Tag: Grupo Tristão

  • Café brasileiro aposta no porto de Imetame para superar desafios logísticos

    Café brasileiro aposta no porto de Imetame para superar desafios logísticos

    O novo Porto de Imetame, no Espírito Santo, tem atraído importantes investimentos da cafeicultura brasileira. Um dos mais relevantes vem do Grupo Tristão, que anunciou a aquisição de um terreno de 400 mil metros quadrados em Aracruz (ES), a apenas oito quilômetros do terminal portuário. 

    O objetivo é construir um armazém robusto para ampliar a logística, a proximidade com os produtores e a rastreabilidade da produção.

    Durante entrevista concedida ao Agro em Campo, na manhã desta quinta-feira (3), no segundo dia do 10º Coffee Dinner & Summit, em Campinas (SP), o presidente do grupo, Sérgio Tristão, destacou que o crescimento da produção no estado e a nova infraestrutura logística abrem um cenário promissor no mercado.

    “Não tem como não acreditar no nosso negócio, principalmente quando você olha o Espírito Santo. O Espírito Santo, com a produção de conilon que tem e o investimento que ainda faz para aumentar essa produção, não tem como retroceder”, afirmou.

    Segundo ele, o novo porto será um marco, tendo em vista que se trata da realização de um antigo sonho do setor capixaba. Para ele, o terminal portuário deverá ser, se não o melhor do Brasil, o melhor do Sudeste, com várias especialidades, principalmente em container. 

    “O nosso porto é muito restrito. A área de manobra dele limita qualquer navio de container de porte médio. Não estou falando nem de grande porte. Então, foi uma frustração que a gente teve durante anos. Agora, o porto de Imetame não é uma coisa que está no papel: você vai lá e já está vendo a obra acontecer. Já tem a drenagem, as áreas de restrição e contenção de água, piers… tudo progredindo. É uma realidade.”

    A localização do novo armazém também garante acesso a incentivos fiscais por estar dentro da área da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). 

    Proximidade do produtor e rastreabilidade

    Ao Agro em Campo, Sérgio Tristão ressaltou também que, além da logística, a nova estrutura visa aproximar ainda mais a empresa dos produtores capixabas. 

    “É fato que nós, com o conilon crescendo dessa forma, vamos fazer um armazém robusto. Ficar próximo do produtor. Com esse negócio de rastreabilidade EUDR, a gente quer ter mais proximidade para ter confiança no que estamos fazendo e entregando aos clientes”, enfatizou o presidente do Grupo Tristão. 

    A expectativa é que o armazém comece a ser construído em 2026, alinhado à previsão de conclusão do novo porto. 

    “O nosso sonho é que a gente tenha o armazém quando estiverem justamente terminando o porto. Isso seria o ideal. Estão falando em 2027”, esclareceu ele.

    Cafés capixabas com identidade própria

    Ao comentar sobre a qualidade dos cafés das montanhas do Espírito Santo, Sérgio Tristão destacou que é possível encontrar cafés especiais em várias regiões do país, mas que a geografia e o clima das montanhas capixabas proporcionam características únicas. 

    “É um café que tem um pouco mais de toque de acidez. No fundo, garimpando vai encontrar café de qualidade em todas as regiões brasileiras. Mas o nosso produto, que a gente coloca no mercado de café especial, por uma questão regional, prioriza o café capixaba”.

    Grupo Tristão: 90 anos de tradição

    Fundado em 1935, o Grupo Tristão celebra 90 anos de atuação em 2025. Com uma história marcada pela inovação e valorização da produção nacional, a empresa é uma das mais antigas e influentes da cadeia cafeeira no Brasil. 

    A participação no 10º Coffee Dinner & Summit é parte das ações comemorativas e de fortalecimento institucional do grupo.

  • Futuro porto de Imetame atrai investimentos da cafeicultura

    Futuro porto de Imetame atrai investimentos da cafeicultura

    O novo Porto de Imetame, no Espírito Santo, tem atraído importantes investimentos da cafeicultura brasileira. Um dos mais relevantes vem do Grupo Tristão, que anunciou a aquisição de um terreno de 400 mil metros quadrados em Aracruz (ES), a apenas oito quilômetros do terminal portuário. 

    O objetivo é construir um armazém robusto para ampliar a logística, a proximidade com os produtores e a rastreabilidade da produção.

    Durante entrevista concedida ao Agro em Campo, na manhã desta quinta-feira (3), no segundo dia do 10º Coffee Dinner & Summit, em Campinas (SP), o presidente do grupo, Sérgio Tristão, destacou que o crescimento da produção no estado e a nova infraestrutura logística abrem um cenário promissor no mercado.

    “Não tem como não acreditar no nosso negócio, principalmente quando você olha o Espírito Santo. O Espírito Santo, com a produção de conilon que tem e o investimento que ainda faz para aumentar essa produção, não tem como retroceder”, afirmou.

    Segundo ele, o novo porto será um marco, tendo em vista que se trata da realização de um antigo sonho do setor capixaba. Para ele, o terminal portuário deverá ser, se não o melhor do Brasil, o melhor do Sudeste, com várias especialidades, principalmente em container. 

    “O nosso porto é muito restrito. A área de manobra dele limita qualquer navio de container de porte médio. Não estou falando nem de grande porte. Então, foi uma frustração que a gente teve durante anos. Agora, o porto de Imetame não é uma coisa que está no papel: você vai lá e já está vendo a obra acontecer. Já tem a drenagem, as áreas de restrição e contenção de água, piers… tudo progredindo. É uma realidade.”

    A localização do novo armazém também garante acesso a incentivos fiscais por estar dentro da área da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). 

    Proximidade do produtor e rastreabilidade

    Ao Agro em Campo, Sérgio Tristão ressaltou também que, além da logística, a nova estrutura visa aproximar ainda mais a empresa dos produtores capixabas. 

    “É fato que nós, com o conilon crescendo dessa forma, vamos fazer um armazém robusto. Ficar próximo do produtor. Com esse negócio de rastreabilidade EUDR, a gente quer ter mais proximidade para ter confiança no que estamos fazendo e entregando aos clientes”, enfatizou o presidente do Grupo Tristão. 

    A expectativa é que o armazém comece a ser construído em 2026, alinhado à previsão de conclusão do novo porto. 

    “O nosso sonho é que a gente tenha o armazém quando estiverem justamente terminando o porto. Isso seria o ideal. Estão falando em 2027”, esclareceu ele.

    Cafés capixabas com identidade própria

    Ao comentar sobre a qualidade dos cafés das montanhas do Espírito Santo, Sérgio Tristão destacou que é possível encontrar cafés especiais em várias regiões do país, mas que a geografia e o clima das montanhas capixabas proporcionam características únicas. 

    “É um café que tem um pouco mais de toque de acidez. No fundo, garimpando vai encontrar café de qualidade em todas as regiões brasileiras. Mas o nosso produto, que a gente coloca no mercado de café especial, por uma questão regional, prioriza o café capixaba”.

    Grupo Tristão: 90 anos de tradição

    Fundado em 1935, o Grupo Tristão celebra 90 anos de atuação em 2025. Com uma história marcada pela inovação e valorização da produção nacional, a empresa é uma das mais antigas e influentes da cadeia cafeeira no Brasil. 

    A participação no 10º Coffee Dinner & Summit é parte das ações comemorativas e de fortalecimento institucional do grupo.

  • Tristão celebra 90 anos e projeta novos investimentos para fortalecer a cafeicultura

    Tristão celebra 90 anos e projeta novos investimentos para fortalecer a cafeicultura

    Grupo Tristão celebra 90 anos de atuação no setor cafeeiro e projeta novos investimentos para fortalecer a cafeicultura brasileira. Entre as ações planejadas está a participação no 10º Coffee Dinner & Summit, um dos principais eventos da cafeicultura global. Realizado pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), será de 2 a 4 de julho, no Royal Palm Hall, em Campinas (SP). O objetivo é debater desafios econômicos, climáticos, socioambientais, regulatórios e logísticos do setor, sob o tema “O futuro do fluxo do comércio: protagonismo e liderança dos Cafés do Brasil”.
    Fundado em 1935, o grupo é uma das empresas mais antigas e influentes do Brasil na cadeia produtiva do café. Já atravessou diferentes ciclos econômicos, transformações de mercado e períodos de instabilidade, sempre focando na inovação, valorização dos produtores e práticas sustentáveis.

    Em 2025, além de comemorar seus 90 anos, o Grupo Tristão planeja investir em uma nova estrutura no município de Aracruz (ES). “Essa iniciativa inclui a construção de um armazém para ampliar a originação com rastreabilidade, incorporar práticas alinhadas aos princípios ESG. E otimizar a logística de escoamento dos grãos”, revela o presidente Sérgio Tristão.
    Segundo ele, o novo armazém simboliza a visão de futuro da empresa, buscando estar mais próxima dos produtores, oferecer soluções logísticas eficientes e garantir a qualidade e a competitividade do café capixaba e mineiro no mercado internacional.

    Crescimento Regional

    A localização estratégica do empreendimento, na área da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), permite acesso a incentivos fiscais e facilita o crescimento regional. Além disso, a proximidade com o Porto Imetame, a apenas oito quilômetros, deve gerar ganhos de eficiência, redução de custos e prazos de entrega. “Essa conexão entre a produção cafeeira e o porto impactará positivamente na redução de custos e na agilidade da entrega dos produtos”, destaca Tristão.
    Ele completa que o investimento reforça o papel do Espírito Santo na produção de café conilon, responsável por mais de 70% da produção nacional dessa variedade.

    “Essa liderança é sustentada pela atuação do Grupo Tristão ao longo das décadas, que mantém uma relação sólida com produtores, cooperativas e comerciantes. A história do grupo remonta à década de 1960, quando Jônice Tristão foi um dos principais incentivadores da introdução do conilon no Estado. Com a frase ‘Plante, que a Tristão garante’, motivou muitos produtores a apostar na variedade. Essa iniciativa foi fundamental para o desenvolvimento regional e para a criação da Realcafé Solúvel do Brasil, em 1971, a primeira fábrica de café solúvel do Espírito Santo”, recorda.

    Expansão

    Além do conilon, o Grupo Tristão expandiu sua atuação para o café arábica, contribuindo para melhorar a reputação dos grãos das Montanhas do Espírito Santo. Até os anos 2000, a região era conhecida por cafés de baixa valorização. Mas a partir de então a empresa passou a incentivar a melhoria da qualidade e boas práticas agrícolas.

    Destaque nesse sentido é o Prêmio de Qualidade Realcafé Reserva UCC, realizado a cada dois anos em parceria com a empresa japonesa Ueshima Coffee Company, maior torrefadora do Japão. A premiação avalia atributos sensoriais e critérios socioambientais, reconhecendo grãos de excelência e promovendo a sustentabilidade.

    O prêmio já distribuiu mais de R$ 4,0 milhões aos produtores finalistas, com os melhores lotes enviados ao clube Realcafé Reserva, uma marca de cafés especiais do grupo. O lote campeão, no Brasil, recebe uma edição especial no país e no Japão, com o nome do produtor na embalagem, valorizando suas história e origem. “Dessa forma, o Grupo Tristão reforça seu compromisso com a qualidade, a sustentabilidade e o desenvolvimento da cafeicultura brasileira”, conclui o presidente.

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