/2023. A medida visa garantir rastreabilidade e controle sanitário, exigindo também a Guia de Trânsito Animal (GTA) para transporte de colmeias.

    “A GTA permite rastrear o deslocamento de abelhas e intervir rapidamente em surtos de doenças”, destaca Eduardo. A falta do documento pode resultar em multas e restrições comerciais.

    Desafios e perspectivas para o setor

    Apesar do crescimento, a apicultura mineira enfrenta desafios:

    • Fortalecimento de colmeias: Abelhas com baixo comportamento higiênico são mais vulneráveis a pragas;
    • Capacitação técnica: Produtores precisam adotar manejos preventivos;
    • Expansão sustentável: A região Norte, com 454 apiários registrados em Montes Claros, busca ampliar produção sem comprometer a sanidade.
    Dados estratégicos:
    • Região Oeste: 712 apiários (Formiga, Bambuí e Itapecerica no topo);
    • Norte de Minas: 454 propriedades atendidas pela unidade do IMA em Montes Claros;
    • Vale do Rio Doce: Mais de 300 apiários na jurisdição de Guanhães.

    Com a demanda global por mel em crescimento, Minas Gerais projeta ampliar exportações, desde que mantenha o rigor sanitário. “A apicultura é uma atividade econômica vital. Investir em saúde animal é garantir futuro para o setor”, conclui Lage.

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  • GTA ajuda no combate ao tráfico de animais silvestres, segundo Ministério

    GTA ajuda no combate ao tráfico de animais silvestres, segundo Ministério

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançou um curso a distância em parceria com a Organização Freeland, com o objetivo de capacitar agentes de instituições governamentais federais sobre a importância da Guia de Trânsito Animal (GTA) no combate ao tráfico de animais silvestres. A gravação da videoaula ocorreu em São Paulo e mostra como a GTA é essencial para controlar a origem e o destino dos animais durante o transporte.

    O curso é uma versão adaptada de um treinamento presencial sobre tráfico de espécies silvestres. Ele tem duração prevista de 40 horas e inclui módulos teóricos e práticos. O projeto é financiado pelo Gabinete de Assuntos Internacionais sobre Narcóticos e Aplicação da Lei dos Estados Unidos (INL). E representa a primeira iniciativa do tipo com acesso remoto.

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    Durante a gravação, Miriam Sassaki, agente de inspeção e médica veterinária da Superintendência de Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (SFA-SP), explicou que a GTA é obrigatória para o deslocamento de diversos animais, exceto cães e gatos. Ela destacou que o Mapa, em colaboração com os Órgãos Estaduais de Sanidade Animal (Oesas), é responsável por habilitar médicos veterinários da iniciativa privada para emitir as GTAs.

    Riscos do tráfico de animais

    Os riscos associados à captura e transporte de animais silvestres são uma preocupação crescente para a Defesa Agropecuária brasileira. Animais infectados podem transmitir doenças a outras espécies, incluindo humanos. Leandro Bondar, coordenador de educação da Freeland Brasil, citou a pandemia de Covid-19 como um exemplo das consequências perigosas do tráfico.

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    Casos anteriores mostram essa ameaça: em 2019, autoridades em Corumbá (MS) sacrificaram 160 canários contrabandeados do Peru por falta de documentação sanitária. No ano seguinte, a Polícia Rodoviária Federal resgatou 320 canários-venezuelanos no Mato Grosso. Eles foram sacrificados por apresentarem risco à saúde pública.

    Estratégias educacionais

    Leandro Bondar e Jennifer Machado, analista educacional da Freeland, estiveram presentes na gravação do curso. Eles explicaram que a ONG atua em três frentes: educação ambiental, capacitação de agentes públicos e monitoramento de políticas públicas. O conteúdo do curso incluirá textos, gráficos e depoimentos em vídeo, sendo disponibilizado para treinar os 13 mil agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Brasil.

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    A expectativa é que o curso ofereça um treinamento abrangente. A duração é entre 60 a 80 horas, com uma contribuição significativa para o combate ao tráfico de animais silvestres. E, além disso, promovendo a conservação da biodiversidade no país.