Tag: Graciela Mognol

  • BASF anunciou mudanças em sua Divisão Agro

    BASF anunciou mudanças em sua Divisão Agro

    A BASF anunciou mudanças em sua estrutura, nomeando Graciela Mognol como nova diretora de Marketing da Divisão de Soluções para Agricultura no Brasil. Graciela, que atuava desde outubro de 2023 como diretora para o Sistema de Cultivos Soja, assume o cargo no lugar de Hugo Borsari. Ele se mudará para os Estados Unidos para ocupar a vice-presidência do negócio de Sementes na América do Norte.

    Graciela Mognol é engenheira agrônoma formada pela Universidade de Passo Fundo (UPF). Ela possui especialização em Marketing pela Northwestern University – Kellogg School of Management, em Chicago (EUA). Com mais de 20 anos de experiência em vendas e marketing, ela já passou por grandes empresas do setor agro e da construção civil. Em sua nova função, Graciela pretende dar continuidade ao trabalho que vem realizando na BASF.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Inteligência Artificial promete revolucionar a gestão de irrigação na agricultura
    + Agro em Campo: Conheça a batata-doce que combate à fome no Semiárido pernambucano

    “Nesse tempo, consegui apoiar a aceleração da nova fase de integração das equipes de sementes, proteção de cultivos e agricultura digital, fortalecendo nossa visão holística para os sistemas de cultivo. O objetivo sempre foi e será melhor atender os nossos clientes, entendendo suas dores e desafios. A partir de agora, minha missão será continuar a traçar estratégias para nos conectarmos cada vez mais com os produtores e trabalhar pelo nosso maior propósito: a agricultura brasileira”, afirmou Graciela.

    Graciela Mognol é nova diretora de Marketing da Divisão Agro da BASF no Brasil

    Nova fase também para Hugo Borsari

    Hugo Borsari ingressou na Divisão Agro da BASF em 2018 como diretor do Negócio de Sementes no Brasil e, posteriormente, assumiu a mesma posição para a América Latina. No último ano, ele focou na integração das equipes para acelerar a capacidade da empresa de oferecer soluções que atendam às necessidades dos agricultores. “Olho para essa nova fase com entusiasmo por ter a oportunidade de seguir na agricultura. E trabalhar e conhecer um novo mercado, novos colegas e nova cultura”, declarou Borsari.

    Rafael Vicentini, engenheiro e especialista em Agronegócios pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), será o novo responsável pela Diretoria de Marketing para Sistemas de Cultivo Soja. Ele assume a posição deixada por Graciela Mognol.

    Com essa reestruturação, a BASF busca fortalecer sua presença no mercado agrícola brasileiro. E continuar a oferecer soluções inovadoras e sustentáveis para os produtores do país.

  • La Niña – mudanças no clima vão impactar o preço da alimentação

    La Niña – mudanças no clima vão impactar o preço da alimentação

    As mudanças climáticas, especialmente a influência do fenômeno La Niña, devem impactar significativamente os preços da alimentação na próxima safra no Brasil. Especialistas alertam que as condições climáticas adversas podem afetar a produção agrícola, resultando em uma elevação nos custos dos alimentos.

    O La Niña, caracterizado pelo resfriamento das águas do Oceano Pacífico, pode provocar alterações nos padrões de chuva e temperatura, impactando diretamente as safras de diversos produtos agrícolas. Essa situação pode levar a uma redução na oferta de alimentos, o que, por sua vez, tende a elevar os preços no mercado.

    Para enfrentar esses desafios, ferramentas digitais têm se mostrado aliadas importantes para os agricultores. A utilização de tecnologias de monitoramento climático e gestão agrícola pode auxiliar na tomada de decisões mais informadas, permitindo que os produtores se adaptem rapidamente às mudanças nas condições climáticas. Essas soluções digitais podem otimizar o uso de insumos e melhorar a eficiência na produção, ajudando a mitigar os efeitos negativos das mudanças climáticas.

    Com a expectativa de que o La Niña continue a influenciar o clima nos próximos meses, é crucial que os agricultores se preparem e adotem estratégias que possam garantir a sustentabilidade e a rentabilidade de suas atividades. A combinação de tecnologia e práticas agrícolas adaptativas pode ser a chave para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas. E também garantir a segurança alimentar no Brasil.

    Impactos no Brasil

    As expectativas apontam para um período com menos chuvas no Centro-Sul do País, concentrando as precipitações nas regiões Norte e Nordeste.

    No que se refere à safra de soja 2024/2025, agricultores já buscam seus insumos para o novo ciclo. E se preparam para iniciar o plantio, que deve ser puxado por Mato Grosso em setembro. Porém, os desafios começaram antes mesmo da temporada.

    Por conta dos padrões de chuva atípicos, os agricultores devem planejar o plantio e o manejo de forma a mitigar os efeitos do La niña. Algumas estratégias, como a escolha de cultivares certificadas, de alta qualidade, mais precoces ou tardias (dependendo da região), escalonamento de plantio, uso de tratamento de sementes, aplicações preventivas e com intervalos corretos de fungicidas, bem como o auxílio de ferramentas digitais, podem reduzir os riscos de perda de produtividade.

    De acordo com a diretora de Marketing para Sistemas de Cultivo Soja da Divisão de Soluções para Agricultura da BASF, Graciela Mognol, esse é o momento para o agricultor analisar o cenário em sua região. E tomar decisões de compra baseadas em dados, procurando profissionais capacitados para auxiliá-lo.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Girassol – opção rentável para diversificar a produção agrícola
    + Agro em Campo: Costa Rica abre mercado para abacate brasileiro

    “Podemos ter secas na região Sul do Brasil, principalmente no período inicial, quando o cultivo ainda está se adaptando no solo. Já no Cerrado, especialmente em Mato Grosso, vemos chuvas em excesso, principalmente no momento da colheita. Entender essa complexidade climática é fundamental para que se possa extrair o máximo da lavoura e minimizar impactos”, afirma.

    Escolhendo cultivares e momento de plantio

    Na hora de decidir as cultivares de soja e escolher o momento do plantio, a dica é não apostar todas as fichas em uma só estratégia. Optar por cultivares com diferentes níveis de maturação e combinar com escalonamento de plantio (semear a lavoura em momentos diferentes) pode ser uma alternativa interessante.

    Para o Sul, a dica é escolher cultivares médias e tardias, que possuem um ciclo mais longo, considerando a previsão de período de seca na fase vegetativa da lavoura. Dessa forma, o agricultor abre uma janela maior de recuperação para que a planta se desenvolva. Optando por cultivares muito precoces, o risco é comprometer todo o potencial produtivo por conta da escassez hídrica.

    Já no Cerrado, o apodrecimento de vagens e grãos pode ser uma grande dor de cabeça. Isso em decorrência da previsão de chuvas na época de colheita. Por isso, escolher cultivares com tolerância a doenças de fim de ciclo. E que suportem o clima mais úmido nessa fase. Além de escalonar a semeadura para conseguir colher as áreas em momentos diferentes, é decisivo no resultado da safra.

    Além disso, existem ferramentas podem ser grandes aliadas na tomada de decisão dos agricultores. A solução de semeadura em taxa variável permite que seja realizada uma melhor distribuição das sementes de acordo com potencial produtivo de cada talhão. Possibilitando assim uma maior eficiência no uso de insumos, melhor uniformidade no campo e maior produtividade.

    Outra solução é a de gestão nutricional do talhão que oferece uma coleta de solo otimizada e uma recomendação digital de nutrientes e corretivos de solo em taxa variável. Essas e outras soluções contribuem para aumentar a produtividade e a rentabilidade no campo por meio de tecnologias somadas ao conhecimento agronômico.

    Prevenir doenças é melhor que tentar controlar

    Já para o manejo de doenças, os fungicidas preventivos e seletivos serão uma das chaves para alcançar a máxima produtividade na safra 2024/2025. O mais recomendado é impedir que doenças como ferrugem, mancha-alvo, cercospora e mofo-branco se instalem na lavoura, em vez de realizar manejos curativos, que não conseguem controlar 100% da disseminação dos patógenos. Por isso, as primeiras aplicações de fungicidas são essenciais.

    Por conta do cenário de chuvas mais irregulares no Sul, por exemplo, alguns agricultores podem escolher aumentar o intervalo entre as aplicações, visando reduzir a fitotoxicidade (danos nas folhas). No entanto, essa decisão pode piorar o cenário futuro: quando a área estiver mais úmida, as doenças podem evoluir de forma rápida.

    Para reduzir esses danos, duas práticas são fundamentais: escolher soluções altamente seletivas e programar aplicações noturnas, que têm o intuito de reduzir os efeitos dos raios solares fortes e das altas temperaturas, que podem causar danos às folhas e reduzir a produção.