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  • Vídeo: Leitoa dá à luz 33 leitões em parto raro e impressiona produtores

    Vídeo: Leitoa dá à luz 33 leitões em parto raro e impressiona produtores

    Um parto registrado na Granja São Sebastião, em Itaporã (MS), município localizado a cerca de 230 quilômetros de Campo Grande, chamou atenção até de produtores experientes da suinocultura. Uma leitoa, nome dado à porca em sua primeira gestação, deu à luz 33 leitões de uma única vez, número considerado raro no setor.

    Segundo o proprietário da granja, Rafael Vieceli, a gestação durou 116 dias e terminou com o nascimento de 29 leitões vivos e quatro natimortos. A propriedade trabalha atualmente com cerca de 3,7 mil matrizes voltadas à produção de leitões de alta qualidade.

    “Aqui nós seguimos todos os princípios de bem-estar e nos espantamos com o episódio, porque foi a primeira vez que aconteceu. Apesar de diferente, tudo ocorreu bem, e os leitões estão saudáveis”, afirmou Vieceli.

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    Estratégia garantiu alimentação dos filhotes

    Após o nascimento, a equipe da granja precisou agir rapidamente para garantir a alimentação adequada dos leitões. Isso porque uma porca normalmente possui entre 12 e 18 tetos, número insuficiente para atender todos os filhotes.

    Por causa disso, parte dos leitões foi transferida para outra matriz, estratégia comum na suinocultura para assegurar o desenvolvimento saudável dos animais.

    De acordo com Vieceli, casos como esse são extremamente incomuns. Em média, uma porca costuma dar à luz cerca de 16 leitões vivos por gestação.

    Caso em Minas Gerais chamou ainda mais atenção

    Embora o episódio em Mato Grosso do Sul já seja considerado impressionante, outro caso registrado recentemente em Minas Gerais ganhou repercussão ainda maior.

    Em janeiro de 2025, uma porca da Granja Santa Inês, em Luz (MG), deu à luz 45 leitões. Segundo o gerente executivo da empresa, Airton Martins, o resultado foi fruto de um trabalho contínuo de melhoramento genético, aliado à nutrição adequada e ao manejo do plantel.

    O número poderia representar um recorde mundial. No entanto, a granja mineira não informou se pretende buscar reconhecimento no Guinness World Records.

    Atualmente, o recorde oficial pertence a uma porca do Reino Unido, que deu à luz 37 leitões em 21 de setembro de 1993.

  • Carinho em pintinhos pode ser chave para bem-estar nas granjas

    Carinho em pintinhos pode ser chave para bem-estar nas granjas

    O contato humano, quando feito de forma gentil, pode transformar o comportamento de pintinhos em granjas. Um estudo da Universidade de Bristol revelou que o toque cuidadoso não apenas reduz o medo dos animais, como também desperta emoções positivas, como sensação de bem-estar.

    Segundo os pesquisadores, pequenas mudanças na forma de manejo já são suficientes para gerar impactos significativos. Assim, práticas simples, como falar de forma suave e manipular os animais com cuidado, podem contribuir diretamente para melhorar a qualidade de vida dos filhotes.

    Foto: Reprodução/Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil

    Menos medo e mais bem-estar

    De acordo com o estudo, pintinhos que receberam interação gentil apresentaram níveis menores de estresse. Além disso, eles demonstraram maior tranquilidade em comparação àqueles que tiveram contato neutro com humanos.

    Esse resultado reforça a importância do comportamento humano dentro das granjas. Afinal, o manejo diário influencia diretamente a forma como os animais percebem o ambiente ao seu redor.

    Experimento revelou preferência clara

    Para chegar a essa conclusão, os cientistas utilizaram um método comum em estudos comportamentais. Primeiro, os pintinhos foram expostos a dois ambientes diferentes.

    Em uma sala, um humano permanecia em silêncio, sem interação. Já na outra, os animais recebiam carinho, eram manuseados com calma e ouviam palavras em tom suave.

    Na sequência, os pesquisadores liberaram os pintinhos para escolher onde gostariam de permanecer. O resultado foi direto: a maioria optou pela sala onde havia interação gentil.

    Além disso, os animais não evitaram totalmente o ambiente neutro. No entanto, demonstraram preferência ativa pelo espaço associado ao carinho, o que indica uma atração real pelo toque humano.

    Impacto direto no agronegócio

    Os resultados vão além da curiosidade científica. Na prática, o estudo aponta caminhos para melhorar o manejo dentro das granjas.

    Ao adotar práticas mais cuidadosas, produtores podem reduzir o estresse dos animais. Consequentemente, isso pode favorecer o desenvolvimento dos pintinhos e melhorar o bem-estar geral no sistema produtivo.

    Além disso, a pesquisa reforça uma mudança importante no setor: o bem-estar animal deixa de ser apenas a ausência de sofrimento e passa a incluir a promoção de experiências positivas.

    Pequenas mudanças, grandes resultados

    Os cientistas destacam que não são necessárias mudanças complexas ou altos investimentos. Pelo contrário, ajustes simples no comportamento dos trabalhadores já fazem diferença.

    Assim, o estudo indica que o futuro da produção animal pode estar ligado a práticas mais humanizadas e conscientes, que beneficiam tanto os animais quanto a produtividade.

  • Ovo atinge preço mais alto em 22 meses no Brasil

    Ovo atinge preço mais alto em 22 meses no Brasil

    O preço do ovo no Brasil alcançou o patamar mais elevado em 22 meses, segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). Em fevereiro de 2025, a caixa com 30 dúzias de ovos brancos chegou a R$ 227, um aumento de 61% no mesmo período . O cenário combina fatores climáticos, custos de produção e demanda sazonal, criando um desafio para consumidores e produtores.

    As ondas de calor recordes no verão brasileiro afetaram diretamente a produtividade das galinhas. Com temperaturas acima de 40°C em algumas regiões, as aves sofrem estresse térmico, desviando energia para regular a temperatura corporal e reduzindo a postura em 5% a 10%. Para mitigar o problema, granjas investiram em climatização, mantendo os galpões a 10°C, mas o custo adicional pressionou ainda mais os preços.

    Milho e soja: ração mais cara eleva custo

    A ração, composta principalmente por milho (60%) e soja (30%), registrou aumentos significativos. A saca de milho de 60 kg subiu 32% desde setembro de 2024, alcançando R$ 79 em fevereiro. Somam-se a isso os custos de embalagens, que dispararam mais de 100% em oito meses, segundo a ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal) 68. “O repasse aos preços finais tornou-se inevitável”, destacou o Instituto Ovos Brasil.

    A proximidade da Quaresma (5 de março a 17 de abril) tradicionalmente impulsiona o consumo de ovos, já que muitos católicos substituem carnes vermelhas por proteínas brancas. Além disso, o retorno das aulas aumentou a demanda por merendas escolares, enquanto a alta nos preços da carne bovina levou consumidores a optarem pelo ovo como alternativa.

    Exportações e produção interna: impacto limitado, mas em alerta

    Embora as exportações de ovos brasileiros para os EUA tenham crescido 22,1% em janeiro (220 toneladas), elas representam menos de 1% da produção nacional. A ABPA ressalta que o mercado interno ainda é prioritário, com expectativa de produzir 59 bilhões de unidades em 2025. No entanto, especialistas alertam que um aumento contínuo nas vendas externas poderá tensionar a oferta doméstica. Ainda mais com a  crise do preço dos ovos que ocorre nos Estados Unidos.

    Perspectivas: quando o preço deve cair?

    A ABPA projeta normalização dos preços a partir de meados de abril, após o fim da Quaresma, com o reequilíbrio entre oferta e demanda. Para 2025, estima-se aumento de 3,4% na produção, o que pode estabilizar os valores. Além disso, a expectativa de maior oferta de milho e soja no mercado interno deve aliviar os custos de ração.

    Impacto no bolso do consumidor

    • Consumo per capita: Em 2025, o brasileiro deve consumir 272 ovos/ano, ante 242 em 2023.
    • Peso dos ovos: Nova regulamentação reduziu o peso médio em 10 gramas por unidade, afetando o custo-benefício.

    Enquanto isso, supermercados relatam alta de até 40% nos preços atacadistas, com cartelas sendo vendidas a R$ 30 em algumas regiões. Para especialistas, o cenário reforça a importância de políticas que equilibrem custos de produção e acesso a alimentos essenciais.

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