Tag: guaraná

  • 3 das melhores frutas do mundo são brasileiras; veja quais

    3 das melhores frutas do mundo são brasileiras; veja quais

    O Brasil voltou a ganhar destaque no cenário internacional graças à qualidade de suas frutas. Desta vez, jabuticaba, açaí e guaraná entraram para a lista das 100 frutas mais bem avaliadas do mundo no ranking do Taste Atlas.

    A plataforma, considerada uma das principais enciclopédias da gastronomia mundial, elaborou o ranking com base nas avaliações de seus usuários. Na atualização publicada em 1º de julho, o Truskawka Kaszubska, uma variedade de morango cultivada na Polônia, conquistou a primeira colocação.

    Jabuticaba lidera a participação brasileira

    A jabuticaba alcançou a 19ª posição, com nota 4,3, e tornou-se a fruta brasileira mais bem colocada na classificação.

    Além do sabor marcante, a fruta chama atenção pelo valor nutricional. Segundo a Embrapa, a polpa concentra minerais importantes, enquanto as sementes fornecem fibras e proteínas. Já a casca reúne antioxidantes e também pode fazer parte da alimentação.

    Outro diferencial aparece na forma de crescimento dos frutos. Em vez de surgirem nos galhos, eles nascem diretamente no tronco da árvore. Esse fenômeno, conhecido como caulifloria, facilita a polinização e a dispersão das sementes.

    Açaí reforça a importância da Amazônia

    O açaí aparece na 40ª posição, com nota 4,1. Originário da Amazônia, o fruto ganhou espaço no mercado internacional por reunir proteínas, fibras, lipídios e minerais. Por isso, muitos especialistas o classificam como um superalimento.

    No Pará, estado responsável por mais de 90% da produção nacional, moradores consomem o açaí tradicionalmente com farinha de mandioca e peixe. Além desse hábito regional, a indústria utiliza o fruto na fabricação de sorvetes, bebidas, geleias e diversos outros produtos.

    Guaraná completa a presença brasileira

    O guaraná ocupa a 79ª posição do ranking, com nota 3,9. Assim como o açaí, ele é nativo da Amazônia e desempenha papel importante na indústria alimentícia.

    Empresas utilizam o pó e o xarope para produzir sucos, enquanto o extrato serve como ingrediente de refrigerantes e bebidas energéticas.

    Além disso, a Embrapa informa que o Brasil é o único produtor comercial de guaraná do mundo. Atualmente, produtores cultivam a espécie principalmente na Bahia, Amazonas, Acre, Rondônia, Pará e Mato Grosso, abastecendo tanto o mercado interno quanto o exterior.

    Ranking das frutas mais saborosas do mundo

    • 1º – Truskawka Kaszubska (Polônia)
    • 2º – Rodakina Naoussas (Grécia)
    • 3º – Melocotón de Calanda (Espanha)
    • 4º – Mandarini Chiou (Grécia)
    • 5º – Citrinos do Algarve (Portugal)
    • 6º – Uva Saperavi (Itália)
    • 7º – Limão Costa d’Amalfi (Itália)
    • 8º – Maçã Jablka Lackie (Polônia)
    • 9º – Maçã Mila Zagoras Piliou (Grécia)
    • 10º – Laranja Portokalia Maleme Chanion Kritis (Grécia)
    • 19º – Jabuticaba (Brasil)
    • 40º – Açaí (Brasil)
    • 79º – Guaraná (Brasil)
  • Frutas nativas do Brasil mostram potencial contra o envelhecimento celular

    Frutas nativas do Brasil mostram potencial contra o envelhecimento celular

    Jabuticaba, açaí, cambuci, guaraná, marolo e outras frutas nativas brasileiras podem ajudar a prevenir doenças crônicas associadas à inflamação e ao estresse oxidativo. Essa é a principal conclusão de uma revisão científica que reuniu estudos publicados nas últimas décadas e encontrou evidências de que compostos bioativos presentes nesses frutos protegem as células contra danos relacionados ao envelhecimento e ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, metabólicas e neurodegenerativas.

    Pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP conduziram o estudo, que integrou o doutorado da nutricionista Maria Carolina Zsigovics Alfino sob orientação da professora Elizabeth Aparecida Ferraz da Silva Torres. A equipe colaborou com pesquisadores da Universidad Autónoma do Chile e desenvolveu a pesquisa dentro do grupo Alimentos, Nutrição e Saúde Mental da FSP, que investiga o potencial de compostos bioativos da biodiversidade brasileira para prevenir e controlar doenças crônicas não transmissíveis.

    Ciência que pode virar política pública

    Para a professora Elizabeth Torres, o estudo avança na transformação de evidências científicas em subsídios para recomendações alimentares e estratégias de saúde pública. “Doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, obesidade, doenças cardiovasculares e neurodegenerativas, estão entre as principais causas de adoecimento e mortalidade no mundo. Identificar alimentos acessíveis e ricos em compostos bioativos capazes de auxiliar na prevenção dessas doenças tem impacto direto na promoção da saúde pública”, afirma.

    Apesar dos resultados promissores, a pesquisadora reconhece uma limitação importante: a maioria das evidências vem de estudos com modelos celulares ou animais. “Ensaios clínicos com seres humanos ainda são escassos”, relata Torres.

    Como os compostos agem no organismo

    De acordo com Maria Carolina Alfino, os compostos bioativos das frutas nativas brasileiras controlam diretamente a inflamação e o estresse oxidativo. Substâncias como flavonoides, antocianinas, carotenoides e ácidos fenólicos neutralizam radicais livres e reforçam os mecanismos naturais de defesa antioxidante do organismo.

    Essas substâncias também reduzem a produção de moléculas inflamatórias e regulam processos celulares associados ao desenvolvimento de doenças. “Ao controlar o estresse oxidativo e a inflamação crônica, dois mecanismos associados ao envelhecimento e ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, metabólicas e neurodegenerativas, as substâncias contribuem para a manutenção da saúde e para a prevenção de doenças crônicas”, explica a nutricionista.

    Torres acrescenta que os benefícios não se limitam à polpa dos frutos. “Cascas, sementes e outros subprodutos geralmente descartados também apresentaram potencial biológico, ampliando as possibilidades de aproveitamento sustentável desses alimentos”, diz.

    Jabuticaba concentra o maior número de estudos

    Entre as frutas analisadas, a jabuticaba lidera o volume de pesquisas. Estudos com extratos da casca, da polpa e até dos galhos da planta apontaram elevada atividade antioxidante e capacidade de reduzir marcadores inflamatórios associados à obesidade, à resistência à insulina, a inflamações intestinais e a alterações cardiovasculares. As antocianinas, os flavonoides e o ácido elágico presentes no fruto respondem principalmente por esses efeitos. Segundo Alfino, esses compostos neutralizam radicais livres, reduzem danos celulares e modulam processos inflamatórios envolvidos no desenvolvimento de doenças crônicas.

    Foto de uma jabuticabeira com jabuticabas no galho.
    Jabuticaba lidera volume de pesquisas. Foto: Rodarte/Agro Em Campo

    O açaí e o guaraná também figuram entre as espécies mais investigadas. No guaraná, os estudos apontam potencial neuroprotetor ligado à ação conjunta da cafeína e das catequinas. Essas substâncias reduzem danos provocados pelo estresse oxidativo e pela inflamação, fatores associados à degeneração celular e a doenças que afetam o sistema nervoso.

    Já o açaí desperta interesse não só pela polpa, mas também pelos subprodutos, especialmente as sementes. Estudos experimentais mostram que essas estruturas concentram elevadas quantidades de procianidinas, compostos com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Os resultados sugerem potencial para reduzir processos inflamatórios relacionados a distúrbios metabólicos e a complicações cardiovasculares e renais.

    Efeitos sobre a saúde do cérebro

    A revisão também identificou evidências de que os compostos bioativos das frutas nativas protegem o sistema nervoso. Substâncias presentes principalmente no guaraná ajudam a reduzir a neuroinflamação, processo associado a doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson e a alguns transtornos psiquiátricos.

    “As propriedades bioativas encontradas no guaraná atuam em mecanismos de redução da ativação excessiva de células inflamatórias do cérebro e na diminuição da produção de citocinas pró-inflamatórias, moléculas que participam da resposta inflamatória do organismo”, afirma Alfino.

    açaí na árvore
    Açaí desperta interesse não só pela polpa, mas também pelos subprodutos,. Foto: Ronaldo Rosa/Embrapa

    O estudo destaca ainda um possível impacto positivo dessas frutas sobre a microbiota intestinal: as propriedades bioativas favorecem o crescimento de bactérias benéficas e reduzem processos inflamatórios sistêmicos, fortalecendo a conexão entre intestino e cérebro. Nesse contexto, o guaraná se destacou pelos efeitos neuroprotetores, enquanto a jabuticaba apresentou resultados promissores no controle da inflamação intestinal e na proteção das células contra danos oxidativos.

    Para Alfino, os resultados reforçam a importância de valorizar espécies nativas ainda pouco presentes na alimentação dos brasileiros. Segundo a pesquisadora, a globalização dos hábitos alimentares concentrou o consumo em frutas como maçã, banana e laranja, enquanto muitas espécies brasileiras com elevado valor nutricional permanecem pouco conhecidas pela população.

  • Safra de guaraná no Amazonas surpreende produtores

    Safra de guaraná no Amazonas surpreende produtores

    A metáfora indígena não poderia ser mais certeira: “quando os olhos se abrem, é tempo de guaraná”. As sementes da planta, que realmente lembram pupilas humanas, agora revelam números que fazem os produtores amazonenses celebrarem uma das melhores safras dos últimos anos.

    Guaranazeiro no Campo Experimental da Embrapa em Manaus. Foto: Maria José Tupinambá/Embrapa

    Apesar das preocupações iniciais com o calor extremo e os efeitos das mudanças climáticas que tem afetado diversas culturas pelo Brasil, o guaraná amazonense mostra resiliência. A safra atual surpreende com um crescimento expressivo que varia entre 20% e 50%, dependendo da área de cultivo.

    Números confirmam crescimento robusto da produção

    André Atroch, pesquisador da Embrapa Amazônia Ocidental, acompanha de perto os guaranazais do estado. Através de visitas regulares aos campos, monitoramento nas áreas experimentais e contato direto com grupos de produtores, ele consegue ter uma visão privilegiada do que acontece nas plantações.

    “Os produtores comentam que estão colhendo bem mais guaraná do que no ano passado. Esse aumento é perceptível nas áreas que temos acompanhado”, revela Atroch. O pesquisador destaca um detalhe que chama atenção de quem visita as propriedades: “O que tem se observado nas áreas é as plantas muito carregadas, muito cheias de guaraná”.

    Os números consolidam essa impressão visual. Enquanto produtores de pequeno e médio porte reportam ganhos entre 20% e 30% comparado a 2024, grandes empresas do setor apresentam resultados ainda mais impressionantes – alguns chegam perto dos 50% de crescimento na colheita.

    O estado do Amazonas, que tradicionalmente produz entre 600 e 700 toneladas anuais de guaraná em rama (sementes secas com 13% de umidade), pode alcançar entre 700 e 800 toneladas neste ano. Um salto significativo para uma cultura tão importante economica e culturalmente para a região.

    Condições climáticas favoreceram desenvolvimento das plantas

    Diferente de safras anteriores, 2025 trouxe um presente raro aos cultivadores: estabilidade climática nos momentos certos. Setembro, mês crítico para a floração do guaraná, transcorreu sem os extremos que costumam prejudicar a cultura.

    Não houve secas prolongadas capazes de secar as flores ainda na planta. Também não vieram chuvas torrenciais que derrubam as delicadas florações. Sim, os termômetros registraram alguns dos dias mais quentes das últimas duas décadas, mas isso não chegou a comprometer o desenvolvimento dos frutos.

    Foto: Maria José Tupinambá/Embrapa

    “Para o guaraná, o tempo foi normal. Mesmo com alguns dias de calor extremo, isso não chegou a comprometer a safra”, explica Atroch, aliviado com um cenário que poderia ter sido bem diferente.

    Chuvas de novembro trazem última preocupação da temporada

    Agora, com a colheita ainda em andamento, surge uma preocupação pontual, mas importante. As chuvas que chegaram a Manaus em novembro podem representar um desafio para o fechamento da safra.

    Precipitações muito intensas tem o poder de provocar a queda prematura de frutos que já estão maduros ou até mesmo causar o apodrecimento de cachos que ainda permanecem nas plantas. Os produtores agora correm contra o tempo para colher o máximo possível antes que eventuais temporais causem perdas desnecessárias.

    Mesmo com essa última variável climática no horizonte, a expectativa geral entre pesquisadores e produtores é otimista. O balanço final deve confirmar 2025 como um ano de recuperação e crescimento expressivo para o guaraná amazonense. Uma notícia que anima não apenas os cultivadores, mas toda a cadeia produtiva que depende dessa planta símbolo da Amazônia.

  • Anvisa proíbe venda de vinagre popular

    Anvisa proíbe venda de vinagre popular

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quarta-feira (26/11) o recolhimento imediato de três produtos alimentícios do mercado brasileiro. As medidas incluem a suspensão da comercialização de vinagre de maçã com substância não declarada no rótulo, pó para preparo de bebida com ingrediente proibido e picolé contendo creatina.

    O Vinagre de Maçã da marca Castelo, fabricado pela Castelo Alimentos S/A, teve sua comercialização, distribuição e consumo proibidos após laudo do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) do Distrito Federal comprovar irregularidades.

    A análise fiscal definitiva reprovou o produto no ensaio quantitativo de dióxido de enxofre. Segundo o laudo, o vinagre apresenta quantidade da substância que não consta nas informações do rótulo, violando normas de rotulagem e segurança alimentar.

    A presença não declarada de dióxido de enxofre representa risco à saúde pública, especialmente para consumidores sensíveis ao composto químico, que podem desenvolver reações alérgicas graves ao consumir o produto sem conhecimento prévio da substância.

    Pó para bebida vegetal contém proteína não autorizada

    O “Pó para preparo de bebida vegetal” das marcas Livestrong e Essential Nutrition, produzido pela INP Indústria de Alimentos Ltda., também foi alvo de fiscalização. A Anvisa suspendeu toda a cadeia do produto, incluindo comercialização, distribuição, fabricação, divulgação e consumo.

    A irregularidade identificada pela agência reguladora está na composição do produto, que contém proteína de fava hidrolisada. Este ingrediente ainda não passou por avaliação de segurança para uso em alimentos no Brasil. O que torna sua utilização não autorizada pela legislação sanitária vigente.

    Picolé com creatina é retirado do mercado

    A empresa J M J Re Torres Indústria de Alimentos Ltda. teve seu Picolé de Açaí, Guaraná e Canela Naturalle Ice suspenso pela Anvisa. A determinação abrange todos os estágios da cadeia: comercialização, distribuição, fabricação, divulgação e consumo.

    A presença de creatina na formulação do picolé motivou a ação fiscalizatória. Atualmente, a creatina não possui aprovação para uso em alimentos pela Anvisa, sendo autorizada exclusivamente em suplementos alimentares destinados ao público adulto.

    A agência reguladora reforça que a utilização de ingredientes sem avaliação prévia de segurança coloca em risco a saúde dos consumidores e viola as normas sanitárias brasileiras.

    Orientações aos consumidores

    A Anvisa orienta que consumidores que possuam os produtos mencionados não os consumam e entrem em contato com os fabricantes ou estabelecimentos comerciais onde realizaram a compra para solicitar informações sobre a devolução e reembolso.

    As empresas responsáveis devem proceder imediatamente com o recolhimento dos lotes irregulares e informar seus canais de distribuição sobre a suspensão determinada pela autoridade sanitária.

  • 3 frutas brasileiras entre as preferidas do mundo; veja quais

    3 frutas brasileiras entre as preferidas do mundo; veja quais

    Três frutas brasileiras conquistaram destaque no ranking das 100 melhores do mundo, elaborado pelo TasteAtlas. A jabuticaba, o açaí e o guaraná foram as escolhidas, refletindo a diversidade e riqueza da nossa biodiversidade.

    A jabuticaba ocupa a 11ª posição, com uma nota impressionante de 4,4. Essa fruta, nativa da Mata Atlântica, é conhecida por sua casca roxa e polpa branca. Além disso, é rica em ferro e vitaminas. Cultivada principalmente em Minas Gerais, São Paulo e Goiás, a jabuticaba é um símbolo da cultura brasileira.

    Foto: Jabuticaba – Embrapa/Neide Makiko Furukawa

    O açaí aparece na 26ª posição, com uma nota de 4,3. As pessoas consomem amplamente este “superalimento” em forma de polpa. A região amazônica valoriza essa fruta por seu alto valor nutricional, onde ela cresce em abundância.

    O guaraná ficou em 57º lugar, com uma nota de 4,1. As pessoas conhecem o guaraná por seu sabor único e propriedades energéticas. Elas utilizam essa fruta em diversas bebidas e produtos alimentícios. Ou seja, ele conquista paladares tanto no Brasil quanto no exterior.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Pesquisadores brasileiros sequenciam genoma do cupuaçu
    + Agro em Campo: Oferta limitada mantém estável preço do arroz no Rio Grande do Sul

    Outras Frutas

    A lista inclui a Physális peruana, que ocupa a posição de número 80. Embora seja nativa do Peru, também é cultivada no Brasil e foi considerada uma fruta brasileira.

    Topo da lista

    O ranking é liderado pelo pêssego da Grécia, que obteve a maior pontuação. Em seguida, estão frutas cítricas da Espanha e morangos da Polônia. A inclusão das frutas brasileiras neste ranking internacional celebra a riqueza da gastronomia local. Além disso, promove a cultura e os sabores do Brasil no exterior.

    O público do TasteAtlas avalia os rankings de alimentos, e o sistema usa uma série de mecanismos para reconhecer usuários reais.

    Além disso, esses mecanismos ignoram avaliações de bots, nacionalistas ou patriotas locais, e atribuem valor adicional às avaliações de usuários que o sistema identifica como conhecedores.

    Na lista “Top 100 Frutas no Mundo” até 15 de agosto de 2024, o sistema registrou 6.568 avaliações, mas apenas 4.492 foram consideradas legítimas.

    Embora muitos considerem os rankings do TasteAtlas como uma referência, seu objetivo principal é promover excelentes alimentos locais, instilar orgulho nos pratos tradicionais e, ao mesmo tempo, despertar a curiosidade por pratos que você ainda não experimentou.

  • Saiba o que é Comércio Justo, que ganha espaço no agro

    Saiba o que é Comércio Justo, que ganha espaço no agro

    O Comércio Justo tem se destacado no Brasil como um modelo alternativo de negócios que faz diferença na vida de muitas famílias que dependem da agricultura. Com a crise climática global ameaçando a sustentabilidade do planeta, os produtores e trabalhadores rurais envolvidos no sistema Fairtrade (Comércio Justo) contribuem com a gestão responsável e sustentável dos recursos naturais.

    O Comércio Justo cria um canal de comercialização mais direto entre produtores e consumidores, proporcionando relações comerciais mais justas e pagamento de melhores preços pelos produtos Fairtrade. Os produtores e trabalhadores Fairtrade cumprem uma série de requisitos que abrangem direitos humanos e preservação ambiental.

    Beneficiários e produtos

    Cerca de 10 mil famílias de pequenos produtores e trabalhadores agrícolas cultivam café, laranja, mel, castanha de caju, limão, manga, mamão, uva, guaraná, soja, ervas finas e especiarias em mais de 50 associações e cooperativas. Esses produtores recebem benefícios do sistema Fairtrade, que visam melhorar suas condições de vida e trabalho.

    Anualmente, diversas atividades promovem o sistema tanto nos países produtores como o Brasil quanto nos principais países consumidores, majoritariamente na Europa. Em 2023, o tema central da campanha mundial foi “Ao semear o Comércio Justo colhemos esperança”. Este tema foi amplamente divulgado por Organizações de Pequenos Produtores (OPPs) certificadas Fairtrade e por Cidades e Universidades Pelo Comércio Justo em eventos realizados em maio, o Mês do Comércio Justo.

    Impacto das atividades

    Esses eventos visam promover os conceitos, princípios e valores do Comércio Justo, sensibilizando consumidores para o consumo responsável e sustentável. Maurício Alves Hervaz, presidente da Associação das Organizações de Produtores Fairtrade do Brasil (BRFAIR), destacou a importância dessas ações para mostrar aos brasileiros os benefícios do sistema.

    “O mercado interno de cafés especiais e certificados é grande, e todas as ações de divulgação e marketing fortalecem e fomentam esse comércio interno”, afirmou Hervaz.

    Comércio justo em ação
    Reprodução – divulgação

    A Universidade Federal de Lavras (UFLA) e a Universidade Federal de Viçosa (UFV) são reconhecidas como “Universidades pelo Comércio Justo”. Esse reconhecimento faz parte do projeto Universidades Latino-Americanas pelo Comércio Justo, promovido pela CLAC desde 2015.

    Além disso, quatro cidades brasileiras possuem o título de Cidades Latino-Americanas pelo Comércio Justo: Boa Esperança, Poço Fundo, Santana da Vargem e Muqui. A cidade mineira de Nova Resende está em processo de reconhecimento.

    10 anos do projeto no Brasil

    Em Boa Esperança, o Comitê Gestor comemorou 10 anos do projeto na cidade com diversas atividades. Incluindo o lançamento de novos produtos Fairtrade e a premiação de estabelecimentos comerciais. Já em Poço Fundo, a feira de produtores locais e palestras sobre Fairtrade foram destaques.

    Já em Santana da Vargem, alunos das escolas locais receberam o título de Embaixadores do Comércio Justo. Eles também visitaram a cooperativa local para aprender sobre a produção de café. E em Muqui, a cooperativa local realizou ações de conscientização e venda de produtos Fairtrade.

    Enfim, o método é um movimento que promove relações comerciais justas, visando melhorar as condições de vida de produtores e trabalhadores. E também conscientizar consumidores sobre a importância de escolher produtos certificados. A Fairtrade International define as normas e certifica os produtos que recebem a marca “Fairtrade”.