Tag: GLP-1

  • Genu-in Academy: plataforma conecta profissionais de saúde às últimas evidências científicas

    Genu-in Academy: plataforma conecta profissionais de saúde às últimas evidências científicas

    A JBS, uma das maiores empresas de alimentos do mundo, lançou a Genu-in Academy, uma plataforma de educação continuada voltada a médicos, nutricionistas, nutrólogos e outros profissionais da saúde. A Genu-in, empresa da JBS Novos Negócios especializada em colágeno e gelatina, desenvolveu a iniciativa para ampliar o acesso a conteúdos baseados em evidências científicas atualizadas, produzidos por especialistas reconhecidos.

    A nutrição ocupa hoje um papel cada vez mais estratégico na prevenção de doenças, na promoção da longevidade e na melhoria da qualidade de vida. Nesse cenário, a nova plataforma busca oferecer aos profissionais um ambiente permanente de atualização técnica.

    Operações no interior de São Paulo sustentam a iniciativa

    A Genu-in mantém duas operações estratégicas no interior paulista voltadas à ciência, à inovação e à produção de ingredientes. Em Presidente Epitácio, a empresa opera uma fábrica 4.0, uma das mais modernas do setor, que produz peptídeos de colágeno e gelatina de alto valor agregado.

    Em Campinas, a empresa mantém o Centro de Inovação e Desenvolvimento de Colágeno, fruto de uma parceria com o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital). O centro reúne pesquisadores, infraestrutura e expertise científica para pesquisar, validar e aplicar tecnologicamente o colágeno em soluções de nutrição, bem-estar e qualidade de vida.

    Plataforma reúne webinars, e-books e estudos clínicos

    A Genu-in Academy disponibiliza webinars, e-books, estudos clínicos e materiais técnicos voltados à prática clínica. A proposta é contribuir para a capacitação contínua de profissionais que atuam diretamente na prescrição nutricional, em um mercado que evolui rapidamente e exige decisões cada vez mais fundamentadas em evidências.

    O lançamento acompanha uma transformação relevante no mercado de saúde brasileiro. O país já reúne mais de 200 mil nutricionistas registrados, número que cresce de forma consistente nos últimos anos. A nutrição deixou de se restringir à alimentação e passou a ocupar papel central na prevenção de doenças, no envelhecimento saudável e na promoção da qualidade de vida, o que amplia a demanda por atualização profissional contínua.

    O uso crescente dos medicamentos análogos de GLP-1 figura entre os fatores que aceleram essa transformação. Esses medicamentos ampliam a necessidade de estratégias nutricionais capazes de preservar massa muscular, saúde óssea e qualidade dos tecidos durante o processo de perda de peso. O primeiro webinar da plataforma vai justamente abordar esse tema.

    Diretor destaca papel da educação para a empresa

    Guilherme Moraes, diretor de Marketing da JBS Novos Negócios, afirma que a Genu-in Academy nasce para democratizar o acesso ao conhecimento. E conectar profissionais às evidências mais atuais produzidas por especialistas reconhecidos. Segundo ele, o investimento da JBS em educação eleva o nível técnico de todo o ecossistema de saúde. E aproxima ciência, inovação e prática clínica, dando aos profissionais mais segurança na tomada de decisão e na prescrição nutricional. Moraes acrescenta que a companhia acredita que o futuro da saúde combinará ciência, inovação e educação. E que a JBS pretende contribuir ativamente para esse movimento.

    Depois do primeiro webinar sobre GLP-1 e suplementação, a programação da Genu-in Academy vai incluir conteúdos sobre longevidade, saúde da mulher e novas evidências relacionadas ao colágeno e a outras proteínas funcionais.

  • Como Ozempic e Mounjaro estão abalando o mercado global de açúcar

    Como Ozempic e Mounjaro estão abalando o mercado global de açúcar

    O avanço das chamadas canetas emagrecedoras nos Estados Unidos começa a abalar um dos pilares da economia agroindustrial brasileira. Tradings norte-americanas de açúcar, como a Czarnikow, apontam os medicamentos à base de GLP-1, como Ozempic e Mounjaro, como responsáveis pela queda dos contratos futuros de açúcar para menos da metade do valor anterior no mercado americano, um dos principais destinos das exportações brasileiras da commodity.

    Foto: Freepik

    Desenvolvidos inicialmente para controle do diabetes tipo 2, esses medicamentos injetáveis também passaram a ser amplamente usados para emagrecimento. O efeito colateral para o agronegócio: os consumidores americanos estão comprando menos alimentos com açúcar de cana. O impacto já aparece nos dados oficiais.

    O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) cortou em 65% sua estimativa de consumo de açúcar no país em 2026, o equivalente a 35 mil STRV (Short Tons, Raw Value), conforme o Relatório de Perspectivas de Oferta e Demanda de dezembro de 2025. Uma série mensal mostra queda gradual ao longo de 2025, com acumulado próximo a 2%. Um número expressivo para um mercado historicamente estável.

    O Brasil responde por cerca de 23% da produção mundial de açúcar e tem nos Estados Unidos um comprador estratégico. A notícia chega em um momento já delicado. O setor sucroalcooleiro enfrenta custos operacionais elevados e impactos climáticos crescentes.

    A saída pelo etanol

    Uma característica estrutural do setor brasileiro pode amortecer o golpe. As usinas de cana têm flexibilidade para migrar rapidamente entre a produção de açúcar e a de etanol, conforme as condições de mercado.

    “Caso o mercado internacional se torne menos atrativo, as usinas brasileiras podem direcionar maior volume de cana para a produção de etanol, sobretudo quando as condições internas, como preço da gasolina, política de combustíveis e créditos de descarbonização, forem favoráveis”, explica Ieda Queiroz, advogada e coordenadora do setor de agronegócios do CSA Advogados.

    Frederico Favacho, sócio de agronegócios do escritório Santos Neto Advogados, reconhece a alternativa, mas sinaliza seus limites. “À medida que o preço do açúcar cair, as usinas vão usar suas estruturas para produzir etanol, e o aumento do volume vai derrubar o preço do combustível. Ainda assim, esse cenário vai depender do preço praticado, que hoje está estável e bem competitivo”, avalia.

    Impacto jurídico nos contratos

    Além do impacto econômico, Ieda Queiroz chama atenção para as consequências jurídicas que a volatilidade de preços pode desencadear. “Em contratos de fornecimento de longo prazo, exportação, hedge e financiamento atrelados a performance operacional, eventual instabilidade pode gerar discussões sobre reequilíbrio econômico-financeiro, cláusulas de hardship, força maior ou revisão por onerosidade excessiva, a depender da redação pactuada e da lei aplicável”, afirma.

    As negociações futuras também tendem a mudar de perfil. Segundo a advogada, os contratos devem passar a incluir mais mecanismos de proteção: cláusulas de ajuste de preço, earn-outs vinculados a indicadores de mercado, flexibilização de volumes mínimos e covenants financeiros calibrados para cenários conservadores. “Em outras palavras, além de um tema econômico, trata-se também de uma variável jurídica que o setor precisa incorporar à sua matriz de riscos contratuais”, conclui Ieda Queiroz.