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  • Governo lança plano de guerra contra o caruru-gigante

    Governo lança plano de guerra contra o caruru-gigante

    O Governador Tarcísio de Freitas e o secretário de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho, assinaram na última sexta-feira (20) o Plano Estadual de Prevenção, Controle e Erradicação do caruru-gigante (Amaranthus palmeri). A Resolução SAA nº 7/2026, publicada no Diário Oficial, define as regras técnicas e operacionais para eliminar a planta daninha invasora do território paulista.

    A medida oficializa a força-tarefa que a Defesa Agropecuária iniciou em 3 de fevereiro, logo após a confirmação do primeiro foco no município de Mirassol, na região de São José do Rio Preto. Na ocasião, os fiscais interditaram a propriedade, eliminaram as plantas e iniciaram o monitoramento ampliado da área.

    Agora, com o plano em vigor, a Secretaria organiza as ações de vigilância fitossanitária, fiscalização e erradicação em todo o estado. O protocolo prevê a padronização dos procedimentos, incluindo a rastreabilidade das áreas, o manejo integrado da praga e o controle rigoroso do trânsito de máquinas e implementos agrícolas.

    “A resposta rápida do Estado agora se consolida num plano permanente. Estamos mobilizando toda a estrutura da Secretaria, em parceria com produtores, prefeituras e instituições de pesquisa, para evitar a disseminação da praga e preservar a competitividade da nossa agricultura”, afirma o secretário Geraldo Melo Filho.

    Impacto bilionário

    A preocupação do governo tem lastro econômico. O caruru-gigante ataca culturas estratégicas como soja, milho e algodão, que juntas movimentam R$ 13 bilhões no Valor da Produção Agropecuária paulista.

    A soja responde por cerca de R$ 8,9 bilhões anuais, o milho supera R$ 4 bilhões e o algodão atinge R$ 181 milhões. Caso a praga se espalhe, os prejuízos podem vir tanto da queda de produtividade quanto do aumento significativo dos custos para controle.

    “As ações incluem vigilâncias ativas e passivas, controle de máquinas, manejo integrado e eliminação imediata dos focos. Precisamos que todo o setor produtivo embarque nessa para extinguirmos a praga com a máxima eficiência”, explica Alexandre Paloschi, diretor do Departamento de Defesa Sanitária Vegetal.

    Ameaça silenciosa

    O Amaranthus palmeri não é uma planta daninha comum. De crescimento rápido e elevada agressividade, a espécie apresenta resistência a herbicidas e uma capacidade reprodutiva impressionante. Cada planta fêmea produz de 200 mil a 500 mil sementes, dependendo das condições ambientais.

    Outro fator de alerta para os agrônomos é que as fêmeas podem gerar sementes viáveis mesmo sem a polinização por plantas machos. Essa característica exige monitoramento contínuo das áreas agrícolas.

    Diante de qualquer suspeita da praga, especialmente em locais com indícios de resistência a herbicidas, produtores e técnicos devem contatar imediatamente a unidade da Defesa Agropecuária mais próxima.

  • Municípios paulistas recebem maquinário do Governo Estadual

    Municípios paulistas recebem maquinário do Governo Estadual

    O Governo do Estado de São Paulo entregou 304 máquinas agrícolas e caminhões-pipa que o para 250 municípios atendidos pelo programa Patrulha Rural.  Um investimento de aproximadamente R$ 86 milhões. As entregas foram realizadas na Fazenda Santa Eliza, pertencente ao Instituto Agronômico de Campinas (IAC), na manhã desta terça-feira (23).

    A cerimônia também contou com a homologação do último concurso público da Diretoria de Pesquisa de Tecnologia dos Agronegócios (Apta) e com a assinatura de uma resolução conjunta que integra os programas Agro SP + Seguro e AgroClimaSP para reforçar ações de resiliência climática nas áreas rurais.

    Detalhe das entregas

    Foram distribuídos 90 rolos compactadores, 90 pás carregadeiras, 35 retroescavadeiras, 39 tratores agrícolas e 50 roçadeiras hidráulicas, com investimento estadual de R$ 76,3 milhões. Além disso, 20 caminhões-pipa foram entregues pelo programa Agro SP + Seguro, em um aporte adicional de R$ 9,8 milhões.

    Segundo a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, os equipamentos vão apoiar tanto a produção agropecuária quanto a manutenção de estradas rurais e a prevenção de incêndios. Desde 2023, a pasta já repassou cerca de 450 equipamentos a municípios paulistas, totalizando mais de R$ 120 milhões em investimentos.

    Presenças e anúncios

    Participaram da solenidade o governador Tarcísio de Freitas, o secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai, e o prefeito anfitrião, Dário Saadi, além de prefeitos, vice-prefeitos do municípios beneficiados, deputados federais e estaduais, secretários municipais e estaduais, representantes da Polícia Militar, da Guarda Civil Municipal de Campinas e da Defesa Civil estadual.

    Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    “Temos a alegria de compartilhar algo que os produtores rurais pediam muito, que são as máquinas. Uma pá carregadeira, um rolo compactador, um trator agrícola podem dar suporte para um pequeno agricultor e fazer a manutenção de estradas, por exemplo. Também temos a Defesa Civil e a Agricultura cada vez mais conectadas. O acordo assinado hoje vai nos ajudar nas questões de prevenção, alertas e preparação de pessoal para o enfrentamento de desastres”, afirmou Tarcísio de Freitas.

    Pesquisa e inovação

    Durante o evento, a Diretoria de Pesquisa de Tecnologia dos Agronegócios (Apta) homologou 37 pesquisadores aprovados em concurso público. Eles irão reforçar os quadros do Instituto Biológico (IB), Instituto de Pesca (IP), Instituto de Zootecnia (IZ), Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), Instituto Agronômico (IAC), Instituto de Economia Agrícola (IEA) e da Apta Regional.

    De acordo com o governo estadual, a medida fortalece os projetos de pesquisa e inovação voltados ao desenvolvimento da agropecuária paulista e nacional.

    “Que dia feliz, que prazer receber vocês aqui na Casa da Pesquisa, no IAC, fundado pelo imperador Dom Pedro II há 138 anos. Hoje celebramos o agro de São Paulo, mola propulsora da economia deste Estado. As mulheres e os homens do campo são os verdadeiros heróis do Brasil. Onde há cooperativa, o IDH é alto; onde há agroindústria, o trabalho é de qualidade. A entrega de hoje vai transformar a vida desses heróis do campo e levar dignidade para escoar a produção. Essa conquista é do povo do Estado de São Paulo”, declarou o secretário Guilherme Piai.

    Resiliência no campo

    A integração dos programas Agro SP + Seguro e AgroClimaSP, oficializada na cerimônia, busca ampliar o monitoramento agrometeorológico, difundir alertas e capacitar agentes municipais. A expectativa é fortalecer a prevenção e a resposta a incêndios e desastres climáticos, em benefício direto dos produtores rurais e das comunidades do campo.

  • “Brasil é o melhor exportador de café”, destaca secretário de SP

    “Brasil é o melhor exportador de café”, destaca secretário de SP

    Durante entrevista concedida ao portal Agro em Campo, o secretário Executivo de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Alberto Amorim, reforçou o protagonismo do Brasil na produção e exportação de café. A declaração foi feita durante a cobertura especial do 10º Coffee Dinner & Summit, em Campinas (SP), nesta quarta-feira (02). 

    “O café no Brasil nunca deixou de ser importante. O Brasil nunca deixou, nos últimos 100 anos, de ser o maior exportador de café. Só que hoje o Brasil é o melhor exportador de café”, afirmou o secretário. 

    Em sua fala, Amorim destaca a transformação do país de um produtor do grão tradicional para um protagonista na produção de cafés especiais e de alta qualidade. Segundo ele, o café brasileiro passou por uma revolução nas últimas décadas, deixando para trás a imagem do “café bica corrida” e ganhando espaço como bebida sofisticada e gourmet. Como exemplo claro e objetivo, estão as nuances do vinho, que pode ser degustado de diversas maneiras. 

    Ao longo da entrevista, Alberto Amorim também destacou a relevância do evento promovido pelo Cecafé para o Brasil. Para ele, atingir o grau de excelência atual no setor foi possível graças a convenções do tipo. 

    “É muito importante. A gente precisa transcender o cenário que conhece muito café, que é produtor e exportador de café. A gente precisa chegar no coração do consumidor, daquele que precisa do café para acordar e daquele que não dorme sem café. Nós precisamos entender o que os nossos clientes precisam. E juntando todo mundo aqui, a gente discute isso”, comentou. 

    Na avaliação do secretário, a troca de experiências entre especialistas, empresários e pesquisadores contribui diretamente para o avanço da cafeicultura no Brasil. 

    “Em suma, a gente consegue fazer uma pesquisa de alta qualidade, com todo mundo e todo mundo colabora. E é nessa colaboração, nesse cooperativismo do melhor momento e melhores conhecimentos, que a gente vai atingindo cada vez mais excelência”.

    Investimento em inteligência e produtividade

    Amorim também abordou os investimentos do Governo de São Paulo na cafeicultura, que segundo ele, estão cada vez mais focados em inteligência, pesquisa e inovação, especialmente em um cenário de limitação orçamentária.

    “Tanto na pesquisa quanto no desenvolvimento de novas infraestruturas, nós não temos o numerário suficiente. Mas nós temos inteligência e criatividade. Foi aí que criamos uma forma de fazer parceria com iniciativas privadas”, explicou.

    Segundo o secretário, o foco é produzir melhor e não em maior escala territorial, com investimentos em pesquisa e desenvolvimento que contribuem na geração de mais mais recursos e produtividade. 

    “Produtividade e não mais produção. A gente quer produzir melhor e mais na mesma área. A gente não está cortando nenhuma árvore, mas a gente quadruplicou a produtividade. E isso é o que interessa”.

    Tecnologia tropical e liderança global

    Durante a entrevista, Amorim também ressaltou a liderança brasileira em tecnologias voltadas ao clima tropical e a busca internacional por conhecimento técnico nacional.

    “A gente está bem à frente da grande parte do mundo. Se a gente olhar para o mundo tropical, ele é um mundo muito dinâmico. Nós, no mundo tropical, temos a melhor tecnologia e os melhores conhecimentos. Por isso somos procurados por universidades de fora do Brasil para trocar conhecimento.”

    Ele lembrou que o país é referência em modelos como Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e no avanço da cafeicultura regenerativa, práticas que conciliam produção agrícola com preservação ambiental.

    “A gente é líder porque isso dá mais dinheiro, reduz custo e aumenta a produtividade em grana por hectare, que é o que sustenta o produtor”, concluiu.

  • Agro Clima SP: produtor rural terá dados climáticos gratuitos

    Agro Clima SP: produtor rural terá dados climáticos gratuitos

    O Agro Clima SP, programa do Governo de São Paulo, vai ampliar sua rede de monitoramento com mais 100 estações meteorológicas até 2026, garantindo dados climáticos gratuitos para produtores rurais e órgãos públicos. Desenvolvido pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) em parceria com o Instituto Agronômico de Campinas (IAC), a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) e a Fundação de Apoio à Pesquisa Agrícola (FUNDAG), o projeto já conta com 230 estações em operação em todo o estado.

    Dados em tempo real para tomada de decisão

    As estações fornecem informações atualizadas a cada 20 minutos, incluindo:

    •  Temperatura e umidade do ar
    •  Precipitação de chuvas
    •  Risco de incêndios e tempestades
    •  Umidade do solo (em algumas estações)

    Segundo Regina Célia de Matos Pires, pesquisadora e vice-diretora do IAC, os dados são disponibilizados gratuitamente não só para agricultores, mas também para prefeituras, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros.

    “O Agro Clima SP aumenta a resiliência agrícola, ajuda no manejo de recursos hídricos, controle de pragas e prognósticos de produtividade, contribuindo para uma agricultura mais sustentável”, afirma Regina.

    Tecnologia a serviço do campo

    As estações funcionam de forma autônoma, com energia solar, e algumas medem também a umidade do solo, permitindo irrigação mais eficiente. Durante a Agrishow 2025, duas estações foram expostas no estande do IAC, mostrando como a tecnologia pode otimizar o uso da água na agricultura.

    O programa está sendo ampliado em várias áreas, com destaque para o Alto Tietê, que receberá dez novas estações. As primeiras já estão sendo instaladas em:

    •  Barra do Una (São Sebastião)
    •  Maresias (São Sebastião)
    •  Caraguatatuba

    Orivaldo Brunini, diretor-presidente da FUNDAG, reforça que municípios e organizações podem firmar parcerias com o governo para receber os boletins diários.

    Por que isso é importante?

    •  Redução de perdas por eventos climáticos extremos
    •  Otimização da irrigação, evitando desperdício de água
    •  Melhor planejamento agrícola com dados precisos
    •  Apoio a políticas públicas de segurança alimentar e sustentabilidade

    Como acessar os dados?

    Produtores e instituições interessadas podem acompanhar as informações gratuitamente através dos canais oficiais do Agro Clima SP ou firmar convênios para recebimento personalizado.

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  • Cooperativa investe R$ 100 milhões em complexo agropecuário

    Cooperativa investe R$ 100 milhões em complexo agropecuário

    A Coopercitrus, cooperativa de produtores rurais com sede em Bebedouro (SP), está investindo R$ 100 milhões na construção de um novo Complexo Agropecuário em Araçatuba (SP), com o apoio do Governo do Estado de São Paulo. O anúncio foi feito durante a cerimônia de lançamento da Pedra Fundamental, que contou com a presença do secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo (SAA), Guilherme Piai, representando o governador Tarcisio de Freitas.

    O novo complexo, que deverá ser concluído em dois anos, visa atender à crescente demanda por soluções e infraestrutura para a cadeia pecuária na região. As instalações ocuparão um terreno de 50 mil m² localizado entre Araçatuba e Birigui, próximo à Rodovia Marechal Rondon (SP-300), um importante eixo logístico para o agronegócio. O projeto prevê a construção de uma moderna fábrica de ração, um TRR (Transportador Revendedor Retalhista) para distribuição de combustíveis, uma loja completa de insumos agropecuários e um espaço de atendimento aos cooperados128. A expectativa é que o empreendimento gere cerca de 130 empregos diretos e indiretos.

    Parceria de sucesso

    O secretário Guilherme Piai destacou a importância do setor do agronegócio para o Estado, que gera empregos e renda, especialmente para os pequenos e médios produtores rurais. Ele também ressaltou a parceria de sucesso entre as cooperativas agrícolas e o Governo do Estado, que beneficia o desenvolvimento regional do agronegócio paulista. Piai lembrou que o Estado conseguiu manter incentivos fiscais para diversas cadeias produtivas, inclusive a citricultura.

    A iniciativa busca diversificar a atuação da cooperativa e oferecer suporte estratégico aos cooperados. Segundo Fernando Degobbi, presidente da Coopercitrus, o novo complexo terá infraestrutura moderna para atender o produtor de forma integrada, com soluções de última geração.

    Além do investimento no novo complexo, o secretário Guilherme Piai destacou os resultados positivos no combate ao Greening, uma das maiores ameaças à citricultura paulista, através das ações da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA). A CDA superou a meta de 36.750 fiscalizações, garantindo a segurança alimentar e a proteção dos pomares. A SAA também lançou uma Linha de Crédito Fruticultura do FEAP de R$ 10 milhões em apoio aos produtores prejudicados pelo Greening, com condições facilitadas.

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  • São Paulo regulariza 5 propriedades rurais por dia

    São Paulo regulariza 5 propriedades rurais por dia

    O Governo de São Paulo tem avançado na regularização fundiária, com a marca de cinco propriedades rurais regularizadas por dia. Segundo dados da Fundação Instituto de Terras (Itesp), vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento, mais de 210 mil hectares de terras foram regularizados nos últimos dois anos. Até o final de 2024, a expectativa é que a Fundação conclua a regularização de mais de 11 mil propriedades em 70 municípios do estado.

    Com um investimento total de R$ 12 milhões, o programa já beneficiou mais de 3 mil imóveis rurais, incluindo propriedades de quilombolas e titulações para pequenos, médios e grandes produtores. Somente em 2024, mais de 200 mil hectares de terras públicas e privadas receberam atenção técnica especializada da fundação.

    Fernando José, um dos agricultores que recentemente recebeu a posse da terra, compartilha sua experiência: “A propriedade era do meu avô desde 1938. Agora, estamos recuperando nosso título e direito de propriedade, o que nos permitirá investir no futuro.” Ele destaca que a herança que pretende deixar para seu filho é o título de terra recebido do avô.

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    O secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Itamar Piai, ressalta que a regularização fundiária gera segurança jurídica e incentiva investimentos no campo. “Estamos vendo fazendas sendo ampliadas e produtores adquirindo novos silos. Com o registro do imóvel em mãos, os agricultores apostam em seus negócios, beneficiando toda a cadeia do agronegócio no estado”, afirma Piai.

    Política de regularização fundiária

    A política de regularização fundiária rural e urbana visa promover o desenvolvimento socioeconômico dos pequenos agricultores e trabalhadores urbanos, legitimando suas posses. Além disso, fornece ao estado mecanismos para proteger seus interesses em ações de desapropriação indireta nas áreas abrangidas por unidades de conservação ambiental.

    Os trabalhos técnicos realizados pela Fundação Itesp identificam áreas passíveis de regularização fundiária. O Programa de Regularização Fundiária Urbana e Rural é um projeto social do governo paulista voltado a pequenos posseiros que enfrentam insegurança dominial sobre os imóveis que ocupam.

    A equipe responsável pelas ações inclui advogados, engenheiros agrimensores, cartógrafos e técnicos em agrimensura. Com treinamentos específicos, as administrações municipais poderão atualizar suas bases cadastrais regularmente, reduzindo custos e ampliando receitas.

    A regularização fundiária em São Paulo representa um passo importante para garantir segurança jurídica no campo e fomentar o desenvolvimento econômico das comunidades rurais.

  • Governo Paulista lança linha de crédito para citricultores  

    Governo Paulista lança linha de crédito para citricultores  

    O Governo Paulista lançou uma linha de crédito para citricultores, visando combater doenças que afetam os pomares de citros, como o greening.

    Cada citricultor poderá obter até trezentos mil reais em crédito para aplicar em medidas preventivas ou de controle da doença, que é devastadora para os pomares. Com carência de trinta e seis meses, e juros a partir de três por cento ao ano, os citricultores terão  noventa e seis meses para pagar o credito.

    O Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap) disponibilizará linhas de crédito  aos produtores, que devem procurar a Casa de Agricultura de seus municípios para acessar o crédito.

    Combate ao Greening

    Desde o inicio da gestão, o Governo Paulista, por meio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, intensifica o combate ao Greening. Em novembro de 2023, o governador Tarcísio de Freitas oficializou o Comitê de Combate ao Greening. Cinco secretarias estaduais e representantes do setor citrícola vão propor políticas públicas e estratégias de controle da doença.

    O Instituto Biológico (IB-Apta) adota técnicas de controle biológico. Isso é usar inimigos naturais do psilídeo, inseto transmissor do Greening, para promover o equilíbrio das pragas e reduzir o uso de defensivos agrícolas. Esse controle é vital para o agronegócio de São Paulo. Além disso, o estado lidera a produção de laranjas no Brasil, exportando US$ 2 bilhões anuais e gerando 200 mil empregos em 9,6 mil propriedades.

    O Greening afeta todas as regiões citrícolas de São Paulo e pomares em Minas Gerais, Paraná, América do Sul e Estados Unidos, conforme o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus). Para complementar, a Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) realiza ações sanitárias e fiscalização para coibir o comércio ambulante de mudas. Em 2023, retiraram de circulação mais de 9 mil mudas. Além disso, a CDA também lançou um canal de denúncias para pomares abandonados ou mal manejados, visando orientar produtores sobre o controle do Greening.

    A legislação vigente obriga o controle eficiente do psilídeo e a eliminação de plantas sintomáticas em pomares com até oito anos. Além disso, o estado lidera a produção de laranjas no Brasil, exportando US$ 2 bilhões anuais e gerando 200 mil empregos em 9,6 mil propriedades.