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  • Safra 2026 de azeitonas bate recorde na Serra Gaúcha

    Safra 2026 de azeitonas bate recorde na Serra Gaúcha

    O Olivas de Gramado alcançou um marco histórico na safra de azeitonas de 2026 e consolidou o melhor desempenho desde o início da produção, em 2020. Em cerca de 60 dias de colheita, o empreendimento colheu aproximadamente 80 toneladas de azeitonas, cultivadas em mais de 12,6 mil oliveiras distribuídas em 29 hectares, na Serra Gaúcha.

    O volume representa um crescimento de 220% em relação à safra de 2025, quando a produção somou 25 mil quilos. O resultado garantiu a extração de mais de 10 mil litros de azeite extravirgem no lagar próprio, destinado às linhas especiais aromatizadas e ao rótulo Terroir Serrano, já reconhecido em mais de dez concursos internacionais.

    O avanço na produção reflete o manejo preciso dos olivais, aliado às condições climáticas favoráveis ao longo do ciclo. A equipe técnica também contribuiu diretamente para o desempenho, ao manter padrões elevados nas etapas de colheita e extração.

    Segundo o CEO e mestre lagareiro do Olivas de Gramado, André Bertolucci, a safra representa uma recuperação importante após anos desafiadores. “Depois de duas safras impactadas pelo clima, 2026 trouxe um recorde absoluto na quantidade de frutos colhidos, tanto no Olivas de Gramado quanto na maior parte dos olivais do Rio Grande do Sul”, afirma.

    Bertolucci destaca ainda o impacto do crescimento para o mercado. “O aumento da produção abre espaço para novos mercados. E fortalece o azeite brasileiro, que já se destaca pela qualidade e agora alcança um número maior de consumidores”, completa.

    Premiações internacionais

    A safra 2026 já conquistou reconhecimento fora do país. O azeite produzido pelo Olivas de Gramado recebeu medalha de ouro no Anatolian International Olive Oil Competition, na Turquia, e no Masters of Olive Oil, em Monte Carlo.

    O rótulo Terroir Serrano ainda participará de outras competições relevantes ao longo do ano, como o EVOO IOOC, na Itália, e o London IOOC, na Inglaterra.

    Olivoturismo em expansão

    Pioneiro no olivoturismo no Brasil, o Olivas de Gramado amplia sua atuação ao integrar produção agrícola e experiência turística. Localizado na Linha Nova, marco zero do município, o parque ocupa uma área cercada por Mata Atlântica e formações naturais com cristais de quartzo.

    O empreendimento oferece atrações que combinam lazer, gastronomia e educação. Entre as experiências disponíveis estão visitas guiadas pelos olivais, degustações sensoriais de azeite, trilhas ecológicas e atividades interativas.

    A estrutura inclui trattoria, cafeteria, áreas para piquenique e espaços temáticos. Os visitantes também podem participar de experiências como a criação de blends personalizados de azeite e imersões sobre a história e cultura da olivicultura.

  • Modo de fazer alimentos na serra gaúcha pode virar patrimônio cultural imaterial

    Modo de fazer alimentos na serra gaúcha pode virar patrimônio cultural imaterial

    O modo tradicional de preparo de alimentos pelas mulheres e suas famílias nas zonas rurais de Gramado, Canela e São Francisco de Paula pode ganhar o reconhecimento como Patrimônio Cultural Imaterial do Rio Grande do Sul. O objetivo do inventário de referências culturais, que será realizado nas comunidades rurais desses municípios nos próximos meses, é documentar e valorizar essas práticas.

    Em junho, três seminários vão apresentar a finalidade e a funcionalidade do inventário, além de mobilizar a comunidade para participar do processo. Gramado recebe o evento no dia 3, no Horto Municipal. Em São Francisco de Paula, o seminário ocorre no dia 4, no salão comunitário de Campestre do Tigre. A data em Canela ainda está em definição. Estimativas informais indicam que pelo menos 350 famílias da região mantêm, diariamente, hábitos que podem compor o inventário.

    Protagonismo feminino e tradição no preparo de alimentos

    O preparo de alimentos nas comunidades serranas destaca o protagonismo das mulheres, que impulsionam a cadeia produtiva, geram emprego e renda, e preservam tradições culturais ancestrais. Essas práticas são transmitidas de geração em geração desde a chegada de imigrantes italianos e alemães ao Brasil. E fortalecem a identidade e o sentimento de pertencimento nas comunidades.

    “Queremos identificar e documentar para promover as práticas culturais dessas mulheres”, afirma Fernanda Pereira, especialista em Patrimônio Cultural do projeto. “O processo de preparo dos alimentos pelas famílias carrega forte traço cultural e reúne todas as características de patrimônio cultural imaterial”, destaca.

    Inventário de referências culturais valoriza a cultura gaúcha

    O inventário de referências culturais utiliza métodos internacionais para identificar e documentar práticas culturais das comunidades. “Nosso objetivo é destacar o protagonismo das mulheres da região, que preservam a cultura gaúcha e fortalecem a economia local”, ressalta Adriane Laste, coordenadora executiva do projeto.

    Os encontros para apresentação da metodologia e identificação dos entrevistados contam com a participação de representantes das prefeituras, Emater/RS-Ascar, associações rurais, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae), Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e entidades da sociedade civil.

    Sandra de Moraes Silva, extensionista social da Emater/RS-Ascar de São Francisco de Paula, reforça. “A Emater já promove o resgate cultural e o fortalecimento das comunidades rurais, inclusive com o resgate de receitas tradicionais. Este projeto amplia o alcance e a efetividade dessas ações. Em São Francisco de Paula, o seminário acontece na comunidade de Campestre do Tigre, de origem italiana, reconhecida pela forte presença de tradições culturais, o que destaca a importância do inventário”.

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