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  • Megaleite 2026 bate recordes de público, negócios e produtividade em Belo Horizonte

    Megaleite 2026 bate recordes de público, negócios e produtividade em Belo Horizonte

    A 21ª edição da Megaleite, Exposição Brasileira do Agronegócio do Leite, terminou com resultados históricos para a pecuária leiteira nacional. Realizado entre os dias 2 e 6 de junho, no Parque da Gameleira, em Belo Horizonte (MG), o evento movimentou cerca de R$ 400 milhões, um crescimento de R$ 100 milhões em relação à edição anterior.

    Ao todo, aproximadamente 100 mil visitantes passaram pela feira, incluindo representantes de nove países: Bolívia, Colômbia, Costa Rica, Equador, França, México, Panamá e Portugal. A programação reuniu produtores, técnicos e investidores interessados em genética, inovação e gestão no setor leiteiro.

    Segundo Alexandre Lacerda, presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, o desempenho da feira reflete o momento positivo da atividade. “A demanda por genética bovina leiteira está aquecida em 2026. Os leilões registraram crescimento e as empresas ampliaram negócios e prospecções. O produtor percebeu que investir em genética superior aumenta a rentabilidade”, afirmou.

    Acordos técnicos e inovação genética

    Entre os destaques institucionais, a Megaleite sediou a assinatura de um termo de cooperação técnica entre a Embrapa Gado de Leite e a Associação Girolando. O acordo marca o início de um projeto de edição gênica da raça, com foco em características como resistência ao calor, imunidade, longevidade e produtividade.

    Também foi firmado um acordo para o desenvolvimento de pesquisas com a raça Girolando na Fazenda Santa Mônica, da Embrapa. Outro lançamento relevante foi a nova edição do Sumário de Touros e Fêmeas Girolando, já disponível ao público.

    Recordes de produção e genética em destaque

    A edição de 2026 ficou marcada pela quebra de três recordes produtivos em torneios leiteiros oficiais. O principal destaque foi a vaca Jornada Montross FIV LPN (Girolando 1/2), que estabeleceu novo recorde mundial com produção total de 337,950 kg de leite e média de 112,650 kg/dia.

    Outro recorde foi registrado pela vaca Gemada FIV Feriado 1259 Mogiana (Girolando 1/4), com produção de 263,790 kg e média de 87,930 kg/dia. Já entre as vacas jovens 3/4, Singela Countdown 23072 Campos Lima atingiu 269,780 kg, com média de 89,927 kg/dia.

    Julgamentos e grandes campeãs

    A Megaleite também sediou a 35ª Exposição Nacional de Girolando, com transmissão online que alcançou público internacional. As grandes campeãs foram:

    • Girolando 1/4: 1172 Maravilha Iva da Querença
    • Girolando 1/2: Oricema FIV Crushabull 2817 RS do Rancho Alegre
    • Girolando 3/4: 5906 FIV Brass Ricanata
    • Girolando 5/8-PS: Kalola FIV Blaska Fazenda Campina Verde

    Projetos e capacitação no setor

    Durante o evento, foram lançados os programas Girolando Jovem e Girolando Mulher, com foco na sucessão familiar e no fortalecimento da participação feminina na pecuária leiteira.

    A programação incluiu ainda palestras, cursos técnicos e atividades voltadas à gestão, melhoramento genético, produção de derivados e bem-estar animal. Entre as atrações, o Festival do Queijo Artesanal de Minas reuniu produtores e promoveu a valorização dos produtos regionais.

    Ao final do evento, a organização anunciou que realizará a próxima edição da Megaleite entre 8 e 12 de junho de 2027, novamente em Belo Horizonte.

  • Touro milionário apreendido em operação contra o PCC gera custo de até R$ 60 mil por mês

    Touro milionário apreendido em operação contra o PCC gera custo de até R$ 60 mil por mês

    A Polícia Civil apreendeu o touro Império durante uma operação contra lavagem de dinheiro ligada ao tráfico internacional de drogas comandado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). Reconhecido no circuito profissional de rodeios, o animal disputa etapas da Professional Bull Riders (PBR) e pode valer ao menos R$ 1 milhão, segundo as autoridades.

    Em entrevista ao g1, um veterinário que atua no mercado de rodeios em todo o país explicou que touros desse porte pesam, em média, 850 quilos. O especialista, que preferiu não se identificar, afirmou conhecer o Império e detalhou os custos para manter um animal desse nível.

    “Animais desse tipo pesam, em média, 850 quilos, e o custo de manutenção gira em torno de R$ 60 mil, considerando alimentação, transporte e terapias”, relatou.

    Segundo o veterinário, o Império pertence à categoria dos taurinos, resultado do cruzamento entre raças europeias e zebuínos, conhecidos pela presença do cupim. O animal também chama atenção pelo porte físico e pode chegar perto dos dois metros de altura.

    Touros como o Império consomem entre 35 e 45 quilos de alimento por dia. Para manter o desempenho nas arenas, os tratadores oferecem dietas compostas por alimentos volumosos e concentrados.

    Operação contra lavagem de dinheiro do PCC: polícia apreende dinheiro, cavalos e 3º touro melhor ranqueado em rodeios do Brasil — (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

    Histórico de vitórias e posição da PBR

    Fruto do cruzamento entre as raças Nelore e Girolando, o Império reúne características valorizadas nos rodeios, como força, resistência e maior vigor físico. Desde 2024, o touro acumula títulos importantes em competições organizadas pela PBR.

    O animal venceu etapas em Limeira (SP), em 2024, e em Gonçalves (MG) e Ijaci (MG), ambas em 2025. Além disso, alcançou a terceira colocação no ranking da Confederação Nacional de Rodeio (CNAR) em julho de 2025.

    A operação policial também mirou o influenciador digital Eduardo Magrini, conhecido como “Diabo Loiro”, dono da companhia responsável pelo animal. As autoridades prenderam o empresário no ano passado em outra investigação.

    Em nota, a PBR Brazil esclareceu que não mantém qualquer ligação com proprietários de touros. A entidade também explicou como funciona a escolha dos animais para as competições.

    “A PBR Brazil não possui vínculo direto ou indireto com proprietários de touros, e as contratações para cada etapa podem ou não ser feitas diretamente pelo organizador local”, informou.

    A organização acrescentou que seleciona os touros exclusivamente por critérios técnicos. “Com relação à contratação de touros de pulo, a seleção acontece exclusivamente com base no desempenho dos animais em eventos recentes”, destacou a entidade.

    Para pontuar no ranking da CNAR, o touro precisa vencer etapas credenciadas. O Império conquistou sua pontuação justamente pelas vitórias obtidas nas três competições promovidas pela PBR.

  • Tecnologia genética eleva produtividade da agricultura familiar em Mato Grosso

    Tecnologia genética eleva produtividade da agricultura familiar em Mato Grosso

    A aplicação de tecnologias de melhoramento genético vem modernizando a pecuária leiteira e impulsionando a agricultura familiar em Mato Grosso. O uso de sêmen de alta qualidade, transferência de embriões e acompanhamento técnico especializado tem permitido que pequenos produtores aumentem a produtividade dos rebanhos, reduzam custos e tornem a atividade mais sustentável.

    De 2020 a 2025, foram distribuídas 36.297 doses de sêmen, entre convencional e sexado, de raças como Holandês, Jersey, Girolando e Gir Leiteiro. As ações beneficiaram produtores de 60 municípios conectados a cooperativas e associações, promovendo o uso de genética superior e assistência continuada. O investimento total em sêmen, embriões e prenhes somou R$ 10,5 milhões, consolidando um salto de qualidade na cadeia leiteira familiar.

    Evolução técnica e mudança de mentalidade

    Segundo técnicos envolvidos no programa de melhoramento genético, os produtores passaram por uma importante mudança de mentalidade. O leite deixou de ser apenas uma fonte complementar de renda para se tornar uma atividade estruturada e competitiva, com potencial real de crescimento econômico e geração de oportunidades no campo.

    “Hoje, o produtor entende que investir em genética vale mais do que manter animais de baixa produção. As vacas conseguem produzir até quatro vezes mais leite, com melhor aproveitamento e menor custo por litro”, explica a médica-veterinária Vânia Ângela Kohl, coordenadora da iniciativa.

    Médica veterinária Vânia Ângela Kohl. Foto: Assessoria Seaf

    O Projeto de Melhoramento Genético por Transferência de Embriões, iniciado em 2020, registrou 4.378 prenhes sexadas de fêmeas em 34 municípios, beneficiando 925 produtores. O modelo de cooperação com associações e prefeituras prevê contrapartidas locais, que ampliam o alcance das ações e fortalecem o compromisso das comunidades rurais com a pecuária de precisão.

    Novilhas prenhes e biotecnologia consolidam nova fase da pecuária

    Outra frente de avanços foi o fornecimento de novilhas Girolando meio-sangue entre 2022 e 2024, com 324 animais entregues a 177 produtores em seis municípios, como Colniza, Terra Nova do Norte e Alta Floresta. Cada beneficiado recebeu duas novilhas e acompanhamento técnico obrigatório durante um ano, assegurando retorno produtivo e qualidade genética no plantel.

    A ampliação do programa segue garantindo o fornecimento de novilhas e suporte técnico nos próximos anos, reforçando a adoção de biotecnologia reprodutiva como ferramenta essencial para a sustentabilidade da cadeia leiteira.

    “O melhoramento genético é uma política estruturante que reduz custos, aumenta produtividade e garante a permanência das famílias no campo”, avalia Vânia Kohl.

    Casos que inspiram outras propriedades

    Os resultados no campo comprovam os avanços da pecuária familiar em Mato Grosso. Em Pontes e Lacerda, o produtor Marcus Aurélio, do Sítio Recanto, viu sua média de produção saltar de 3 para 16 litros de leite por vaca/dia após investir em inseminação com genética aprimorada.

    “Hoje consigo manter minha família no campo e viver do leite com rentabilidade”, relata o produtor.

    Já em Vera, o casal Sidnei e Luzia multiplicou a produtividade após aderir à transferência de embriões. Com a tecnologia, a fazenda Santa Helena passou a produzir 178 litros diários, ante uma média anterior de 20 litros.

    Foto: Assessoria Seaf

    “Uma vaca que produzia 31 litros agora chega a 35 litros por dia. O impacto é visível na fazenda e na renda da família”, conta Luzia.

    O sucesso dessas experiências demonstra que a modernização genética e o acesso à tecnologia estão redefinindo a pecuária leiteira. E transformando pequenas propriedades em empreendimentos sustentáveis e competitivos.

  • Tecnologia de embriões triplicam renda de produtores de leite

    Tecnologia de embriões triplicam renda de produtores de leite

    A biotecnologia de transferência de embriões está transformando a realidade de pequenos produtores de leite em Mato Grosso. Desde 2020, o projeto estadual já investiu mais de R$ 6,7 milhões e atendeu 1.043 produtores rurais em 32 municípios, resultando em 3.894 prenhezes confirmadas.

    A iniciativa da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) utiliza embriões sexados de fêmeas da raça Girolando ½ sangue, oriundos do cruzamento entre vacas Gir Leiteiro – com potencial produtivo superior a 5.000 kg de leite por lactação – e sêmen sexado de touros da raça Holandesa importados.

    Resultados comprovados no campo

    Em Campo Verde, o produtor Ademirson Machado, do assentamento Dom Osório, exemplifica o sucesso do programa. Beneficiário da primeira etapa em 2023, ele já contabiliza o nascimento de dez novilhas com alto padrão genético em sua propriedade.

    “Cada uma pode chegar a produzir até 35 litros por dia. Hoje, nossa média é de 25 litros. Um embrião desses custa de R$ 3 mil a R$ 4 mil, e sozinho a gente não conseguiria”, explica o pecuarista, demonstrando o impacto econômico da tecnologia.

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    Estudos técnicos da Seaf indicam que as vacas geradas pelo projeto devem produzir no mínimo 15 litros de leite diários, superando significativamente a média estadual atual de 4,34 litros. Essa melhoria pode representar um incremento de até R$ 735,60 na renda mensal por animal, potencialmente triplicando a receita de muitos produtores familiares.

    Secretária de Estado de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka. Foto: Divulgação

    “Este projeto oferece uma resposta concreta, com tecnologia de ponta, para que o pequeno produtor possa competir, aumentar sua renda e permanecer no campo com dignidade”, afirma Andreia Fujioka, secretária de Estado de Agricultura Familiar.

    Assistência técnica especializada

    O projeto conta com apoio integral da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) e secretarias municipais de agricultura. Os técnicos acompanham todas as fases, desde a seleção das propriedades até o monitoramento dos nascimentos.

    Suelme Fernandes, presidente da Empaer, destaca que “a transferência de embriões em rebanhos da agricultura familiar é uma das ações mais estratégicas que já executamos”, enfatizando a democratização do acesso à genética de excelência.

    O engenheiro agrônomo Marcelo Furtado, que acompanha o projeto desde 2022, relata resultados impressionantes: “Começamos com 66 prenhezes. Hoje, já temos novilhas com 26 meses prenhas novamente”.

    Em Campo Verde, já são quase 80 animais frutos do projeto, segundo o técnico da Empaer Kênio Batista Nogueira, que enfatiza como o programa tem “mudado a dinâmica das comunidades rurais e fortalecido a permanência das famílias no campo”.

    Projeto referência nacional

    A proposta prevê a oferta total de 2.000 prenhezes, divididas em quatro lotes, com cobertura em todas as macrorregiões de Mato Grosso. A execução conta com parcerias estratégicas envolvendo prefeituras, cooperativas e associações.

    O projeto de melhoramento genético por transferência de embriões já é considerado referência nacional no uso de biotecnologias reprodutivas na agricultura familiar, alinhado à política estadual de desenvolvimento rural sustentável.

    Juraci Vasto, secretário municipal de Agricultura de Campo Verde, confirma o impacto positivo: “É gratificante ver esse salto. Estamos em diálogo com a Seaf para expandir o projeto, porque a primeira etapa foi um sucesso”.

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  • Vaca Girolando bate recorde com produção de mais de 120 kg de leite

    Vaca Girolando bate recorde com produção de mais de 120 kg de leite

    A XXXIII Exposição Agropecuária e o XXXIX Torneio Leiteiro de Delfim Moreira, realizados entre 13 e 20 de julho, entraram para a história ao registrar um novo marco na produção leiteira brasileira. A vaca Eva Eros 19043 Campos Lima, da raça Girolando (3/4 Holandesa), produziu 120,846 kg de leite em três ordenhas no dia 18 de julho, superando expectativas e consolidando o evento como termômetro da excelência do setor em Minas Gerais.

    A campeã, filha de Poitara Eros e integrante do rebanho da Agropecuária Campos Lima (Fazenda ACL), destacou-se no tradicional torneio, que celebrou os 40 anos da propriedade. O resultado reflete anos de investimento em genética e manejo nutricional. Como destacou o zootecnista Wilis Souza, responsável pelo projeto: “Por trás deste recorde existe um trabalho incansável. É de todo dia, de vários anos e de muita gente!”.

    Minas Gerais: celeiro leiteiro do Brasil

    O estado, responsável por 27% da produção nacional de leite (IBGE, 2023), reafirmou sua liderança no setor. A microrregião de Delfim Moreira, que produz mais de 4 milhões de litros diários, exemplifica a combinação de clima favorável, tradição pecuária e tecnologia. O torneio, além de competitivo, serve como vitrine para inovações em genética e manejo, conectando produtores a compradores e fomentando programas como o “Leite Saudável”.

    O evento, organizado pela Prefeitura de Delfim Moreira com apoio das secretarias de Agricultura e Turismo, movimentou a economia local com shows sertanejos, feiras de artesanato e arrecadação de alimentos para famílias carentes. Nas redes sociais, a Fazenda ACL agradeceu a equipe e a comunidade: “Valeu, Delfim Moreira! Esse resultado é fruto do trabalho de todos os dias”.

    O recorde mineiro segue tendência de superação na pecuária leiteira. Em julho, a vaca “Paulistana”, da raça Girolando, havia marcado 112,393 kg/dia no Torneio Leiteiro de Batatais (SP). Portanto, mostrando a evolução da raça em diferentes regiões.

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  • Raça Girolando estabelece recordes históricos

    Raça Girolando estabelece recordes históricos

    A raça Girolando comemora 29 anos de oficialização, completados no dia 1° de fevereiro, com um marco histórico no número total de animais registrados. De acordo com a Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, foram realizados 108.404 registros genealógicos em 2024, o melhor desempenho desde a criação do Serviço de Registro Genealógico da raça em 1989. Esse número representa um crescimento de aproximadamente 11,4% em comparação a 2023.

    O desempenho de 2024 não apenas bateu o recorde anterior, que era de 106.371 registros em 2014, mas também estabeleceu novos marcos em outras duas categorias do Serviço de Registro Genealógico. O Registro Genealógico de Nascimento (RGN) finalizou o ano com 43.201 registros, superando os 42.640 do ano anterior. Já o Registro Genealógico Definitivo (RGD) – Genealogia Conhecida alcançou 45.010 registros, um aumento significativo em relação aos 37.586 registrados em 2023.

    Fatores contribuintes para o crescimento

    Leandro Paiva, superintendente técnico da Girolando, atribui esses recordes à valorização da raça no mercado nacional e internacional.  Além dos investimentos realizados pela entidade para aprimorar os serviços oferecidos aos criadores. “Mesmo em um ano economicamente desafiador, os criadores perceberam que investir em animais registrados é crucial para aumentar a produtividade e a rentabilidade na pecuária leiteira,” afirma Paiva. Ele também destaca a implantação da Central de Relacionamento, que visa auxiliar os associados e tornar o atendimento técnico mais ágil e eficiente.

    Em 2024, a Girolando ampliou suas ações para promover a raça em todo o Brasil. E utilizou análises de mercado geradas pela Central de Relacionamento para melhorar a qualidade dos serviços prestados. Domício Arruda, presidente da Girolando, ressalta que o recorde histórico reflete não apenas os esforços da Associação. Mas também o comprometimento dos criadores e técnicos com o avanço genético da raça. “Estamos focados no melhoramento genético dos rebanhos, visando índices que impactam diretamente na produção e produtividade,” afirma Arruda.

    Importância da raça Girolando

    Originada no Brasil na década de 1940 e oficialmente reconhecida como raça leiteira nacional pelo Ministério da Agricultura e Pecuária em 1° de fevereiro de 1996, a Girolando atualmente representa cerca de 80% do leite produzido no país, segundo dados da Embrapa. O crescimento contínuo nos registros reflete a força e versatilidade dessa raça, consolidando-a como uma das principais protagonistas na pecuária leiteira brasileira.

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  • Projeto de melhoramento genético une Brasil e Nigéria

    Projeto de melhoramento genético une Brasil e Nigéria

    O Brasil está ajudando a Nigéria a impulsionar sua produção de leite através da raça Girolando. O projeto, que conta com a participação da Embrapa e da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, visa o melhoramento genético do rebanho nigeriano usando técnicas avançadas como inseminação artificial e edição de genoma. A iniciativa, idealizada pela FAO, pretende melhorar a sustentabilidade e a viabilidade econômica da produção leiteira de pequena escala na África Subsaariana, utilizando raças bovinas locais adaptadas às condições regionais.

    Os produtores de leite da Nigéria estão inseminando vacas das raças locais Bunaji e Gudali com sêmen da raça Girolando. Segundo Abdullahi Mustapha, diretor da NABDA, a expectativa é aumentar a produção diária de leite de 2 para 10 a 15 litros por vaca. Mais de 600 vacas já foram inseminadas, resultando no nascimento de 250 bezerras F1. A meta inicial é realizar 2 mil inseminações em cem fazendas.

    Reprodução – Embrapa/Foto – Marcos Vinícius G. B. Silva

    O próximo passo é a análise genômica das vacas F1 para identificar características herdadas dos pais e prever o potencial de produção de leite. A NABDA está otimista quanto ao impacto do projeto, esperando que as novas vacas aumentem significativamente a produção de leite sem perder a adaptabilidade local.

    Para o Brasil, o projeto representa uma oportunidade de exportação de sêmen, embriões e tecnologia. Segundo Marcos Vinícius G. B. Silva, da Embrapa, o projeto fortalece a posição do Brasil como líder em tecnologia de ponta para a pecuária de leite. A cooperação internacional com a África é uma prioridade para a Embrapa, e há planos de expandir a iniciativa para outros países africanos e do Oriente Médio.

    Nigéria: Potencial e Desafios

    Com uma população de cerca de 210 milhões, a Nigéria é o país mais populoso da África e enfrenta desafios significativos em termos de produção de leite. Atualmente, importa cerca de US$ 1,5 bilhão em produtos lácteos anualmente. Mustapha acredita que o país tem potencial para se tornar um exportador de leite, graças ao grande rebanho bovino e à capacidade de melhorar geneticamente as raças locais.

    Desenvolvida pela Embrapa, a raça Girolando resulta do cruzamento das raças Gir e Holandesa, combinando alta produção de leite com adaptabilidade ao clima tropical. A raça tem mostrado um aumento significativo na produção de leite e aceitação crescente tanto no Brasil quanto internacionalmente. Em 2023, a produção de sêmen de Girolando aumentou mais de 11%, destacando-se como a raça preferida para produção de leite em regiões tropicais.

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    A colaboração com a Nigéria demonstra o potencial do Brasil em liderar a genética bovina para produção de leite em climas tropicais. O mercado global para essa tecnologia é vasto, com interesse de países como China e diversas nações africanas, sinalizando um futuro promissor para a raça Girolando e a pecuária leiteira brasileira.

    A parceria entre Brasil e Nigéria é um marco na cooperação internacional para o melhoramento da produção leiteira. Com tecnologia de ponta e raças adaptadas, ambos os países se beneficiam, contribuindo para um mercado global mais robusto e sustentável.

  • Acompanhe o Leilão Renovação Girolando     

    Acompanhe o Leilão Renovação Girolando     

    Participe do Leilão Renovação Girolando. Serão negociadas cento e vinte vacas em lactação e novilhas prenhes da Fazenda Recanto Verde.

    Exemplares de alto padrão genético, conhecidos pelos mais de 40 anos de experiência do grupo em pecuária leiteira, referência no mercado brasileiro estarão disponivéis para aquisição.

    https://www.youtube.com/watch?v=hj5xx7kbbdM

    Voce pode ver o catalogo disponível no link abaixo:

    Com apoio de Boi Assessoria e Zé Assessoria Pecuária, a realização é do Programa Leilões e transmissão pela Remate Web.  

    O leilão tem entre seus parceiros Sicoob Credplus, Matsuda, Passatempo Embriões, Nutribom e Cooperbom, entre outros.

    Mercado de leilões no Brasil

    O mercado de leilões de pecuária desempenha um papel fundamental na melhoria da qualidade do rebanho brasileiro. Assim, esses eventos são plataformas estratégicas para a comercialização de animais de alta genética, permitindo aos criadores adquirir reprodutores e matrizes de excelência, o que contribui diretamente para o aprimoramento das características produtivas e reprodutivas do rebanho nacional.

    Acesso a Animais de Genética Superior

    Os leilões de pecuária reúnem criadores e compradores de todo o país, oferecendo uma ampla variedade de animais de alta qualidade genética. Isso permite aos produtores rurais ter acesso a touros, vacas e novilhas com potencial genético superior, possibilitando enfim a melhoria do desempenho de seus rebanhos em termos de produtividade de carne e leite.

    Os leilões de pecuária são também espaços de troca de informações e disseminação de tecnologias. Durante esses eventos, os criadores têm a oportunidade de interagir com especialistas, técnicos e pesquisadores, discutindo sobre as últimas tendências e inovações no setor. Essa interação, assim sendo, contribui para a adoção de práticas de manejo e tecnologias que visam melhorar a eficiência produtiva e a qualidade dos rebanhos.

    Portanto, o mercado de leilões de pecuária é uma ferramenta poderosa para a melhoria da qualidade do rebanho brasileiro. Ao proporcionar acesso a animais de genética superior, valorizar os animais de elite, garantir transparência nas transações e fortalecer a cadeia produtiva, esses eventos contribuem significativamente para o desenvolvimento sustentável da pecuária nacional.

  • Megaleite encerra com recordes e anuncia data para 2025

    Megaleite encerra com recordes e anuncia data para 2025

    A 19ª edição da Megaleite chegou ao fim neste sábado (15/06), e a Associação Brasileira dos Criadores de Girolando já tem planos definidos para 2025. A próxima edição do evento será de 17 a 21 de junho, em Belo Horizonte/MG. Sem dúvida, a meta é repetir o sucesso deste ano, reunindo as principais raças bovinas leiteiras no Parque da Gameleira.

    A Megaleite é reconhecida como uma vitrine internacional da pecuária leiteira do Brasil, atraindo milhares de visitantes de diversos países para a capital mineira. Segundo Domício Arruda, presidente da Associação de Girolando, a exposição não só promove a genética brasileira, mas também impulsiona a economia local, gerando empregos diretos e indiretos, além de fomentar negócios em diversos segmentos.

    Na edição deste ano, que ocorreu de 11 a 15 de junho, a feira contou com a presença de 1500 animais de 160 expositores, representando as raças Girolando, Gir Leiteiro, Holandês, Guzerá, Guzolando, Jersey, Simental e Búfalos. Para o jurado Celso Menezes, a Megaleite reflete a notável evolução das raças nos últimos anos, destacando a qualidade genética alcançada, com vacas produzindo mais de 100 kg de leite por dia.

    Recordes impressionantes

    O evento também foi palco para quebras de recordes no Torneio Leiteiro da raça Girolando. A vaca Fanny FIV Kingboy 131 FGS Sapucaia, de Fernando Gonçalves dos Santos, estabeleceu um novo recorde ao produzir 306,960 kg de leite, com média de 102,320 kg/dia. Outro destaque foi a vaca jovem Tradição FIV Elixir Santa Luzia, de propriedade de José Freire Neto. Ela produziu 268,670 kg de leite, com média de 89,557 kg/dia.

    Além disso, a Megaleite 2024 registrou uma movimentação financeira estimada em R$ 220 milhões.  Houve a participação de cerca de 100 empresas expositoras de diversos segmentos. Comitivas de vários países, como Índia, Colômbia, México, Equador, El Salvador, Costa Rica, Panamá, Bolívia e Venezuela, além de brasileiros de todas as regiões do país, passaram pelo evento.

    Megaleite: desenvolvimento da pecuária leiteira

    A Megaleite é realizada na capital mineira desde 2016. Desde então, vem consolidando como um dos principais eventos do setor no país. O objetivo é continuar promovendo o desenvolvimento e a qualidade da pecuária leiteira brasileira. Afinal, a programação sempre conta com leilões, shoppings de animais, cursos, palestras, competições, além de atrações para o público. O Agro em Campo segue acompanhando os destaques do setor leiteiro.